Notas iniciais
Sinto muito mesmo pela demora, eu ainda tô sem notebook mas achei hj uma pasta em meu pen drive com alguns capitulos, a maioria inacabados e resolvi postar algo para compensar todo o tempo de Hiatus.

Bella POV:

Eu suspirei pesadamente e me virei para Sam.

– Será que você quer trazer mais alguém para ouvir a história de primeira mão? Eu não quero ficar repetindo. – Ele me olhou cauteloso e eu falei.

– Eu não machuco inocentes, Sam. É contra os meus princípios. E eu também não costumo mentir em situações como essa. – Ele assentiu lentamente e falou.

– Eu vou chamar os anciões e as impressões. Eles devem estar aqui em alguns minutos. – Eu assenti me virando para Charlie que ainda fumegava.

– Não se estresse de mais pai, eu vou contar a verdade, você só tem que esperar alguns minutos, além do mais eu também deveria estar irritada por você esconder o segredo do lobo de mim, mas não estou então aquiete-se. – Ele bufou e se jogou no sofá outra vez parecendo muito como um adolescente birrento o que me fez rir um pouco. Percebi que Sam já tinha saído para chamar os outros e falei. – Eu vou colocar uma roupa descente. – Eu ainda estava usando shorts curtos e uma camiseta enorme de dormir.

Subi para meu quarto antes que qualquer um dissesse algo contra e retirei a camiseta e o short e olhando no espelho vendo refletido a imagem de uma garota semi nua, com apenas uma lingerie preta lisa e botas de cawgirl, e vários coldres com armas e facas ao redor de seu corpo.

Peguei uma leagging preta e a vesti colocando as bainhas para dentro da bota. Vesti uma blusa preta que ia até o meio das minhas coxas escondendo os coldres de facas ali, e os coldres de armas em minha cintura e base das costas. A blusa tinha mangas longas, escondendo as bainhas de adagas em meus pulsos, minha espada estava mantida em minha bota junto com um pequeno garrote e um frasco de água benta. Eu coloquei uma jaqueta preta longa que tinha por precaução sal, nos bolsos, e uma garrafa com óleo sagrado.

Abaixei-me ao lado da minha cama puxando o baú com os diários e carreguei-o escada abaixo. Eu iria precisar de provas de que eu não era apenas uma lunática e os diários eram minha melhor chance. Se eles não acreditarem talvez eu possa levar alguns deles para exorcizar um demônio ou algo assim.

Desci as escadas lentamente, relutante em contar para Charlie e os outros sobre mim. Esse era um segredo que poucas pessoas sabiam. Apenas Kally, Dean, Sammy e Bobby sabem, desde que John está morto.

Saí dos meus pensamentos ao chegar ao fim das escadas e caminhei para uma poltrona no canto a arrastando um pouco para ainda ter a visão de todos na sala mesmo sentada. Apesar de tudo eu ainda era cautelosa.

– O que é isso? – Quil perguntou olhando para o baú.

– Você vai descobrir em breve. – Respondi simplesmente ignorando seu beicinho.

Me sentei calmamente com o baú à minha frente, olhei para o baú percebendo que alguns dos símbolos estavam desbotados e saquei uma adaga do meu pulso em um movimento rápido. O silencio na sala era tenso, e eu podia sentir todos os olhares em mim, bem como as emoções que variavam de curiosidade, medo, interesse, hesitação e curiosidade.

Ignorei-os me aproximando do baú e passei a adaga em minha mão manchando com meu sangue, e recomecei a fazer os símbolos enoque para manter a magia que selava a caixa.

Eu podia sentir os olhares de choque e isso já estava começando a ficar chato.

– O que você está fazendo? – Jake perguntou.

– O que são esses símbolos? – Charlie questionou.

– Sua mão não dói? – Seth indagou.

– Eu estou refazendo os símbolos que garantem que somente eu posso abrir esse baú, e não minha mão não dói. – Respondi sem olhá-los.

