Notas iniciais
Aloha galera! Como vocês estão? Com muito carinho voltei hoje com ~Mais um rolo de pergaminho. Dedicado a Tia Ally Valdez. Obrigada por me lembrar de postar, estava pronto a realmente muito tempo kkkk ♥

Floresta "Encantada", 18 Outubro de 1778. 9:35AM

— Um centímetro antes dos lábios se encontrarem... – ele sorriu cruelmente.

Um rugido separou Hinnata e Nicolas que olharam em volta assustados. A garota ofegou ao notar que estava sendo abraçado pelo moreno e se afastou abruptamente. Ele olhou confuso para todos os lados, não se lembrava de ter se levantado, tão pouco de como chegou a estar tão perto da feiticeira. Ambos olharam-se assustados, completamente confusos.

— O que...? O que aconteceu aqui? – Hinnata perguntou. Esperava uma resposta como: “Eu sabia o que estava fazendo”, mas estava claro nos olhos dele que não era esse o caso. Tinha medo da resposta se algo como “Sinto que estava sendo controlado”

— Magia? – Nico sugeriu.

— Suponho que sim – a garota murmurou – desculpe por isso, Nico. Acho que estão atrás de mim.

Ele riu e bagunçou os fios negros. Puxou a garota pra mais perto devagar com medo que o contato a afastasse. Mas algo diferente aconteceu, Hinnata se deixou ser abraçada, o que o fez sentir uma onda de carinho pela feiticeira. Algo como proteção de um irmão. De certa forma ela até mesmo lembrava Bianca. Ele deixou um selar nos cabelos e a apertou em seus braços.

— Sempre estarão atrás de você – ele afirmou fazendo-a rir.

Rumpelstiltskin tentou conter em si uma onda de raiva. Eles não sabiam onde estavam se metendo. Um beijo. Era tudo que ele precisava para acabar com Hinnata. O homem estralou os dedos e se dissolveu em névoa roxa deixando para trás um fio de ouro.

Floresta "Encantada", 2 de Outubro de 1782. 07:29AM.

— Vocês sempre tem de acordar tão cedo? – Thalia reclamou coçando os olhos.

— Se não fosse algo importante não sairíamos da cama – Hinnata afirmou.

A garota foi interrompida por batidas na porta. Todos se olharam confusos e Hinnata andou até a porta saindo logo em seguida. A garota ajeitou a capa de estrelinhas e sorriu para a ruiva a sua frente.

— Conhece Thalia Grace? – ela disparou mostrando um desenho da princesa.

— Bom dia – a feiticeira retrucou fingindo analisar o desenho – é a filha do rei do Reino 1, certo? Ouvi sobre o casamento, mas não soube sobre a cerimônia...

— Eles não se casaram – a garota a cortou. “Que inconveniente’’ foi o que Hinnata pensou – viu a princesa em algum lugar aqui no Reino 9?

— Não que eu me lembre – a garota disse lentamente arqueando as sobrancelhas – o que a princesa faria na Floresta Encantada? Aqui as vezes é um pouco assustador, não acha? Tenho sorte de viver com a minha...

— Certo – a ruiva a cortou novamente “Bastante irritante também”— se vir a princesa vá diretamente ao centro da Floresta e nos comunique, certo?

— Claro – Hinnata sorriu e voltou para dentro da cabana olhando acusadoramente para os presentes – esqueceram de se livrar dos rebeldes?

— São só um detalhe – Thalia afirmou sem tanta certeza.

— Estão atrás de você – a feiticeira disse num tom de reprovação – eu tenho uma ideia. Jason você pode guiar os rebeldes para o sul, longe dos Reinos?

— Posso tentar – o loiro afirmou.

— Ótimo – a garota disse deixando com que as unhas fizessem um barulhinho irritante sobre o balcão de madeira – leve um de meus cavalos, algum deles pode reconhecer o seu.

— Como? – Piper perguntou.

— São muitos – Daenerys disse – não são idiotas, algum deles era o dono do cavalo, obviamente o conhecerá. Se já não reconheceram ao passar por eles.

Minutos mais tarde enquanto Jason, já com o plano em mãos, seguia para o sul em busca dos rebeldes, Thalia, Leo, Piper, Hinnata e Daenerys seguiam para o norte em direção a Colina mais alta do Reino. O Rio Lete corria por suas pedras e as lamúrias do Cócito percorriam a parte mais escura da montanha.

