Notas iniciais
Reescrevi esse cap tantas vezes... e ainda não estou certa sobre ele. Aqui começa a fase 2 da história.

Capítulo 19

"A partir de agora"

Josh Bradshaw

♥

A minha situação com Della estava me matando lentamente.

Depois de dias intensos, nós demoramos para voltar um pouco a normalidade, ainda carregando muitas bagagens emocionais para simplesmente fingir que nada tinha acontecido.

Gen resolveu tirar alguns dias para ficar com Oliver em casa, de forma que ele não vinha a fazenda para suas aulas matutinas. Isso significava que eu não tinha mais desculpas para ver Della ou tê-la na minha casa; além disso, eu também não podia simplesmente aparecer em sua porta todos os dias para declarar meu amor e minhas intenções para ela. Não que eu não quisesse, mas moramos em uma cidade muito pequena, as pessoas gostam de falar e o fato de ela terminado um relacionamento com o meu irmão apenas alguns dias atrás não seria perdido. Eu não podia me importar menos com a minha reputação, mas sabia que era algo que incomodaria Della. Era uma situação fodida.

Já tinha quinze desesperadores dias que eu não a via pessoalmente, isso estava me levando a beira da loucura. Eu simplesmente não tinha nenhuma ideia do que fazer, queria uma vida com ela, queria tocá-la, amá-la; mas não sabia por onde no inferno começar.

Eu tinha certeza de que a minha sanidade estava um pouco comprometida. Eu estava mal humorado e resmungando a cada passo do meu dia. Estava a um fio de perder a minha merda. Eu desejei e amei secretamente aquela mulher por muito tempo, tive o gostinho de como era tê-la na minha vida, fazendo parte da minha rotina, e tive que abrir mão disso. Porra, falar com ela pelo telefone não era o mesmo que ver seu sorriso pela manhã todos os dias.

Amanda estava tendo um bom tempo rindo do meu comportamento. Ela diz nunca ter me visto tão expressivo quanto nos últimos quinze dias, e eu tinha certeza que ela se referia ao vinco na minha testa e aos palavrões que eu andava jogando ao vento.

Eu tinha uma nova rotina pelos últimos quinze dias, eu chegava em casa, tomava banho, comia e ligava para Della. Ficava com ela no telefone até que sua voz se tornasse suave e sonolenta, então eu lhe desejava boa noite a contragosto, desejando que eu pudesse estar deitado do lado dela para ouvir sua respiração diminuir o compasso conforme ela caísse no sono.

Eu tinha feito exatamente a mesma coisa hoje, e, como em cada dia, quando ela desligou eu peguei uma cerveja e sentei no sofá ligando a TV em um filme de ação, meus pensamentos muito agitados para ir para cama e simplesmente dormir. Eu tentava me distrair como eu podia, mas ainda não havia achado algo poderoso o suficiente para desviar minha atenção da garota que vinha estrelando todos os meus pensamentos. Não o álcool, não os filmes, não os livros, não o jogo de futebol, nem o meu irmão.

Eu estava dormindo cinco horas por noite em um bom dia; desmaiava quando o cansaço se tornava insuportável. Me preocupava com absolutamente tudo, se Della estava bem, se tinha tido outro quadro de ataque de pânico, ou um pesadelo.

Essa noite, especialmente, algo pesava no meu peito e eu estava mais agitado que o normal. Era por volta das nove da noite quando desliguei o telefone com Della, ela foi para a cama cedo, cansada, pois havia trabalhado turnos dobrados na biblioteca da cidade. Eu falei com meu irmão, Nate, um pouco depois e fiquei na frente da TV até que o cansaço bateu e eu caí em um sono agitado.

Despertei como se algo não estivesse certo, embora ainda não pudesse identificar o quê exatamente. O relógio na parede marcava 04h36 da madrugada; minha casa estava calma, como sempre. Demorei alguns atordoados segundos para perceber que o meu celular estava vibrando em cima da mesa de centro. Meu coração trovejou em um ritmo alarmante. Nunca era bom receber uma ligação as quatro da madrugada, algo estava errado. Pulei do meu lugar e agarrei o telefone com um peso na boca do estomago.

