The Anchor
1 Prólogo.
Notas iniciais
Prólogo.
Uma âncora é algo forte, difícil de lidar e que faz piadas a todo o momento. Uma âncora é intensa, que possui manias estranhas e conjuga muitos verbos.
Por mais que as ondas estejam agitadas, uma âncora te ajuda a fixar-se. Uma âncora, para ser jogada ao mar do modo correto, precisa de duas pessoas com a mesma força de vontade. Para ser puxada de volta também, apenas se esses escolhidos dividirem o mesmo desejo de deixar o oceano seguir seu caminho sem mais nada para atrapalhar seu percurso.
O que fazer quando ficar próximo de algo fixo te faz ser tão flexível, e a tristeza te abandona? O que fazer quando a proximidade com o fixo é o motivo da sua tristeza flexível? Todos merecem algo para se prender, algo que valha a pena, mas todos saberão aproveitar a oportunidade? Todos verão que a sua corda, seu bote salva-vidas, sua âncora está bem em sua frente?
Ela era bem mais complicada do que parecia, mais incomparável do que deixava transparecer, ele estava determinado a decifrá-la. Ele podia ser seu paraíso e seu inferno, seu melhor sonho e pior pesadelo, ela estava disposta a amar todos os seus defeitos.
Cabelo pintado, cantora, dançarina, sonhadora por vida e morte. Conhecida por seus erros e sua falta de sorte.
Bêbado por existência, chefe da juventude intensa, intolerante, falta de planos, cabeça cheia de problemas e mente distante.
O que fazer quando não se sabe diferenciar a mente do coração, realidade da ilusão, sanidade da loucura, querer de precisar, gostar de amar?
Ele tinha tudo que desejava na palma da mão, e não desistia até que tivesse qualquer coisa que quisesse. Mas tudo se complica quando o seu desejo não é mais uma coisa, e sim uma pessoa. Ela realmente esperava que ele mudasse por causa dela? Não. Ela apenas queria que ele mostrasse quem era de verdade, sem máscaras. Por mais que ela miseravelmente gostasse de todas as máscaras dele.
Mas eles dois tinham algo em comum. Eles queriam algo que os consumisse, algo que os fizesse questionar tudo. Eles viam o mundo de um jeito diferente, um jeito que mais ninguém conseguia ver.
E todo os outros, incluindo ambos, um dia seriam mais. Sorririam mais. Arriscariam mais. Chorariam mais. Lutariam mais. Acertariam mais. Errariam mais. Mas eles viveriam mais. O que eles poderiam fazer enquanto seu tempo não chegava, era pecar. Eles sempre pecariam mais. Eles possuíam a doença dos sonhadores, e não queriam achar a cura.
"Acredite, nós somos o maior clichê que já existiu. Mas fodam-se as regras e a antiga juventude perfeita, nós estamos aqui para sermos lembrados."
Eles estavam focados em lutar contra o mar. Eles eram suas próprias âncoras.
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