– Que tipo de símbolos são esses? – Quil perguntou ao mesmo tempo em que Seth e Charlie diziam.

– Como é possível esses símbolos garantir isso?

– Mas você se cortou! Deve estar machucado!

– São símbolos enoques, eles garantem por causa do sangue e Seth, minha mão não está ferida veja. – Eu ergui a mão se mesmo tirar o olhar de um símbolo particularmente difícil, enoque era como runas, se você errar um traço se quer, você perde toda a magia do símbolo.

Ouvi-los suspirar e ofegar ao ver minha mão e rolei os olhos. Eu tinha dito que curava facilmente antes. Qual é a novidade?

O silencio se estendeu tenso por mais alguns minutos enquanto todos me olhavam trabalhar no baú de madeira negra, até que Sam retornou com três mulheres e dois homens. Eu não precisava olhar para cima para saber disso.

Sam limpou a garganta e falou.

– Nós estamos aqui.

– Estou ciente disso. Se acomodem. – Foi tudo o que eu disse enquanto terminava mais um símbolo. Eu podia sentir a cautela e hesitação nos recém chegados, e isso me deixava desconfortável, eu não gostava de deixar meu segredo em aberto para desconhecidos. Todos eles se sentara, uma das mulheres sentou-se no colo de Sam, enquanto a outra fez o mesmo com Jared. A mais velha sentou-se ao lado de Charlie, e os dois últimos sentaram-se lado a lado perto dela. – Então... hum, Estes são os anciãos, Billy Black, Quil Ateara Sr e Sue Clearwater. – Sam falou.

– Sou Isabella Swan. – Foi tudo o que eu respondi. Eu sabia que eles estavam pensando que eu era mal educada ou algo assim, mas eu ainda não tinha terminado o ultimo símbolo! Só faltava o ultimo e toda a minha atenção iria para eles. Paciência é uma virtude.

– Então... Estas são nossas impressões, Kim Sallers é a impressão de Jared e Emily Young é a minha. A impressão de Quil é nova de mais para estar aqui. – Eu assenti para isso e terminei o ultimo detalhe dos símbolos me afastando do baú e puxando um lenço de linho preto do bolso enquanto começava a limpara a adaga. Enquanto isso todos ficaram em silencio.

–Eu pensei que vocês tinham perguntas. – Falei quebrando o silencio.

– O que você é? – Leah disparou assim que eu dei o aval.

– Um Nefilin. – Respondi. Ainda focada em minha adaga.

– Um o que? – Embry perguntou confuso.

– Na mitologia, um Nefilin pode ser tanto o filho de um anjo caído com um humano, como apenas um anjo caído. Na vida real, um Nefilin é filho de um anjo seja ele caído ou não, com um humano. – Esclareci.

– Você está querendo me dizer que anjos existem? E que você é uma? Por favor! Não somos estúpidos criança! – O Que eu assumo ser Quil Sr repreendeu.

Desviei meus olhos da minha adaga e o encarei meus olhos clareando para profundas piscinas douradas e lentamente se transformando em azul, ele parou engolindo em seco e um trovão ecoou ao longe fazendo todos saltar com as respirações aceleradas, em seguida um relâmpago clareou bruscamente a sala e eu pude ver todos ofegarem com a visão da sombra de minhas asas angelicais que apareceu atrás de mim.

(N/A: Como os anjos de Sobrenatural fazem, eu me baseei da forma que Castiel fez ao encontrar Dean e Bobby naquele galpão.)

– Isso... Isso... Isso é impossível! – Quil Sr gaguejou enquanto todos ainda estavam em um silencio coletivo de choque.

Eu arqueei uma sobrancelha, se ele não queria acreditar, o problema definitivamente não era meu. Pisquei e meus olhos voltaram ao castanho chocolate habitual, o clima lá fora se acalmou e eu retornei à limpar o sangue da adaga.