A voz do outro lado apenas confirmou que a sensação ruim que eu senti o dia todo me pesando na boca do estomago era justificada.

Eu nunca tive tanto medo na minha vida.

. ♥ .

Della Mackenna

A última coisa que eu lembrava era voz de Josh quando ele me desejou doces sonhos, e então, fumaça.

Eu dormia tão pesado que a principio foi como um sonho, então se infiltrou no meu subconsciente adormecido até que se tornou tão forte que eu percebi que não era um pesadelo, minha casa estava, realmente, coberta de uma fumaça espessa. A tosse começou em seguida, como se desperta pela minha realização: algo estava pegando fogo. Meus olhos lacrimejaram tornando difícil identificar os objetos ao meu redor. Eu não conseguia ver de onde vinha o fogo, mas parecia ser de algum lugar próximo devido a quantidade de fumaça. O alarme de incêndio estava apitando alto, aumentando a dor de cabeça que eu sabia estar sendo causada pela ingestão de fumaça. Eu queria gritar, mas minha garganta se sentia afogada e eu só conseguia tossir.

Tentei achar o meu telefone, mas não conseguia enxergar um palmo a frente da fuligem cobrindo tudo. Tentei alcançar a porta da frente, mas quando eu abri vi que o fogo já estava em toda parte do lado de fora.

A quentura me atingiu em cheio, ajudando a me sufocar. Eu bati a porta no lugar novamente, mas continuei sentindo a minha pele quente, não como uma febre, mas uma leve queimadura. Tentei ir para o mais longe possível do calor que irradiava do corredor, pensando em como no sangrento inferno eu poderia sair viva dessa; a porta da frente estava bloqueada pelo fogo e eu morava no quinto andar de um prédio muito velho.

No meu quarto, um estrondo alto me assustou. A janela explodiu em um milhão de pedacinhos. Uma voz estranha gritou, querendo saber se tinha alguém dentro do inferno que estava ali dentro. Eu consegui coachar um ­– Aqui! – com muita dificuldade.

Alguém vestindo uma roupa pesada e mascara de proteção entrou. Bombeiros! Graças a Deus.

Ele perguntou onde eu estava, e eu me esforcei mais uma vez para guia-lo até mim, minha voz tão rouca que era quase irreconhecível para meus próprios ouvidos.

Eu senti mãos pousarem nas minhas costas e tentei não gritar pela surpresa. O bombeiro colocou um pano úmido ao meu redor e resmungou – Vamos lá – antes de me pegar no colo, voltando pelo mesmo caminho que ele entrou. Tudo foi um borrão então, no meu estado de subconsciência ficava difícil distinguir o que estava acontecendo.

A próxima coisa que eu sabia era que eu estava no fundo de uma ambulância, o paramédico estava me dando algo numa mascara, para ajudar a aliviar a intoxicação que a fumaça causou; havia um oficial do corpo de bombeiros próximo a ele, seu rosto era familiar e por isso eu me esforcei para lembrar. Depois de alguns momentos eu percebi que ele frequentou a mesma escola que eu durante o ensino médio.

Seu nome era Nick Fox, ele andou na minha direção e então me perguntou algo. Eu vi sua boca se mexer, mas não conseguia me concentrar o suficiente para entender o que ele dizia. As coisas ao meu redor estavam me deixando um pouco tontas, as luzes de ambulâncias e carros de bombeiros piscavam, pessoas gritavam e o fogo continuava alto e alarmante no que costumava ser a minha casa. E eu estava sentada lá no meio de tudo isso, perdida. Era como se eu estivesse em câmera lenta e todo resto muito acelerado; o barulho foi desaparecendo da minha consciência, se tornando abafado até que tudo que eu ouvia era um “piiiiiim” agudo. A mesma coisa estava começando a acontecer com as cores, minha visão estava escurecendo e parecia que eu ia desmaiar quando algo me despertou um pouco.

