Thanos: a Origem
9 As Joias do Infinito
Notas iniciais
Mentor e Eros estavam pasmos com a mais recente notícia que lhes fora dada por Kronos. Ao que parecia, Uranos, com ajuda de Sui-San, dominara Titã e assumira o cargo de líder dos Eternos. Sem pensar duas vezes, A'Lars, o Mentor, definiu Titã como sendo o destino de Santuário II.
Sobrevoando o deserto de Sakaar, onde uma tempestade de areia se formava, Adam Warlock se recordava de sua origem. Fora há alguns anos, no agora distante planeta onde havia uma fortaleza em ruínas e onde vivia uma mulher-monstro. Sim, a mulher-monstro na qual ele agora pensava era a Matriarca da Igreja Universal da Verdade.
Naquele planeta, um casulo um dia pulsara. Dentro daquele casulo, o ser destinado a mudar a história da Igreja Universal da Verdade, conhecido como Ele, estava prestes a nascer. Seus primeiros pensamentos foram: Eu sou o novo Adão. Eu sou Adam Warlock. Com essas palavras prestes a sair pela boca, Ele rasgou o casulo usando os poderes que em suas veias corriam.
Mas não pudera conviver com a Matriarca. não, o que ela fazia e desejava não era certo. Controlar pessoas inocentes apenas por avareza, para conseguir algo que não estava ao seu alcance, era doentio. Assim, Adam abandonara seu planeta natal e passara a vagar pelo espaço, visitando planetas.
Em uma de suas visitas, Adam descobriu o que queria. Ele descobriu que o poder que corria em suas veias pertencia à mais poderosa das Joias do Infinito, a Joia da Alma. Desde que fugira de seu planeta natal, Adam se perguntara se a Matriarca estava tão errada assim. Quer dizer, ela não era nem de longe o único ser impuro que buscava por poder. E quem dera fosse.
A verdadeira ameaça se revelara com o tempo. Um Eterno com a Síndrome do Desviante, chamado Thanos, o Titã Louco. E Adam passara a perceber que a única forma de derrotar Thanos era com tal poder, o poder das Joias do Infinito. E isso o levara a Sakaar. Podia sentir a energia de uma das Joias vinda do meio do deserto. Quando encontrou seu destino, não pôde ficar mais feliz. Até que viu uma pedra ser rolada por alguém e ocultar a entrada.
A assassina de Asgard, Angela, rolou a pedra de sua caverna. Ela vira o homem de cabelos brancos voando na direção da caverna. Se ela tivesse sorte, ele se perderia na tempestade de areia que estava se formando. Olhou para Miek, o inseto gigante, que dormia feito um bebê em um canto da caverna e começou a se lembrar de tudo que passara até ali.
Angela crescera com seu irmão, Balder, sob a rigorosa tutela de seu pai, Odin, e sua doce mãe, Frigga. Mas o que diferenciava Angela de Balder eram os atos. Ela cometera algumas... infrações das regras asgardianas que a concederam o título de Assassina de Asgard. Como já deu para perceber, ela matou algumas pessoas. Outra coisa que fez foi roubar o Cofre de Odin, mas ninguém notara.
Sim, Angela soubera do nascimento de seu outro irmão, Thor, e da fuga de Balder. E sim, sabia que Odin e Frigga iam fingir que ela e Balder nunca existiram. Também sabia sobre a misteriosa aparição do pequeno Loki entre a família real de Asgard. O artefato que roubara se chamava Éter, e tinha um poder inimaginável. Ele era capaz de aumentar a resistência e a força físicas de seu portador.
Com o Éter, Angela sobrevivera a inúmeras tentativas de assassinato, guerras e outras coisas. Quando chegara a Sakaar, não pensara que iria prolongar tanto sua estadia ali. Mas conhecera Miek, o último de sua espécie, que contou a ela que os homens vermelhos não eram nativos de Sakaar. Miek descrevera para ela como o Imperador Pai Angmo I dizimara sua espécie, e ela ficara com muita pena dele.
