The Alchemist
3 Sonho ou Pesadelo?
Notas iniciais
- Ed.
- O que é?
- Você acha que aquela garota é mesmo uma alquimista federal?
- Não sei.
- Ela é muito jovem.
- Mas é esperta.
- Gostou dela?
- Claro que não!
- Pudera! Você não gosta de ninguem.
- Gosto de você.
- Porque sou seu irmão.
- Gostaria de você mesmo se não fosse.
- Mesmo?
- Mesmo.
- Valeu maninho!
- Eca, sai pra lá Alphonse, vai abraçar a mãe!
- Eh, pena que eu não tenho uma mãe.
Ed olha para Al e sente a tristeza do irmão. Eles haviam perdido a mãe muito cedo.
- Me desculpe Al, não queria que você pensasse nisso.
- Tá tudo bem, pelo menos eu tenho você... E você, tem a mim.
- Que ódio! Que ódio!
- O que aconteceu dessa vez, Suzana?
- O Mustang! Aquele idiota. Importa-se mais com aqueles furos no caixa do que conosco, que trabalhamos dia e noite para deixá-lo satisfeito! Ás vezes me arrependo de ter me tornado uma alquimista federal. Só para agradar aquele otário!
- Suzana! Não o chame disso!
Mas a garota pareceu não ter ouvido. Subiu as escadas de sua casa rapidamente e só se ouviu o som de uma porta que batera.
- O que houve Marina?
- É a Suzana. Não sei mais o que fazer!
- Tudo bem, deixe que eu sei domá-la. Cão que ladra não morde.
- Sim, senhora.
- Suzana, abra a porta.
- Não, deixe-me sozinha!
- Ok.
Houve-se apenas o barulho da chave girando na fechadura da porta.
- Helena você não pode...
- Posso. Suzana, você sabe que tudo que o coronel Mustang faz é para seu bem e para o bem de todos os alquimistas.
- Não é o que parece.
- Mas é. Por trás daquele casco se esconde um grande homem.
- Olha Helena, se você veio até aqui para me falar do Mustang perdeu seu tempo.
- Não Suzana, vim aqui para te dizer que você deve esquecer tudo que o Mustang te fez de ruim e que você deve erguer a cabeça e seguir em frente, mas antes deve saber perdoar.
- Ah, é fácil falar.
- Bom... É o que sua mãe lhe diria.
- Mamãe! Mamãe, não vai embora!
- Ed, acorda.
- Mamãe, volte. Por favor, não nos deixe aqui!
- Anda Ed, se levante.
- Mamãezinha...
- Ed, você pode se levantar dessa cama?
- Am?
- Vamos nos atrasar para o colégio.
- Alphonse, seu idiota! Como você pode fazer isso? Eu estava sonhando com nossa mãe! Seu insolente, abusado!
- Ed, pára de gritar comigo!
- Eu grito a hora que eu quiser, sou mais velho que você!
- Mas você é meno...
- NÃO DIGA O QUE EU ESTOU PENSANDO!
- Eu ia dizer que você é menos esperto, só isso.
Ed encara seu irmão e respira fundo. Era difícil ser o irmão mais velho, nanico e órfão.
- Al, nós dois... Vamos fazer com que nossa mãe se orgulhe da gente de onde quer que ela esteja.
- E qual o seu plano?
- Vamos nos tornar alquimistas federais.
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