Senti alguém me sacudir. Senti mãos agarrarem meus ombros e vozes mais próximas começaram a se infiltrar pelos meus ouvidos, junto com um pouco de consciência de onde eu estava e do que estava acontecendo.

— Ela está em choque — o paramédico disse a alguém.

Fui balançada mais uma vez e então alguém chamou meu nome.

— Della — Nick disse —, concentre-se na minha voz, você pode fazer isso?

Eu olhei para a sua boca, tentando focar na forma como ela se movimentava, tentando falar comigo. Ele repetiu e eu tentei acompanhar o raciocínio o suficiente para responder um fraco — Sim.

— Isso, muito bem, querida — disse Nick mais uma vez. — Eu preciso que você me diga quem você quer que eu chame para vir ficar com você...

Eu sequer pensei por um segundo antes de responder, havia apenas uma pessoa na minha mente e eu precisava que ele me abraçasse e dissesse que tudo ia ficar bem, porque eu estava aterrorizada.

— Josh — pedi, minha voz soando muito rouca aos meu próprios ouvidos. — Chame o Josh.

. ♥ .

Algum tempo havia se passado desde o momento em que Nick se afastou com um telefone colado ao ouvido. O paramédico havia removido a máscara do meu rosto e me examinado mais uma vez, para garantir que a fumaça não havia feito mais danos, me garantindo depois de um segundo que a única sequela que eu teria era uma voz rouca por algum tempo.

Então Nick voltou, dizendo que Josh estava a caminho. Ele me levou pra fora da ambulância, ainda com um cobertor enrolado a minha volta, o que era bom, pois eu tremia tanto que meus dentes batiam. Era uma bonita noite de verão, então isso não era frio em tudo, mas ainda assim, o cobertor servia como um pouco de uma desculpa.

Nick me colou sentada na parte da frente de uma caminhonete, que ele afirmou que era sua, dizendo para eu esperar por Josh ali. Eu fiquei observando como os colegas de Nick tentavam a todo custo domar o fogo, esperando que ele se juntasse a eles, mas ele apenas ficou parado do meu lado, me olhando a cada poucos segundos até que uma voz familiar veio gritando por mim.

— Della! — Josh bradou, pulando de sua caminhonete e nem mesmo fechando a porta antes de correr para mim. Quando ele chegou até mim, sem parar para pensar um segundo, ele envolveu os braços ao meu redor e eu me deixei envolver por ele. Todo o estresse do ocorrido pareceu pesar sobre mim e as lágrimas vieram em seguida. Eu enterrei meu pescoço nele e ele me apertou um pouco mais forte contra seu corpo. — Porra, baby.

Josh me segurou assim até que meu choro diminuiu um pouco. Puxando minha cabeça do seu peito, ele limpou a bagunça de lágrimas do meu rosto, antes de olhar nos meus olhos.

— Você me assustou pra caralho, amor.

Eu suspirei porque eu pude ver sua preocupação marcada em cada linha de expressão no seu rosto.

— Eu sinto muito...

— Porra, não. Não se desculpe — ele disse, me cortando. — Você está bem?

Eu balancei a cabeça, afirmando.

— Bom. Vamos embora em um minuto, certo? Deixe eu falar com Nick por um segundo. — Ele beijou minha testa e então se afastou um passo. Foi o suficiente para uma sensação de pânico se instalar no meu peito. Eu ofeguei alto, abrindo a boca para pedir que ele não me deixasse ali, mas não conseguindo emitir nenhum som. Josh viu o desespero em meus olhos, pois parou e voltou para mim. — Shh, baby. Está tudo bem, eu não vou a lugar nenhum sem você. Eu só preciso falar com Nick por um segundo, ele está bem ali, veja. — Eu olhei na direção que ele apontou, vendo Nick, e então de volta para ele. Mordi meu lábio e segurei a mão dele um pouco mais apertado na minha, ainda não convencida a deixa-lo ir. Josh sorriu um pouco, suavizando a carranca dura que ele vinha mantendo. — Você quer vir comigo? — ele perguntou e eu balancei a cabeça confirmando.

