Notas iniciais
Capitulo dedicado à Lira Bloom por enviar a 2 recomendação da fic!

Bella POV:

‘Primos dos Lobisomens e dos Skinwalkers, os metamorfos podem se transformar em um animal específico, sendo predominante o gene Lupus.

Ao contrario de seus primos, os metamorfos não sofrem com a prata, para eles é funciona como qualquer outro metal.

O DNA de metamorfo é passado geneticamente, e acionado com a proximidade de seu maior inimigo. Os Primos dos Vampiros, os frios, criaturas sedentas de sangue, com olhos vermelhos e pele de mármore. São muito territoriais e...’

Hmmm, interessante...

Peguei um diário em branco, era o terceiro que eu iniciava com anotações sobre minhas caças. Escrevi em tinta preta acima da página: Metamorfos. E logo abaixo escrevi: Inimigo: Frios, primos distantes dos vampiros, são a causa das transformações. Na linha abaixo escrevi: Não são alérgicos a prata.

Peguei o diário novamente e pulei alguns parágrafos com mais algumas descrições, até chegar nas habilidades dos metamorfos.

‘Temperatura incrivelmente quente

Amadurecimento do corpo durante a transformação, após a primeira transformação eles param de envelhecer

Cura acelerada

Todos os seus sentidos são melhorados.

Transformação instantânea, sem precisar do auxílio da lua’

Pulei umas duas folhas parando em uma pagina de livro recortada e colada no diário, com o tópico, fraquezas.

‘Veneno de frio é mortal, morte instantânea no caso de infecção.

Ainda morrem se forem atingidos em pontos vitais.’

­-BELLS? – Ouvi Charlie gritar lá de baixo. – VOCÊ TÊM VISITAS! – Completou. Demoraram mais do que eu pensava.

– JÁ VAI! MANDE ESPERAREM AÍ EM BAIXO EU ESTOU TROCANDO DE ROUPA! – Gritei. Tinha que esconder todos os meus diários caso algo aconteça, esse tipo de informação não pode cair em mãos erradas. Em uma velocidade sobre-humana juntei todos os diários guardando-os dentro do baú em segundos e fechei sabendo que os símbolos escritos em Enoque, só deixariam que eu abrisse a caixa. Corri para meu armário tirando minhas roupas e vestindo um shorts e camiseta grande preta, enquanto abria a maleta preta e pegando alguns cartuchos especiais e colocando nas minhas armas guardadas em pontos estratégicos abaixo das minhas roupas.

Depois disso eu soltei meu cabelo do rabo de cavalo que eu tinha e desci as escadas lentamente.

Como o previsto toda a alcatéia estava ali. Incluindo Leah.

– Boa Noite. – Eu comentei em uma voz neutra, anunciando minha entrada mesmo que não precisasse. Me movi pela sala mantendo meu olhar em todos eles o tempo todo e me encostei num canto onde eu podia ver as duas entradas para a sala, as janelas, e ainda ter todos eles em minha linha de visão. Deixei-me em uma postura que parecia relaxada, mas que me permitia acesso a qualquer arma que eu tinha em mim sem problemas. Eu não sabia nada sobre eles, apesar de ser um ser sobrenatural, eu era uma caçadora, e seres sobrenaturais quase sempre eram um perigo, até mesmo aqueles considerados amigos.

– O que é isso Bells? Não vai sentar? – Charlie perguntou fazendo uma careta.

– Eu me sinto bem de pé. – Respondi olhando atentamente para seus rostos, suas reações, não mostrando nenhuma emoção no meu.

– Ela quer manter todos nós em sua vista. – Sam cortou minha desculpa, e eu impedi o sorriso irônico escapar em meu rosto, previsível.

– O que? – Charlie perguntou olhando estranhamente para mim e para os lobos. – Você quer dizer que...? – Ele não completou me olhando hesitante. Isso responde minha duvida. Charlie sabia sobre eles.

– Sim. – Sam acenou.

– Bells... – Charlie começou, mas parou ao ver o olhar vazio em meu rosto. Eu não sabia se podia demonstrar emoção ao redor deles ou se eles usariam isso contra mim, portanto, eu não mostrei nenhuma reação a isso, e Charlie sabia que pessoas que podiam esconder seus sentimentos tão bem eram perigosas, afinal ele era um policial.

