The Anchor

21 Excitada, confusa e levemente dolorida.


Notas iniciais
ATENÇÃO! LEIA ATENTAMENTE! Pra quem não está no grupo da fic, direi aqui que The Anchor entrará em hiatus. Não me abandonem, gente! Entrem lá no grupo ou me perguntem pelos comentários o quanto durará o hiatus. Mas posso dizer que não será muito. Então, aproveitem esse último capítulo antes do hiatus. CAPÍTULO DEDICADO A "A sua mai". A MINHA LINDA SUELEN QUE FAZ ANIVERSÁRIO HOJE! UMA LEITORA PERFEITA QUE EU AMODOROSOU, parabéns amorzinho

Capítulo 20.

Entrei primeiro no quarto, esperando Victor entrar depois e fechar a porta. Em questão de poucos segundos pude ver ao menos como era o lugar que passaríamos a noite. O quarto era pequeno e não possuía um cheiro muito bom, mas não era como se eu fosse me importar a ponto de reclamar. Era algo como mofo e... bem, era um quarto de um motel qualquer de estrada. O cheiro não seria muito agradável.

A lâmpada principal estava acesa, porém piscava debilmente e era naturalmente fraca, então eu não podia ver detalhes do quarto, e nem sabia se queria. Normalmente eu não ficaria em um lugar como aquele, mas as circunstâncias eram extremas. Coloquei em uma poltrona ao lado da porta o blazer de Victor que estava em minhas mãos.

Uma cama de casal estava no canto do quarto, perto de um tapete escuro que estava no chão. Uma porta entreaberta levava ao banheiro. As paredes eram um pouco mais escuras que marrom, assim como o chão. Mais algumas coisas estavam no quarto, coisas que não tive tempo de ver quando me virei para Victor. O lugar não era de total ruim, afinal, mas nós não ligávamos.

Victor levou uma mão para minha nuca e me puxou pela cintura com o braço livre, colando-me a ele e selando nossos lábios sem esperar por mais nada. Eu não queria que ele esperasse. Fechei meus olhos automaticamente e senti um arrepio percorrer todo meu corpo quando os nossos corpos se chocaram, fazendo-me prender a respiração por poucos segundos, soltando-a com força em seguida. Os lábios de Victor eram macios, e no momento em que ele colou nossos lábios mordeu um pouco o meu inferior, transformando aquilo em um beijo de verdade ao introduzir a língua na minha boca. Sem esperar consentimento. Ele não me beijou de modo calmo ou algo parecido, parecia sedento. Parecia que precisava daquilo. E, por Deus, eu precisava. Correspondi àquele beijo do modo mais intenso que consegui, e não precisei fazer muito esforço, era como se meu corpo respondesse automaticamente ao dele. Seu beijo era simplesmente a coisa mais deliciosa que eu já tinha sentido, era como se aquilo tivesse demorado tempo demais para acontecer. E era verdade.

Subi minhas mãos por seus braços, pousando em seus ombros e envolvendo seu pescoço com os meus braços, sem saber muito bem o que fazer, uma das minhas mãos puxando de leve seus cabelos. Victor cortou o beijo, afastando-se minimamente apenas para respirar. Aproveitei e fiz o mesmo. Abri os olhos rapidamente, vendo que ele me encarava. Eu tinha medo de encará-lo por tempo demais e descobrir que estava arrependida. Mas eu não poderia estar, porque eu tinha certeza que queria aquilo. Não precisei selar nossos lábios novamente, pois Victor encarregou-se de fazê-lo, pressionando minha nuca e voltando a me beijar como se sua vida dependesse daquilo. Apertou minha cintura com a outra mão, colando-me mais a ele (como se fosse possível), querendo quebrar a distância entre nós que mal existia. Victor começou a andar lentamente, me empurrando delicadamente às cegas em direção a cama. Deixei que ele fizesse o que queria comigo. Eu não iria lutar contra ele ou a vontade que eu sentia, eu não precisava mais. Era apenas uma noite. Era a noite em que eu esqueceria as regras, em quye eu esqueceria meus princípios, a noite em que eu esqueceria todas as coisas que a minha cabeça me dizia. Eu ignoraria a minha consciência, eu não precisava dela ali. Eu sabia quais eram as intenções dele, que não eram as mais puras, mas sinceramente eu queria. Eu queria muito.

