Text girl

3 Endless Friendship


Notas iniciais
Oi gente!!! Voltei e com uma super novidade : Trailer da fic!!!!! Espero que vocês gostem desse cap ( ele ficou meio curtinho, desculpem) Beijos de luz♥

(Trailer da Fic ♥)

Olá, meus escandalosamente belos leitores. Para um primeiro dia, Forks quase pegou fogo. E eu adoro incêndios que começam com um simples olhar.

Nosso novo professor de literatura chegou ontem, jovem demais, bonito demais, intenso demais… e as alunas já estão praticando interpretação corporal melhor do que qualquer análise de texto. Saias encurtaram, gloss reapareceu e, curiosamente, a primeira fileira virou território disputado.

Mas o que realmente incendiou meus ouvidos atentos foi outro assunto: Londres. Fantasmas. Uma noiva falecida. E uma certa garota que voltou misteriosamente para a cidade bem na mesma semana em que um professor recém-enlutado decidiu recomeçar a vida.

Coincidência? Eu não acredito em coincidências.

E para as fãs do drama: a rainha loira anda roçando ódio em Mike Newton no corredor como se fosse perfume caro. O problema é que certas fragrâncias grudam na pele.

A elite de Forks adora cancelar alguém quando convém. Mas cuidado… às vezes o cancelamento vem com nome, sobrenome e prints ardentes...

XOXO — TEXT GIRL”

O segundo dia de aula começou como qualquer outro em Forks: céu pesado, corredores cheios e uma tensão elétrica pairando no ar. Mas bastou Edward Cullen atravessar o pátio com uma pasta de couro sob o braço para que o ambiente se transformasse num desfile não-oficial de vaidade adolescente. Gargalhadas ficaram mais altas, cabelos foram ajeitados, camisas desabotoadas discretamente. Jessica Stanley tropeçou no próprio salto apenas para que ele a segurasse pelo braço, e o sorriso que ela ofereceu parecia ensaiado diante do espelho por horas.

— Professor Cullen, o senhor acredita que Capitu era incompreendida ou manipuladora? — perguntou Tanya Denali, inclinando-se sobre a mesa da primeira fileira com teatral interesse, o decote estrategicamente calculado.

— Acredito que interpretações dizem mais sobre quem lê do que sobre o personagem — Edward respondeu com serenidade, mas seus olhos percorreram a sala com impaciência contida. — Inclusive as maliciosas.

Algumas risadinhas ecoaram. Isabella permaneceu imóvel, o queixo apoiado na mão, observando a cena como quem assiste a um espetáculo previsível demais para ser interessante. Alice, ao lado dela, aproximou-se e murmurou:

— Coitado, se ele sobreviver até sexta-feira, ganha um prêmio.

Isabella quase sorriu.

Mas o prêmio maior não era sobreviver às alunas. Era sobreviver aos rumores e a Text Girl.

No intervalo, Emmett McCarty caminhava ao lado de Isabella pelo corredor lateral da escola, longe dos olhares mais atentos. A amizade entre eles era antiga, fácil, cheia de memórias que Rosalie preferia ignorar.

— Você sabe que ela ainda tem ciúmes, né? — Emmett disse, chutando levemente o armário metálico ao lado, num gesto distraído. — Mesmo que finja que não.

— Eu nunca quis atrapalhar nada — Isabella respondeu, a voz mais baixa do que o habitual. — Você sabe disso.

Ele parou de andar e a encarou com seriedade rara.

— A gente prometeu que nunca ia contar.

O silêncio entre os dois carregava um peso antigo. Um segredo compartilhado numa noite chuvosa, meses antes da partida dela para Londres. Uma imprudência emocional, um beijo e um quase finalmente , um erro que nunca chegou a acontecer completamente, mas que poderia ter destruído tudo.

— Se a Rose souber… — Isabella começou.

— Ela não pode saber nunca — Emmett interrompeu, passando a mão pelos cabelos, nervoso. — Ela já acha que eu…

Ele não completou. Não precisava.

Rosalie Hale observava de longe. E mesmo sem ouvir, entendia o suficiente para sentir o desconforto que lhe apertava o estômago.

No refeitório, a tensão mudou de foco quando vários celulares vibraram ao mesmo tempo. O burburinho cresceu como fogo em palha seca.