Não passavam-se das onze quando encontraram seu primeiro obstáculo. Não eram somente os rebeldes atrás de Thalia, o Reino 1 estava na Floresta em seus cavalos brancos reluzentes com a insígnia em forma de raio do palácio.

— Reino 1 – Leo murmurou.

— Escondam-se! – Daenerys falou empurrando Thalia, Leo e Piper para trás de uma árvore.

Hinnata e a irmã andaram alguns passos antes de serem abordadas por, ao que parecia, um soldado. Usava armadura grega completa e uma lança reluzia em suas mãos morenas. O cavalo em que o soldado estava era diferente dos demais, era de um pelo negro reluzente e lia-se Blackjack na insígnia.

O cavalo relinchou indignado como se dissesse: "Tire esse homem de cima de mim" e Hinnata acariciou o cavalo sorrindo antes de olhar para o homem que mantinha a expressão dura como pedra.

— Boa tarde, senhoritas – ele cumprimentou e ambas inclinaram a cabeça como reconhecimento – o que fazem na floresta? Pode ser perigoso.

— Estamos bem – Daenerys afirmou – não moramos muito longe.

— Entendo...– ele murmurou – conhecem a princesa do Reino 1?

— Thalia Grace? – Hinnata perguntou inocentemente e o homem assentiu.

— Ela foi capturada a alguns dias – ele disse – não viram-na em algum lugar na Floresta?

— Soube que um rapaz reconheceu-a no sul – Daenerys disse.

— Um rapaz? – o soldado perguntou.

— Ele não quis revelar o nome – Hinnata contou – apenas disse ao dono da taberna que estava indo para o sul atrás dos rebeldes que estavam com a princesa. Algo sobre uma troca justa.

— Pode me dizer como era este rapaz? – ele perguntou.

— Ele era alto, loiro, magro, porém aparentemente atlético – as feiticeiras contavam cada uma citando uma característica de Jason para o guarda – tinha pouca barba, usava um grande chapéu com pena azul, tinha olhos azuis e pele bronzeada...

— Certo – o guarda cortou-as – obrigado. Tenham um bom dia.

O soldado agrupou sua tropa e seguiram para o sul rapidamente. Hinnata e Daenerys sorriram uma para outra e os outros saíram de trás das árvores. Se aquele dia seria bom, nenhum dos presentes sabiam, mas com todo certeza, ele seria longo.

*

Floresta "Encantada", 18 Outubro de 1778. 9:56AM

— Não conte nada para Daenerys ou Bianca, certo? – Hinnata pediu.

Estava estática demais. Proferir tão poucas palavras eram esforço. A feiticeira e Nico estavam encostados lado a lado no tronco da árvore. Um chapéu de pirata se materializou na mão da feiticeira que olhou confusa para peça e a girou em seus dedos enquanto o garoto a olhava curioso.

— Um chapéu? – ele perguntou.

— Normalmente prefiro de estrelinhas – a garota deu de ombros e estendeu o chapéu para Nico – acho que ficará melhor em você.

O garoto olhou para a peça e pegou-a relutante. Um simples chapéu negro e uma pena arroxeada. Algo que aparece do nada. Um presente de uma feiticeira. Ele colocou o chapéu sob a cabeça e Hinnata sorriu de lado ao olhar para ele.

— E então? – ele perguntou.

— Bonito – ela afirmou e voltou a fitar o horizonte murmurando para si mesma – bonito demais para o meu gosto.

— O que disse? – o garoto perguntou.

— Que talvez não devesse voltar para o palácio – a feiticeira apressou a corrigir-se – pode ser perigoso, não duvido que Merci tenha alguns seguidores. Merlin, Morgana, Hécate todos tinham, porque não ela? Você e Bianca deveram ir pela floresta, seguir pelas águas talvez.

— Como piratas – Nico murmurou.

Hinnata piscou confusa para o horizonte antes de fitar Nico. Era difícil saber o que ela pensava. Seus olhos acinzentados pareciam reluzir as engrenagens que rodavam em sua cabeça, os lábios apertados e a testa franzida, as mãos pálidas trabalhavam em uma corrente de ouro... Era difícil compreender o que passava por si naquele momento.

Uma feiticeira. Uma maldita feiticeira... Como qualquer outra. Obrigou-se a lembrar. Ela ainda destruirá tudo que lhe é precioso.

Mas ele não via aquela garota que lhe parecia tão frágil como ameaça. Ela o salvara apesar de tudo. Bem, quanto a guerra... Ela estava defendendo a si mesma. Não deveria morrer por mãos de guerreiros em batalha, quando sua natureza era outra. Tão enigmática.

