Notas iniciais
Oi gente, fiz certinho hoje? Consegui chegar a tempo. Vocês não fazem ideia do quanto me doeu escrever o capítulo passado, acreditem, esse também doeu em mim. Hoje conhecerem dois personagens novos, mas garanto a vocês que eles só chegaram para ajudar okay? Galera estamos chegando aos 100 rewiews eu queria fazer bônus pra quando chegasse lá, como eu estou fazendo em Serial Killer, se tiverem ideias eu faço um bônus, senão, obrigada de qualquer modo, quando chegar aos 100 eu apenas posto mais rápido, vamos a esse capítulo, que me doeu tanto escrever, nos vemos lá em baixo. —---------------------------------------------------------------------------- *Atualização*: Open the gates for the queen, bitch! Hey, gente! Cel de novo, atualizando esse capítulo *feliz* Ao capítulo revisado minha gente! ♥

Sinto falta do sabor de uma vida doce

Sinto falta das conversas

Estou procurando uma canção esta noite

Estou mudando todas as estações

— Maps, Maroon5

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Ruas de New York, 21 de Outubro de 2013, 21:04 PM.

Pov Thalia

Depois daquela briga com Nico, não consegui segurar e agora eu chorava por um garoto, como eu havia prometido nunca fazer a minha irmã mais velha Ártemis.

Eu corria sem rumo dessa vez. Eu não poderia ir para o meu apartamento agora e sentir seu cheiro em minha cama, lembrar de seu olhos em meu espelho, permitir que ele me destruisse mais. O mais estranho era que eu o queria feliz apesar de tudo. Eu queria que ela fosse feliz.

Pelo menos, pensei, o que eu não pude viver ao lado dele, ao menos ela vai poder.

E foi nessa corrida que eu tomei o maior tombo da minha vida.

Estava tão perdida em meus pensamentos e minha visão tão embaçada pelas lágrimas que eu não vi um garoto se aproximando. Porém, dessa vez foi diferente das vezes que aconteciam frequentemente com Percy. Eu bati no garoto, mais ele não estava preparado e muito menos tinha estrutura física pra segurar nós dois, então me senti dando uma cambalhota e caindo de costas no chão com o garoto parcialmente em cima de mim.

— Oh, meus deuses – uma voz feminina falou um pouco mais em cima.

— Está tudo bem moça? – o garoto perguntou.

— Na verdade não – falei, mas eu não me referia ao tombo.

— Leo, vamos, me ajude a levantá-la – a garota falou.

Os dois me levantaram e a garota passou os polegares nos meus olhos limpando as lágrimas, então minha visão melhorou e eu consegui ver eles. O garoto parecia um elfo latino, ou talvez um duende do Papai Noel. Era magricelo e um pouco baixo e desleixado de cabelos levemente ondulados e olhos castanhos. Já a garota era linda, tinha pele morena, cabelos no meio das costas com as pontas alaranjadas. Ela era da altura do garoto e era magra, mas o mais incrível nela eram seus olhos multicoloridos, que mudavam do azul ao verde e do verde ao castanho e depois voltando ao azul. Eu só havia visto aquele tipo de olhos uma vez, e sua dona era minha tia Afrodite. Mas a garota não era minha tia, pois usava uma blusa branca de frio do Ramones bem parecida com a minha, calças jeans em desenhos de caneta e coturnos simples, e o garoto com uma camiseta do Red Hot Chilli Peppers, calças jeans escuras, coturnos e blusa de frio de couro; look que minha tia estilista jamais admitiria.

— Iguais as do di Angelo — pensei olhando para os olhos de Leo e a roupa da garota.

Me obriguei a parar de pensar nos olhos e cabelos de Nico di Angelo e voltei meu olhar para os dois a minha frente, ambos me olhavam preocupados.

— Está tudo bem? – a garota perguntou.

— Digamos que esse não foi um dia bom – falei.

— Sou Piper McLean – ela disse estendendo a mão e eu apertei. – Esse é meu amigo Leo Extremamente Idiota Valdez.

— Prazer, cherri – ele disse beijando minha mão enquanto eu ria.

— Sou Thalia Grace – falei e eles sorriram, eles não conheciam os Grace, e isso fez eu me sentir feliz. – desculpem-me.

— Não há do que se desculpar – Leo disse.

— Mas, se não for importuno, porque estava chorando? – ela perguntou e meus olhos se encheram novamente de água – Oh, me desculpe. Eu só queria ajudar.

— Não é só que... – falei engolindo o choro. – Eu acabei de perder o garoto que eu julgava ser o amor da minha vida.

— Sei como é isso – Piper falou tristemente.

— Digamos que a Piperzita aqui, já perdeu “o amor da vida dela” e não quer acreditar que sou eu esse cara – Leo comentou divertido e eu sorri.