Josh me ajudou a descer e então me segurou perto dele enquanto ele falava com Nick algumas coisas que eu, honestamente, não consegui dar atenção o suficiente, muito perdida no conforto do seu peito. Ele apertou a mão de Nick, agradecendo por ele ter esperado comigo e então me levou para o seu carro, me levantando para o banco do passageiro e afivelando meu cinto de segurança.

— Vamos para casa, amor — ele disse, depois beijou minha testa a fechou a porta, indo para o seu lado. Eu nem sequer estremeci com suas palavras. O lugar que eu morava estava ardendo em chamas, mas quando eu pensei em casa, de repente, não era mais lá e sim qualquer lugar onde Josh estivesse.

Eu deveria estar surtando, ou me preocupando sobre o que eu iria fazer agora que todas as minhas coisas se foram. Mas, quando chegamos a sua casa na fazenda, eu apenas tomei um banho muito bem vindo, para tirar a fuligem do meu corpo, e fui dormir; com uma calma que não vinha de mim, mas da sensação de saber que eu estava segura, e que o homem enrolado a minha volta iria cuidar de tudo na parte da manhã, como ele prometeu que iria.

.♥.

Josh Bradshaw

O mais longe que eu deixei Della ir sem mim foi ao banheiro, depois de fazer ela me garantir um milhão de vezes que ela estava bem. Eu odiava o tom rouco na sua voz, quase tanto quanto eu odiei ver o olhar perdido no seu rosto no momento em que eu fui buscá-la. Eu estava tão assustado de algo ter acontecido com ela que o caminho da minha casa até lá foi um borrão sem forma. Tenho certeza de que eu infringi cada lei de trânsito dos cinquenta estados, mas eu sequer me importava, só queria chegar nela, ver por mim mesmo que ela estava bem, mesmo que Nick tivesse me dito e eu soubesse que ela não tinha se ferido.

Odiei um pouco que foi Nick que estava com ela quando eu não estava, porque a minha cabeça fodida ainda teve tempo de sentir ciúmes no processo. Eu não queria outro cara observando minha mulher tão de perto, mas era melhor isso do que deixar ela sozinha.

Cada lágrima de Della causou um buraco no meu peito e não podia esperar o suficiente para tirar ela de lá, para um lugar onde eu sabia que ela estaria sempre segura: minha casa.

Uma vez que ela tomou banho, eu a estabeleci na minha própria cama, nem sequer me preocupando se ela protestaria em dormir comigo. Eu só queria segurá-la em meus braços, num desejo insano de garantir que ela estava comigo.

Della não protestou, no entanto, me enchendo de satisfação masculina quando veio para mim tão rápido quanto eu fui para ela; seu corpo pequeno ainda tremia um pouco quando eu a coloquei no meu peito e respirei profundamente, acariciando seus cabelos até que eu sabia que ela tinha caído no sono.

Meu sono não veio tão fácil, no entanto. Eu fique assistindo ela dormir, precisando me certificar que ela era de verdade e que estava respirando. Parecia tão certo tê-la no meu espaço, na minha cama, nos meus braços. E, quando ela se aconchegou um pouco mais, esfregando o rosto no meu pescoço em seu sono, eu me perguntei como no inferno eu tinha demorado tanto para tê-la aqui.

Eu sempre tive uma coisa por Della.

Como em “todo o momento desde que eu olhei para ela a primeira vez”.

No início era apenas como um pequeno peso em cima do meu coração quando eu via seu rosto na escola. Eu podia não saber o que ela estava passando naquela época, mas eu entendia que algo estava errado. O impulso de querer protegê-la veio não de uma forma gradual e lenta, mas duro e rápido em mim; eu simplesmente olhava para ela e sabia que ela era algo bonito, mesmo que um pouco quebrado, e que por isso deveria ser protegido das feiuras que o mundo tem para mostrar. Sua beleza era algo raro, mas fragilizada por todos os baques que tomou durante a vida.