— Piratas, sim, sim, como piratas – ela afirmou antes de sorrir confiante para Nico e estralar os dedos e uma garrafa de metal cair em sua mão – bebei, amigos, yo ho!

A feiticeira não fora graduada a se defender da atração. Pelo contrário. Parecia, por ser filha da luxúria, ainda mais próxima dela, afinal, tudo não se passava de um pecado. Assim como ela. Ela observava o garoto com curiosidade e bebericou o rum antes de oferece-lo para Nicolas.

— Nicolas! Hinnata! – a voz urgente de Daenerys os fizeram pôr-se de pé rapidamente e a garota apareceu corada e ofegante como se tivesse corrido contra as folhas – nos encontraram!

— Onde está Bianca? – a outra feiticeira perguntou e a irmã lançou um olhar triste a Nico – não...

— Eles a pegaram... Rumpelstiltiskin... Ele está atrás de nós – Daenerys afirmou tombando a cabeça para a direita ainda com aquele olhar de piedade – querem nos matar.

— E, Bianca? – Nico perguntou esperançoso.

— Ela está morta, Nico – a feiticeira disse com a voz cortada – e eles vão nos matar também. É o fim.

Floresta "Encantada", 3 de Outubro de 1782. 08:09AM.

Leo se sentia completamente deslocado.

Motivo número 1: Estava atrás de um morto.

Motivo número 2: Estava sendo guiado por feiticeiras.

E motivo número 3: Era o único homem naquela expedição.

Se fosse enviado para alguma expedição algum tempo atrás, nenhuma mulher deveria acompanhar. Era perigoso, um mau agouro, o capitão afirmaria que elas eram frágeis e indefesas.

Mas não era assim que ele sentia. Olhar para aquelas quatro mulheres cavalgando corajosamente floresta adentro... Zeus! Elas pareciam que estavam prontas para decapitar um ogro a qualquer momento!

As árvores da floresta estavam ficando para trás, quando passaram por um lugar mais alto, Leo identificou uma linha no horizonte, parecia tão próxima ao sol, como se a floresta se transformasse em deserto. Foi no momento em que Leo refletia por onde estavam indo que Hinnata saltou se mais nem menos do cavalo.

Leo, Thalia, Piper e Daenerys puxaram as rédeas fazendo os cavalos pararem abruptamente. A feiticeira olhou confusa para a irmã, mas desceu do cavalo seguindo-a até esta que olhava para algum lugar entre as árvores.

— Está aqui – Hinnata murmurou.

— O que? O que está aqui? – Thalia perguntou descendo do cavalo sacando uma espada.

Hinnata recuou e seu olhar se tornou distante e sombrio. A cor sumiu do rosto e os lábios ficaram rachados. Leo pulou do próprio cavalo e correu até a feiticeira ajudando-a a manter-se de pé. O garoto notou que ela estava voltando ao estado que estava antes... Mas, seria aquilo possível?

— Nico – ela murmurou – Nico está aqui.

Leo olhou para Piper que estava de olhos arregalados em cima de seu cavalo, depois para Thalia que parecia tão pálida quanto a feiticeira em seus braços e pôr fim a Daenerys que engoliu em seco como se tivesse notado a presença de Nicolas di Angelo.

Floresta "Encantada", 18 Outubro de 1778. 9:59AM

Nico pensou em desabar naquele momento. Sua irmã estava morta. A feiticeira a seu lado pareceu notar isso, e seu olhar se tornou frio e desafiante, a garota sorriu maliciosamente para a irmã como se saboreasse tamanha ingenuidade. O garoto voltou a notar a áurea que ela exalava.

— Não seja boba, irmãzinha – ela disse sacando a espada do cinto e fazendo chamas brancas rodopiarem na mão livre – nós vamos lutar.

Nico se repreendeu por notar o quão bonitas as feiticeiras ficaram no momento em que sacaram suas armas. Ele teria ficado o dia inteiro observando aquela imagem, porém algo em sua mente o despertou. Ele ainda deveria vingar Bianca. Aquilo havia acabado de se tornar pessoal.

— Apareça, Rumple! – Hinnata debochou – eu sabia que um de vocês estava aqui! Por um momento imaginei que fosse Morgana... Mas você? ... Senhor das Trevas. Imaturo de sua parte, se permite dizer.