Minhas pernas encostaram de leve na madeira e cai de costas na cama, fazendo-a ranger um pouco. Esperei que Victor deitasse comigo, voltasse a me beijar ou qualquer outra coisa. Mas ele apenas ficou de pé, me olhando intensamente, a respiração tão ofegante quanto a minha. O que ele estava fazendo? Estava arrependido?

Eu não me atrevi a dizer nada, apenas o fitei de volta, esperando que ele dissesse alguma coisa. Senti o nervosismo me invadir, quase como aflição. E vergonha. Ele me olhava tão atentamente que senti minhas bochechas esquentarem.

— Vem aqui. — chamou baixo, mas não precisei me levantar sozinha, porque ele mesmo me puxou sem força pelo braço. De qualquer modo, meu corpo chocou-se contra o seu e novamente senti um arrepio em todo meu corpo. Levou uma mão para minha nuca, agarrando firmemente meus cabelos e minha cabeça, mantendo os lábios a centímetros dos meus. Meu olhar desceu diretamente para sua boca, controlando minha vontade de beijá-lo. — Não foi assim que eu imaginei. — sussurrou, fazendo-me erguer o olhar e fitar seus olhos que pareceram brilhar um pouco.

— O que? — perguntei confusa, sem mexer nem um osso sequer.

Seu toque era bruto, mas eu não reclamei. Não era ruim.

— Eu imaginei essa cena diversas vezes. — confessou, fazendo-me prender a respiração por poucos segundos. Segurei um sorriso, fitando-o de modo tão intenso quanto ele fazia. — Mas não do jeito que fizemos.

— Então como você imaginou? — perguntei sem pensar duas vezes, subindo uma das minhas mãos para suas costas, já que antes as duas estavam descansando ao lado do meu corpo.

Victor aproveitou meu movimento para colocar uma mão no meu rosto, enquanto a outra continuava na minha nuca. Sua respiração quente batia contra meu rosto, fazendo-me sentir seu hálito quente. Subi a mão que estava em suas costas para sua mão que estava em meu rosto, tocando-a delicadamente.

Ele soltou uma risada baixa com minha pergunta, como se eu estivesse sendo ingênua ou ele não acreditasse que eu tinha perguntando aquilo.

— Você não faz idéia. — respondeu lentamente, sua voz mais rouca que o normal.

Sensual. Minhas pernas ficaram um pouco bambas e os pelos da minha nuca se eriçaram, sua voz estava tão aveludada que era como se estivesse me tocando apenas com suas palavras.

— Então me mostre.

Victor deu um sorriso completamente maldoso e satisfeito, como se estivesse apenas esperando que eu falasse aquilo. Surpreendi-me com meu próprio pedido, mas eu já havia dito e com certeza não estava arrependida. Eu sabia que Victor era extremamente experiente, muito mais que eu, e que com certeza estava esperando muito daquela noite. Eu também, mas a insegurança e o nervosismo ainda estavam presentes, e só se dissipavam quando ele me beijava. Eu queria aproveitar a noite com ele, mas estava com medo do que poderia acontecer. Eu sabia o que ele queria, e estava pronta para pará-lo quando não me sentisse mais a vontade, pois eu não queria fazer algo para me arrepender depois. Mas ele realmente iria parar se eu pedisse ou eu estava sendo ingênua?

Não pude continuar com minha confusão mental, pois Victor aproximou a boca da minha e colou nossos lábios, transformando aquilo num beijo de verdade com a língua sem esperar mais nada, segurando meu rosto de modo firme. Correspondi ao beijo, tentando seguir novamente seu ritmo fugaz e intenso. Quando nossas línguas se tocaram todos os problemas da minha mente foram embora, abrindo espaço para apenas uma coisa ocupar. Victor. Que, de certo modo, era um problema pra mim. Mas um problema que eu gostava até demais. Puxei sem força sua mão, afastando-a do meu rosto. Ele entendeu o recado e a usou para me colar ainda mais a si, apertando minha cintura. Minha mão foi para sua nuca, perdendo-se em seus cabelos bagunçados e sentindo-o apertar os dedos gélidos contra a pele quente da minha nuca. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente, o que era quase mágico. Victor interrompeu o beijo apenas para respirar, aproveitei e fiz o mesmo antes dele voltar a me beijar. Minhas pernas começaram a formigar de um modo agradável, fazendo-me automaticamente (e de modo quase inconsciente) puxar os cabelos da nuca de Victor com firmeza, porém com a delicadeza ainda presente. Por mais que eu quisesse ou tentasse, estava tão entregue naquele momento que não conseguia usar a força. Senti-o sorrir e soltar uma breve risada contra meus lábios, mordendo com força meu lábio inferior, como se quisesse me deixar irritada por conseguir usar a força e eu não. Gemi contra sua boca ao senti-lo fazer aquilo, e de início realmente doeu, mas ele mordeu novamente e a dor não estava mais presente. A mão de Victor desceu para minha coxa, apertando-a de leve e subindo um pouco. Quando seus dedos sentiram o tecido do meu vestido, entraram por baixo do mesmo, subindo um pouco mais, fazendo questão de apertar minha pele. Parei um pouco, mas Victor não percebeu.

