Texas Hot Guys: In love with you
2 Josh Bradshaw
Notas iniciais
Capítulo 1
“Josh Bradshaw”
Della McKenna
♥
São seis da manhã de uma quarta-feira, e eu estou dirigindo minha velha caminhonete Ford, que já viu dias melhores, em direção ao Rancho Bradshaw. Leva pelo menos 45mim para chegar lá a partir da minha casa, e passando pela estrada de terra que é o único acesso.
Tive que acordar muito, muito cedo para ir ao meu novo emprego. Suspiro. Pelo menos eu vou poder ver Amanda antes de ir para a biblioteca hoje, o que é uma vantagem, desde que ela está trabalhando em turnos opostos ao meu pelo resto da semana.
Manda mora com seus tios e primos no rancho, desde que seus pais faleceram há alguns anos. É sempre triste lembrar, Amanda ficou devastada na época. Logo depois, sua irmã, Genevieve, engravidou do namorado do ensino médio. Tudo entrou em colapso. Gen se casou com o pai do filho aos 19 anos, e Amanda teve que ir morar com a irmã de sua mãe, Diana Bradshaw.
Isso foi a oito anos. Gen agora tem um menino grande e está enfrentando seu conturbado divórcio. Na verdade, acho que esse é o motivo de Oliver precisar de reforço escolar, eu entenderia se fosse.
Estaciono meu carro em frente a grande casa branca de fazenda. Quando eu estou fora, paro um momento com as mãos na cintura para observar a vista. É fantástica. Eu amo esse lugar, tem milhares de quilômetros de verde a partir da casa, que é cercada por uma enorme varanda decorada com sofás confortáveis.
Eu adoraria me enrolar em um daqueles sofás e ler a tarde inteira. Me perco pensando até que alguém limpa a garganta atrás de mim, interrompendo assim meus devaneios sobre uma agradável leitura.
— Bom dia, Della! — Diana Bradshaw sorri para mim do topo das escadas que levam a varanda.
— Bom dia, Senhora B.! — Eu sorrio de volta para a mulher. Ela é muito bonita para sua idade e quantidade de filhos, cinco no total. — Como está essa manhã?
— Sempre bem. — Ela responde parecendo exatamente assim. — Entre. — Convida. Eu a sigo para dentro da aconchegante casa, e então para a enorme cozinha, onde Oliver já está sentado comendo seu café da manhã.
— Bom dia, Oliver! — Eu digo quando passo por ele, que apenas me ignora. Tem alguma coisa seriamente errada com esse garoto! Penso assim que me aproximo da mesa onde ele está sentado.
— Eu acredito que ela falou com você, Oliver. — Uma voz profunda exige atrás de mim, infiltrando na minha pele e deixando arrepios por todo meu corpo.
Eu e Oliver viramos ao mesmo tempo para ver Josh entrando na cozinha. Ele tem a pele ao menos um tom mais escuro que a do irmão gêmeo, mas os músculos são tão definidos quanto. Ou mais, não posso dizer ao certo. O homem é seriamente quente em seus jeans confortáveis e camisa branca, e chega enchendo todo o cômodo com sua presença.
Ele tem cabelos castanho-escuro e olhos cor de chocolate, tão escuros quanto. Sua pele já morena, adquiriu um perpetuo bronzeado por suas horas de trabalho ao sol, trabalho esse que tem feito maravilhas para o seu corpo de 1,90.
— Seja educado e responda. — Ele exige com a voz firme.
O garoto revira os olhos, mas grunhi um “bom dia”. Josh apenas olha para ele mais uma vez, e, numa postura que deixa qualquer um saber que ele não está satisfeito, levanta uma sobrancelha e cruza os braços fortes. Senhor Amado, seus braços!
Oliver parece entender o recado, porque, em uma voz mais entendível, ele corrige: — Bom dia, Senhorita McKenna. — Mais educado? Claro. Mais animado? De forma alguma.
Eu sorrio lembrando das atitudes de Oliver, depois que ele coloca no lugar sua maior expressão de bom menino e continua a comer o café da manhã. Comparando a cena da Biblioteca com esta que acabou de acontecer, chego à conclusão de que Josh parece ter mais autoridade com o garoto do que seu irmão gêmeo, Jonathan.
Ele diz: — Muito bem garoto! — Ao mesmo tempo em que passa mão no cabelo de Oliver, bagunçando-o. Bom, talvez ele tenha apenas mais paciência.
Então Josh se vira para mim, encontrando meus olhos com um sorriso completo em seus lábios, e suas covinhas picam para mim.
— Bom dia, Della!
Essas covinhas que podem derreter calcinhas num raio de vinte quilômetros, me deixam sem graça.
— Bom dia. — Respondo timidamente e sinto minhas bochechas corarem, quando baixo meu olhar para o chão.
— Sente-se querida, e coma alguma coisa. — Diana diz para mim, e quando eu me apresso para recusar e dizer que eu estou bem, ela me corta prontamente. — Não foi uma pergunta, Della. Você precisa de forças extras se vai cuidar deste rapazinho.
E assim, eu faço o que ela diz, porque, Deus sabe como, é difícil dizer não a essa mulher.
— ♥ -
— Venha Della, eu vou levar você a um lugar sossegado para trabalhar. — Josh me chama quando termino de comer. — Essa casa tende a ficar conturbada durante o dia. — Ele diz sorrindo, e eu acredito, seja por que parece ser verdade ou porque o sorriso dele me deixou com a mente em branco total.
E, eu juro que tento controlar, mas não consigo evitar em corar perante seu olhar. Enfio uma mecha solta de cabelo atrás da orelha, quando tento parecer casual e desinteressada.
— Hum, okay.