Meus instintos foram o que me guiaram quando o assunto era Della. De forma muito confusa, devo admitir. Os impulsos iam de tentar ser gentil, repeitar o ritmo e a delicadeza com a qual ela deveria ser tratada; para os intensamente predatórios do tipo “ela é sua, pegue-a”. Mantive-me afastado por um bom tempo, pois, como a criança que eu era na época, eu não confiava em mim mesmo para saber equilibrar os dois extremos opostos de emoções que corriam por mim quando eu a via. E uma garota como ela não merecia um menino confuso em sua vida.

Não me leve a mal, amadurecer não tem a ver com completar anos. Mas, sim, eu era apenas um garoto com fortes instintos e emoções, que absolutamente não sabia o que fazer com elas. `

Sempre vi mais em Della do que sua beleza. Vi, inclusive, mais do que ela gostaria de demonstrar. Mas eu não sabia o que fazer com isso. Me doeu durante anos saber que ela carregava uma dor que eu não sabia como aliviar. Para muitos, se tornar um homem tinha a ver com assumir responsabilidades; para mim era mais que isso. Eu gostaria de me tornar um homem para garantir que aquela garota, que atormentou meus sonhos mais profundos desde a primeira vez que me olhou, tivesse a vida que ela merecia, não só de uma maneira material, mas com suporte emocional garantido. Mais do que qualquer coisa, ela era o que importava para mim e eu não queria fazer isso errado.

Esse se tornou o grande medo da minha existência: não ser o suficiente para Della. Minha alto-cobrança tornou-se tão extrema que me impediu de participar efetivamente da vida dela. Eu me tornei um expectador distante, aterrorizado pelo pensamento de fazer algo que me tirasse a possibilidade de um futuro com Della.

Eu achava que eu nunca poderia ser cuidadoso ou pronto o suficiente quando dizia respeito a ela.

Mas a vida me mostrou que, apesar dos anos, eu ainda era um menino confuso, sem saber o que fazer com as minhas emoções. E como um homem tolo, eu estive enganado durante anos, pensando estar tomando esse tempo para me preparar para dar o melhor a ela. A verdade crua é que eu teria me “preparado” para sempre sem nunca tomar uma atitude porque o que nos faz agir não é o tempo, mas as circunstâncias.

Não foi o meu pensamento desenvolvido durante um longo tempo que me fez aproximar de Della, mas toda a situação causada pelo meu irmão. Foi ver a forma descuidada com que ele desenrolou um relacionamento destrutivo com ela. Foi ver os lábios dele no lugar onde os meus sempre quiseram estar. Foi o sangue quente bombeando forte na minha veia, os pulsos cerrados de raiva e a mandíbula firmemente travada de maneira involuntária quando os via juntos.

Foi o simplesmente reagir quando eu sabia que ela precisava de mim, ao invés de tomar um tempo para considerar isso.

Eu era um garoto quando eu pensava em ser melhor para ela. Eu fui um homem quando eu me tornei o melhor para ela. Eu podia não ser perfeito então, mas eu entendi, com muita dificuldade, que perfeição era a porra de um conceito surreal que não importava, porque ela não queria ou precisava disso. Ela queria presença, aceitação, entendimento, amor e alguém que a segurasse de vez em quando. E eu tinha isso então.

Hoje eu vinha para ela com todas as minhas imperfeições expostas; ela as observaria e veria a beleza nelas.

Já era hora de ver-nos como um nós. Juntar todos os nossos cacos em uma bela obra de arte que misturaria as partes quebradas dela com as minhas, para contar uma nova história. Uma onde eu, finalmente, chamaria Della de minha.

Um passo de cada vez, começando por agora e continuando no para sempre.

Notas finais
Me contem o que acharam, ok? Obrigado por não desistirem de mim ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.