Calma, Geovana. Calma.

Voltei a beijá-lo, sentindo a intensidade do beijo aumentar gradativamente, e me surpreendi um pouco ao perceber que eu estava contribuindo. Eu estava agindo de um jeito quase inconsciente ao toque de Victor, como se eu não tivesse controle do meu próprio corpo. O que aquele garoto estava fazendo comigo?

Senti sua mão ir lentamente até a minha calcinha, um dos dedos entrando por baixo da barra lateral e entrando em contato direto com a minha pele. Parei de beijá-lo, afastando-me um pouco e abrindo os olhos, fitando-o um pouco desconfortável. Victor abriu os olhos e me olhou sem dizer nada, até que resolveu falar:

— O que foi? — perguntou, ainda com a mão debaixo do meu vestido.

Provavelmente ele estava tão acostumado com garotas deixando-o fazer o que quisesse com elas, que nem havia percebido que eu tinha quebrado o beijo por estar desconfortável com o fato de que ele estava tão próximo de... . Levei minha mão para baixo do meu vestido, puxando de leve sua mão e olhando-o um pouco envergonhada.

— Eu... — como falar aquilo sem parecer completamente inexperiente? Eu sabia que uma hora ou outra ele iria saber, mas eu não queria que fosse tão cedo. — Queria desligar as luzes. Pode ser?

Eu realmente queria fazer aquilo no escuro. Seria bem menos constrangedor. Victor parou um pouco, assentindo lentamente. Mas me olhava com curiosidade, como se não estivesse completamente convencido de que era apenas aquilo. E não era.

— Você é virg... — começou, mas eu não deixei que continuasse. Imprensei meus lábios contra os seus, fechando os olhos e pegando-o de surpresa, mas eu não poderia deixar que ele me perguntasse aquilo. Victor estava pronto para transformar aquilo em um beijo de verdade, e não um selinho prolongado, mas quebrei o contato e sorri de leve ao abrir meus olhos. — Pode ser. — concordou, mordendo o lábio inferior e me beijando novamente.

Victor andou lentamente às cegas em direção a porta do quarto, levando-me consigo e recusando-se a quebrar o beijo. Senti minhas costas baterem contra a parede ao lado da porta, e apenas sabia que estava no lugar certo porque meu pé bateu de leve na poltrona que ficava ali. Victor levou uma mão ao interruptor que estava ao lado da minha cabeça, apagando a luz do quarto e levando a mesma mão para os cabelos que estavam na frente do meu rosto, acariciando-os carinhosamente e levando a mão para minha nuca em seguida, puxando meus cabelos com certa força. Ele alternava entre usar a força e ser delicado, o que estava com certeza começando a me deixar louca. Eu sempre soube que um beijo excitava facilmente uma pessoa, claro, mas o beijo de Victor era diferente. Era como se você sentisse tudo em apenas um beijo. Malícia, prazer, tudo. Meu corpo estava pegando fogo. Seu beijo era intenso e daquele tipo que deixava qualquer garota sem ar já nos primeiros segundos, o que entrava em contraste com às vezes em que suas mãos tocavam meu corpo de forma carinhosa, o que não prevalecia, já que até os toques de Victor eram intensos. Ele simplesmente sabia onde tocar, ele sabia o que fazer, apenas sabia. Sua língua explorava todos os lugares da minha boca, ele mordia meu lábio com frequência e me deixava sentir uma dor estranhamente prazerosa. Eu já tinha provado de outros beijos antes, mas o beijo de Victor era incomparável. Simplesmente incomparável. Minha mente estava nas nuvens, no céu, enquanto todo meu corpo parecia estar no inferno, graças ao calor que eu sentia e algumas imagens que passeavam por minha mente.

