Teus Olhos Meus

24 XXIII — Não Conte Seus Planos, Mostre Os Seus Resultados.


Notas iniciais
Olá leitores, olha quem voltou - e como sempre atrasado -. Mas é aquele ditado né? Pelo menos voltei. Estou demasiadamente cansado dessa história e não tenho tido motivação nenhuma com ela, mas estou me esforçando o máximo porque sei que tem gente acompanhando então... Obrigado por seguirem firme. Espero ver vocês no próximo capítulo e deixem comentários avisando o que vocês tão achando da história. Pode parecer que não, maaaaas ajuda muito na hora da inspiração! Não deixem favoritar, recomendar pro papai, pra mamãe, pra titia, pro primo, pra empregada, pro patrão... É sério mesmo! Vocês não sabem como isso é importante para nós escritores e não custa nem dois minutos.

ANTÔNIO

Eu só queria entender porque diabos eu estava prestes a encontrar com meu ex-namorado na presença do meu atual. Bem, é isso que nós fazemos para não transpassarmos uma relação né? Ok, ah outras formas e uma delas é a confiança. Já que ela parece estar em falta, é melhor fazer isso porque até explicar que urubu não é meu loro... Muita carniça já fedeu.

No carro a caminho do outro lado da cidade, eu mal podia manter uma conversa com Marcos.

Talvez houvesse algum motivo para eu estar nervoso daquele jeito.

Partiram meu coração em dois e nunca mais ele foi o mesmo. A ferida foi funda de mais para eu simplesmente ignorar a cicatriz que insiste em doer cada vez que passo pelos mesmos lugares que frequentávamos juntos, quando como o que comíamos juntos, quando bebo o que bebíamos juntos, quando sinto o cheiro dele em outras pessoas, quando me lembro do gosto do seu beijo e, principalmente, quando estou em sua presença.

Ao estacionar o carro, peguei o celular com a mão trêmula e evidentemente suada e digitei uma mensagem para André.

“Estou aqui embaixo” disse.

“Suba!” Ordenou.

“Não estou com tempo, coloque a apresentação em um pendrive e me entrega.”

“Isto não vai rolar, preciso apresentar minhas ideias pra você.”

Antes que eu pudesse responder, fui questionado pelo meu aluno.

— O que está acontecendo pra você estar apreensivo desse jeito? — Marcos indagou.

— Ele — a voz falhou. — Ele quer que eu, a gente, suba.

— Ótimo — Retrucou seco, apesar de um leve sorriso estampado a face, retirando o cinto de segurança.

— Eu disse que ele quer que a gente suba, mas não disse que a gente vai. — Respondi o fitando pelos olhos.

— Como se isso fosse te dilacerar.

E vai, pensei.

— Já vi que não vou ter opção — fechei a cara.

Mandei uma mensagem perguntando o número do apartamento e, assim que passamos pela portaria fomos surpreendidos por André saindo do elevador.

— Vim te buscar — ele disse com um sorriso largo no rosto. — Ah, a gente já se conhece, não é mesmo?

— Sim. Tudo joia com você parça? — Marcos perguntou.

André não se deu o trabalho de responder.

Adentramos ao elevador. Só depois que estava dentro dele que pude perceber que era demasiadamente apertado. Eu conseguia sentir a respiração quente do meu ex-namorado passando pela minha orelha. Neste momento eu só pude clamar aos deuses para que Marcos não percebesse.

Dentro do apartamento, sentei-me de mãos dadas com meu amante e prestei atenção em cada detalhe da explicação de André. Debatemos algumas vezes.

Ele de libra e eu de leão. Ele paixão e eu razão. Ele um domingo chuvoso de outono e eu um sábado de domingo de verão.

Não há como nada que a gente faça junto da certo.

Ele e eu viemos a este planeta destinados a discordar.

Por quê diabos o contratei?” questionei-me.

— Não sei se gostei — não menti. — Terá que fazer a mesma apresentação lá na empresa.

— Me diz querido, o que preciso melhorar? — Indagou com uma acidez na voz.

— Faz alguns dias que tivemos a última reunião e, bem, eu esperava mais. Você teve tempo pra elaborar algo.

— Por que você não vira presidente da república pra poder falar isso, linda? — debochou.