– A que devo a visita? – Perguntei na mesma voz neutra ignorando o papo fiado.

– Como você fez aquilo? – Sam perguntou pra mim.

– Fez o que? – Charlie perguntou, mas foi ignorado por nós dois.

– É o meu trabalho. – Eu respondi sem dar informação.

– É o nosso também, mas como você foi capaz de fazer isso? – Sam modificou a pergunta.

– É o que eu sou. – Eu respondi quase me divertindo com a frustração em seu olhar.

– O que você é? – Sam perguntou, Charlie me olhava com incredulidade e duvida, enquanto os outros variavam de irritação, hesitação, cautela e curiosidade.

– Porque eu deveria responder? – Rebati.

– Olha, não vamos machucar você...

– A questão não é me machucar, eu faria o inferno de uma luta para todos vocês antes de ir pra baixo e com certeza não iria sozinha. Como eu disse é o meu trabalho. Agora, resta uma duvida, eu sou a presa ou o caçador? Eu me sinto muito como o caçador nesse momento... – Quase zombei a ultima parte.

– Do que vocês estão falando? – Charlie interrompeu com irritação.

– Qual é o seu trabalho? — Sam perguntou ignorando Charlie.

– Qual é o seu? – Perguntei.

– Meu trabalho é proteger La Push e os moradores da reserva. – Ele respondeu.

– Proteger de que? – Perguntei já sabendo a resposta.

– Sanguessugas. – Ele respondeu.

– E quanto ao resto? – Perguntei.

– Resto?

– Essa não pode ser a única coisa que você faz. Ou melhor, vocês fazem. Ser o que vocês são traz muito poder. – Eu falei.

– Nós protegemos nossa terra. É isso que fazemos, nós somos o que somos por isso. – Ele disse firmemente. Estreitei os olhos levemente para ele e falei.

– Meu trabalho é garantir que nenhum inocente seja machucado por monstros. Seja eles humanos ou seres sobrenaturais. – Eu falei observando suas reações.

– Você mata seres humanos? – Leah gritou se levantando bruscamente. Antes que ela pudesse terminar o movimento eu tinha uma arma em cada mão apontada diretamente para sua cabeça e para seu coração de onde eu estava, uma delas com cartuchos especiais, a outra normal. Todo mundo paralisou.

– Acha que essa coisa pode me matar? – Ela zombou.

– Talvez, se você der um passo podemos descobrir. – Eu retruquei friamente.

– Armas humanas não nos machucam. – Ela disse confiante.

– Eu não sou estúpida, mesmo que não soubesse que se atingida em um ponto vital você morre como qualquer humano, eu sei distinguir a verdade da mentira, então não tente ser confiante, você está muito longe de me enganar. – Ela hesitou por um segundo.

– Você está blefando.

– Eu tenho balas carregadas com veneno de vampiro. Algo que no momento em que entrar em seu sistema vai matar você instantaneamente. Um tiro na cabeça e no coração com isso aqui explodiria um buraco do tamanho de um punho no seu corpo, e eu não vou hesitar em fazer isso se você mostrar alguma ameaça. Você ainda duvida de que eu possa te matar? – Zombei a ultima parte minha voz soando como gelo.

– ISABELLA SWAN! O que você está fazendo? Onde conseguiu essa arma! Isso é ilegal! – Charlie gritou.

– Silencio Charlie. – Ele pareceu chocado com minha desobediência, mas eu me virei para Sam novamente, nunca vacilando minha aderência nas armas apontadas para Leah. – Continue. – Ele assentiu ainda olhando preocupado para as armas.

– Você mata humanos? – Ele perguntou cautelosamente.

– Monstros humanos, sim. – Eu respondi.

– O que isso significa? – Ele perguntou.

– Estupradores, assassinos, pedófilos, traficantes... Esse tipo de monstro humano. Humanidade não te faz perfeito, qualquer um pode ser um monstro, seres sobrenaturais apenas tem armas melhores. – Eu disse sem inflexão em minha voz.

– Quantos você já matou? – Sam perguntou.

– Perdi a conta quando estava em cinqüenta. – Falei.

– Quantos humanos há em média nessa soma? – Ele perguntou.