Victor levou a mão livre para minha coxa, apertando-a como se quisesse sentir minha pele ao máximo. Passei a minha perna por seu quadril, fazendo-o colar-se mais a mim, seu quadril encaixando perfeita e diretamente no meu. Segurei um gemido ao sentir o volume em sua calça jeans contra meu corpo, roçando vez ou outra na parte interna das minhas coxas. Aquilo era completamente excitante, mesmo por cima de tantos panos.

Victor agarrou minha coxa com mais firmeza, deslizando a mão por baixo do vestido e agarrando uma de minhas nádegas, por cima da calcinha. Novamente senti o volume em sua calça, no mesmo momento em que nossas línguas se tocaram. O formigamento em minhas pernas se tornou mais intenso, porém não naquele local. Lá. Quebrei o beijo para conseguir respirar, o que eu não queria fazer, mas precisava. Victor se aproveitou do momento em que ergui um pouco o rosto e procurei o ar, afastando as mãos do meu corpo apenas para me virar com certa força e me fazer ficar de frente pra parede, meu rosto virado de lado e um grito não muito alto de susto escapando dos meus lábios.

O modo como ele me imprensou contra a parede foi bruto, quase animal. Mas — eu precisava admitir — bom. Muito bom. Todo meu corpo formigava intensamente, cada célula exigindo mais daquele toque, daquele garoto. Meu coração começou a bater rapidamente, sem controle, quando senti que Victor estava tentando se livrar da minha roupa. Suas mãos eram tão firmes e fortes que eu achei que poderiam rasgar o tecido, mas aquilo não aconteceu. Victor bufou de leve ao não conseguir tirar o vestido do meu corpo, e quase tive vontade de rir quando ele finalmente percebeu que havia um zíper na lateral. Eu riria se não estivesse tão fora de mim.

Ele desceu o zíper de modo surpreendentemente lento, descendo e se ajoelhando no chão atrás de mim, os dedos fazendo o trabalho com o zíper como se ele tivesse medo de quebrar. Quando tive um surto de sanidade agradeci mentalmente ao fato de que não podia vê-lo, surto que durou poucos segundos, pois quando senti seus dedos gélidos descendo sem pressa por minhas costas a última coisa que eu tive foi sanidade. Soltei um suspiro baixo quando suas mãos pousaram no começo da minha bunda, os polegares seguindo a barra da minha calcinha na horizontal. Uma provocação. Ele não pôs os dedos por baixo do tecido, apenas estava me provocando. Brincando comigo.

O zíper acabava na área das minhas coxas e Victor o desceu lentamente até ser obrigado a parar, soltando o zíper ao ver que ele não descia mais. Por alguns segundos ele ficou parado, estático, mal pude ouvir sua respiração. Eu não sabia o que ele estava pensando ou o que estava acontecendo, mas mesmo sem poder vê-lo, eu corei. Ele pareceu voltar para si e puxou o vestido para baixo com delicadeza, deixando que ele caísse no tapete escuro do quarto, aos meus pés. Victor percorreu todo meu corpo com os olhos minuciosamente, provocando um arrepio intenso na minha espinha ao sentir aqueles olhos me analisarem com tanta intensidade. Não precisei olhá-lo para saber que ele estava me olhando, eu simplesmente consegui sentir seu olhar como se fossem suas mãos, passando por todas as partes do meu corpo de costas. Ele ergueu as mãos, subindo-as por minhas coxas. Era impressionante como mãos tão fortes podiam ser delicadas quando ele queria que fossem. Agarrou minhas nádegas, apertando-as e me fazendo suspirar relaxadamente. Subiu mais, tocando na barra da minha calcinha e daquela vez ameaçando colocar um dedo por baixo do tecido fino. Provocando novamente. Suas mãos subiram mais, e seu corpo as acompanhava. Victor levantava na medida em que suas mãos subiam, explorando cada parte do meu corpo sem pressa. Parecia que eu era algo como uma... escultura. E ele queria sentir todos os detalhes.

Eu soube que ele já estava de pé quando seus dedos tocaram meus ombros, me virando lentamente para ficar de frente a ele. Senti todo meu rosto esquentar ao finalmente perceber que estava apenas de calcinha, sem mais nenhum pano em meu corpo. Logo, meus seios estavam expostos e era óbvio que Victor não iria ignorá-los.

Eu quis pegar meu vestido e me cobrir novamente, ou cobrir meu busto com os braços, apenas não queria estar quase completamente nua. E tudo piorou com o fato de que eu era a única a estar daquele jeito, já que Victor estava completamente vestido. Eu estava envergonhada e completamente insegura. Olhei para o chão ao sentir seus olhos pousarem em meus seios. Ele tocou em minha bochecha quando percebeu que eu estava fitando o chão, acariciando-a de leve e fazendo-me erguer o rosto. O fitei e tentei esconder tudo que se passava dentro de mim, mas não fui muito convincente.