Está bem, Miek não era muito inteligente, e era desastrado, o que fazia dele perigoso e desengonçado ao mesmo tempo. Mas que importava? Eram amigos e amigos deveriam se apoiar mutuamente sem questionar, não? Sim, por isso ela resolveu não acordá-lo e cuidar do invasor sozinha. Teria conseguido, se o invasor não tivesse batido na pedra e acordado Miek, que, assustado, correu para uma pilha de coisas.
O homem tornou a bater, fazendo com que Angela, por instinto, pegasse seu machado dourado duplo. Se preparou para atacar, mas se espantou ao ver que os socos do homem estavam rachando a pedra, a qual logo se partiu em vários pedaços. Assim que o estranho entrou, ela pulou em sua direção. Ele conseguiu desviar, fazendo com que ela cravasse o machado na parede.
Enquanto ela tentava tirar o machado da pedra, o estranho aproveitou para falar.
– Acalme-se, senhorita! Estou precisando de abrigo e vi a sua caverna, então pensei que pudesse me acolher.
– Acha mesmo que acredito em você?
Ela tirou o machado com força e atacou ele, que novamente escapou.
– Espere, Angela!
– Angela? Como sabe meu nome? A não ser que...
Com uma fúria incrível, Angela o colocou contra o chão e apoiou o machado contra o pescoço dele.
– Qual sua ligação com a Igreja Universal da Verdade? Foi enviado pela Matriarca para me punir por meus atos contra a Igreja?
Vendo que ela estava, vencendo, Miek saltou da pilha de coisas. Ele derrubou no chão uma pedra pedra envolvida por um lenço chamuscado, da qual saía um brilho vermelho. Aquele era o Éter. Miek se aproximou do homem, produzindo um pouco de sua saliva ácida e ameaçando cuspir nele.
– Está bem, eu falo! Meu nome é Adam Warlock, e eu sou Ele.
– Você... é... Ele...? Aquele Ele?
– Sim, sou o Ele no qual você está pensando agora. O casulo que você quase destruiu uma vez.
– Não... não sei do que você está falando.
É, ela não mentia bem.
– Para a assassina de Asgard, princesa Angela, você mente muito mal.
Miek parecia ter achado aquilo engraçado. O olhar de Adam foi descendo lentamente, passando de Angela e Miek para o Éter no chão.
– Como conseguiu aquilo?
– O Éter? Bem... eu roubei. De Odin.
– Entendo... Mas isso que você chama de Éter tem outro nome. Se chama Joia do Poder, e é uma das seis Joias do Infinito.
Depois de resgatar Gamora e Nebulosa em Sakaar, as quais não estavam mais se falando, Thanos começara a conversar com Korath. Estava se tornando próximo do Perseguidor, e (quase) podia considerá-lo um amigo. Eles começaram conversando sobre o Colecionador e a origem de Nebulosa e Gamora, e então passaram a conversar sobre o que haviam feito desde que haviam se conhecido em Xandar.
Korath contou a Thanos sobre como sua vida melhorara depois de Yondu ter ido embora de Xandar, detalhando sua vida e como passara a ser um caçador de recompensas. Korath explicou como descobrira que era mestiço de Kree e Xandariano, e como resolvera voltar para Hala. Explicou que, primeiramente, fazia serviços para qualquer um, até que passou a fazer tarefas sujas para os Acusadores.
Quando foi a vez de Thanos, ele contou sobre o retorno a Titã – ocultando, é claro, a parte em que morrera e voltara a viver – e suas viagens. Falou sobre Ronan, Dorrek VII e o Outro, neste último detalhando o encontro com Yondu, o ataque dos Chitauris e a história contada pelo Outro.
– Espere, Outro? Tem algo errado nessa história, Thanos.
