Notas iniciais
Oi, pessoal! Aí a apresentação deles, finalmente!!! Boa leitura, vejo vocês lá em baixo!!

Hermione andava de um lado para o outro, batendo os pés freneticamente em um ritmo extremamente irritante. Faltavam 15 minutos para a aula de Estudos Trouxas e para a apresentação das duplas. E ela nem sequer sabia o que iam apresentar.

– Draco, me conta! – ela implorou pela décima vez naquela manhã – Draco Black Malfoy, ME CONTA AGORA!

– Não, Hermione! – ele respondeu, rindo. – Dá pra você se acalmar? Vai fazer um buraco desse jeito, garota! Eu estou dizendo que é um projeto bom. Você confia em mim?

– Confio, caramba! Mas eu estou morrendo de preocupação!

– Eu sei, mas relaxa. Sabia que você fica uma graça quando está irritada?

– Eu te odeio, Draco! – ela exclamou olhando feio para o namorado. Ele, por sua vez, deu de ombros e sorriu.

Não há amor sem ódio, princesa. Então vou entender isso como um “eu te amo” e eu também te amo, extressadinha. – ele respondeu e ela se irritou ainda mais. – Por Merlin, eu tinha sentido falta de te irritar! Vou fazer isso mais…. – ele não pode terminar a frase diante do olhar amedrontador que recebeu. – Ok, vamos logo. Temos cinco minutos para chegar!

E os dois sairam correndo, mas Draco parou no meio do corredor.

– Pode ir indo, eu tenho que preparar uma última coisa. Vai dar tudo certo. Eu prometo. – ele beijou a testa da namorada e esperou-a seguir, até entrar na sala, antes de adentrar em uma porta que surgira no meio da parede.

Na sala, tinham três objetos. Uma mesa grande de madeira, a penseira e um armário.

Droga. O armário. Pensou, tentando ignorar o sinal que o móvel indicava. Pegou a penseira e a levitou, carregando-a para for a da Sala Precisa.

Ao entrar, a primeira apresentação já tinha tido início. Dois alunos Corvinos faziam uma espécie de teatro sobre Procurando Nemo, um filme trouxa onde um peixe laranja era sequestrado.

– Procurando neeeemo, onde é que ele estáaaa. – proferiu a garota com uma voz grave, como se estivesse bêbada. A sala inteira riu da atuação. Depois, o garoto, vestido como um peixe laranja e branco, tentava falar com a mesa do professor, que tinha sido fantasiada como uma baleia.

– Eu já sei!- disse a garota – Temos que falar baleiês! – os sons que seguiram a fala dela não eram descritíveis, mas sem dúvidas arrancaram ainda mais gargalhadas.

Os dois agradeceram e se sentaram rapidamente. A próxima dupla era de Gina e Lilá. Lilá, como era loira, cantou uma das canções do filme enquanto a ruiva a acompanhava em um violão. Hermione tinha a ensinado a tocar no último verão. Ambas foram muito aplaudidas e logo a professora anunciou quem seriam os próximos.

– Sr. Malfoy e Srta. Granger, venham aqui! – a morena gelou, mas logo sentiu a mão do namorado a guiando para frente da sala. Ele cochichou algo com a professora e ela assentiu.

Draco puxou uma memória de sua cabeça e a pôs na penseira, proferindo em seguida um feitiço silencioso. Em uma questão de segundos imagens eram passadas na lousa verde-escura. Hermione não entendeu nada, no início. Mas logo percebeu que imagens eram aquelas. Eram memórias. Memórias dos dois. Antes que as memórias passassem vagarosamente, Draco tomou a palavra.

– Como podem ver, tínhamos de tudo para sermos inimigos. Eu era a Fera. – E uma cena apareceu, enquanto ele abaixava a cabeça.

Pegou a primeira coisa que viu pela frente e tacou em direção a porta, com uma força descomunal. O abajur se quebrou em milhões de cacos. O vidro estava espalhado pelo chão.

– E Hermione é a Bela. – a cena seguinte foi feita como um mesclado dela. A namorada sorria, segurava livros, dormia. Hermione sentiu as bochechas esquentarem mas não se importou.

O garoto passou os olhos pelo quarto e parou ao encontrar Hermione, toda molhada. Examinou com cuidado a cama encharcada e então notou Gina ali do lado, segurando o riso.

Ele não conseguiu reprimir o pequeno sorriso que estampou sua face por alguns segundos.

E Draco ficou observando Hermione correr atrás da ruiva, que por sinal, era até que bem rápida. Deixou um sorriso bobo surgir em seu rosto ao perceber que a morena não estava mais com raiva e sim ria para a melhor amiga, que gargalhava.

– Somos completamente opostos, e vocês sabem disso. – todos concordaram, rindo. — Mas juntos conseguimos ser perfeitos um para o outro. É assim no filme A Bela e a Fera. Eu posso até ser uma Fera, mas tenho a Bela mais linda do mundo. – ele sorriu e encarou a tela, que passava milhões de memórias do loiro.

