Notas iniciais
Bom essa é uma fic que eu fiz tem uns...acho que 2 anos =p
e só esse ano decidi continuar ~

AIR TV CONTINUES

\'\'Preste bem atenção na história a seguir

A história de uma menina alada

que voava pelos céus.

A menina que agora

se encontra solitária\'\'

Era o primeiro dia de verão. Os raios de sol invadiam as janelas, fazendo as pessoas acordarem. Um dia que parecia tão calmo e singelo.

-Hmmm? -Uma garota de cabelos azulados até o ombro acordava lentamente -Ah, já amanheceu...

\'\'Mas essa história,

que sempre foi contada,

era muito repetida,

e nunca se perdeu\'\'

A menina lentamente se vestiu e saiu correndo de casa, sem muita cerimônia. Ainda era muito cedo, e não tinha ninguém na rua. Na verdade, essa cidade é bem deserta, sempre foi assim.

\'\'Depois da tentativa,

em que uma garota deu tudo de si,

para tentar quebrar o seu destino,

a luta continua

ela se foi, mas os dias continuam a passar\'\'

Avistou então a casa que estava procurando. Bateu na porta, mas ninguém respondeu. Repetiu o ato e nada. Até que percebeu que a porta estava aberta.

\'\'Enquanto a esperança não se dessipar,

Eles continuarão tentando sem parar

O tempo não pára,

e não é a favor de ninguém

nem contra ninguém\'\'

Foi andando sorrateiramente pela casa, até chegar em um quarto. Nele, um garoto se sentava perante a uma escravininha, com um lápis na mão.

\'\'E mesmo não conseguindo,

essa cena se repetirá várias

e várias vezes,

até o principal objetivo

ser realmente conquistado\'\'

Ela se espreitou até perto dele, atrás da cadeira. Observou o que o garoto fazia. Estava desenhando. Avistou no papel algo que parecia areia, e uma grande quantidade de azul. No meio do desenho, o papel continuava intocado. Deduziu que fosse uma praia.

-O que será que deve ter por aqui? Construções? Uma nave? Uma base extraterrestre? — O garoto de curtos cabelos castanhos falava consigo mesmo.

-Eu acho que só deve ter água mesmo! — Exclamou a menina.

-AHHHHHHHHH! — Ele se assustou, caindo pra trás, levando a cadeira junto.

-...Yue-kun? — Ela chamou, já um pouco longe de onde estava antes — Tudo bem?

-TSUBASAAAAAAAAA! NÃO ME ASSUSTE ASSSIIIIIIM!

AIR — THE 1001TH SUMMER

As cenas que se ocorreram naquele verão se passaram gentilmente

O encontro com as garotas se repetiu perante a luz do sol

O verão continua em todos os lugares

Ela está esperando no céu

A NEW BEGIN IN THE AIR

-Ah desculpe! Esqueci que você estava concentrado — Ela falava, meio sem jeito.

-E não fique entrando na minha casa assim! — Já ele ainda estava furioso

-T-tá bom, Yue-kun...

-Deixa pra lá, Tsubasa. — Ele respirou fundo. — Por que você acha que teria só água aí?

-Por que o mar tem uma grande quantidade de água. Se existir mais coisas, é depois que terminar o mar! — Tsubasa se explicava.

-Talvez você tenha razão. Então, o que tem depois da praia? — Indagou

-Não tenho idéia. É algo que sempre tivemos vontade de descobrir, não? — Ela sorriu.

-Claro. E um dia vamos descobrir.

-Sim! Espero por isso. — Então se lembrou de algo — Ah, Yue-kun.

-O que foi? — Quis saber o garoto. — Aconteceu algo?

-Bom, eu vim aqui pra nós brincarmos! Vem! — E sai puxando Yue.

-Não, não! — Ele evitava ser arrastado -Não quero ir a lugar nenhum.

-Por favor! — E continuava puxando-o — Vamos, vai!

-... — Ficou calado por uns instantes — Tá...

Foram caminhando pela cidade e sentindo a calorosa brisa da manhã. Enquanto passavam pelas mais variadas casas, chegaram a um ponto onde o sol batia mais forte. A praia estava próxima e a água batia gentilmente na areia.

-Chegamos! — Tsubasa correu o mais rápido que conseguiu e parou na beira.

Yue foi andando normalmente até lá, enquanto a menina girava e continuava falando.