— Alguma coisa errada? — perguntou baixo.

Parei por alguns segundos, pensando no que responder. Victor era daquele jeito com todas as garotas? Eu não sabia, mas gradeci por ele não estar sendo um cretino comigo, e sim um pouco atencioso. Um lado meu acreditava que eu era especial pra ele, que ele estava sendo daquele jeito apenas comigo. Mas o outro lado dizia que eu estava sendo idiota. Mordi um pouco o lábio inferior, decidindo que iria falar a verdade. Eu provavelmente estragaria tudo ou me arrependeria, mas queria me sentir a vontade. Queria me sentir segura ou o mais próximo daquilo.

— Você pode tirar a camisa? — murmurei com um pouco de vergonha, vendo-o franzir a testa brevemente, mas depois abriu um sorriso que não consegui decifrar ou definir.

— Olha só, a senhorita Geovana Rocha me pedindo para tirar a roupa. — debochou, fazendo-me cerrar os olhos e prender uma leve risada. Boa parte da vergonha que eu estava sentindo se dissipou. — Achei que esse dia nunca chegaria.

Ele não precisou se afastar de mim, já que não estávamos colados. Victor puxou a camisa para cima rapidamente, passando-a aparentemente com facilidade pela cabeça. No momento em que o tecido tocou o chão, eu prendi a respiração. A visão que eu estava tendo era completamente incrível. Victor olhou pra mim e sorri inconsciente ao vê-lo se aproximar com uma expressão maliciosa no rosto e os cabelos bagunçados, deixando claro que a camisa não tinha passado tão facilmente quanto achei. Lindo. Meu Deus, ele era lindo. Lindo parecia pouco. Deslumbrante.

Victor parou em minha frente, aproximando-se mais e colando o corpo ao meu. Mordi o lábio discretamente ao sentir meus seios em contato direito com seu peitoral. Não ficou muito tempo olhando para meus olhos, já que abaixou o olhar e o pousou diretamente na minha boca. Ele não esperou mais nada, simplesmente aproximou os lábios dos meus e me deu um beijo curto, porém intenso. Não pude desfrutar muito do sabor viciante de seus lábios, já que Victor quebrou o beijo quando eu ia abraçá-lo e tornar aquilo mais intenso. Ele não disse nada e pareceu ignorar minha expressão confusa, ou ele simplesmente não tinha visto mesmo. Eu quis perguntar o que ele estava fazendo, mas permaneci calada quando ele pegou minha mão e me puxou em direção a cama. O quarto não estava muito escuro, já que dois abajures antigos estavam ligados ao lado da cama.

Mal olhei a cama, simplesmente me deitei nela enquanto Victor sentava na ponta. Ele não precisou dizer nada, era óbvio o que queria que eu fizesse. Fiquei de barriga para cima e tentei relaxar um pouco, controlando a ansiedade e o nervosismo.

Victor aproximou-se de mim lentamente, como se fosse um predador e eu fosse uma presa fácil, como se ele não pudesse esperar para me ter. Mas ao mesmo tempo parecia me enviar um olhar calmo, como se não se importasse em ir lentamente e quisesse explorar cada parte do meu corpo. Eu não soube qual das opções era a correta, mas as duas idéias me deixaram arrepiada e mais nervosa ainda.

Ele parou exatamente em cima de mim, olhando diretamente para meus olhos. Victor estava entre minhas pernas, que estavam um pouco abertas porque eu já esperava que ele fosse ficar naquela posição. Ele estava apoiado nos cotovelos para não depositar seu peso sobre mim, e então eu sorri de leve. Sua respiração quente bateu lentamente contra meu rosto algumas vezes, e tudo pareceu congelar quando senti seus lábios nos meus por mais uma vez. Iniciamos o beijo de modo lento. Nossas línguas se acariciavam e aquele beijo me relaxou completamente, mandando todas as incertezas e a insegurança pra longe por um tempo, ao mesmo tempo em que comecei a sentir uma leve onda de calor. O calor aumentou gradativamente na medida em que o beijo se tornava mais intenso, e em questão de segundos estávamos nos beijando como se realmente precisássemos daquilo. Como se estivéssemos realmente necessitados. Eu conseguia sentir quase desespero vindo de Victor, como se ele tivesse esperado tempo demais para fazer aquilo. Fizemos pausas de alguns segundos graças a falta de ar, mas logo voltávamos aos beijos repletos de malícia e várias intenções. Eu não controlava nada, nem meu corpo e nem minha mente. Eu simplesmente queria me entregar a ele. Ficamos nos beijando durante muitos e longos minutos, simplesmente aproveitando um ao outro. Sua boca tinha um gosto bom de algo que eu não conseguia definir, mas estava misturado levemente com whisky. A combinação era deliciosa. Eu estava embriagada, e não era pelo leve gosto de álcool em seus lábios.