Um homem surgiu em meio as árvores com mais quatro guerreiros. Tinha cabelos revoltos e uma pele esverdeada, cálida como a de um jacaré, poderia ser 100 anos mais velho ou 10 anos mais novo que Nico, e ele não saberia. Tudo pareceu tão superficial que a primeira coisa que passou pela mente do garoto foi: É um disfarce. Ele tentou analisar Rumpelstiltiskin da cabeça aos pés... Mas apenas uma coisa parecia humana naquele homem... Seus olhos loucos.

— Hinnata... Daenerys – ele cumprimentou com um reverencia – Nicolas.

O jeito educado e delicado não combinava com a pele de jacaré. Nico se perguntou se por trás daquela pele teria um homem comum com toda aquela gentileza. Mas logo voltou a observar as feiticeiras. Por algum motivo Hinnata sorria, parecia demente e louca por sangue. A lâmina em sua mão era branca como cristal e tão brilhante quanto um diamante, cerca de cinquenta centímetros e ajustava-se perfeitamente aos dedos pequenos e finos da feiticeira.

— Rumpelstiltiskin – Daenerys cortou o silêncio balançando em sua mão despreocupadamente a espada em chamas.

— Senti saudades, queridas – o homem disse avançando um passo.

— Ótimo jeito de dar as boas-vindas – Hinnata resmungou.

— Lamento não dizer o mesmo – Daenerys ignorou a irmã.

— Tão encantadora – Rumpelstiltiskin suspirou – bem, acho que temos um acerto de contas.

— E eu acho que tenho que cravar minha espada no seu peito – Hinnata disse e até mesmo Nico se encolheu, aquele tom ácido era notório – não acha uma ideia encantadora?

Rumpelstiltiskin estralou os dedos e uma espada apareceu em sua mão. Os olhos das feiticeiras faiscaram como se aquela lâmina as lembrassem algo muito doloroso. Mas Nico não ficaria só observando. Devia isso a Bianca.

Os soldados de Rumpelstiltiskin ergueram as lanças enquanto Nico, Hinnata e Daenerys levantaram as armas. Quando o lado inimigo atacou, o garoto bloqueou a passagem com a espada de ferro estígio enquanto do outro lado cristal e fogo lutavam em sincronia contra o mestre e seus aliados.

Nico cravou a espada no peito do guerreiro e investiu contra o outro que ameaçava recuar. Daenerys acabava com o último deles enquanto Hinatta investia feitiços e facadas contra Rumpelstiltiskin. Tudo parecia bem até ali. Eles haviam rendido aquele homem...

Até o momento em que cerca de mais vinte guerreiros o cercaram. Dois deles atacaram Nico enquanto mais três investiam contra Daenerys, Hinnata alternou as defesas (e tentativas de assassinato) entre Rumple e mais dois guerreiros. Parecia uma batalha perdida. O garoto já havia notado que lutar e fazer feitiços ao mesmo tempo não era tão fácil, em algum momento as feiticeiras seriam abatidas e quanto mais homens Nico matava mais dois apareciam para investir contra ele.

Mais dez guerreiros saíram das plantas. Era o fim. Se resolvessem atacar juntos não teria como escapar. A morte era certa. Nico cravou a espada em mais um guerreiro e viu o azul de seus olhos perderem o brilho. Era triste. Matar uma pessoa... Aquela não era sua natureza.

Aquele momento de distração serviu para um dos guerreiros ataca-lo e foi por pouco a espada parou a alguns centímetros das costas do garoto. Foi naquele momento que pela flloresta ouviu-se um grande uivo no meio das plantas. Daenerys, que havia acabado de abater mais um dos homens, olhou confusa para os lados e Hinnata quase foi acertada por Rumpelstiltiskin, por um momento de distração. O sol sumiu por um segundo, o lugar escureceu e todos pararam suas lutas individuais. A carnificina não parecia mais tão importante. Em algum lugar das sombras saltou algo tão grande e negro em cima de metade dos guerreiros.

Os olhos escuros, misteriosos, sombrios e perigosos misturavam-se aos pelos lisos e brilhantes. As presas estavam preparadas como se fossem devora-los a qualquer momento.

Parecido com um cão do inferno. O puma, antes pequeno, olhava para os inimigos como se eles acabassem de tomar-lhe o jantar.

Sra. O'Leary estava de volta.

E não parecia nada feliz.

Notas finais
Então? Gostaram? Acham que mereço rewiews? Também aceito recomendações. Que tal tiros na testa? Declarações de amor? Planos para dominar o mundo? Talvez planos terroristas? Bombas nuclares? Convulsões no teclado? Piadinha toc toc? Eu respondo! ~beijos com gostinho de Alan Walker ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.