Ele foi na direção da biblioteca – que era na verdade o antigo salão de refeições da nave onde prateleiras foram instaladas e usadas para depositar livros – dizendo que as respostas estavam em um livro. Ao chegar lá, ignorou as estatuetas representando a Morte dispostas na mesa e pegou um livro, entregando-o para Thanos.
Depois de abrir espaço na mesa, empurrando as estátuas para trás com cuidado, Korath colocou o livro no espaço aberto e leu o título em voz alta.
– "Dos Itens Cósmicos".
Korath folheou até um subtítulo em especial: "As Joias do Infinito". Em seguida, pediu para que Thanos lesse.
– "Há muito tempo, em uma galáxia muito distante, seres colossais, verdadeiros titãs, caminhavam entre os mortais. Eles eram os Celestiais, seis no total. Cada um representava uma coisa e tinha uma cor diferente: Mente (azul-claro), Poder (vermelho), Alma (laranja), Realidade (roxo), Tempo (verde-claro) e Espaço (amarelo). Seu poder, porém, era uma ameaça para os mortais. Percebendo isso, a entidade responsável por estabelecer a ordem, o Mestre Ordem, comunicou a mais poderosa das entidades, o Tribunal Vivo, sobre seus temores. O Tribunal Vivo então reduziu os Celestiais a meras joias, as chamadas Joias do Infinito, e pretendia distribuí-las entre as entidades. Porém, isso causou várias brigas entre entidades, o que era uma ameaça para o Universo. Então, o Tribunal Vivo as espalhou entre seres mortais, disfarçando-as como outros objetos. A Joia da Realidade foi transformada em um pingente de colar e entregada ao líder dos Eternos (seres criados pelos Celestiais), Kronos; a Joia da Mente foi presa a um capacete amarelo com detalhes em vermelho e entregue à Inteligência Suprema Nova, de Xandar; a Joia do Poder foi entregue ao governante de Asgard, o mais poderoso dos guerreiros asgardianos, Bor, sob a forma da substância conhecida como Éter; a Joia do Tempo foi concedida a um viajante temporal que vivia na Terra, conhecido como o faraó Rama-Tut, sob a forma de um colar; a Joia da Alma foi concedida à Matriarca da Igreja Universal da Verdade, sob a forma de um misterioso casulo pulsante, da qual o suposto escolhido da Igreja nasceria com os poderes da Joia correndo em suas veias; por fim, a Joia do Espaço foi transformada em um orbe de vidro preso a um cajado preto, o qual foi dado ao Outro, um ser de tamanho poder que foi capaz de criar seu próprio exército orgânico."
Thanos não terminou de ler. Ele teria sido capaz de se levantar naquele exato momento e iniciar uma transmissão com o Outro para confrontá-lo quanto às suas mentiras se Korath não o tivesse parado. Ele abriu o livro em um outro subtítulo: "A Manopla do Infinito".
– "Quando a Joia da Realidade foi concedida a Kronos, líder dos Eternos de Titã, seu irmão, Uranos, se sentiu injustiçado. Ele estudou atentamente tudo o que podia sobre as Joias do Infinito e criou um artefato capaz de usar as seis ao mesmo tempo. Se tratava de uma luva dourada com seis orifícios, um para cada Joia, chamada Manopla do Infinito."
Novamente, Thanos não leu até o fim. Sabia o que iria fazer agora: recolher as Joias do Infinito e a Manopla, e usá-las para matar pessoas. Assim esperava poder se reconciliar com a Morte, agradando-a com um genocídio de um terço dos seres vivos do Universo. Deu uma olhada rápida no final do capítulo, vendo que a Manopla ainda estava com Uranos. Ele ficara sabendo sobre a conquista de Titã por seu tio-avô, que era o próprio Uranos.
