Thats ̶r̶o̶c̶k̶ love, bitch!
10 Capítulo 10 - As coisas estão esquentando
Sábado, 09:45 p.m
Bati três vezes na porta e nada, na quarta vez escutei um grito seguido de um gemido sonolento dizendo que já atenderia. Castiel morava nos fundos de um barzinho próximo à escola. Bom, eu não diria "morava", eu diria "estava morando", já que ele muda mais de endereço que muda de roupa.
– O que faz aqui?– Abriu a porta todo descabelado e com uma bela cara de sono, com uma cueca box branca que tive de reparar, desbotada. Entrei sem o responder, que fechou a porta e coçou a cabeça, observei seus quadros em cima de sua comoda. Estava diante de uma casa semelhante e talvez pior que a minha: abrindo a porta, dando de cara com uma cama, uma cômoda velha e uma televisão antiga em cima. Pelo menos minha casa tinha cor e um sofá. No meu lado direito um fogão, pia e geladeira, a abri e vi um sanduíche cortado ao meio e um jarro com pouco leite dentro, que cheirava mal. Uma porta dando entrada à um pequeno banheiro, estava mais limpo que o restante da casa, pelo menos isso. Sentado na cama, Castiel murmurou ainda sonolento:– Já viu a enorme casa? Pode falar o que quer agora?
– Trouxe respostas. E um lanchinho.– Com uma sacola em mãos, taquei no colo dele, que deu uma estremecida (acho que acertei o amigão).
– MC Donald's?– Me olhou.– Boa escolha.– Seu cachorro apareceu do nada, vindo debaixo da cama e enfiando a cara no pacote de batatas, Castiel nem se importou, dividindo o lanche com o "cachorrinho".– Salvou! Eu tava com fome.
– Disponha.– Encostei-me na cômoda, e o assisti devorar o lanche em questão de segundos.
– Então, pode começar.– Disse fazendo uma bolinha de papel com o embrulho do lanche, já terminado, e tacando num cesto de lixo próximo.
– Antes, você tem que me fazer uma promessa.
– E o que ganho em troca?– Já entendi o que queria dizer, mas não vou ceder mais uma vez aos instintos maldosos que aquela cara costuma provocar.
– Já ganhou. Um belo lanche do MC Donald's.– Ele riu.
– Não estava nos meus planos.
– Por isso o "disponha".
– Se eu soubesse teria o recusado.
– Ingratidão pode ser considerado o oitavo pecado capital.
– É muito pouco perto do que eu quero.
– E o que você quer?– Ambos sabíamos o que estava se passando ali. Malicia e provocação tanto nas falas, quanto nas expressões e olhares. Orgulhosos demais para confessar e tomar uma sequer atitude.
– Respostas.– Disse ironicamente, e sorriu.
– Por isso estou aqui.
– Tudo bem, você me conta o que tem pra contar, e eu faço a promessa depois.– Gargalhei ironicamente.
– Você é babaca ou o que?
– Certo... eu prometo, seja lá o que tenho que prometer. Mas depois, vou ter o que eu quiser em troca. Feito?– Ele sorriu maliciosamente.
– Feito.– Retribuí o sorriso, e comecei a contar tudo o que tinha pra contar. Vi Castiel ficar surpreso e revoltado com a história toda, fora o sentimento de culpa que ficou ao desconfiar do melhor amigo que só quis protegê-lo o tempo inteiro. Ele estava com a mente embaralhada, levantou-se e puxou a primeira camisa e a primeira calça para se vestir, levantei-me e segurei um de seus braços.– Aonde vai?
– Atrás de Louis.
– Fez uma promessa!
– Você não citou qual era.
– Você disse que cumpriria seja lá o que fosse!– Alterei meu tom de voz, com tom de autoridade, e o olhei firmemente nos olhos.
– E eu teria o que eu quisesse em troca, certo?– Ele levou poucos segundos para responder, após ter encarado meus olhos com o mesmo olhar que o meu.– E sabe o que eu quero? Quero matá-lo.– Apertei seu braço com força e aproximei meu rosto do dele.
– Sei que não era isso que queria quando fizemos o trato.– Ele entendeu o que eu quis dizer, controlou a respiração ainda olhando nos meus olhos, e em questão de instantes suas mãos vieram de encontro com meu rosto, o segurando com força, e sua boca veio de encontro com a minha. Assim que notei estava sendo empurrada para a cama, com certeza Castiel não era o rei das preliminares, mas eu nunca me importei com isso. Vale lembrar que ele estava apenas de cueca e com uma camiseta que eu estava prestes a arrancar. Ele tirou minha jaqueta, que foi jogada para algum canto do quarto, sentei-me na cama e fui indo para trás, Castiel acompanhava meus movimentos por cima de mim. Estávamos com os corpos quentes e ambos já haviam perdidos suas camisetas pelo quarto à fora, eu já estava sem minha calça. Uma de minhas pernas estava dobradas e Castiel encontrava-se entre elas. Sentia seu membro ereto roçar na minha calcinha e controlava os gemidos que queriam escapar. Estávamos ofegantes, e suávamos como nunca antes. Assim que estávamos prontos para chegar no finalmente, Dragon começa a latir. No calor do momento ignoramos e continuamos o serviço, mas Dragon não desistia. Latia enquanto encarava a porta e então Castiel, que estranhou a atitude do cão, levantou seu olhar para a janela.
– Merda!– Virou os olhos assim que viu quem era.– Lysandre.– Me olhou e sussurrou. Ótima hora para ele aparecer! Acho que vai ser difícil conseguir transar com Castiel sem ser interrompida por algo ou alguém. Levantamos e nos vestimos rápido, eu já estava ciente que Lysandre não podia saber sobre o que já havia rolado, o que rolou e o que estava rolando entre mim e Castiel, ao contrário de Castiel que já sabia sobre o beijo que recebi do amigo. Já vestidos, sentei-me no chão e passei à acariciar Dragon, enquanto Castiel recebia Lysandre, que ficou surpreso ao me ver ali.
– Gwen? O que faz aqui?
– Acho que nós três precisamos conversar, Lys.
Domingo, 00:14
Depois de tudo esclarecido, fui para casa acompanhada de Lysandre. O problema que nem era meu, já passava à ser. Eu estava pronta para colocar minhas mãos no fogo tanto para proteger Castiel e tanto para proteger Lysandre.
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