— Acho que ela gostou da gente – Piper comentou com Leo sorrindo.

— É claro que gostei – falei. Era verdade, eu gostava do jeito deles, não ligavam pra nada e tinham bom gosto afinal. – Porque não nos vemos amanhã?

— Onde? – Leo perguntou.

— Onde estamos? – perguntei.

— Ai meu Zeus! Ela está perdida Leo! – Piper falou – Thalia qual seu endereço? Levamos você lá. Já são quase dez, a cidade fica perigosa depois das dez!

— Não posso ir pra casa hoje – falei. – ele é meu vizinho.

— Venha, estamos no The Plaza — Piper disse – você fica conosco esta noite.

— Mas... – ia falar, mas o olhar repreendedor de Piper me fez parar. Tal olhar me fez anotar em meu caderninho mental que ela podia ser assustadora. – Tudo bem.

— Ótimo – ela disse pegando meu braço de um lado e colocando o de Leo na curvatura de seu pescoço.

Ruas de Nova York, 21 de outubro de 2013, 21:07 PM.

Pov Nico.

— Quem era aquela garota? A que você foi atrás – ela disse. Eu engoli em seco, ela tinha visto. Sua voz não demonstrava ciúme, apenas curiosidade, como se acreditasse que a morena que eu fui atrás, fosse apenas uma amiga.

— Uma amiga — respondi. – estamos brigados, mas senti obrigação em segui-la.

— Oh, claro – ela se virou novamente para frente e andamos em silêncio até a porta do meu apartamento.

Bianca e Silena estavam no quarto de hospedes já arrumado pra elas, então não me preocupei e fui diretamente pro meu quarto, fechando e trancando a porta logo em seguida. Arranquei a camisa e me joguei na cama, me permitindo chorar muito pelo resto da noite até cair no sono, um sono infestado de imagens dela. Isso não era a parte ruim.

A parte ruim era o fato de Thalia estar nos braços de outro.

Hotel The Plaza, ainda no 21 de outubro de 2013, 21:25 PM.

Pov Thalia.

— Bem-vinda ao Plaza – Piper disse entrando no hotel.

O que dizer do The Plaza? Era perfeito, uma hotel perfeito. Annabeth iria pirar com a arquitetura do lugar.

— Briareu – Leo chamou e o recepcionista olhou para cima.

— Sim? – o homem perguntou.

— Meu pai está? – ele perguntou.

— Sim, ele está na sala de jantar – o recepcionista informou.

— Obrigado – ele disse e se virou para nós. – Piper, leve ela pro nosso quarto.

Leo foi para a direita, enquanto eu e Piper fomos para o elevador da esquerda.

— Então, Thalia... – Piper começou meio sem jeito. – O que aconteceu de tão grave pra você e o garoto... sabe... se desentenderem?

— Ainda não estou preparada pra falar sobre isso – falei com as lágrimas subindo.

— Entendo – ela disse assentindo e depois de um momento de silencio ela completou – Sei como dói. Mas se quer um conselho, siga em frente. Não vou te dizer que é fácil, porque eu sei que não é e nem nunca será, mas tente fechar a cicatriz.

— Obrigada – sussurrei e ela assentiu.

As portas do elevador se abriram e eu segui Piper pelos corredores até pararmos em frente ao 910. Piper tateou os bolsos da calça e tirou um molho de chaves de lá, colocando uma delas na fechadura da porta.

— Bem, é aqui – ela disse entrando no apartamento.

E digamos que era um apartamento lindo com móveis lindos e decoração perfeita.

— É lindo – comentei entrando.

— É... – ela disse em descaso. – Venha vou te mostrar o quarto.

Entramos no corredor com quatro portas.

— Banheiro – ela apontou pra última a direta. – Meu quarto – ela apontou para a da frente. – Quarto do Leo – ela apontou para única a esquerda. – E o de hospedes – ela apontou para a porta ao nosso lado enquanto a abria.

— Obrigada – falei.

— Vou te trazer um pijama – ela disse indo para o seu próprio quarto.

— MENINAS! – Leo gritou da porta da sala.

— PARA DE GRITAR NÃO TEM NINGUÉM SURDO! – Piper gritou de volta.

— MAS VOCÊ ESTÀ GRITANDO! – Leo se defendeu.

— VAI SE FUDER! – ela gritou.

— VOCÊ NÃO QUIS VIR COMIGO DA ÚLTIMA VEZ! – ele retrucou.

— SAFADO! – ela retrucou ainda gritando aparecendo com uma roupa em mãos.

— NÃO SABE O QUANTO, AMOR – ele gritou de volta. E eu? Só ria da cena.

— Aqui está, Thalia – Piper disse me entregando as roupas e uma toalha. – não se incomode com nossos gritos, são constantes. Se quiser tomar um banho, fique à vontade.