Por pura curiosidade, Thanos folheou o livro até o fim, passando por títulos como o Coração do Universo, o Cristal M'Kraan, a Arma Universal e o Nulificador Total, em busca do nome do autor. Após o último item, o autor assinara apenas como "N". Insatisfeito, porém pouco se importando com aquilo, Thanos foi para seu trono e ligou o comunicador, iniciando uma transmissão com o Outro, que não demorou a atender.
– Thanos? Aconteceu algo?
– Sim, Outro. Você mentiu para mim!
– Menti?
– Não há líder dos Chitauris desaparecido coisa nenhuma. Vocês não têm nome pois você não quis. E seu planeta nada mais é do que vários asteroides unidos pelo seu poder.
– Como descobriu?
– Eu sempre descubro, mas, desta vez, tive uma ajudinha de "N".
– Você leu "Dos Itens Cósmicos".
– Li, sim. A Joia do Espaço permanece com você, não?
– Sim, permanece.
– Posso perdoá-lo com uma condição. Me entregará a Joia.
– Está bem, entregarei. Mas aviso desde já, e quem aviso amigo é: cuidado com as Joias do Infinito, Thanos. Elas tem mais poder sobre você do que você sobre elas.
– A não ser, é claro, que eu tenha a Manopla do Infinito.
– E você tem?
– Não, mas em breve terei.
– Não tenha tanta certeza. Uranos é um ser difícil de lidar.
– E é meu tio-avô.
– Está bem, Thanos. Não o questionarei, milorde. Virás buscar a Joia?
– Mandarei buscarem.
– Aguardarei por alguém.
Depois de desligar, Thanos estava quase pedindo para que Korath fosse chamar Nebulosa... quando a própria entrou na sala.
– Pai, é Gamora. Tivemos mais uma discussão, e... ela fugiu.
– Ah, Gamora. Não se preocupe, Nebulosa. Eu a encontrarei. Enquanto isso, tenho uma missão para você.
Ele então explicou para ela como encontrar o Outro e então retornar com o objeto em questão, logo em seguida providenciando uma cápsula para ela. Quando ela partiu, ordenou que Korath fizesse uma busca por Gamora e usou o teclado em seu trono para definir um destino para Santuário I: Titã.
Angela se despediu de Miek e partiu com Adam Warlock, levando o Éter consigo. Ela havia convidado Miek para vir junto, mas ele negara e decidira por ficar por ali. Adam explicara para ela o que deveriam fazer: localizar Santuário I, a nave de Thanos, e invadi-la. Se conseguissem, teriam que encontrar o Orbe onde ficava a Joia da Realidade e fugir a tempo. Era uma missão suicida, mas tinham que tentar.
Voaram por algumas horas pelo espaço e localizaram uma nave um tanto grande, que lembrava um pouco um rosto. Não tinham certeza se aquela era Santuário I, mas resolveram tentar. Arrumaram uma forma de invadi-la, mas acabaram não fechando completamente a "entrada" que abriram no casco. Eles não perceberam isso, porém.
Seguiram em silêncio até uma sala de onde vinham vozes. Se abaixaram atrás da parede ao lado da porta em um ponto onde conseguiam vislumbrar os quatro seres que ali estavam. Eram dois homens e duas mulheres, conversando alto sobre ninguém mais, ninguém menos, do que Thanos.
Um dos homens usava um colante azul e branco e portava um escudo transparente decorado por circunferências vermelhas e azuis, com um círculo branco no centro. O outro homem era bem musculoso e usava apenas máscara (esta com um C azul-claro na testa), luvas, botas e sunga vermelhas e um par de suspensórios pretos. Uma das mulheres era verde, usava um vestido verde com um decote e tinha um par de pequenas verdes que saíam pelo curto cabelo preto. A outra mulher usava uma roupa preta com o desenho de uma estrela amarela em meio a alguma coisa (nuvens, talvez) vermelha, um capuz branco que cobria seus cabelos e portava uma espada dourada.