– Como... Como você fez isso? – Charlie perguntou ainda em choque.

– Manipulação climática. – Respondi.

– Quais os outros poderes que você tem? – Paul perguntou.

– Vários. – Respondi enigmaticamente.

– Você disse que iria responder as perguntas. – Sam apontou.

– Eu estou respondendo. Mas seria estúpido da minha parte revelar todo o meu arsenal. – Eu falei, embora estivesse realmente relutante em me abrir sobre minha história com todos eles.

– Nós não vamos usar nada disso contra você. Se você viu minhas memórias, sabe que não fazemos o mal. – Sam disse. Eu sentia suas emoções. Ele estava dizendo a verdade. Droga.

– Eu tenho vários poderes. Alguns vocês já conhecem. Eu sou capaz de correr em uma alta velocidade, assim como ver, escutar e sentir aromas há uma determinada distância, embora o olfato seja levemente mais fraco que os outros sentidos. Tenho uma taxa de cura excelente, uma das melhores do mundo sobrenatural só perdendo para sete outros seres sobrenaturais. Eu tenho habilidades telecinéticas, teletransporte, força sobrenatural, tenho um escudo mental que protege minha mente, posso conectar mentes, e lê-las, controlar o clima... Entre outras coisas... – Até o fim do meu discurso choque era o sentimento coletivo, e eu não precisava do meus poderes para me dizer isso. Seus olhos arregalados como pires e suas bocas abertas ao vento era evidencia o suficiente.

– Tem... Tem mais? – Jared perguntou hesitante.

– Sim. Mas essa parte fica para outro momento, os outros poderes que eu tenho são mais... Importantes que esses. E vou precisar de muito mais que uma garantia de ‘eu sou bonzinho’ para revelá-los. – Falei. Realmente meus outros poderes eram mais importantes que esses, mais incomum. Era perigoso deixar as pessoas saberem sobre isso.

– Mas você vai nos dizer um dia certo? – Embry perguntou animado.

– Talvez. – Respondi dando de ombros.

– Você disse que sua cura é a melhor perdendo apenas para sete seres sobrenaturais. Quais são eles? – Sue perguntou. Eu arqueei uma sobrancelha pensando se devo responder essa pergunta, mas por fim falei.

– Deus, Morte, Eve, Leviatãs, Anjos, Demônios e Lúcifer. – Todos eles engasgaram com os nomes.

– Deus? Morte? Lúcifer? – Quil perguntou em choque. – Eles existem? Você... Você os conhece? – Perguntou hesitante.

– Sim eles existem. E não. Eu não os conheço. E nem quero. – Respondi estremecendo ligeiramente com as histórias que Kally me contou sobre esses seres.

– E o que são Eve e Leviatãs? Demônios? – Billy perguntou. Eu suspirei.

– Eve é a mãe de todos os monstros, Leviatãs foi a primeira criação de Deus, Eve e os leviatãs estão presos no purgatório agora. E Demônios, bem a maioria está no inferno, mas existe um monte deles pela terra. – Falei dando de ombros.

– Mas... Isso é...

– Impossível? – Eu zombei para Leah. – Já vi que vou precisar de uma prova física então... – Eu me teletransportei antes que alguém dissesse algo. Reapareci em Tacoma, onde vinha havendo relatos de tempestades, queda de energia e caos durante as ultimas semanas. Ativei meu poder de invisibilidade, expandindo meu escudo para sentir qualquer energia maligna na área, e deixei meus instintos seguirem até o covil. Eram três. Possuindo uma família. Usei o poder de exorcismo nos dois que possuíam os pais, e em segundos eles estavam desacordados com meu poder. O ultimo estava começando a entrar em pânico por não me ver, mas eu apenas a coloquei desacordada e me teletransportei junto com ela para a sala de estar de Charlie. Joguei o demônio possuindo a menina de não mais que 10 anos, odiava fazer isso, mas eu precisava mostrar o quão dissimulados eles eram. Joguei-a no meio da sala, entre todos eles e usei a telecinese para mandar meu baú para o outro lado da sala, assim como a mesinha de centro e qualquer coisa perto dela. Uma tempestade barulhenta começou a cair lá fora, por cortesia do meu poder, isso abafaria os gritos.