— Claro – falei ainda rindo e Piper me acompanhou.

— Bem garotas – Leo apareceu montando um cubo mágico. – Boa noite.

— Qualquer coisa chame, Thalia – Piper disse. – Boa noite.

— Boa noite – desejei a eles que sorriram.

— Vamos, idiota – Piper disse rindo arrastando a nuca de Leo que começou a fazer cosquinhas nela e ambos riram e eu os deixei no corredor indo para o banheiro, sem ficar pra ver o que aconteceria.

Entrei meu banho e os pensamentos do sorriso de Nico invadiram minha mente, fazendo as lágrimas caírem sem minha permissão. Me lembrei da escuridão de seus olhos, da sua pele macia, dos cabelos cortados e penteados de qualquer jeito. Tudo doía com cada lembrança que me vinha à mente, mas, acima de tudo, minha alma doía, e tudo latejava em meu corpo como se a dor fosse física. Meu coração era o pior de todos. Fora estraçalhado e parecia agora estar em frangalhos.

Tratei logo de sair do chuveiro, me troquei e sequei os cabelos com a toalha de mal jeito. Quando sai pelo corredor, Leo e Piper já não estavam mais lá, então entrei no quarto e me atirei na cama. Os cobertores eram quentes, mas o frio que eu sentia não vinha de fora, o frio vinha de dentro. E eu comecei a pensar nos desconhecidos que encontrei hoje. Eles me aceitaram como se fossemos amigos de longa data, eles me abrigaram sem nem mesmo saber nada de mim. E foi embarcada nesses pensamentos que eu dormi, sem sonhos.

Apartamento do Nico, 22 de outubro de 2013, 03:02 AM.

Pov Nico.

Acordei sobressaltado, eu tinha visto os olhos de Thalia cheios de lágrimas em meu pesadelo e eu não aguentei, acordei com lágrimas nos olhos. No espelho do teto do meu quarto pude ver que eles estavam vermelhos e inchados. Encarei tristemente minha imagem por um longo tempo antes de me levantar e ir para a cozinha beber um copo com água. Me encostei na pia bebericando a água, observando o líquido pingar levemente na borda do copo.

— Pesadelos? – a doce voz de Silena perguntou. Me virei pra ela rapidamente. – Desculpe, não queria te assustar.

— Não, tudo bem – respondi, minha voz estava extremamente rouca e baixa.

— Está tudo bem? – ela perguntou chegando mais perto.

— Foi só um pesadelo – sorri forçadamente.

Silena deu mais um passo e eu pude vê-la totalmente. Seus olhos azuis brilhantes, sua pele clara coberta apenas por um short curto de dormir azul com alguns desenho em branco a qual não pude distinguir e uma blusa pequena igual ao short. Silena era bonita, não era muito alta, mas não era baixa, era magra, mas não do tipo magricela, tinha muitas curvas e seios não muito grandes, sua pele era clara e seus cabelos negros faziam pequenas ondulações pouco acima da cintura.

— Eu sei que não está bem Nico – ela disse e se aproximou me abraçando forte e então sussurrou – Eu estarei aqui pro que precisar. Eu te amo di Angelo.

— Não diga isso, Silena – sussurrei passando a mão em seus cabelos sentindo meu coração pesar. – Você ainda vai amar muito, eu nunca vou ser digno do seu amor.

— Nico, eu quero apenas que entenda que é, e sempre será meu primeiro amor. Não importa quantos vierem, você sempre terá sido o primeiro – ela disse se soltando do abraço e me olhando nos olhos.

Eu não acreditei nem mesmo em mim, quando segurei Silena pela cintura e a beijei. Ela correspondeu, obviamente. Eu amava Thalia Grace, mas eu não poderia fazer Silena Beauregard sofrer como eu fiz com Thalia.

Encostei o corpo de Silena na bancada da cozinha enquanto a beijava, e ela mordeu meu lábio. Eu levantei sua cintura e a coloquei em cima da bancada, sem parar de beijá-la.

— Nico – ela sussurrou, me abraçando e colocando a cabeça no meu pescoço.

— Shii, vou fazer o máximo pra te ver feliz – sussurrei.

— Não sabe o quão feliz eu fico com isso – ela disse me beijando carinhosamente.

Então aquilo era apenas o começo do meu pesadelo. A água batia na pia fazendo um pequeno barulho, eu beijava a garota que eu não amava na bancada da minha cozinha.

Talvez esse pesadelo não tivesse fim.

Notas finais
Galera eu to chorando aqui, eu não queria ter escrito isso, mas como eu faço!? Ai Zeusa. Vamos lá então, me xinguem digam que eu sou uma vadia desgraçada sem alma, podem fazer isso, até minha consciência tá me xingando. Se tiverem ideias pra bônus podem mandar que eu faço um, cinco comentários ok? Beijinhos ~chorando~.