Thalico - Roar II – Memories
4 Rumpelstiltskin
Notas iniciais
Floresta "Encantada", 28 de Setembro de 1782. 09:18 AM.
Depois de não conseguir ter um boa noite de sono o mínimo que a princesa esperava era um café decente. Mas ao contrário de suas expectativas ela fura acordada por Will Solace abrindo as cortinas do refúgio e dizendo para se encontrar com os rebeldes em 10 minutos no pátio.
– Tudo bem, estou pronta – Thalia anunciou guardando a última espada na bota – pra onde vamos seguir?
– Para onde você vai seguir – Rachel a corrigiu.
– Espera, vocês vão me deixar com um maluco dos acordos? – ela perguntou.
– Esse é o plano – Clarisse resmungou recebendo um olhar feio de Rachel – que foi? É verdade. Se não der certo, ela vai perder tudo.
– Precisamos tentar – a ruiva disse decidida – você ainda vai, não é?
Thalia suspirou. Ela tinha perdido Nico. Não queria que aquelas pessoas sofressem perdendo seus filhos, seus pais, ela tinha que fazer isso em honra a seu pirata.
– É a única coisa que eu posso fazer mesmo – Thalia respondeu.
– Te ajuda a esquecer ele – Will deduziu e ela assentiu.
Não era exatamente verdade. Aquilo tudo só a fazia pensar ainda mais em Nicolas di Angelo.
– Vamos lá. Eu simplesmente chamo ele? – a princesa perguntou.
– Exatamente – Rachel afirmou.
Floresta Boreal Taiga, Russia, 28 de Setembro de 1782. 09:32 AM.
– Entrar em contato é fácil, o difícil é fazer funcionar de verdade – Leo disse conectando os fios.
– Tenho certeza que você já consertou coisa muito melhor que um dragão quebrado – Jason reclamou.
– Um dragão que vai nos levar de volta pra casa – Piper alfinetou.
Piper McLean e Jason Grace já haviam estourado os ouvidos do pobre Valdez que trabalhava incansavelmente em busca do transporte para casa. Um jovem cavalheiro, no caminho ofereceu a lataria e o fiamento em troca de comida e segurança por uma noite antes de continuar sua árdua jornada. E desde que o homem havia saído a exatamente três horas e trinta e dois minutos, Piper e Jason não paravam de se implicar!
– Calma ai Rainha da Beleza – Jason riu levantando as mão em rendição – se, o que eu duvido muito, o Leo conseguir transformar essa geringonça em transporte pra casa, eu paro de reclamar.
– Deveria começar a ajudar – ela revidou pegando o mapa que estava na bolsa de Jason – estamos em uma floresta no norte da Russia.
Era incrível como mostravam que realmente não gostavam da companhia um do outro e se não fosse pelo bem da humanidade, já teriam se distanciado a muito tempo.
– Como sabe disso? – o loiro perguntou.
– Se não reparou seu mapa está brilhando de um lado pro outro a cada passo que damos – a morena revidou.
– Você é irritante – ele bufou.
– E você desatento! – ela exclamou.
Leo já não aguentava mais. Eles só sabiam reclamar um com o outro. Jason não fazia nada e Piper por sua vez vasculhava cada canto da mochila do garoto em busca de algo que pudesse ajuda-los e o fato de Jason não parecer fazer esforço em ajudar, irritava-a, e as reclamações irritavam o ferreiro.
– Por Zeus! Vocês dois estão impossíveis! – Leo reclamou.
– Cala a boca Valdez! – os dois gritaram em uníssono calando o ferreiro.
Reino de Hades Olympus, 30 de Setembro de 1778. 04:24 PM.
– Relaxa, Nico – Calipso pediu massageando os ombros do moreno.
– Se eu conseguisse – o pirata reclamou.
Estava difícil. Nico não conseguia pensar em nada que não fosse sua irmã do lado de fora cumprindo seu dever ao lado do pai. Ele quem deveria estar lá. Ele que deveria correr o perigo. Bianca. Nico não suportava a ideia de que algo acontecesse a sua querida irmã.
– Pense em coisa boas – ela sussurrou calmamente.
– Difícil quando sua irmã e seu pai estão lá de fora com soldados do 1 – ele revidou – o que eu faço?
Sua noiva não parecia saber bem o que responder, para Calipso tudo se resolveria com um belo banho na cachoeira e uma massagem de seus dedos de fada. Ela se preocupava com a cunhada, é claro, mas tinha que se manter firme pelo futuro marido.
– Relaxe – ela ordenou voltando a massageá-lo levemente.
Floresta "Encantada", 28 de Setembro de 1782. 09:37 AM.
– Rumple... Rumple... Rumples sei lá do que – a princesa chamou tentando ler o papel com a letra esgarranchada de Clarisse.