– Acho que dez ou onze... Minha especialização é em seres sobrenaturais, os humanos que matei foram apenas casuais, nada procurado. A policia foi feita para cuidar disso, e monstros sobrenaturais são mais perigosos. – Eu respondi.

– Como você sabia sobre nós? – Ele perguntou.

– Desde o jantar na casa dos Black, eu percebi que havia algo fora do comum com vocês. A alimentação, a temperatura, vocês começam a tremer como se fossem explodir quando estão com raiva, eu observei atentamente para um sinal que mostrasse o que vocês eram e para saber se vocês são os bonzinhos ou os monstros. Quando Charlie falou sobre os ataques, vocês todos ficaram tensos e solenes, preocupação e raiva eram as emoções que vocês tinham, não surpresa. Quando eu vi os lobos eu apenas somei um mais um. – Respondi.

Sam ficou calado por alguns instantes pensando profundamente. Voltei a olhar para Leah fixamente quando peguei o pequeno movimento em seu corpo, ela parecia tensa e tremia. Imediatamente acionei meus poderes e meus olhos brilharam clareando levemente enquanto eu mandava uma onda de entorpecimento e calma para ela.

– O que você está fazendo? – Sua voz demonstrava pânico decadente, porque eu estava forçando a calma para ela, impedindo a transformação. Todos se voltaram imediatamente para ela, observando suas pálpebras pesarem, e seu corpo relaxar visivelmente. Então todos me olharam e seus olhos se arregalaram principalmente ao ver meus olhos âmbar. Charlie desmaiou, e Quil fez um movimento para se levantar e pegá-lo, mas parou e olhou pra mim.

– Pegue-o. Mas não tente nenhuma gracinha. – Falei. E ele se moveu pegando Charlie e colocando-o no sofá.

– Você não pode matar todos nós. Não em balas o suficiente. – Leah disse sonolenta.

– É, mas quem vai ser o primeiro? – Zombei. – Alem do mais eu tenho facas, e sou muito boa com elas. – Eu tinha balas o suficiente, e facas o suficiente, mas deixe-a se enganar.

– Bella, por favor, se acalme. – Sam disse com as mãos separadas do corpo como se dizendo que era inofensivo. Se ele não pudesse rasgar alguém com as mãos eu até acreditaria...

– Eu estou calma, acredite, eu estou perfeitamente calma. Agora, me responda Vocês são os bonzinhos ou os monstros?

– Se eu disser bonzinhos, você vai baixar a arma? – Ele perguntou.

– Depende. Se você estiver mentindo eu atiro. – Falei.

– Nós somos os bonzinhos Bella, não machucamos pessoas. – Ele disse.

– Você não parece tão seguro disso. – Eu falei puxando a trava de segurança das armas com o polegar, enquanto ele engolia em seco nervosamente.

– É verdade. – Ele disse.

– Mostre-me. – Eu ordenei. – Se você me mostrar que vocês não machucam inocentes eu vou baixar as armas e deixar vocês explicar tudo diretinho sem nenhuma ameaça ou ataque. Se você provar-se um mentiroso eu vou matar Leah e vou passar para os outros até que sejam apenas cadáveres. – Eu disse.

– Você não pode sair ilesa de tudo isso. – Embry disse.

– Eu curo facilmente. Além do mais, se eu fizer isso seus corpos nunca serão encontrados. – Eu falei.

– Charlie saberá. – Quil disse.

– Se ele ainda estiver vivo, eu vou modificar sua memória. – Eu falei simplesmente. – Ele não vai nem lembrar de que eu estive aqui. – Eles pareciam convencidos de que eu podia fazer isso.

– Como eu posso mostrar a você? Você não é um lobo, não posso te mostrar minhas memórias. – Sam interrompeu.

– Mas eu posso lê-las. Basta tocar minha mão. – Eu disse.

– Você pode? – Ele perguntou meio em choque.

– Sim. Basta você me tocar e se lembra do que quer me mostrar. Eu vou ver isso. – Disse.

– Tudo bem, mas... Se eu provar que somos os bonzinhos, você vai responder nossas perguntas? Sobre o que você é e tudo mais? – Ele perguntou.

– Responderei algumas. Mas não posso prometer responder tudo, isso abrange muita coisa. Eu vou dizer, no entanto, o que vocês querem saber sobre o que eu sou. – Falei.