Nós estávamos em completo silêncio, mas não precisávamos dizer nada ali. Estávamos usando nossas bocas para outra coisa. Apenas percebi que Victor estava com uma das mãos em minha coxa quando ele a apertou, mas não me importei. Minhas mãos já estavam em seus cabelos há minutos, e eu os puxei levemente em resposta ao seu aperto. Victor sorriu contra meus lábios, dando-me uma mordida no inferior e voltando a me beijar. Colou o quadril ao meu como uma provocação, fazendo-me soltar um involuntário gemido ao sentir claramente o volume em sua calça.

Sua mão que estava em minha coxa subiu, apertando toda a pele que pôde no caminho, pousando em minha barriga, deixando-me completamente arrepiada. Contraí um pouco a barriga, sentindo seus dedos passearem por aquela área. Sua mão subiu mais, lentamente, e soltei um suspiro pesado ao sentir seus dedos gélidos apertarem diretamente um dos meus seios, rodeando o mamilo em seguida e apertando-o sem força, enquanto não parava de me beijar.

Abaixo do quadril eu estava praticamente pegando fogo, na realidade todo meu corpo estava. Eu estava formigando, mas era algo mais que agradável. O mundo poderia acabar que eu nem perceberia. O quarto poderia desabar, eu não ligaria. Nada. Eu só estava vendo ele, sentindo ele, eu precisava de mais dele.

Sua mão massageou meu seio lentamente, vez ou outra capturando meu mamilo e brincando com o bico que estava tão excitado quanto eu. Inconscientemente abracei seus quadris com minhas pernas, fazendo-o seu corpo encaixar completamente no meu. Victor soltou uma risada baixa, como se já estivesse esperando aquilo. Parou de me beijar, ainda brincando com meu seio. Gemi baixo com seu toque, puxando seu cabelo com força e vendo-o sorrir de modo safado quando abri os olhos.

Victor desceu a mão, deixando meu seio e parando na barra da minha calcinha. Seus dedos deslizaram e tocaram delicadamente minha intimidade completamente úmida por cima do tecido, o que me fez prender a respiração e cravar minhas unhas não muito grandes nas costas dele. Apenas um simples toque dele era o suficiente para me fazer delirar. Eu não me importava mais com vergonha ou qualquer outra coisa.

Ele tocou novamente no local mais sensível do meu corpo, superficialmente, porém de modo mais intenso, fazendo-me finalmente soltar um gemido. Mas não foi um gemido comum. Eu gemi o nome dele. O que com certeza foi um erro. Victor mordeu o lábio inferior e soltou uma risada rouca, satisfeito por eu finalmente ter me entregado. Ele roçou um pouco o quadril no meu, afastando a mão para fazê-lo melhor, o que me fez arfar e levar sem nenhuma sanidade minha mão para seu quadril, empurrando-o em minha direção, querendo senti-lo mais. Eu precisava. Gemi baixo quando o senti, fazendo Victor colar os lábios nos meus e me beijar por longos segundos, como se soubesse o quanto eu queria aquilo. E com certeza ele sabia. Victor separou nossos lábios, mordendo minha boca.

— Olha só... quem diria que você é uma safada. — ele murmurou debochado, apenas acariciando minha intimidade, sem fazer nenhum toque direto.

Cretino.

Ele estava claramente adorando me ver vulnerável daquele modo. Mas eu não podia fazer nada, aquilo era realmente bom e eu não queria que ele parasse de jeito nenhum. Apertei minhas pernas ao redor de seus quadris, sentindo-o novamente e daquela vez prendendo um gemido.

— Babaca. — murmurei em resposta, um pouco ofegante.