– O que é isso? – Quil perguntou olhando para a menina e para mim. Eu o ignorei.

– Não interfiram. – Eu ordenei em uma voz fria e mortal. Deixei a menina deitada no centro e caminhei para a borda do tapete. Estalei os dedos e ela acordou novamente.

– O que houve? O que eu estou fazendo aqui? Onde estão meus pais? Quem são vocês? – Ela começou a perguntar parecendo em pânico olhando ao redor freneticamente. Ela começou a chorar parecendo assustada e Sue, Emily, Kim e Leah imediatamente se levantaram para ir abraçá-la.

– Eu disse não interfiram! – Eu rosnei usando a telecinese para jogá-las de volta aos seus acentos mantendo o poder e impedindo-as de se levantar.

– É só uma garotinha! O que ela pode fazer? Ela está assustada sua maluca! Onde estão os pais dela? Você os matou? – Leah gritou para mim.

– Silencio Clearwater! – Eu rosnei para ela.

– Onde está a minha mãe? Eu quero a minha mãe! Estávamos comendo o jantar com o papai... – Chorou a garotinha.

– Você não tem pais. – Eu rosnei para ela.

– Tenho sim! – Ela gritou pra mim. – Meu papai e minha mamãe me amam!

– Você não sabe o que é amor. – Eu cuspi. – Sua fachada não é nada para mim. Eu posso ver através de você. – Disse friamente.

– Porque você está fazendo isso? Eu não fui uma menina má! Eu obedeci meu papai e minha mamãe direitinho! Eu rezei para o papai Jesus todas as noites! O que você quer comigo? Eu quero meu papai e minha mamãe!

– Cale a boca cadela! Eu já disse que você não tem pais! Porque você não mostra à eles heim? Mantendo a menina presa aí dentro e usando-a para fazer o mal... Vamos lá... Mostre-se. Eu poderia fazer você se mostrar. – Eu sorri maldosamente dando-lhe um vislumbre da arma em minha cintura. A menina desabou a chorar novamente.

– CALE A BOCA! VOCÊ ESTÁ ASSUSTANDO ELA! – Emily gritou chorando também.

– Mamãe... – A menina chorou. Agora que todos já viram que ela pode atuar... Enfiei a mão no bolso retirando uma garrafa de água benta e a abri jogando na menina que gritou de dor.

– O QUE É ISSO VOCÊ ESTÁ LOUCA! PAREM ELA! ELA ESTÁ MACHUCANDO ELA! – Kim gritou. Jared se moveu para obedecer, mas eu apenas usei o poder de telecinese para prender todos eles em seus lugares.

– Mostre-se. – Ordenei ao demônio que continuava a fingir chorar. — Regna terrae, cantate deo, psallite dominio… Tribuite virtutem deo. Exorcizamus te, omnis immundus... – Comecei a falar em latim. Eu realmente não precisava de um exorcismo verbal. Mas meu poder exorcizava imediatamente e faria parecer que eu estava machucando-a apenas, portanto não seria de muita ajuda.

O demônio gritou mais alto dessa vez e as luzes piscaram, o rádio na cozinha começou a falhar mudando de estação em estação, a TV ligou em estática e o demônio se levantou tentando correr, mas uma barreira invisível o impediu. Eu sorri malignamente e usei meu pé para afastar um pouco o tapete mostrando a armadilha do diabo que eu tinha desenhado no dia em que cheguei aqui.

A garotinha olhou com ódio para mim que sorri maldosamente. Seu rosto estava frio e dissimulado, as lágrimas falsas ainda molhando seu rosto, mas não estavam mais caindo de seus olhos azuis frios. Ela tinha cachos loiros na altura dos ombros, usava um vestido de princesa rosa, e mal batia na minha cintura. O etíope da inocência, se não fosse sua expressão.