Eu me despeço da Senhora B. e sigo Josh para fora da casa, onde Oliver já está esperando perto da caminhonete preta com lama nos pneus, que, embora completamente suja, parece mais lustrosa que a minha. Sem dizer qualquer coisa, Josh contorna o carro e abre a porta do lado do passageiro para mim e me ajuda a subir no veículo alto.
— Obrigada. — Eu ofereço quando subo no lugar que ele indicou.
Ele sorri e pisca de forma sexy, antes de andar até o outro lado do veiculo e subir atrás do volante. Oliver já pulou dentro, então seguimos em um silêncio confortável até alguns quilômetros além da casa grande, onde Josh estaciona em frente a uma menor, mas não menos bonita e elegante.
A casa é pintada de amarelo clarinho e possui o mesmo tipo de varanda bonita, com sofás (!!!) que a sede, de onde acabamos de vir.
Eu não posso me controlar em suspirar audivelmente: — Oh! É linda.
Josh vira para mim surpreso e sorri um largo e belo sorriso, que fica bem nele. Ele não sorri assim muitas vezes, eu já reparei.
— Bem, obrigado.
Ele desce do carro e dá a volta rapidamente, quando eu já vou abrindo minha porta. Não estou acostumada com esse tipo de gentileza vinda de homens, meu primo Rys não conta. Josh pega minha mão e me ajuda a descer, me fazendo, mais uma vez, corar com suas ações e perante seus olhares.
— Bem-vinda a minha casa, Della! — Gentilmente oferece. Então ele faz um gesto indicando que eu devo entrar pela porta, precedendo-o, assim como qualquer perfeitamente bom cavalheiro faria. Cavalheiros os quais, até este momento, eu pensava que você só poderia encontrar gratuitamente nas páginas empoeiradas de algum romance antigo.
— Sinta-se à vontade. — Ele continua. — Aqui é muito mais calmo para trabalhar com Oliver.
Sua voz rouca está perto do meu ouvido, e causa arrepios por meu pescoço.
— Obrigada. — Digo incapaz de dizer qualquer outra coisa, e então faço um movimento abaixando minha cabeça para evitar eu ele veja minha reação.
Há apenas alguma coisa sobre Josh que me tem corando o tempo todo...
Eu paro meu instante de reflexão antes que eu pareça idiota e dou uma olhada ao redor do interior da casa. Não é espetacularmente ostentosa, mas é bonita. A sala de estar tem moveis marrons, com um sofá bege e duas poltronas combinando; uma grande TV e uma mesa de centro. O primeiro andar é um grande vão, por isso, daqui da sala posso ver a mesa de jantar de mogno e o balcão que transforma a sala em cozinha.
O piso de madeira é bonito, apenas um tom mais claro do que os moveis, e é coberto com um tapete felpudo por baixo dos sofás. A cozinha é abastecida com aparelhos em aço inox e um conjunto de armários em correspondência com a mesa. É bastante limpo e arrumado para um homem solteiro, tem até alguns quadros e molduras com fotos da família espalhados.
— Acho que a mesa da cozinha é um bom lugar. — Josh indica, me tirando do meu momento de estupor. Então, ele me conduz até lá, antes de informar: — Eu venho te buscar as onze e meia, para te levar de volta ao seu carro.
Ele se vira para o local onde Oliver parou desde que chegamos e acena. O garoto vem se sentar à mesa, estranhamente quieto.
Eu vou acomodando minhas coisas, muito consciente de Josh se movendo atrás de mim. Ele abre a geladeira, quando eu coloco meus livros em cima da mesa, então engole um pouco de suco de laranja. Eu posso sentir seu olhar nas minhas costas, mas não me viro. Antes, eu pergunto ao Oliver: — Em que áreas você precisa de ajuda?
Ele apenas dá de ombros. Alguém optou pelo voto de silencio hoje....
Quando o menino não responde, Josh o faz, me surpreendendo.
— Todas elas.
Eu giro para encara-lo, espantada. — Todas?
— Ele falhou em todas elas no último período. — Josh responde.
— Mais uma vez, tio Josh, eu não preciso de uma professora particular! — Oliver esbraveja sua primeira frase desde o seu bom dia.
— Oliver Bradshaw, seja bom para a senhorita McKenna. — Josh repreende.
Percebo que ele propositalmente não usa o sobrenome correto de Oliver, mas não questiono.
O menino me olha com um tom desafiador. Com a sobrancelha petulantemente levantada, questiona: — O que é isso, Della ou Senhorita McKenna? — Eu não perco o cinismo em sua voz ao falar meu nome.
— Oliver... — Josh começa a protestar, mas eu interrompo. Oliver não é a primeira criança difícil com quem eu trabalho, nem será a última. Quando está na época escolar eu dou aulas pela manhã para as crianças em Moutain state, pelo amor de Cristo.
Ignorando Josh, o que é quase impossível, me viro para Oliver e tento me dirigir a ele apenas.
— Já que é verão e eu estou na sua casa, é Della. Mas se você me ver em outro lugar, ou na escola, é Senhorita McKenna. Soa justo?
Ele encolhe os pequenos ombros e aperta os lábios como se quisesse dizer mais alguma coisa, mas não se atreve na frente do seu tio.
Menino esperto.
A sala fica em silêncio por um momento, até que Josh interrompe.
— Se você não se importa Della, vou deixar vocês trabalhando e vou sair para o meu próprio trabalho. — Ele sorri para mim, com um pequeno brilho de espanto, que eu chuto que tenha sido pelo meu desempenho. Eu apenas balanço a cabeça em confirmação, deixando-o saber que eu ouvi.
Josh resmunga um “comporte-se” para seu sobrinho, antes de sair pela porta.
Eu olho enfaticamente para Oliver.
— Bem, vamos começar...
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