Thats ̶r̶o̶c̶k̶ love, bitch!

7 Capítulo 7 - The Tricksters


Sexta-Feira, 08:33 a.m

– Senhorita Gwen! Acordou tarde esta manhã?– Fui surpreendida pela diretora que estava em minha sala quando cheguei atrasada. Estava entrando de fininho pelo canto da parede, mas foi inevitavel perceberem a minha presença. Fechei os olhos, suspirei e me virei para ela:

– Bom dia, Senhora Shermansky! Me perdoe pelo atraso, querida diretora. Eu estava em um abrigo de animais, pois encontrei um filhote de vira-latas perdido na rua. Não pude vê-lo naquele estado. Se a senhora quiser, pode me deixar na detenção até o final do período, eu assumo os meus atos, mas não poderei deixar de dizer que dessa vez valeu á pena.– A sala toda parou e ficou me encarando com cara de espanto, Senhora Shermansky, que era uma daquelas tiazinhas apaixonadas por cães e gatos, estava com os olhos encharcados, e abanou a cabeça e fez um sinal com as mãos de que eu podia me sentar e esquecer a bronca que eu deveria ter levado. Sorri gentilmente para ela, como uma daquelas princesas da Disney, e me virei, indo em direção para minha mesa, com um sorriso agora cínico no rosto, sentei-me.

– Como você é pilantra!– Disse Ken, que virou-se para mim.

– Eu tenho as manhas.– Sorri e olhamos para a diretora, que estava ali para avisar que não teríamos aula nessa segunda, e que terça-feira seria a primeira prova bimestral do ano.

(...)

10:38 a.m

Era o intervalo, sentei-me debaixo da árvore como o de costume. Castiel não estava lá, acho que assim como Lysandre, não tinha havia ido para a escola. Peguei meu caderno e comecei a rabiscar e escrever. Escrevi um bom rap, como nos tempos em que vivia em Bed-Stuy. Fui interrompida por um som alto de buzina, olhei para fora das grades da escola e avistei aquela mesma limousine de ontem, levantei-me e observei tudo, vi um cara um pouco velho, eu daria pra ele uns 48 anos. Baixinho e com os olhos puxados, não aparentava nenhum tipo de simpatia. Tinha uma cara daqueles cafetões que matam suas ninfetas sem piedade se elas atrasassem a grana em seus bolsos. Ele estava entrando na escola, havia um segurança em frente a limousine e um entrando junto dele na escola. Alexy estava junto, como Lysandre disse, era filho do baixinho. E sei também que o cara, chamado Louis, tem o objetivo de matar Castiel. Mas a pergunta é: por quê? Eu sei que está envolvido com o dinheiro, o tiro no Dragon, e aqueles caras no beco naquela noite. Uma coisa era certa: se eu quisesse entender tudo isso, teria que descobrir sozinha.

Pulei os muros da escola assim que Louis e Alexy foram embora de limousine. segui durante todo o trajeto, até chegar numa paralela e perde-los de vista. Fui pedindo informações para as pessoas das ruas, muitas recusaram me ajudar, mas depois de tanto esforço, cheguei até uma rua de um bairro nobre, e os vi entrando numa casa não muito grande, mas eu diria que ela vale em torno de R$800 mil ou mais. Eu decidi entrar na casa de alguma forma, mas vi um carro saindo de lá. Era um audi a7 branco. Resolvi segui-lo.

Chegamos a um local em uma rua próxima, perto de um estabelecimento fechado, com indícios de que houvera um incêndio ali há algum tempo, e uma pilha de tijolos e cimento indicavam que haveria uma reforma em breve. Louis e Alexy saíram do carro e entraram no local. Coloquei o capuz e cheguei mais perto, li uma placa um pouco borrada, mas que dava pra entender um pouco; "Boate Luz apresenta: The Tricksters — 22h/02h"

– Tricksters...?– Forçava os olhos para ler, quando ouvi a porta rangendo, como se alguém estivesse a abrindo, me escondi atrás dos tijolos e vi Alexy saindo de lá e encostando na parede. Aparentava estar estressado, colocou seus fones e decidia uma música quando o puxei para baixo.

– Ow!– Tampei a boca do menino, que murmurou e arregalou os olhos. Tirei o capuz, e assim que ele viu quem era fez uma expressão de quem não estava entendendo, coloquei o dedo em minha boca o mandando fazer silêncio, que acenou com a cabeça.

– Quero entender o que está acontecendo aqui.– Disse em voz baixa, e balançando a cabeça para que ele me compreendesse.

– Hein?– Ele respondeu um pouco alto, novamente fiz com que ele ficasse quieto, colocando uma das mãos na boca dele. Ouvimos a porta abrir novamente.– Te explico tudo amanhã, ás duas, na pracinha.– Levantou-se e entrou no carro junto de Louis, que foram embora, me deixando ali um pouco mais aliviada mas ao mesmo tempo curiosa.

Fui para casa, deitei-me na cama. Já eram passavam das três da tarde. Eu estava cansada e com fome. Alguém bateu na porta.

– E aí, Gwen.– Era Castiel, me pegando de surpresa, antes de eu perguntar o que ele estava fazendo ali, ele já havia entrado e trancado a porta.
– O que você pensa que está fazendo?

– Você acha o que? Que eu vim terminar o que mal comecei?– Ele sorriu ironicamente, um tanto quanto malicioso, foi me encurralando até o balcão da cozinha e colocou seus braços envolta do meu corpo, com as mãos no balcão.– Não acha mesmo que é isso o que eu vim fazer, né?

– O que você quer?

– Sei que você já sabe de muito, e quero que me diga tudo o que você sabe, Gwen.

(...)

Notas finais
Pessoal, peço para que me perdoem pela quantidade de palavras dos últimos capítulos. Sei que estão muito curtos e rápidos. Mas vou me esforçar mais para deixar os próximos um pouco maiores (não tanto, para não cansar vocês).