– Você me pegou. – Ela zombou em uma voz nem um pouco infantil, eu podia sentir a aura de confusão e choque ao meu redor com a súbita mudança. – Porque me trouxe aqui? – Perguntou friamente ainda na borda da armadilha do diabo.

– Eu sou uma caçadora. – Respondi.

– Ah... Sim, um dos estúpidos humanos que acham que podem matar o sobrenatural. – Ela zombou ainda tentando forçar a armadilha do diabo, tentando encontrar uma falha, que não tinha é claro.

– Você está aqui não é? – zombei de volta.

– Mas você não é humana. – Ela cuspiu. – Eu posso sentir a divindade vinda de você. Um anjo inútil... Uma caçadora... Oh, meu pai vai adorar saber disso quando sair... – Ela comentou sarcasticamente. Emily, Kim, Sue e Leah, assim como os outros ainda a olhavam boquiabertos com choque.

– Lúcifer está bem preso em sua gaiola. Não vai sair tão cedo. – Eu cuspi.

– Oh! Mas ele vai... Meu pai irá sair em breve. E ele irá dar início ao apocalipse. Ele irá destruir cada humano estúpido dessa terra, ele irá destruir seu mundo inútil, e os demônios reinarão na terra, no céu e no inferno. – Ela vangloriou.

– Você acha que Lúcifer manterá vocês depois que conseguir o céu? Ele foi o preferido de Deus! Ele invejou a atenção dos humanos, recusou-se a se curvar para eles como Deus ordenou, e Deus o baniu. Ele criou os demônios somente para ter um exército para conseguir o que queria. Você acha mesmo que quando ele tiver todos os anjos e todas as outras criaturas a sua disposição ele ainda irá manter os demônios? – Eu zombei e ela fechou a cara. – Oh, a criança não gosta de ouvir a verdade não é? – Zombei.

– MEU PAI NÃO VAI NOS ABANDONAR SUA VADIA! – Ela gritou fazendo as luzes piscarem outra vez e finalmente seus olhos se dilataram completamente negros fazendo os outros ofegarem em choque e medo. Eu sorri.

– Lúcifer não vai sair. – Eu falei.

– É claro que ele vai... Basta esperar... O seu tipo serão os primeiros a morrerem... Eu vou ver você no inferno, e vou adorar torturar você bastante... Você devia conhecer Alistair... Ele é adorável com tortura... – A pequena vadia estremeceu parecendo se lembrar de algo prazeroso e eu fiz uma careta de nojo para isso.

– É uma pena que você não vai mais vê-lo. – Eu rosnei sacando uma faca do pulso e indo em sua direção. Ela olhou zombeteiramente para a faca e disse.

– Isso não vai fazer nada contra mim, mas vai machucar bastante a garota que eu possuo. Atinja no coração por favor. – Ela riu. – A cadela será a única a morrer. – Eu continuava avançando para ela. – O que aconteceu com seus poderes angelicais? Sumiram? Não pode me exorcizar sozinha heim? Será que você foi expulsa do céu? Seus irmãos não te querem mais? Que peninha! Você de... – Tudo o que ela iria falar se perdeu quando eu enfiei a faca em suas costelas atingindo o coração. Ela soltou um grito de dor e convulsionou ao redor da faca queimando por dentro. Um segundo depois ela parou de se mover, o demônio estava morto e em milésimos de segundo a casca também. Pressionei minha palma em seu peito arrancando a faca enquanto enviava ondas de energia curativa, cada vez mais forte. Seu ferimento era fatal, eu poderia ter apenas exorcizado o demônio, mas eu não precisava dele contando aos amiguinhos sobre mim. Eu abri os olhos sentindo uma presença invisível na sala e olhei para o canto vendo um ceifador.

