Thaís e a profecia do olho
3 A gruta
Notas iniciais
Depois disso demos uma volta pelas cabanas (chalés na versão brasileira) para conhecermos os outros semideuses e fomos (finalmente) jantar. Fiz a oferenda ao meu pai e sentei-me ao lado do Percy.
Depois do jantar estava demasiado cansada então fui dormir.
O meu sonho foi das coisas mais estranhas que eu alguma vez sonhei, e olhem que eu já sonhei com um apocalipse zombie! Estava numa pequena sala e estava lá um objecto com um olho ou qualquer cena do género. A sala era escura mas esse pequeno objecto atraía a atenção de qualquer pessoa que olhasse para ele, por isso não prestei atenção aos pormenores da sala. Eu não podia dizer a forma ou a cor do objecto pois ele estava sempre a mudar; a única coisa que se mantinha fixa era o olho que este tinha desenhado.
De repente acordei, tomei banho e vesti-me para ir tomar o pequeno-almoço e blá, blá,blá. Mais tarde fui com a Diana e o Alex dar uma volta ao pé da praia do acampamento. Enquanto caminhávamos começámos a gozar uns com os outros até que o Alex teve a brilhante ideia de empurrar a Diana para a água que consequentemente se agarrou a mim para se equilibrar, o que fez com que caíssemos as duas. Abri os olhos debaixo de água e reparei que havia uma luz no fundo, parecia que vinha de uma gruta ou assim. Quando voltámos ao de cima vimos o Alex a rir-se que nem um doido. Contei-lhes do que vi e quando acabei acrescentei:
–Devíamos ir dar uma vista de olhos.
–Pois, é fácil falar quando se é filha do deus dos mares e se consegue respirar debaixo de água.- disse Diana indignada.
–Vá lá, não me pareceu assim tão fundo e para além disso tenho a certeza que consegues suster a respiração durante um bocado de tempo.
–Vá Diana não sejas medricas.- disse Alex num tom de gozo.
–Está bem… Mas vamos combinar um sinal, se eu ou o Alex precisarmos de ar tocamos-te duas vezes, assim tu podes criar uma bolha de ar e podemos parar para respirar.- disse Diana naquele ar decisivo.
–Está bem.
Mergulhamos os três lado a lado comigo no meio para eles me poderem tocar em caso de emergência. Felizmente não foi preciso nada de bolhas de ar durante o caminho, apenas quando chegámos ao nosso destino. Basicamente quando chegámos à frente da gruta criei uma bolha de ar para falarmos melhor.
–Então e agora, entramos?-perguntou a Diana.
–Por mim tudo bem!- respondeu Alex.
–Mas se a gruta estiver cheia de água não vamos conseguir respirar não achas?
–A gruta não está cheia de água, se estivesse eu sentiria. Acho que a água desce aqui em frente, como se fosse uma cascata.- respondi.
–Então vamos entrar!-voltou a dizer Alex.
Entrámos e o que é que estava dentro da gruta? Não era nada mais nada menos do que o objecto do meu sonho.
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