Os quatro, pelo que ouviram, se intitulavam Guardiões da Galáxia e se chamavam, respectivamente, Major Vitória (Vance Astrovik), Charlie-27, Mantis (Mandy Celestine) e Quasar (Phyla-Vell). Eles pareciam ser bem amigos, mas talvez, se aquela fosse Santuário I, servissem Thanos. Angela olhou para Adam, em seus olhos esboçada a pergunta: "Devemos atacar?".
Adam negou com a cabeça, olhando para ela de volta. Quando tornaram a olhar para os quatro, Quasar não estava mais lá. Antes que Angela pudesse falar com Adam, Phyla-Vell encostou em seu ombro.
– Quem são vocês?
Ela começou a avançar, fazendo Adam e Angela recuarem, surpresos, para a sala que antes observavam.
– Sou Adam Warlock, e esta é Angela.
– Prazer, Adam Warlock e Angela. Chamo-me Vance Astrovik, mas podem chamar-me de Major Vitória.
– Olá... eu acho – disse Angela, constrangida.
– Que achas deles, Mantis?
Após observá-los por um tempo, a mulher verde cochichou algo para vance.
– Se pensas assim, venham.
Os quatro Guardiões da Galáxia se juntaram em um círculo, conversando sobre eles e, vez ou outra, apontando ou olhando para eles.
– Querem ser Guardiões da Galáxia? – perguntou Quasar, voando até eles.
– Podemos, sim – disse Adam, falando por si e por Angela.
– Primeiramente, contem-nos o que vós sabeis – pediu o Major Vitória.
– Adam me contou sobre as Joias do Infinito, e ele crê que pode usá-las para derrotar Thanos. Acontece que uma delas corre nas veias dele ou algo do tipo.
– Sim, a Joia da Alma. Se nos ajudarem a recolher as Joias, poderemos salvar o Universo da ameaça representada por Thanos.
Mantis olhou para eles.
– Já pensaram em usar a Manopla do Infinito?
– A Manopla? Pensei que fosse uma lenda.
– Não é não, Adam Warlock. Meu pai, Mar-Vell, conversou uma vez com um de seus parceiros de trabalho sobre a Manopla. Pelo que parece, ela está com Uranos em Titã.
– O pai dela é o Capitão Marvel daqueles homens azuis – contou Charlie-27.
– Krees – corrigiu Angela.
– Vamos para Titã! – disse Charlie, talvez constrangido pela correção.
Major Vitória definiu o destino da nave (que, ao que parecia, se chamava Luganenhum) como sendo Titã. Eles fecharam a porta pela qual Angela e Adam entraram, sem se questionar como eles haviam entrado, e sem perceber a ruptura no casco da nave. Se tivessem percebido, teriam evitado que o ar dentro da nave começasse a ir para fora e os campos gravitacionais instalados dentro da nave fossem desativados um por um.
Enquanto isso, uma cápsula de fuga se chocou contra a nave de Rocky Racum. Não fez muito estrago, mas, para evitar inconvenientes, Rocky usou a garra com a qual a nave fora equipada para colocar a cápsula para dentro. Drax e Groot foram verificar se havia alguém dentro, e foram surpreendidos por uma mulher verde-clara em roupas verde-escuras e de longos cabelos pretos com uma espada prateada.
A mulher correu até a sala de comando, sendo perseguida por Drax e Groot, mas trancando-os do lado de fora da sala. Surpreendendo Rocky Racum, que não teve nem tempo de perguntar quem era ela ou xingá-la, ela cancelou o destino da nave, que antes era Xandar, e direcionou a nave para um planeta bem distante, conhecido como Shi'ar por ser a terra dos Shi'ar. Em seguida, mandou uma mensagem para a Tropa Nova de Xandar, avisando sobre a ida de Thanos para Titã.
Ela, que se chamava Gamora, sabia que tinha arranjado problemas, mas logo se explicaria para Drax, Rocky e Groot e se tornaria amiga deles.
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