– Ela não vai morrer. – Eu rosnei para ele que me encarou inexpressivamente. Ele estava lutando contra mim, mas eu não a deixaria morrer. Ela tinha uma vida a viver. Seus pais estariam esperando-a em casa. Ela era inocente, estando nessa situação apenas porque o filho da puta do inferno a possuiu.

O ceifador lutou mais forte e eu rosnei.

– Pare de lutar! Eu não vou deixar você levar a alma dela! – Meus olhos estavam fixos nele. Caso ele decidisse ceifar mais alguém na sala. Impulsionei uma grande quantidade de energia na menina e seu coração pulsou fortemente enquanto ela puxou uma grande baforada de ar abrindo os olhos. O ceifador olhou sem emoção para nós duas e desapareceu. Eu suspirei aliviada e me voltei para a menina guardando discretamente a faca de volta ao meu coldre. Ela começou a chorar e eu a abracei enquanto ela balbuciava sobre a pessoa má falando em sua mente e a forçando a fazer coisas ruins. Eu a tranqüilizei dizendo que o monstro tinha ido embora e que ela estava segura e quando ela estava parando de chorar eu passei a mão por seu rosto parando em sua testa pressionando dois dedos ali e ela caiu desacordada. Eu suspirei e a peguei no colo levando-a para o banheiro, podia sentir os outros me seguindo silenciosamente desde que meu poder de telecinese foi retirado quando eu estava curando-a porque exigia muita concentração e energia para isso. Eu coloquei a menina na banheira e retirei seu vestido sujo de sangue. A chuva tinha diminuído lá fora, quando eu parei de influenciá-la. Eu joguei o vestido no lixeiro, e peguei uma toalha molhando-a e limpando o sangue no peito da menina. Ouvi suspiros quando a pele intacta ficou à mostra, onde deveria estar a ferida da facada, mas ignorei, minha energia estava desgastada e eu precisava descansar.

Assim que terminei eu a envolvi em outra toalha e me teletransportei de volta à sua casa, a vesti em sua roupa de dormir silenciosamente, ouvindo seus pais chorando histericamente no andar debaixo. Quando ela estava na cama eu toquei minha mão em sua testa e me concentrei em apagar todas as memórias dos últimos dias, qualquer coisa sobre a possessão. Ela não se lembraria de nada disso. Quando terminei a deixei dormindo e desci as escadas em silencio, mantendo o poder da invisibilidade ligado. Eu me aproximei dos pais tocando suas testas e os fazendo cair desacordados, e pressionei minha palma em seus rostos apagando qualquer memória sobre a possessão ou de acordar depois disso. Deixei-os dormindo no sofá e me teletransportei de volta para casa. Onde todos estavam reunidos em silencio na sala. Ainda registrando os fatos dessa noite.

Eu desci as escadas, tendo aparecido no banheiro e todos os olhos se voltaram para mim.

– O que aconteceu? – Emily perguntou em uma voz rouca.

– Ela está bem. Curei-a com meu poder e apaguei suas memórias sobre possessão, demônios, ela não vai mesmo se lembrar de estar aqui. Seus pais também não. Deixei-os dormindo em sua própria casa. – Respondi minha voz traindo meu cansaço. Eu me abaixei para pegar a caixa com os diários e falei. – Eu vou terminar a história depois. Eu preciso dormir para recarregar minhas energias. Cura é algo que desgasta bastante. – Falei reprimindo um bocejo.

– Será que você nos emprestaria os diários? – Billy perguntou em voz baixa e esperançosa. Eu o encarei considerando e falei.

– Com a garantia de que eles serão entregues de volta a mim, intactos, sem nenhuma pagina faltando, eles não devem serem prejudicados de forma alguma, são importantes para mim e meu trabalho. – Eu falei seriamente erguendo a caixa e colocando em cima da mesa. Billy assentiu em acordo. — Você promete em nome de Deus? – Eu perguntei. Podia não ser cristã, ou devota, mas Deus ainda era o criador, ainda era o pai de todos os anjos, e indiretamente meu próprio.

