Thalico- It's my life.
20 Declaration of love
Notas iniciais
POV Thalia
Era terça-feira, exatos quatro dias depois do incidente da garagem, na segunda eu faltei à aula, então não vi o moreno desde então, realmente não estava animada pra ver ele, não sabia qual reação ele iria ter, se ia me agarrar ou fingir que nada aconteceu, e admito que estava com medo dela.
Desci as escadas, peguei minha mochila e me olhei no espelho, estava com uma blusa branca com uma caveira no lado direito, uma jaqueta cinza, uma calça jeans rasgada e uma bota com correntes pratas, meu cabelo não estava tão arrumada, estava com uma maquiagem preta, havia colocado um cordão com um pingente de raio. Peguei minha mochila e fui para o colégio, a pé, já que eu estava de castigo, não podendo pegar o carro, já estava cansada, a distancia do meu colégio para minha casa, não era grande, mas também não era pequena. Vi uma moto preta, com um motoqueiro de capacete preto, com uma caveira branca, na nuca. Nico. Ele para ao meu lado.
–Quer uma carona, Grace?
–Eu recuso.
–Você não está em situação de recusar, vem e deixa de ser marrenta. — Ele diz, e eu aceito, pego o capacete dá mão dele, e abraço sua cintura, sei que ele está sorrindo. Vamos em silencio até o colégio, ele desce da moto, e me dá a mão para me descer. Nós separamos, quando ele vai falar com Percy, e eu vou falar com Annabeth, que estavam em lados diferentes do corredor, se fuzilando com o olhar.
–Annabeth, para de fuzilar seu namoradinho e olha pra mim?
–Eu não estava...
–Ah claro e eu sou loira. –Eu disse irônica e ela me olha irritada.
–O que você quer?
–Nada, só quero atenção, pra nós conversamos.
–Sobre o que?
–Sei lá, só não quero ficar em silencio. –E neste momento, o sinal toca, e vamos para a aula de inglês, sentamos em nossos lugares, a professora entra e começa a dizer.
–Queridos, hoje eu estou romântica, então quero que escrevam poemas ou textos românticos, dois, e depois vocês leram um aqui. Bom, comecem. –Peguei um papel, e olhei para Nico, ele estava batucando com a caneta na mesa, depois parece que ele teve uma ideia e começa a escrever. Olho para o meu papel e tenho uma ideia também, começo a escrever.
Depois que todos terminam, ela pede para recitarmos, algumas pessoas vão, depois a professora chama o Nico, e diz:
–Ele fez um texto e um poema, como o poema é curtinho eu vou pedir para ele recitar os dois.
–O nome é Uma Rima pra você. — Ele começa. — Em versos rimados, beijos roubados. Cartões guardados, sonhos empoeirados. Abraços apertados, sorrisos escancarados. Mãos entrelaçadas, promessas renovadas. Será que já te disse alguma vez. Que eu te amo sem rimar? É mal de poeta, querer impressionar. –Ele levanta a cabeça com um pequeno sorriso, olhando para mim, algumas meninas suspiram, todos batem palmas.
–Perfeito Nico, pode ler agora o texto. Que eu adianto, eu me apaixonei, a garota pra quem você escreveu esse poema tem muita sorte.