– Rumpelstiltskin – uma voz masculina a corrigiu atrás dela a fazendo se virar – o que lhe trás aqui...?
O que ela sabia sobre aquele homem? Um fazedor de acordos? Mal encarado? Independente do que fosse. Ele tinha fama de sempre cumprir seus acordos. Sempre honrar suas promessas.
– Receio que saiba o que – ela respondeu em tom de ameaça.
– É verdade – Rumplelstiltskin falou se levantando com um risinho do tronco da árvore que até então estava sentado – Mas do que você está atrás?
O tom divertido do homem a assombrava. Algo por trás de seus olhos verdes lhe lembrava algo que ela não sabia exatamente o que era. A pele asquerosa parecia nem ao menos ser real por trás de tanta maldade.
– A saída dos rebeldes – ela disse vacilante e Rumple começou a estralar a língua em discordância.
– Eu disse você. Não Rachel – ele disse calmamente se aproximando.
– Nico di Angelo – ela respondeu vacilante e o outro sorriu para ela.
– Este morreu, querida – ele disse estralando os dedos.
As palavras saíram da boca de Rumplestiltskin como se dissesse 'bom dia'. Thalia não se importou. Algo na voz de Rumple...
– Sinto que tem um mas – ela insistiu.
– O que eu ganho com isso? – ele perguntou.
– O que quiser – a morena respondeu prontamente.
Ele sorriu. Adorava essas palavras. Tão ingenuas as princesas. Desesperadas pelo verdadeiro amor. Ele sabia o que fazer. Bem, ele não. Mas ela saberia, lidava com pessoas com o amor levado pela morte a tanto tempo que fazia isso como se fosse servir o café da manhã.
– Então assine isto – ele disse fazendo aparecer um pergaminho e uma pena.
– O que é? – ela perguntou.
– Algo sem muita importância – ele respondeu e Thalia assinou sem nem ler.
Tão bobas. Se tivesse lido nunca teria assinado. Realmente, Rachel precisava do Rumplestiltskin, Thalia não. A resposta estaria chegando em pouco tempo em um dragão de bronze.
– O que eu faço? – ela perguntou.
– Primeiro encontre Leo Valdez – Rumple orientou – ele e os outros dois saberão como ajuda-la. Eu te encontrarei quando for a hora.
Floresta Boreal Taiga, Russia, 28 de Setembro de 1782. 09:56 PM.
– Rumores dizem que ela sabe reviver um morto – Piper lia para os outros dois.
– Neurótico – Jason concluiu.
– A feiticeira na verdade, é apenas o caminho – a garota ignorou o loiro – lendas contam que uma jovem camponesa fora enfeitiçada, séculos depois descobertos os mistérios de seus poderes ela se trancafiou em sua cabana no meio da floresta sem sair dos arredores. A única que sabe o caminho até a controladora do véu, és, sem dúvida a feiticeira do Reino 9. A mulher se mantém na mesma idade, alguns dizem que é a mais bela e formosa, já outros que não passa de uma criança. Divindades afirmam que nunca existira...
– Isso conta alguma coisa? – Leo perguntou.
Os pergaminhos lhe contaram muito "O véu" este era o nome. Eram ao todo oito pergaminhos inumerados com os pecados. Ira, gula, soberba, inveja, preguiça, avareza e luxuria. Todos eles sempre seguiam para a história da feiticeira do Reino 9 e sua protegida. Não se sabia ao certo porque, diziam que ela reviveria um morto, como não o mataria? No último pergaminho porém a história estava a contar.
– Temos que encontrar a feiticeira – Piper concluiu.
– Como a invocamos? – Jason perguntou.
– Não invocamos – a garota repreendeu – ela não é um demônio, ao menos não por completo. Ela nos encontra, quando precisamos. Dentro da floresta encantada.
– Como sabemos se é ela? – Leo perguntou.
– Bem... – Piper começou a folhear o livro em busca de informações –... aqui diz que suas vestes são inteiramente negras, seus olhos são esverdeados com, ao que se parece, fendas, das quais em esmeradas não se veria tal loucura como os olhos dela.
– Então para encontrar o Nico e salvar o mundo precisamos dela? – Jason perguntou.
– Não – Piper respondeu – precisamos da mulher que ela protege.
– Esta seria..? – o loiro perguntou.
– Ninguém sobreviveu para contar quem ou como ela é – a morena disse como se fosse óbvio.
– Precisamos mesmo arriscar nossas vida por um cara que já está morto? – Leo perguntou colocando a última peça no dragão de bronze.
O dragão começou a se mexer assustando o ferreiro e trazendo alegria aos demais. Eles poderiam ir para casa. E ficariam bem longe da Russia nos próximos anos.
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