– Eu prometo em nome de Deus que eu devolverei seus diários intactos e que nenhum mal virá a eles em minha posse. – Ele disse. Eu o encarei por mais um segundo e meus olhos brilharam azuis, eles ficavam assim quando eu conjurava minha aura divina, quando ficavam dourados significava que eu estava usando meus poderes.

– O nome de Deus pode não ser tão importante para você e a sua tribo Billy Black, mas ele ainda é o criador e uma força a ser contada, jurar seu nome em vão é um sacrilégio que deve ser visto no juízo final. Eu vou tomar a sua promessa como válida, e espero que seja cumprida. – Ele assentiu novamente. E eu pisquei voltando meus olhos ao normal. – Eu vou pegar uma caixa menos blindada para colocá-las. – Falei começando a subir as escadas. No meu quarto peguei outro baú, que já continha vários símbolos de proteção feitos por uma feiticeira, alguns enoques para impedir anjos de abrirem, um cadeado demoníaco que impede que demônios abra a caixa. Eu desenharia a runa enoque que ligaria o sangue de Billy à caixa impedindo que outros a abrissem.

Desci as escadas com os baús nas mãos e coloquei o vazio no colo de Billy.

– Eu vou fazer um corte em sua mão para ligar seu sangue à esta caixa com uma runa, que impedirá qualquer um além de você abrir esta caixa. – Falei sacando outra das facas em meus pulso, tinha que limpar corretamente as duas que tinha usado esta noite, antes de dormir.

Billy assentiu concordando e me estendeu a mão. Eu pressionei a faca conta a sua mão cortando a pele e embevecendo a faca com seu sangue, ele vacilou um pouco com a dor, mas não disse nada. Eu trouxe a faca para a tampa do baú e comecei a desenhar o símbolo rapidamente garantindo que ele estivesse totalmente embevecido com o sangue de Billy. Passei minha unha contra meu polegar cortando a pele e deixei uma gota cair em cima do símbolo que brilhou prateado por um segundo antes de se restabelecer em vermelho sangue. Apenas Billy e eu poderíamos abrir a caixa agora. Peguei a mão de Billy enviando energia de cura em seu corte que desapareceu em segundos, assim como o meu que tinha sumido tão logo eu retirei a unha do corte. Abri então o baú cheio e passei os diários para o baú vazio que Billy tinha aberto para mim e depositei cuidadosamente cada um dos diários, exceto os limpos e fechei.

– Os que restaram estão em branco. – Respondi a sua pergunta silenciosa. Ele fechou o baú selado com seu sangue e eu fechei o outro. – Se estamos terminados, eu vou dormir um pouco. Boa Noite. – Falei me virando e rapidamente desaparecendo pelas escadas.

Fim do Capitulo

Notas finais
Então... Como foi? O que vocês acharam sobre esse pequeno conhecimento à mais sobre Bella? Um Nefilin huh? Quem poderia imaginar... Será que vocês gostaram dessa idéia? Meio anjo, meio humana... Hum... O que vocês acharam sobre a cena com o demônio? Bella não tem pena deles mesmo huh? A maioria dos poderes de Bella serão como os dos anjos em Sobrenatural, exceto que ela não pode viajar no tempo, porque isso seria demais não é? Vou atribuir isso para sua parte humana, mexer com o passado e o futuro seria dar muito poder para mudar as coisas, provavelmente nem mesmo os anjos reais terão esse poder aqui... Em fim, não vai ter todo o drama que a série sobrenatural tem, principalmente por que eu só assisti até o episódio que Castiel se tornou deus, então ainda não sei muito sobre as outras temporadas. Se eu for colocar mais sobre isso, eu vou precisar assistir as temporadas e isso pode demorar um pouco, porque eu ainda terei que ou achar um site que contenha os episódios, ou comprar os DVDs online.