Pov Natalie:

24 de Junho de 2010. Quinta feira. A próxima pedra estava na Índia. Nos dividimos em equipes. Eu e Ian nos distanciamos um pouco da galera e fomos andar por aí, ver se achávamos alguma coisa.

Estávamos andando por aí até que uma garota indiana bem bonita nos para e diz em hindi:

—Haay mujhe maaph karana. Aapako pareshaan karene ke lie kshama karen, lekin kya aap iyaan raaja aur nataalee priya kaabara hain?(Oi. Desculpe incomodar, mas voces são Ian Raja e Natalie Priya Kabra?)

—Kaun jaanana chaahata hai?-Pergunta Ian.(Quem quer saber?)

Ai a garota começa a falar inglês.

—Seu hindi é muito bom. Eu não sou tão boa em inglês. Me desculpe assustar vocês. Eu sou Nayana. Meu pai conhece o Vikram. Ele me mandou entregar uma coisa pra vocês. Uma coisa que não podem deixar os Vesper nem pensarem que existem. E isso inclui Isabel Vesper-Hollingsworth Kabra.

—Vesper-Hollingsworth?-Pergunto.

—Voces não sabiam que sua mãe era...Ai meu deus eu sinto muito saberem desse jeito e...

—Nao tudo bem...Mas...O que é isso e de que clã você é?-Pergunta Ian.

—O-Olha...Eu não sou Cahill. Sou uma guardiã. E os guardiões estão morrendo. Os Vesper estão nos matando um a um. Isso aqui é algo que não deve cair na mão deles nunca. Protejam com a vida de vocês.

—Porque está dando isso pra nós? Os Guardiões não confiam na gente já que estamos meio que trabalhando para os Vesper.-Fala Ian.

—Porque vocês têm mais chances de proteger isso do que nos. Só somos meio teimosos para admitir isso. A maioria de nós. Se meu pai souber que eu trouxe isso pra vocês ele me mata. Está em um código impossivel. Assim que decodificarem, se for algo perigoso o que provavelmente é, destruam e...

—Ian. Natalie. Nos achamos a...A...

Amy instantaneamente olha para Nayana e não completa a frase, parecendo...Intimidada...Acho que com ciúmes seria a palavra correta.

—Aapakee garlaphrend?-Pergunta ela.(Sua namorada?)

—Nahin, bas mere dost aur chachere bhaee.-Diz ele.(Não, só minha amiga e prima.)

Olho para o Ian. Ele transparentemente não vê a Amy só como uma "amiga e prima", assim como ela também não vê ele desse jeito. Eles tentam esconder o que é óbvio. Nojento, clichê e tedioso.

—To aap singal hain? Dilachasp. Agar main nahin marata to ham chhodane ke baare mein soch sakate hein. Lekin yah achchha hai. Yaad karo mainne kya kaha tha. Main ab ja raha hoon. Alavida bhaiyon ujjval aankhen.(Então você é solteiro? Interessante. Se eu não morrer, podemos pensar em sair. Mas, bom, é isso. Lembrem-se do que eu falei. Agora estou indo. Tchau Irmãos Olhos Brilhantes.)

—Quem era ela?-Pergunta Amy, claramente incomodada.

—Uma Lucian Indiana. O pai dela era amigo do Vikram e ela nos entregou algo que era dele. Nada muito importante. O que você dizia mesmo?-Pergunta Ian.

—Ah...Ahn...Bom...Eu e o Dan achamos a pedra. No Taj Mahal.-Diz Amy, ainda parecendo meio inquieta pela Nayana.

Tanto eu tanto o Daniel pareciamos estar apreciando aquilo tudo. Acho que isso é uma das poucas coisas que temos em comum:Gostamos de ver nossos irmãos sendo esquisitos e irrita-los. Se isso é amor eu não quero nunca me apaixonar. Quer dizer eu já namorei alguns garotos mas nunca o tão procurado "amor verdadeiro". Se é que ele existe mesmo.

Enfim voltamos para o avião para Londres. Eu e Ian ficamos analisando aquele pergaminho mas não era nenhum código que conhecíamos. E era melhor manter aquilo em segredo. Pelo menos por enquanto...