Thanos: a Origem
12 Reencontro Familiar
Notas iniciais
Nas masmorras que um dia pertenceram a A'Lars, ele e Eros jaziam acorrentados. Como sairiam dali? Aquele lugar fora construído por Kronos para ser completamente resistente a fugas. A menos que algum milagre acontecesse, apodreceriam ali até verem Titã se tornar a nova Titanos. Mentor deu uma risada seca.
– O que foi, pai?
– Nada, não. Apenas acabo de perceber de onde sua mãe tirou a ideia para o nome de Thanos.
– De onde?
– Titanos.
Eros também soltou uma risada seca e irônica, mas Mentor já viajava em seus pensamentos. Ele estava recordando de como chegaram ali, de forma que havia praticamente voltado no tempo. Eles deixaram Santuário II perto da montanha onde ficava o templo que usava para se comunicar com Kronos, que perdera seu corpo físico havia tempos.
Eles subiram a montanha e entraram no tempo, tentando se comunicar com Kronos. Não conseguiram, mas chamaram atenção indesejada.
– Mentor – chamara a voz feminina de Sui-San.
– Sui – ele respondera.
– Mãe.
– Olá, queridos. Aproveitaram a viagem?
– Não seja irônica, Sui.
– Onde está Thanos? Pensei que o amasse demais para deixá-lo.
– Sui...
– De uma forma que nunca me amou, não é?
– Sui, por favor...
– Não, Mentor. Acho que você nunca percebeu o porquê de eu ter aceitado me casar contigo. Eu queria apenas o pacote que vinha junto de ti. Ah, mas eu aprendi a amar-te.
– Na frente de Eros não, Sui-San!
– Ah, é claro. A esposa pode se machucar, mas os filhos nunca. Você sabe muito bem porque os quer tanto bem. Para manter o poder na sua linhagem. Por isso que aceitou Thanos como ele era, apesar de ver o que ele estava destinado a ser e fazer.
– Que roupas são essas, Sui?
– Roupas de rainha, querido.
– De rainha? Mas isso significa que...
– Sim, estou com Uranos agora.
De repente, algo surgira do espelho que era usado para se comunicar com Kronos. A princípio parecera ser o próprio Kronos, mas então se transformou. Em Uranos.
– Olá, sobrinho e sobrinho-neto. Sejam bem-vindos ao meu reino: Nova Titanos.
E então foram presos pelo poder de Uranos e mandados para aquela masmorra. De repente, um sou fez Mentor despertar de seus devaneios. Era Sui-San.
– A'Lars e Eros, Uranos os convoca para receber o recém-chegado.
– Ah, não – disseram Mentor e Eros ao mesmo tempo.
– Sim, queridos. Thanos está aqui.
Thanos entrou no templo onde estava Uranos. Sabia que a Manopla estava por ali em algum lugar, pois as Joias ficavam mais poderosas conforme se aproximavam da Manopla do Infinito. Quando Sui-San, Mentor e Eros subiram, Thanos não pôde deixar de sentir o ódio subir pela garganta. Eles olhavam para ele assombrados, até que pararam ao lado de Uranos.
– Pai. Mãe. Irmão. E Tio-Avô. Estamos todos reunidos aqui por algum motivo em especial?
– Seja bem-vindo à sua casa – disse Uranos.
– Família – respondeu Thanos, distante –, quero que conheçam alguns amigos meus. Primeiro, minha filha. Nebulosa, se aproxime.
Nebulosa surgiu das sombras atrás de Thanos.
– Prazer – disse ela, ríspida.
– Agora, alguns amigos meus. Este é Ronan, Supremo Acusador dos Krees. – Conforme ele falava os nomes, os seres surgiam das sombras. – Este é Dorrek VII, Imperador dos Skrulls. Este é o Outro, Líder dos Chitauris. Este é Zak-Del, o Espectro. Eros, este último você vai reconhecer. Korath, o Perseguidor!
– Korath... – disse Eros, ao reconhecê-lo.
– Olá, Starfox.
– Agora que estamos reunidos aqui, gostaria de pedir algo para meu tio-avô. Uranos, quero a Manopla do Infinito.
– Jamais – respondeu Mentor, falando antes de Uranos.
– Cale-se, pai. Vai dizer algo, mãe? Imaginei que não.
– Meu querido – começou Uranos –, não acho que eu possa dar-te a Manopla. Ainda não estás pronto.
– Cale-se, velho idiota.
De repente, naves começaram a surgir em volta da montanha. Uma voz se pronunciou, vinda da maior das naves.
– Aqui é a Tropa Nova de Xandar. Entreguem-se ou teremos que tirar-vos à força.