Victor tocou em minhas pernas e me fez descruzá-las, deixando-o como estava antes de tudo aquilo começar. Ele levou novamente a mão para onde estava antes e afastou minha calcinha com os dedos, colocando-a de lado e tocando diretamente em minha intimidade. Puxei os cabelos de sua nuca sem pena quando seus dedos deslizaram por aquele local, me acariciando de modo delicioso e provocante. Ele fazia aquilo com lentidão, o que eu sabia que era para me deixar louca. E ele estava conseguindo.

Victor parou de me acariciar daquele modo e levou a mão à barra da minha calcinha, colocando os dedos por dentro e realmente me masturbando. Seus dedos acariciaram meu clitóris algumas vezes, deslizando com facilidade por toda a minha intimidade, graças a minha umidade, e ameaçando introduzir um dedo em mim. Voltou para meu clitóris e começou a brincar com ele com certa rapidez. Àquela altura eu já estava gemendo algumas vezes e contra minha vontade, já que eu não queria dar a Victor um gostinho de vitória. Mas era impossível não arfar ou gemer diante do toque dele. Era simplesmente impossível.

— Cretino. — eu praticamente gemi, o que o fez rir baixo.

Era o que ele era. Um grande cretino! Sem nem perceber eu sussurrei um “mais rápido”, o que foi irônico, já que eu tinha o chamado de cretino segundos antes àquilo. Maldita carne que falava mais alto. Victor obedeceu e me masturbou com mais rapidez, fazendo-me afundar os dedos de uma mão em seus cabelos e arranhar suas costas com a outra. Fechei os olhos com força e mordi meu lábio, sentindo-o aproximar os lábios de meu ouvido. O toque dele era delicioso, eu nunca poderia imaginar algo tão bom quanto.

Gostosa. — ele praticamente rosnou, fazendo-me arfar.

Victor então parou de brincar comigo, o que me fez soltar um profundo suspiro, tentando normalizar minha respiração e batidas do meu coração. Ele recolheu a própria mão. Eu quis saber o motivo de ele ter parado, já que não iria demorar muito para eu chegar ao ápice. Era mais uma das brincadeiras dele? Eu iria matá-lo.

Abri meus olhos, vendo que ele me encarava de extremamente perto. Silêncio. Eu não sei como ou o motivo, mas simplesmente não consegui dizer uma palavra sequer. Fiquei por longos minutos olhando fixamente aqueles olhos hipnotizantes. Victor também ficou olhando para os meus, e eu queria saber o que ele estava pensando.

Então ele tocou em meu queixo delicadamente com a outra mão, trocando de posição e apoiando-se no outro braço que antes fazia todo o trabalho. Ergueu meu rosto e deslizou a mão, colocando uma mecha de cabelo para trás da minha orelha. Pisquei algumas vezes e olhei para seus olhos, vendo pura fascinação neles. Ele estava fascinado com o quê? Ele estava fascinado... comigo?

Sua boca ficou entreaberta e o ar saiu lentamente dela, batendo suavemente contra meu rosto. Abaixei um pouco o olhar, tocando inconsciente de modo delicado e tímido em seu peitoral nu, descendo um pouco e indo para seu abdômen bem definido. Seu corpo era tão bonito que eu poderia ficar por horas apenas olhando. Ele era completamente bonito. Da cabeça aos pés.

Olhei novamente para seu rosto, vendo que ele sorria pouco, parecendo anestesiado. Franzi um pouco a testa, sentindo-o acariciar de leve meu queixo. Eu não estava entendendo. Ele parecia tão... diferente. Victor levou um dos dedos para meu lábio inferior, contornando-o com delicadeza. Ele aproximou-se mais de mim, me fazendo sentir um choque passar por meu corpo quando meus seios entraram em contato com seu peitoral. Victor aproximou os lábios do meu rosto, erguendo mais meu queixo com uma mão e beijando de leve meu maxilar, traçando uma linha curta de beijos até minha orelha. Suspirei relaxadamente, sentindo todo meu corpo se render ao toque de seus lábios macios na minha pele. Era como se ele soubesse o que eu gostava, como se me conhecesse por completa. Victor parou os lábios ao pé do meu ouvido, sua respiração quente batendo contra meu pescoço. Fechei meus olhos lentamente.

Farm girl... você é linda. — sussurrou ao pé do meu ouvido, dando um sorriso quente e sereno contra meu pescoço. — Você é completamente linda.

Eu não sabia se foi a rapidez que meu coração bateu quase dolorosamente ou o fato de que eu sempre despertava na parte mais importante de um sonho. Eu sinceramente não sabia. Apenas abri meus olhos rapidamente, alerta e até um pouco assustada. Real. Real demais. Real até demais.