“Você é louco”, sibilou ela, sorrindo abertamente.

“Assiste!” ele retrucou, desviando o olhar mas sem deixar que um sorriso estampasse seu rosto. Ela obedeceu e, vendo aquele filme de memórias, se lembrou o que cada uma significava.

– Eu ralei muito nessa relação. – ele falou e riu em seguida. – Mas consegui arrancar risadas dela em pouco tempo.

– Isso é tão Gay, Malfoy!- a menina explodia em gargalhadas.

– E como tudo TEM que ser clichê, chegou um ponto que ela não resistiu mais a mim. Ou talvez tenha sido eu que não resisti a ela. – admitiu, nervoso.

Naquele momento, ela não ouviu resposta. Seus lábios estavam colados nos de Draco. A menina se surpreendeu, mas não o empurrou. O garoto não tinha noção de o que estava fazendo, mas era muito bom. Logo, a garota se entregou ao beijo, aprofundando-o ainda mais. As mãos de Draco pousaram na cintura de Hermione, e as dela na nuca do loiro.

– E eu tive que ralar para ela me chamar pelo nome! – ele gritou indignado, mas sorrindo.

Mas o sonserino não parou. Ele ria junto, e, já que era forte demais em comparação a sua “vítima”, todas as suas tentativas eram falhas. A garota já chorava de rir quando ele parou.

– Vou te matar, Draco.- ameaçou, ofegante.

Hermione demorou a perceber que a sequência seguia como Draco desejava e que, ao fundo, era tocada a música da Bela e a Fera. Estamos vendo alguma coisa acontecer. Ela somente sorriu e continou olhando para a lousa.

– Bem, nós nos unimou por causa desse trabalho. E bem… eu não sabia muito bem do que se tratava. – ele sorriu e foi acompanhado pela sala.

– E então... conhece algum filme da Disney?- começou a menina. Ela havia crescido em uma família trouxa, conhecia todos. E tinha preferência por alguns. Mas o garoto não.

– Nenhum. Nem sei o que é Dasny.

– DISNEY, Malfoy Disney! Então acho que podemos assistir... Que tal a bela e a Fera? Eu AMO esse filme! Toy Story também é muito legal, é uma trilogia. E tem ainda A Pequena Sereia que...

– Eu não vou assistir um filme chamado a Pequena Sereia nem morto!- o garoto protestou- os dois primeiros ainda vão, mas, seu eu topar o último, já posso admitir que eu sou bi!

A menina gargalhou, e o loiro a acompanhou.

– E eu tive que aguentá-la de todas as maneiras possíveis!

– Sério, Granger?- ele bufou e concluiu que teria que ir para a cama da menina. Draco se sentou para levantar, mas foi novamente surpreendido. A morena tinha passado o braço ao redor da cintura dele, o impossibilitando de sair. "Ótimo", pensou. Cogitou a possibilidade de acordar a garota, a mandando para a cama certa, mas algo o impediu. Ele se deitou, afastando os braços de Hermione e tentou dormir. — Você está me devendo uma, Hermione.- murmurou, sem se preocupar em estar pronunciando o nome da garota, afinal, ninguém ouviria.

– Nós brigamos muito, podem acreditar.- ele comentou, sedirecionando novamente a tela, que mostrava, sem som, as brigas do casal.

– Me larga, Granger. Agora.

– Me escuta. Só escuta, por favor.

– Escutar você dizer o que? Que estava muito ocupada ontem? Eu já entendi tudo, e muito bem. Agora, se me da licença, tenho que ir para o meu quarto.

– Esqueceu que é o meu quarto também?

– Essa é a minha parte, então se não se importa, eu quero mantê-la fechada.

– Me importo sim, Draco! Da pra você me ouvir? Eu não vi o bilhete, Draco. Eu não vi. Quando vi, era tarde demais. Eu... Eu pensei que você tinha se esquecido de mim e então fui passar o dia com os meus amigos, assim como você fez! Eu nunca quis te machucar...

– Como eu uma ova, Hermione. Eu estava com Nott e com a Pansy sim, mas sabe fazendo o que? Uma surpresa para você! Isso mesmo, para você! E aí, os seus amigos pelo menos sabiam que estávamos ficando? É o que eu pensei. Eu passei o dia inteirinho pensando em você. Briguei com Nott por você, joguei meu orgulho na lama pra te ver feliz. Eu queria te pedir em namoro, Hermione. Eu fiz tudo por você e você nem ligou. Nem me procurou, nem ao menos deve ter lembrado de mim. É difícil para mim, sabe? Falar pros meus amigos que eu estou ficando com você. Mas eu falei e, acredite, eu me orgulhei de falar isso. Eu queria que você se orgulhasse de mim. Que você me visse de outra forma. Eu estava pronto para assumir a gente para todos, mandar todos irem se danar e não ligar.

– Sabe, Granger- ele continuou- Eu realmente achei que fosse dar certo. Mas foi bom. Eu pude perceber que o amor é mesmo uma porcaria e que ele não vale nada. Eu me arrependo de tudo que a gente viveu junto. De tudo. Eu me arrependo de ter te salvado aquela noite. Eu me arrependo de ter me apaixonado por você. Mas agora, eu posso garantir: não vai mais acontecer.