–O nome é Dia de Sermos Crianças. –Ele toma folego, olha pra mim e começa. — Nós podemos brincar de roda e cair no chão de tanto rir, fazer cosquinhas e ver estrelas até o dia nascer. Nós podemos fazer tudo o que quisermos, porque somos jovens, tão jovens quanto quisermos ser. Esse nosso amor não tem idade, é de verdade, não tem hora de dormir. Venha brincar de pular corda, você disse, eu te ensinarei. – Lembro-me desse dia, quando ele não queria brincar de corda, porque não sabia, e eu o ensinei. — Se estiver com medo, eu disse, eu te dou a mão. –Também me lembro disso, foi quando fomos pela praia pela primeira vez, eu estava com medo de entrar e ele disse essas palavras. Você pode confiar em mim, eu nunca vou te deixar cair. Eu amo ser criança com você, ter sorvete no nariz, correr, pular e jogar videogame até o dia raiar. E quando você é criança comigo eu te dou três selinhos, e depois um beijo de cinema, você faz um biquinho e finge fazer charme. –Dou um pequeno riso, foi exatamente isso que eu fiz, naquela aventura, fazer biquinho e charme, e ele fez exatamente isso, três selinhos e um beijo de cinema, olho sorrindo pra ele, ele olha pra mim também. — O jeito como você sorri para mim, me faz sentir tão vivo quanto eu nunca senti. Nós podemos dividir nossos sonhos e planos para o futuro, porque a nossa idade sempre será a mesma, nosso amor nunca ficará velho. E eu não preciso fechar os olhos pra imaginar, pelo contrário cada vez que eu abro os olhos, é um novo dia de te amar. –Todos que estavam ali bateram palmas, ele tinha um sorriso tímido no rosto, as garotas ao meu lado comentavam como ele é tão fofo, porque meu namorado não é assim? E eu ria, ele veio se sentar segurei seu braço e disse:
–Belas palavras. — Ele ri, e senta em seu lugar.
–Thalia Grace, vem aqui, por favor. -A professora diz, eu suspiro e vou. — Leia o seu poema.
–Tudo bem, ele se chama Se eu te amasse mais. –Respiro fundo e começo, pensando naqueles olhos de ônix que devem estar me fitando agora. — Se eu te amasse mais do que te amo agora, Não teria a certeza, que tenho, de que, vivo Eu vou te amar assim, Por essa vida afora, Guardando pra nós dois, A causa e o motivo. Se eu te amasse mais do que te amo agora, Eu sei que meu olhar não te diria tanto, Não te amei de repente, E nem escolhi a hora, Mas cuidarei deste amor, Mesmo que haja pranto, Às vezes, como hoje, Eu só te sorriria, Mas não importa muito, No amor não há demora, E se te amasse mais, Talvez eu erraria Te dou o amor que tenho Amor que ri, E que chora, Seria um tempo em vão, Eu sei que morreria, Se eu te amasse mais do que te amo agora. –As pessoas batem palma, a professora está quase chorando, volto pro meu lugar, Nico vira pra mim e diz:
–Belas palavras. -E nós caímos na gargalhada. A professora chamou Annabeth, e ela foi ler o poema dela que se chamava Nada na minha vida faria sentido e ela começou:
– Se você não estivesse aqui comigo. Inicio com a última frase dessa poesia, Pra dizer que sem você eu nada seria. O amor que você me dá todos os dias Me faz sorrir, me faz viver, E compartilhar com você minhas alegrias, Me faz mais do que um dia eu imaginei ser. O mundo ainda seria um lugar bom, Mas eu já não saberia existir, Sem você eu era uma canção sem som, E antes de você eu nunca soube sorrir. As palavras não encaixariam Os sentimentos não teriam valor, As belezas a mim já não encantariam, Porque pra mim, todo o resto não teria cor. Nada na minha vida teria sentido. Se você não estivesse aqui comigo. –Batemos palma, e é a vez de Percy, o poema dele se chama Minha Annabeth, quer dizer, Minha menina.