Thanos gesticulou para Espectro, que correu na direção das naves e desapareceu no ar.
– Acha que é o único com aliados, Thanos? – perguntou Uranos, sorrindo.
– Claro que não.
– Ótimo. Pois quero apresentar para você dois amigos meus.
Uma porta abriu, revelando uma mulher de vestido laranja e um homem com capacete roxo e roupa verde.
– Estes são a Matriarca da Igreja Universal da Verdade e Kang, o Conquistador. Creio que conheça este último como Rama-Tut.
– Dois portadores de Joias do Infinito.
– A Matriarca não mais – disse Uranos.
– Não?
Enquanto isso, Espectro surgia dentro de uma das naves da Tropa Nova.
– Você de novo? – perguntou Irani Rael.
– Deveriam ter ficado longe de Thanos.
Quando Espectro se aproximou para matar Irani, foi atingido por alguém.
– Afaste-se da Comandante Nova Primordial. Eu sou Rhomann Dey, o Centurião Nova.
Muito longe dali, a nave de Gamora tentava concertar a nave de Rocky Racum para que pudessem entrara na velocidade da luz.
– Drax, me passa um de seus sais.
– Por quê?
– Vai logo.
– Está bem.
Ele jogou uma de suas armas para ela, que cortou alguns fios. De repente, tudo ficou escuro.
– O que foi agora?! – perguntou irritado Rocky Racum.
– Não sei, eu não fiz nada.
– Fui eu.
– Quem disse isso?
Uma sombra surgiu no escuro.
– Meu nome é Kronos. Sou o avô de Thanos.
– Tu és o bisavô de Gamora? – perguntou Drax.
– E o seu criador, Drax, o Destruidor. Eu o criei a partir de um homem que perdera a filha e a esposa, Arthur Douglas, para matar Thanos. Você acreditava e ainda acredita que Thanos as matou, não é?
– E essa não é a verdade?
–Drax, Thanos não as matou. Elas morreram em um acidente. Mas resolvi lhe dar uma chance, aumentando sua força. Drax, você cumpriu sua missão. Você matou Thanos. Mas ele arrumou uma forma de voltar. Ele foi banido pela Morte da dimensão dela. Ou seja, Thanos não pode mais morrer.
– E por que não voltei à forma humana?
– Foi escolha sua. Sua vida na Terra se tornou péssima. Peço desculpas por minhas mentiras, mas temo que não tenhamos tempo para conversar. neste momento, Thanos está a um passo de conseguir a Manopla do Infinito. E as Joias do Infinito estão todas indo para junto dele. Se vocês quatro não o impedirem, Thanos conseguirá dizimar o Universo.
Após pensar um pouco, Drax perguntou:
– O que devemos fazer?
– Ei, pare de falar por todos! – protestou Rocky.
– Eu estou junto – disse Gamora.
– Eu sou Groot!
– O grandão quis dizer que também está. Droga. Não me resta opção, não é?
Ele chutou a parede por acidente e gritou.
– Mandarei vocês para perto de Titã. Lá se encontrarão com os Guardiões da Galáxia. Unam-se a eles. Juntos, terão alguma chance de derrotar Thanos.
As luzes se acenderam e a sombra de Kronos sumiu.
– O que fazemos agora? – perguntou Gamora.
– Esperemos – respondeu Drax.
De repente, a nave se movimentou. Tão rápido que todos caíram no chão. Quando pararam, estavam sobrevoando a Lua de Titã. Ao lado deles, uma enorme nave liberava uma cápsula de fuga para Titã. Dentro da cápsula, oito seres vivos.
O caos se instalara dentro do templo. A Matriarca invocava guerreiros espectrais da Igreja Universal da Verdade para atacar Thanos, que derrotava-os sem dificuldade. Rama-Tut travava uma batalha justa com o Outro e alguns Chitauris, enquanto Nebulosa e Sui-San lutavam sem armas. Thanos, enquanto escapava dos guerreiros da Matriarca, atacava Uranos.
Enquanto isso, Ronan, Dorrek VII e Espectro lutavam com a Tropa Nova. Espectro, na verdade, duelava com Rhomann Dey, enquanto Krees e Skrulls batalhavam enquanto competiam uns com os outros. Irani Rael estava batalhando contra Ronan e Dorrek VII, que também brigavam entre si. Era um fato concreto: Krees e Skrulls nunca mudariam.
Foi nesse meio tempo que a cápsula de fuga dos Guardiões da Galáxia caiu em Titã. E a nave de Rocky Racum surgiu no horizonte.
Fale com o autor