– Draco, por favor... Me desculpa.

– Vai embora. — disse, mais alto e a garota se ajeitou para sair. — Vai embora, Granger!- dessa vez, gritou e ela obedeceu, saindo pela porta e fechando-a lentamente.

– Mas em todas as reconciliações eu me senti o cara mais sortudo do mundo por tê-la do meu lado.

O loiro, por sua vez, ficou um minuto sem reação, mas logo decidiu fazer o mesmo que a garota e a abraçou de volta, esquecendo de tudo.

– Não precisa pedir desculpas, pequena. – ele murmurou e, ao ouvir o apelido, ela já soube que estava tudo bem. E o sorriso que abriu parecia ser maior que qualquer um que ela já dera.

– Eu nunca vi duas pessoas tão complicadas como a gente- observou ela, o encarando.

– Nem eu- respondeu, rindo e colando suas testas. – Seria patético se nos beijássemos agora?

– Um pouco- confirmou ela, pondo as mãos no cabelo dele e colando seus lábios em um beijo longo. – Isso é tão clichê!

Todos riram e as garotas presentes suspiraram, apaixonadas. As cenas seguintes só estenderam o sorriso de Hermione.

– Vou confessar: demoramos para admitir o que sentíamos. Mas isso aconteceu, sim.

– Eu te amo.

– Eu também te amo, Hermione

– E nós ainda tivemos que anunciar para a escola inteira que estávamos juntos. Vocês tem noção do que foi isso? – ele soltou, ficando um pouco corado.

– Credo- comentou o garoto baixinho, soltando uma risada- Parece que essas pessoas viram Merlin de cueca de bolinhas pela cara delas. – e ele voltou a andar, ouvindo logo em seguida uma gargalhada vinda da morena. Ela teve de por a mão na boca e conter o riso, mas ao encarar o namorado quase caiu no chão. A fala da garota arrancou risadas da sala inteira.

Hogwarts parou. Todos os alunos, que tomavam café e conversavam animadamente, direcionaram seus olhares para a grifinória e o sonserino. É, eles eram contrastantes juntos. Loiro e morena, vermelho e verde, dourado e prata, Granger e Malfoy.

Alguns cochicharam entre eles, discretamente. Outros, sorriam. Hermione pode ver a cara de indignação de Astória e sorriu ainda mais abertamente com isso. A loira se levantou e caminhou irritada para a saída, batendo o pé.

Mas ainda assim, com todas as diferenças e dificuldades, eu posso hoje dizer que esse último mês foi o melhor de toda a minha vida. E por que diabos eu estou contando isso? – ele perguntou para a classe – Porque eu assisti um filme com essa garota aqui, chamado A Bela e a Fera. Ele é um conto de fadas que, essa daqui sabe cantar todas as músicas! – Naquele momento a música deles começou a tocar, mas cantada por Hermione.

“Sentimentos são,

Fáceis de mudar

Mesmo entre quem,

Não vê, que alguém

Pode ser seu par

(...)

Sentimento assim, é sempre uma surpresa

Quando ele vem

Nada o detém

É uma chama acesa...

(...)

Sentimentos são, como uma canção, para a Bela e a Fera.”

– E sim, há diferenças. Eu não sou um monstro na aparência, olhem para mim! – todos riram. – E ela não foi presa em um castelo. Foi só em um quarto. Mas como a história desse filme, os dois começam se odiando e aprendem o que é amar. – naquele momento as memórias foram para as do dia em que assistiram o filme e até mesmo a morena se surpreendeu como as cenas eram semelhantes. – Porque sem o ódio, não há amor.

Ele parou de falar e atravessou a lousa, encontrando Hermione, que o abraçou. Um coro de “onws” foi ouvido e de repente uma garota se levantou, aplaudindo de pé.

– Obrigada. Essa apresentação foi perfeita.

– Sem você ela não existiria. – ele sussurrou de volta e, quando voltou o olhar para a sala, viu que a garota tinha puxado uma multidão. Até mesmo Harry se levantou.

Hermione sorriu abertamente ao ver o melhor amigo, que sorriu de volta e sibilou um “Sempre com você”. Rony não se levantou mas, para sua surpresa, ela nem se importou. Olhou Gina, que sorria abertamente. Olhou os amigos de Draco, que balançavam a cabeça e sorriam entre um sorriso de deboche e um de congratulação.

Era aquela vida que ela querida para si. Aquela vida, com todos que ela amava. Mas a guerra estava vindo, e, em uma guerra, é quase impossível se manter intacto.

Notas finais
Queria começar uma coisa: QUOTE FAVORITA por capítulo! É assim: em cada cap, vocês selecionam a frase que mais gostaram e eu vou guardando, ao final da fanfic eu vou fazer um álbum de quotes :P Me ajudem, por favor? E uma perguntinha: que armário era aquele na sala precisa? Vocês prestaram atenção nele?