-É boa a sensação aqui, né, Yue-kun? — Perguntou, parando finalmente no lugar.

-É. Mas não precisa ficar desse jeito, parece até que ficamos ricos ou algo assim... — Comentou o menino.

-Hahaha! É mesmo... — Pensou por uns segundos — Vou fazer um castelo!

Ela então correu um pouco para trás e começou a mexer na areia, na tentativa de realmente montar um castelo de areia. Só que não dava muito certo. O garoto apenas a observava.

De súbito, Tsubasa correu de volta em direção ao mar. Mas, no caminho, tropeçou em outro castelo de areia que ali permanecia. Foi de encontro a areia.

-Aiiiii! — Se queixava — Isso doeu...

-Ei! — Yue se aproximava — Tenha mais calma, ou vai acabar se matando dessa forma. — E estendeu a mão para ela levantar.

-Eu estou bem! — Insistia — Eu quero nadar! — E lá se foi ela correndo mais uma vez para o mar.

Ou era essa sua intenção, pois Yue a segurou pelo braço e puxou-a.

-Hã? -Tsubasa voltou-se para ele, ficando bem próxima de sua face. — O que foi?

-É que...que...- Yue acabara ficando meio embaraçado com a situação. — Que...que...

A garota o olhava confusa.

-Que...você vai se molhar! — Quase gritou.

-Sim...entramos no mar para nos molharmos... — Tsubasa parecia falar com um bebê.

-AH! — Ele a largou e se afastou dela. — Respirou fundo. — Você está de roupa comum, se entrar na água assim vai acabar se resfriando depois.

-Mas é só tirar a roupa depois e... — Ela ia explicando

- O QUÊ ? — Yue gritou

-E depois tomar banho... — Tsubasa completou a frase

Yue se viu numa situação imprevisível.

-Não, já ta ficando tarde, vamos voltar. Outro dia eu te ajudo com esse castelo, ok? — Ele disse.

-Ah agora sim! Então vamos! — E Tsubasa praticamente foi arrastando o garoto.

-Chega! E minha casa não é por aqui! — Yue contestava, enquanto era puxado.

-Eu sei! — Exclamou — Estamos indo pra minha casa.

-Por quê nunca pede minha opinião?

-Eu sempre peço, você sabe.

-Não sei de nada. — O menino parou e foi andando. — Mas já que estamos aqui, tanto faz.

Indo por outro caminho, puseram-se a ir a casa de Tsubasa.

-Você está meio estressado hoje... — Começou Tsubasa — Tem algum motivo?

-Talvez... — E não disse mais nada.

Chegando lá, não tinha ninguém em casa.

-O que quer fazer, Yue-kun?

-Não sei, escolhe você...

Tsubasa se levantou, foi até uma escravinha próxima e pegou uma caixinha preta, e voltou. Sentou-se no chão. Yue fez o mesmo.

-Vamos jogar dominó! — E foi tirando as peças da caixa.

-Ah esse jogo é legal, sempre consigo ganhar de você... -Yue falava sacarsticamente.

-Mas não dessa vez! — Ela falou determinada. — Vai arrumar aí que vou tomar um copo d\'água.

-Não vá dá uma de espertinha só pra eu ter todo o trabalho não, hein! — Brincou

-Pode deixar! — Então foi para a cozinha.

Yue foi tirando as peças, dividindo e contando a quantidade.

De repente, se ouve o som de algo quebrando.

-Tsubasa! — Ele exclamou, levantou-se rapidamente e correu para a cozinha.

O copo que a menina tinha pegado, estava no chão em mil pedacinhos.

Ela se encontrava ajoelhada no chão, um pouco mais distante dos cacos, com as mãos no rosto.

-Tsubasa, o que aconteceu? — Yue se desesperava. — Tropeçou e quebrou o copo, é isso? Tudo bem, não precisa chorar por isso...

-N-não...-A menina tentava falar enquanto soluçava, chorando sem parar.

-Não acredito! — Ele pegou-a no colo e levou para fora — Vamos, respire fundo.

Não adiantava, ela continuava chorando sem parar.

-Como assim? Isso não era pra acontecer, nós já somos amigos, não é mesmo? — Ele pôs a garota no chão. — Por favor, não existe motivo pra isso! — Ele continuava falando.

Ele então a abraçou.

-Eu sou seu amigo, e sempre vou ser...Vou estar com você — abraçou-a mais apertado — Por favor, seja forte...

Continua...