– Sempre que olho para o céu, Sinto uma vontade de ter asas, Voar para te encontrar, Uma vontade de possuir você. Você que me ama, Sabe o que sinto, Quando olho para o céu, Às vezes chega até doer, As estrelas me lembram você, Tão linda, tão iluminada, Mas tão distante de mim, Perdoe-me amor, Não me canso de pensar, Que um dia poderei tocar você, Dizer pessoalmente, O bem que me fazes, O quanto és importante, Às vezes penso que você é apenas um sonho... Que um dia eu irei acordar, E viver somente da saudade que sentirei de você, Hoje está frio em meu quarto, Sinto mais ainda tua falta, Vontade de tirar você dos meus sonhos e trazê-la para minha realidade, Ouço tua voz dizendo que me ama e que és minha menina, Me entristeço, confesso... Não sei se devia... Mas o que fazer se te amo demais? O mar traz tua lembrança, Sei que tua essência vem dele, Assim como a minha também, Por isso sinto tua falta, Teu amor me alimenta, Teus dengos me animam, Teus carinhos me excitam, Tua voz me embriaga, Estou só em meu quarto, Mas estou com você em meu coração, Desejando que meu amor tenha uma boa noite, Que seus sonhos sejam lindos como são os meus, Que eu possa estar com você caminhando de mãos dadas pela praia... Não sei o que será do futuro, Nem quero pensar, Somente desejo curtir você, Enquanto for minha somente minha...- Nós batemos palma, o poema era tão obvio que era para Annabeth, que eu até ri, ele se senta, a aula termina, e eu estava andando, sinto algo me puxando pra dentro do armário do zelador, e começo a me debater, torcendo pra bater na pessoa que estava m segurando.
–Calma ai, Marrentinha. –Diz Nico.
–Você está maluco?-Eu digo.
–Calma só queria falar com você.
–Tinha que ser aqui?
–A sós, e aqui é mais divertido. — Eu estava de costas pra ele enquanto as mãos dele seguravam meu braço, eu podia sentir sua respiração no meu pescoço, sua respiração estava tranquila, enquanto a minha estava acelerada.
–Comece a falar.
–Seu poema. Então você não poderia me amar mais do que você já ama.
–E quem disse que é pra você?
–Por favor, Grace.
– E o seu poema é para mim?
–Adivinha. –Ele me vira, para ele rapidamente, e me dá três selinhos rápidos, e depois me segura mais forte, e me beija, e depois um beijão, um beijo de cinema, eu chego até um pouco para trás, eu cairia, mas ele é forte e me segura, já estávamos se ar, e nós separamos. — Isso responde a sua pergunta?-Eu estou muito sem folego para responder, apenas aceno com cabeça. –A gente se vê. -Ele diz saindo do armário. (n/a: Trocadilho, Trocadilhos)
Eu fico parada, atônita, respiro fundo e saio também. Sinto alguém puxando meu braço, porra Nico de novo não.
–Quietinha Thalia. –A voz não era de Nico, era de Luke. Começo a me debater e acerto um local que espero ser a barriga, ele não me solta, mais sinto que perde o ar. Ele estava chegando a me machucar.
–Me solta. -Eu grito.
–Ela disse pra soltar ela. — Diz Nico, que sensação nostálgica.
–Não tenho medo de você.
–Pois deveria. — Nico diz, ele chega perto de nós e chuta a canela de Luke, ele me solta, Nico acerta um soco no maxilar dele. E o inspetor chega.
–Pra diretoria os três. -Diz ele, e vamos até a sala de Hermes. — Sentem aqui.
–Você tá legal?-Pergunta Nico, estamos em duas poltronas coladas, bem longe de Luke.
–Sim, só foi o susto. Obrigada por me defender. -Eu digo.
–Sempre, minha morena. — Ele diz sorrindo, e vira pra frente, depois chego minha mão perto da dele, e ela entrelaça nossos dedos, se faz carinho com o dedão no meu dedo. Não nos olhamos.

Hermes conversa com Luke depois, conosco, continuamos de mãos dadas. Ele diz que suspendeu o Luke, e nos pediu desculpas por ele. Saímos da sala, ainda com as mãos dadas, depois ele solta e passa o braço pela minha cintura e me leva como se estivesse com medo de algo acontecer comigo. Dou um selinho nele, e ele sorri. Caralho, eu amo esse motoqueiro.
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