Meu corpo doía um pouco, talvez pelo desconforto da posição que eu estava deitada na cama ou pelo cansaço. Agradeci mentalmente ao fato de que a única janela do quarto estava fechada e com cortinas, bloqueando a luz solar de entrar. Eu não queria meus olhos ardendo. Pisquei algumas vezes, sem me mover, apenas foquei em normalizar minha respiração e me acalmar. Eu estava deitada de lado, um pouco por cima de um dos meus braços que estava até um pouco dolorido. Aquela cama não era nada confortável, nem de longe. Meu cabelo caía um pouco no meu rosto, e eu sabia que estava uma bagunça. Graças a Deus tinha lavado meu rosto antes de dormir, durante o banho, então não estava com maquiagem e não precisava sentir o desconforto e agonia de ter os cílios praticamente colados com rímel. Olhei um pouco pra baixo, vendo-me sem meu vestido que tinha usado no desfile de Juliet. Eu estava usando uma blusa branca básica e não sabia o que vestia na parte de baixo, já que um lençol branco me cobria. Mas não cobria só a mim. Levei minha mão ao meu rosto, afastando o cabelo dele e tocando um pouco na minha testa. Eu estava meio tonta, desnorteada. O que tinha acontecido? Eu sentia que estava de ressaca, mas sabia que não tinha bebido nada na noite anterior. Não que eu lembrasse.

Com a mão na minha testa e respirando fundo algumas vezes, consegui fazer minha respiração se normalizar. Certo, eu tinha sonhado com Victor, mas por que tinha sonhado com Victor? E aquilo pareceu realmente real, a ponto de me fazer acordar assustada e questionar por alguns segundos onde eu estava. Mas eu sabia onde eu estava. No mesmo motel de estrada do sonho. Mais calma, olhei ao redor atentamente e sem me mexer, apenas mexendo minha cabeça. Era realmente o mesmo lugar. Até o blazer de Victor estava jogado por ali, mas não na poltrona ao lado da porta, e sim no chão. Ao lado de nossos sapatos e minha meia-calça, todos no chão. Não pude olhar mais nada, já que levei minha atenção novamente para baixo e prendi minha respiração ao ver o que vi.

Um braço estava me abraçando, mas não apenas me abraçando. Uma mão estava por dentro da minha blusa, na minha barriga. Eu quase não podia senti-la, como se meu corpo tivesse se acostumado com ela ali, o que pareceu loucura. E eu só tinha a visto naquele momento. Como era possível? Eu estava realmente desnorteada.

Olhei mais abaixo, não conseguindo ver mais nada, já que o lençol estava me cobrindo do quadril pra baixo. Meu corpo formigava graças ao sonho, e nunca iria admitir, mas estava excitada. Estava excitada por causa dele. Movi um pouco meus pés, lentamente, até sentir as pernas e os pés de outra pessoa. Parecia que meu corpo estava todo dormente, e só tinha voltado ao normal quando eu o movi. Encostei minha cabeça no travesseiro novamente, não encontrando coragem para me virar e ver o que quer que fosse. Quem quer que fosse. Mas eu já sabia quem era. Um hálito calmo e quente bateu contra meu pescoço, relaxado. O que me fez tremer de leve, assim como tremi quando a mão que estava na minha barriga se moveu, os dedos gélidos acariciando minha pele morna. Depois mais nada. Eu era a única acordada, graças a Deus. Meu corpo continuava dolorido, mas naquele momento pude sentir de forma mais clara. Respirei fundo algumas vezes, tentando organizar meus pensamentos e me lembrar da noite anterior.

Mas, por Deus, o que tinha acontecido na noite anterior?

Notas finais
SE NÃO LEU AS NOTAS INICIAIS, VOLTE E LEIA! AVISO IMPORTANTE LÁ! GEEEEEEEEEEEEENTE, e aí? O que acharam? Espero que tenha ficado bom, sério. Então, o que acham que aconteceu? Como tenho umas leitoras lerdinhas (que eu amo, viu), vou lembrar que aquilo que aconteceu no começo foi um sonho da Geo. Enfim, até o fim do hiatus! Entrem no grupo do facebook (me chamem aqui no privado quem não está, ou pesquisem Fanfics da Little G no facebook. Se não acharem, me chamem aqui mesmo!) e comentem. Não me abandonem, pelo amor de Deus! sz Amo todos vocês. Xoxo, Little G.