– Isto é uma promessa? – Ele perguntou.

– Sim, no caso de vocês serem bonzinhos. – Acrescentei. Ele assentiu.

– Eu vou fazer isso. – Ele disse dando um passo a frente.

– Se você tentar algo ofensivo, eu vou atirar em Leah estamos claros? – Eu falei.

– Sim. – Ele disse.

– Aproxime-se lentamente. – Ele fez o que eu disse e assim que ele estava quase a minha frente eu disse. – Mova-se para o meu lado e não impeça minha linha de visão dos outros. – Seu plano de tentar colocar-se na mira ao invés dos outros não deu certo.

Ele engoliu em seco ao ser descoberto, mas fez o que eu mandei. Lentamente eu baixei a arma com balas normais e mantive a arma com balas com veneno. Guardei a arma normal no coldre em minha cintura coberto pela blusa grande e estendi minha mão para Sam. Ele segurou minha mão e fechou os olhos se concentrando.

Fechei os olhos também, para poder ver as memórias junto com ele e um segundo depois eu falei em voz alta.

– Não se mova Embry. Eu ainda posso atirar. – Ouvi ele paralisando e Jake sussurrando em voz baixa se perguntando como eu fazia isso. – Comece Sam. – Disse já concentrando parte do meu poder em minhas mãos me fazendo sentir uma sensação elétrica e quente em minha palma, que fez Sam saltar levemente com a sensação e abrir os olhos. – É normal. Devo colocar um tempo limite? Não vou ficar assim a noite toda! – Assobiei em sua direção. Ele fechou os olhos e se concentrou.

Ele lembrou-se de quando se transformou, estava sozinho tinha acabado de receber um telefonema avisando da morte de sua mãe em um acidente de carro, ele se enfureceu e de repente ele sentiu-se como se seus ossos estivessem sendo esmagados e fogo corresse em suas veias. Ele lembrou-se do pânico que sentiu ao mudar, o mês inteiro em forma de lobo que ele passou sem conseguir voltar a forma humana, tanto por não saber, quanto por ainda estar irritado e em pânico. Quando ele voltou, sua vida ficou cada vez mais difícil, as perguntas sobre seu paradeiro que ele não podia responder com medo de ser taxado como louco, ele mesmo se achava louco, Leah, sua namorada constantemente perguntando sobre onde ele estava, seus constantes ataques de raiva e descontrole, o encontro com Quil Sr, o choque do ancião ao perceber a temperatura de Sam. A convocação do conselho dos anciãos, as explicações sobre a veracidade das lendas, os protetores, o alivio que sentiu ao perceber que não estava louco e não estaria sozinho por muito tempo, a tristeza ao descobrir que não podia contar para Leah, as brigas constantes com ela, por causa de seus desaparecimentos constantes para patrulhar ao redor da reserva. A visita de Emily, prima de Leah, o imprinting, a recusa de Emily de seus sentimentos por ele, por causa de seu relacionamento com Leah. O rompimento com Leah duas semanas depois do imprinting. A briga de Leah e Emily, onde Sam se enfureceu com Leah, e Emily o puxou pra longe, mas ele estava furioso de mais para qualquer coisa e assim que Leah estava fora de vista ele não conseguiu se controlar e se transformou acidentalmente machucando Emily.

Rosnei em voz alta para essa parte, Emily era inocente! Mas, por outro ponto de vista, Sam não tinha controle da situação. Porra!

Ouvi vagamente Charlie acordando atordoado, segundos depois percebendo o que acontecia, e perguntando o que estávamos fazendo, mas eu estava concentrada nas memórias.