A nova postagem da Text Girl trazia um detalhe cruel: mencionava a falecida noiva do professor Edward Cullen pelo nome, Juliet Platt, e insinuava que certas tragédias tinham mais camadas do que aparentavam.

O silêncio que se seguiu foi pesado.

— Isso é doentio — Alice murmurou, indignada. — Ela está falando de alguém que morreu e não esta respeitando um luto.

— Quem é Juliet? — sussurrou Mike Newton, alto o suficiente para ser ouvido.

— A noiva do cadáver do professor — respondeu Tanya, com gosto mórbido. — Dizem que ela se…

A cadeira arrastando no chão interrompeu o comentário. Edward estava de pé, o maxilar travado.

— A vida pessoal de qualquer professor desta escola não é pauta para debate — disse ele, a voz firme, mas carregada de algo mais profundo. — E quem achar que é, está profundamente enganado.

O refeitório inteiro ficou em silêncio.

Mais tarde, na sala dos professores, Edward segurava o celular com força demais. A tela iluminada exibia a postagem da Text Girl como uma afronta.

— Eu ouvi os alunos comentando sobre esse blog — ele disse ao vice-diretor, a expressão endurecida. — Quem quer que esteja por trás disso está ultrapassando qualquer limite aceitável.

— Já tentamos descobrir antes — respondeu o professor Tunner, suspirando. — É como perseguir um fantasma.

— Então talvez esteja na hora de parar de fugir dele — Edward retrucou. — Se a escola quiser ajuda para identificar essa… pessoa, eu estou disposto.

A palavra que ele quase disse, venenosa, ficou presa na garganta.

Do lado de fora, sob as arquibancadas do ginásio, Rosalie encurralava Mike Newton contra a parede de concreto com a elegância de quem transformava tensão em arte.

— Você comentou aquela postagem — ela acusou, os olhos faiscando. — Sobre o professor.

— Eu só repeti o que todo mundo está falando — Mike respondeu, aproximando-se perigosamente. — Ou você está defendendo ele por algum motivo especial?

— Eu não defendo ninguém, Mike — Rosalie rebateu, mas não se afastou.— Mas a text girl já passou dos limites...

Ele inclinou o rosto, a respiração tocando a pele dela.

— Você odeia quando não controla a narrativa, não é?

— Eu odeio você e tudo o que você é...— ela sussurrou novamente, mas dessa vez a frase saiu trêmula.

— Então para de negar para si mesmo e se deixa levar.— ele sussurrou a centimetros da boca dela.

O silêncio entre eles foi mais íntimo do que qualquer toque. E quando Emmett chamou o nome de Rosalie à distância, ela se afastou rápido demais.

No fim da tarde, Isabella e Alice estavam sentadas no capô do carro, dividindo fones de ouvido e rindo baixinho de memórias antigas. Havia algo reconfortante naquela cumplicidade intacta.

— Promete que não vai desaparecer de novo? — Alice perguntou, apoiando a cabeça no ombro da amiga.

— Prometo — Isabella respondeu, segurando sua mão. — Mesmo quando tudo estiver um caos.

Irina e Tanya Denali passaram por elas nesse momento, trocando olhares avaliativos.

— Algumas pessoas voltam achando que ainda mandam na cidade — Tanya comentou, falsa doçura escorrendo pelas palavras.

— A gata sai e as ratas fazem a festa, hein Alice? — Isabella respondeu, tranquila demais para ser inocente.

Irina exibiu o anel no dedo como se fosse resposta suficiente.

— Pelo menos eu sei quem está ao meu lado verdadeiramente.- disse a baixinha.

Alice levantou-se imediatamente.

— Temporariamente — ela disse, doce como veneno diluído. — Algumas alianças têm prazo de validade.

O clima poderia ter explodido ali, mas o sinal final ecoou pelo pátio.

E naquela noite, a Text Girl postou novamente:

“Estão tentando me cancelar? Que fofo. A elite de Forks adora apontar dedos até perceber que todos têm algo a esconder. Professor furioso. Rainha insegura. Noiva morta. Uma garota exemplar. Um quarterback...Segredos antigos que imploram para respirar.

Vocês podem até tentar me derrubar.

Mas cuidado… porque eu tenho arquivos.

XOXO — TEXT GIRL”

E em algum quarto escuro da cidade, alguém fechou o notebook com um sorriso calculado, enquanto Forks aprendia que cancelar a Text Girl era muito mais perigoso do que suportá-la.