Thats ̶r̶o̶c̶k̶ love, bitch!

1 Capítulo 1 - Bem-vindo à França


Notas iniciais
Pessoal, a história ainda está em reforma. Eu acabei excluindo todos os dados salvos no meu nootbook, mas ainda tenho tudo anotado num caderno e preciso transcrever todos os capítulos aqui. Para não fazer isso com cada capítulo de uma vez, passarei pelo menos uns 10 para o not e depois postarei aqui. Ainda preciso melhorar algumas coisas e a história ainda não está finalizada. Então me perdoem pela demora na postagem. Não vou garantir que tudo seja muito rápido, mas farei de tudo para ser o mais breve possível. E para aqueles que ainda não leram, marquem a história no acompanhamento e assim saberão quando eu postei novos capítulos. Obrigada e desculpem por isso. Boa leitura! ^~^

Quarto dia na França, 05:56 a.m, Segunda-Feira.

– Acorda!– Sentia alguém me chacoalhar fortemente, mas apenas ignorei, me recusando levantar da cama.– VOCÊ VAI SE ATRASAR PRA SEU PRIMEIRO DIA DE AULA!– Puxaram os lençóis, fazendo com que eu caísse no chão.

– Qual é!– Olhei pra cima e vi um garoto com pele escura e cabelo ralo olhando pra mim com um sorriso estampado no rosto. Minha vista está toda embaçada, havia acabado de acordar. Esfreguei os olhos e olhei bem.– WEYNE?!– Levantei num pulo só. O que meu irmão estava fazendo ali? Na França? Meu irmão mais novo, a quase dez horas de distância de casa?– QUE CARALHOS VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI?!

– Vim te fazer companhia, branquela! Você poderia parar de falar e me dar abraço.

– Mamãe sabe que está aqui?

– Hm... digamos que sabe.– Murmurou.

– Cê é um grande bosta mesmo, hein?!– Me levantei com ajuda da cama e de uma das mãos de meu irmão, ainda meio zonza. Ri.– Vem cá, negão!– O abracei com força.

– Assim que eu gosto!– Riu junto e me soltou em seguida.

(...)

Me arrumei e fui direto para Sweet Amoris. Já estava de mau humor por meu irmão estar na França. Não que eu não goste da companhia dele, mas ele veio por meio de caronas, e sem avisar ninguém de casa. Precisou quase dar a volta no oceano Atlântico, isso pra me ver. Telefonei para minha mãe, que atendeu aos prantos. Senti sua voz tremula quando toquei no nome de Weyne, já me contando sobre o sumiço de quatro longos dias do garoto de apenas 15 anos, sem me deixar tempo para explicações. Ver minha mãe daquele jeito me dói muito, 64 anos e mãe de sete homens, já passou por muito sufoco na sua vida. E quando chega a um ponto de paz, meu irmão me vem com uma dessas. Expliquei tudo a ela, e assim que bati o telefone, fui espancar meu irmão. Bom. Eu não diria "espancar", mas matei a saudade de dar uns esporros no moleque!

Chegando na escola, me deparei com vários grupinhos de gêneros diferentes. Primeiro os geeks, os nerds, as patricinhas, e milhares de outros. Mas, o que mais me chamou atenção foi um rocker, sentado sozinho embaixo de umas árvores, analisando uma folha, sua única companhia era um pastor alemão, que estava deitado em seu colo. Mas... Espera! Um pastor alemão no jardim de uma escola?! Mas que porr* é essa? Vou começar a trazer meu irmão pra cá também!– Viajei nos pensamentos, e quando percebi o sinal já havia tocado, o jardim estava ficando vazio. Passei pelos enormes portões de Sweet Amoris, e encontrei minha sala vazia.

Dei meia volta, não ia ficar plantada numa sala como uma caloura nerd desesperada. Vi que haviam pessoas enrolando pelos corredores, se estivessem no Brooklyn, já teriam perdido suas carteiras.

Coloquei os fones, e caminhei até a cantina pra comprar um refrigerante. Assim que parei pra mudar de música, me esbarrei com alguém.

– Ow!– Murmurei.– Você não olha por onde anda?!

– É isso que acontece quando você tenta cabular sua primeira aula, novata.– Olhei um pouco pra cima, vi o mesmo cara que havia visto com um pastor lá fora. Ele era ainda mais bonito de perto. Tinha cabelos vermelhos e razoavelmente compridos. Era um pouco mais alto que eu, e seus olhos tinham um tom de cinza para azul claro, quais eu encarei por um instante.

– Não estou cabulando aula, senhor veterano.– O olhei friamente assim que terminei a frase, dei as costas e fui para a sala de aula. Ainda deu tempo de ver um sorriso no canto do rosto do rapaz, e o balançar negativo de sua cabeça, mas com uma impressão positiva.

(...)

Bateu o sinal novamente, agora para o intervalo. Foi o tempo em que eu pude conhecer melhor a escola, não toda, mas uma boa parte. E também deu tempo de me distrair um pouco, sentando embaixo da mesma árvore em que encontrei o garoto ruivo um pouco mais cedo.

– Esse lugar aí é meu.– Dessa vez olhei para cima, enruguei os olhos, e coloquei minha mão na frente do rosto, pois o sol era forte.

– Qual é seu problema comigo, ruivo?

– Você curte colocar bordões em mim, né, morena?!– Ele continuou parado em pé, na minha frente.– Vamos. Retire-se.

– Desculpe?!

– Mandei se retirar. Tem problema de audição?

Esse maluco tem um belo sarcasmo na ponta da língua, bem parecido comigo nesse ponto. Porém, eu me garanto.

– Como você é simpático. Um belo exemplo de cavalheirismo.– Me levantei e o encarei.– Não vai achando que pode mandar em mim.– Mudei o tom de voz, demonstrando autoridade sobre mim mesma. Sorri sarcasticamente, e o cara fez o mesmo.

Voltei para a sala de aula, na minha frente, sentava um carinha baixinho com óculos de formato circular. Ri em silêncio, debochando da aparência do garoto. Imagino esse tipo de gente em Bed-Stuy. Até que o garoto se esforçou para parecer simpático, mas na verdade, é um tremendo mané. E adivinha só com quem o professor pediu para me ajudar com a recuperação de matérias? Exatamente. Com o moscão do Harry Potter. Seu nome é Kentin, uma figura engraçada. Não por ser engraçado, mas por ser totalmente atrapalhado e esquisito. Até teria gostado do cara, se ele não tivesse puxado meu saco durante a aula inteira.

Logo bateu o sinal para irmos embora, após quase três horas e meia de confinamento dentro de uma sala de aula, estava precisando de ar livre.

No caminho de volta pra casa, ainda bem próximo a escola, passei por um beco, sem saída, onde me deparei com dois rapazes discutindo. Só via seus sombreados, apertei a vista mas ainda assim não vi direito (acho que estou precisando visitar um oftalmo), mas o certo era que dava pra ver claramente que um dos homens espancava o outro. Dando uma sequencia de chutes e joelhadas em sua barriga. Até que o agressor olhou pra mim. Seus olhos ficaram vermelhos fazendo contraste com o escuro, já que prometi não entrar em encrenca pela minha mãe, fugi assim que vi o cara vindo na minha direção. Apertei os passos, mas algo me puxou para uma rua próxima, me prensando na parede.