Vi a dor e sofrimento de Sam quando ele percebeu que a tinha machucado, seu pânico e auto aversão. Sua fuga por várias semanas, tentando se manter longe dela para não machucá-la novamente. Sua perda contra a luta para ficar longe dela. Sua dor ao ver as feridas cicatrizando em seu rosto marcando-a para sempre. Suas suplicas por perdão, chegando a ponto de implorar de joelhos. A rendição de Emily para o relacionamento. A transformação de Jared, o novo encontro com o conselho para apresentar Jared como o segundo membro do bando, portanto o Beta, as patrulhas, a transformação de Paul, o novo encontro com o conselho, o imprinting de Jared em sua amiga de escola Kim, a explicação à Kim sobre as lendas e o imprinting, sua reação incrédula, a demonstração que eles deram a ela, sua aceitação das coisas, a gangue distribuindo metanfetamina para as crianças da reserva. Sam, Paul e Jared intimidando a gangue para fora da reserva, tornando-se conhecidos como a ‘gangue de La Push’ ou a ‘gangue de Sam’. A tristeza dos três ao saber que não poderiam sair da reserva, fazer faculdade... O Lobo os prendia a esta terra, era seu dever protegê-la. O aviso dos Anciãos para observarem os próximos possíveis lobos, Quil e Jake. O Choque quando Embry se transformou, desde que seu pai vem de uma reserva vizinha, a decepção de Embry ao descobrir que sua mãe tinha traído seu pai, e que um de seus melhores amigos poderia ser seu meio irmão. A recusa de Embry para tentar descobrir a identidade de seu pai biológico, a culpa de Sam ao perceber a tristeza de Embry ao não poder falar mais com seus amigos humanos, a transformação de Jake, a luta que Jake colocou se recusando o que era. A recusa de Jake de tomar seu posto como alfa que vinha com o sobrenome Black, a transformação de Quil, a morte de Harry Clearwater quando Leah se transformou em sua frente. O choque de todos da alcatéia e do conselho ao descobrir que uma mulher tinha se transformado. A culpa e remorso de Sam depois da transformação de Leah, a raiva e acidez que Leah jogava contra ele, Emily e todos no bando. A transformação de Seth depois de ficar furioso quando Leah não conseguiu ir ao velório de Harry, depois de estar tão chateada e furiosa sem conseguir sair da forma de lobo por uma semana inteira depois de sua transformação. O ódio de Leah contra os Cullens, ainda mais forte do que todos os outros no bando desde que a presença dos Cullens foi o que despertou os genes neles, sua culpa pela morte de seu pai, o namoro de Charlie e Sue, iniciado alguns meses atrás, a mudança de Charlie para a reserva. Charlie descobrindo o segredo deles ao ouvir Sue conversando com Billy, Charlie contando sobre o meu retorno...

Sam retirou sua mão da minha e me encarou em duvida se eu tinha visto. Eu assenti para ele indicando que eu tinha visto tudo.

– Está segura agora de que não somos monstros? – Ele perguntou sem certeza.

– O suficiente. – Eu falei vendo-o franzir a testa, mas eu o ignorei e perguntei. – Posso baixar a arma agora? Ou algum de você vai me atacar?

– Você viu... – Sam começou a dizer, mas eu o interrompi.

– A vingança é uma cadela. – Ele pareceu entender então assentiu.

– Nós não vamos atacar. – Ele assegurou olhando severamente para o resto dos meninos para afirmar sua ordem. Todos eles assentiram, menos Leah que apenas bufou, ainda sonolenta — Será que você podia libertar Leah do que quer que você esteja fazendo? – Sam pediu. Eu dei de ombros, minha arma já baixa, mas ainda em minhas mãos esperando a reação de Leah. Sam a olhou severamente e ela bufou voltando a se sentar.

– Tudo bem, agora vocês podem me explicar o que diabos está acontecendo? – Charlie rosnou com os olhos escuros de raiva olhando ente mim e Sam.

Fim do Capitulo. 9

Notas finais
E aí o que acharam? Será que Bella agiu muito cadela? Eu acho que não... Quer dizer, ela não sabe se pode confiar realmente neles, e não seria inteligente mostrar muito suas fraquezas... Ela estava no modo caçadora e é assim que ela sempre vai ser quando se trata do trabalho. A ameaça à Charlie seria realmente cumprida se ele fosse algum criminoso ou acobertasse alguma atrocidade que os lobos tivessem feito, ela lamentaria é claro, mas ainda sim, ela faria o que era certo. Espero que ninguém a ache muito má com isso... Então... O que vocês acharam sobre Leah? E o resto? Será que vocês gostaram desse capitulo? Espero que sim! No próximo capitulo um pouco mais sobre Bella é revelado... Quem está ansioso aí levanta a mão o/...
Beijinhos e até a próxima!