Thats ̶r̶o̶c̶k̶ love, bitch!
6 Capítulo 6 - Curioso e preocupante
Notas iniciais
Quinta-Feira, 11:52 a.m
– Hoje só tem aula bosta?– Eu disse me sentando numa das cadeiras da sala de laboratório, ao lado de Lysandre, que riu.
– Ora... essa não é uma aula bosta. E só lembrando que vamos sair mais tarde hoje.
– Oi?
– Vamos sair mais tarde da escola.– Disse pausadamente, e continuou rindo.
Um professor entrou na sala e trocou todos os alunos de duplas. E quem sentou ao meu lado? Ambre.
Eu não sei o que ela fazia lá, ela nem fazia parte da minha turma. Devia estar recuperando alguma nota perdida, acho que ela nem é muito fã de examinar sapos. Espera... sapos? Era minha chance de dar uma zoada nessa patricinha! E zoei. Ela deve ter vomitado assim que saiu correndo da sala com nojo do coraçãozinho do sapo, que estava numa pinça em minhas mãos, que antes se encontrava bem próximo ao rosto dela. Eu ria bastante da situação com o restante da sala, poucos não riram por medo de serem linchados pela Ambre lá fora, mas no fundo, sei que acharam engraçado. O professor me deu uma advertência, vou ter que ficar na detenção da escola cobrindo horário, ou seja, vou sair mais tarde ainda da escola hoje, mas até que valeu á pena. Ele colocou uma nova dupla pra mim no lugar da patricinha, um tal de Jade. Assim que olhei, vi que o carinha devia ser mais escandaloso que a Ambre em relação á sapos. Ri de sua aparência, tinha os cabelos lisos e verdes. Isso mesmo, verdes! Ver-des. Verdes. Debochei:
– É nova moda na homolandia?
– Hein?– Ele me olhou com uma cara de "não me toque, sou fabulosa", não resisti e o provoquei ainda mais:
– Aquele país colorido... Ou só cor-de-rosa, se preferir.– Sorri cinicamente, e boa parte da classe riu, o deixando constrangido.
– Como você é engraçada...– Disfarçou.
Continuamos rindo da cara do Sr. Cabelos Verdes, até que o professor me retirou da sala, me mandando a detenção. Entrando lá, conheci Alexy. Um cara de cabelos azuis (acho que é moda na França) e que é viciado em música techno. Era o primeiro dia dele na escola, estava na detenção para recuperar as aulas perdidas... Sinceramente, eu gostei do maluco, ele é um cara bem tranquilão, relaxado, e não deixa nada o abalar facilmente.
Poucos minutos de puro tédio se passaram e Castiel entra na sala de detenção, parecia conhecer muito bem o ambiente. Jogou sua mochila sobre uma das mesas. Tal mesa bem atrás da minha. Sentou-se e se aproximou-se de mim, que estava de costas pra ele, jogada na cadeira, com as pernas esticadas, e batucando na mesa com um lápis:
– Na detenção em sua primeira semana de aula? Você é rapidinha em tudo, hein, Gwen?– Sussurrou no meu ouvido, levando o que disse em dois sentidos, e em seguida voltou-se para sua cadeira.
– Eu quem sou...– Disse em tom de resposta, ironicamente, ainda olhando pra frente. Não vi qual foi a reação dele, mas sei que ele sorriu daquele jeito que ele sempre faz.
(...)
Saindo da escola, avistamos uma limousine preta parada no portão. Uma multidão de alunos curiosos não saiu da escola até saberem quem era o dono. Encostei na árvore em que Castiel estava sentado, e esperei também. Castiel não parecia muito curioso, até que Lysandre veio correndo e parou do meu lado, vimos Alexy saindo da escola, acenei pra ele e instantaneamente. Lysandre arregalou os olhos assim que o viu, e voltou-os ainda arregalados para a limousine.
– Castiel! Entre na escola!– Ele disse em tom de autoridade, Castiel o olhou com cara de quem não entendeu, e não ia obedecer.– Entre agora!– A porta da limousine estava sendo aberta, Castiel levantou-se e assim que a porta foi totalmente aberta, Lysandre o empurrou para o chão atrás da árvore, e se abaixou. Continuei de pé sem entender nada, mas com um certo receio, também me abaixei, e junto de Castiel, questionando o que estava acontecendo para Lysandre, que nos mandou entrar na escola.
E entramos, já estava vazia e escura, a unica claridade que tinha era a da luz do Sol, que entrava por janelas e frestas, fora as portas de vidros.
– E aí?– Perguntou Castiel abismado com a situação. Lysandre pois-se a explicar com cautela. Acho que eu não poderia saber de muito.
– Dentro da limousine, era Louis.– Castiel arregalou os olhos, e passou a respirar ofegante. Eu não estava entendendo muito bem, mas já sabia que havia acontecido algo sobre Louis querer matar Castiel. Comecei a me preocupar.
– O que ele faz aqui?– Eu disse sem conseguir conter. Percebi o que fiz e engoli seco, torcendo para que eles não percebessem que eu já sabia de pouco.
– Alexy é filho dele.– Lysandre disse. Eles estavam com o coração disparados, e eu aparentava estar tão preocupada quanto eles.
– Fale logo, Lysandre! O QUE ESTÁ ESCONDENDO DE MIM?!– Castiel estava se alterando, resolvi ficar calada e prestar atenção em cada detalhe, para saber se entendia o que se passava ali.
– Eu tenho muito a te contar, Cast. Eu só não posso contar agora.– Castiel vira-se com as mãos sobre a cabeça, bufa e tenta dominar a raiva que sente no momento, dando um soco na parede. – Leigh é meu irmão.– Lysandre solta, abaixa a cabeça e suspira. Castiel vira-se com cara de espanto.
– Leigh??! O cara que armou o show pra gente se foder, é seu irmão??!
– Cast! Ele não armou nada, ele não faria isso!
– Você nunca, em 15 anos, me disse nada, NADA, sobre ter um irmão, Lysandre! O que tem mais escondido com você que eu não posso saber?– Castiel estava realmente alterado, eu apenas observava tudo, contendo o nervosismo. Encostei-me na parede. Lysandre abriu uma fresta da porta da escola, e viu que a limousine não estava mais lá.
– Te explico no caminho.
(...)
Fomos embora, cada um para seu canto, eu fui para minha casa e eles foram embora juntos, esclarecendo as coisas. Eu resolvi não me envolver mais, mas era difícil conter a curiosidade e a preocupação que me dominavam em todos aqueles dias.
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