— Já sou presidente de onde você tira o seu ganho a pão, fofo. Não obstante, por mais que eu seja o diretor da empresa, não cabe só há mim. Existem outras pessoas envolvidas nisso — expliquei. — Não quero me abster da opinião dos meus colegas de trabalho.

— Parece que já terminaram — disse Marcos.

— Sim! — Houve um uníssono.

— Claro — respondi com um sorriso, mesmo estando extremamente irritado com a presença de André.

— Vou leva-los até a saída.

— Não precisa — respondi. — Não pretendemos voltar.

Sem paciência para esperar o elevador, entrelacei meus dedos aos dos meus namorados e o guiei pelas escadas.

Como de costume, o silêncio havia se estabelecido.

Liguei o carro e a música continuou de onde havia parado.

I just wanted you to know: that baby, you're the best.”

Ao dar partida, senti a mão do marcos dançar sobre minha coxa direita. Ignorando os pensamentos que surgiam em minha mente abri um pequeno sorriso e o dei um olhar breve em agradecimento por estar do meu lado. Espero que ele tenha entendido. Preso em engarrafamento em pleno domingo. Ótimo. Isso é o que acontece quando você mora no bairro que tem um estádio.

— Havia me esquecido que hoje tem clássico — Marcos disse empolgado.

— Havia me esquecido que gosta de futebol.

— O cruzeiro é como uma segunda família pra mim.

— De onde surgiu todo esse fanatismo que eu nunca havia presenciado antes? — Questionei.

— Com todas as cobranças da faculdade meio que ficou difícil acompanhar tudo — ele vibrou. — Mas sou máfia azul até morrer — completou.

— Sério? Sério mesmo? — ri. — Não acredito que estou ouvindo isso.

— Ah, nem vem. Vai problematizar até isso? — Marcos sentou-se de lado e tirara a mão que estava repousada em mim. — O Futebol tirou muita gente do crime e continua tirando.

— Calma lá, o problema não é o esporte, contudo, essas mil e umas torcidas organizadas que existem por aí.

— Qual o problema delas, amor? — senti meu rosto arder ao ouvir ele me chamando assim.

Engoli a seco franzindo o cenho tentando achar a melhor forma de me expressar.

— É incontestável a paixão que os brasileiros sentem por futebol, certo? — Desviei o olhar para os olhos verdes do meu namorado para ver sua resposta, ao vê-lo afirmar com a cabeça voltei a atenção pro asfalto. — Não obstante, os problemas começam quando os fanáticos pelo time ficam cegos de paixão e ultrapassam os limites da legalidade fazendo as torcidas, que a priori tinham objetivo de transformar os jogos em verdadeiros espetáculos com cores, cantos e emoção, se tornarem quadrilhas.

— Você não pode generalizar também Antônio — respondeu seco.

Ouvi-lo me chamar pelo nome era estranho. Era como se estivesse com raiva.

— Quando generalizamos, damos voz ao nosso desconhecimento — ele completou me deixando apreensivo.

— Me diz uma torcida organizada de time de futebol da primeira divisão que não tem em um histórico de envolvimento com violência — debochei. — Fora as inúmeras mortes causadas por brigas entre torcidas.

— Ah, mas as coisas estão mudando... Os índices de ocorrências envolvendo torcidas estão cada vez menores. Principalmente em relação as torcidas do maior time mineiro.

— Mas ainda há, mesmo com as leis rigorosas que estão em vigor há quase uma década.

— Estamos quase lá — se expressou.

— Quase não é lá — retruquei.

— Quando foi que esqueci que namoro alguém quão suave a um coice de mula?

— Também não é assim.

— Não importa, te amo mesmo assim.

Se me faltasse melanina, neste exato momento, eu estaria completamente ruborizado.

Estávamos cantarolando Little Joy quando fui surpreendido com Marcos abaixando o volume do som.

— Se importa se eu fosse pra casa assistir o jogo? — Questionou.

— Claro que não. Fique à vontade — o dei um largo sorriso amarelo. — Somos namorados, isso não quer dizer que estamos acorrentados.

— Obrigado por entender — disse.

O ignorei.

— É bom que acabarei de resolver algumas coisas das próximas aulas.

— Estou louco para chegar ao capítulo sobre geometria dos cristas.

— Deveras fascinante — menti.

— Andei lendo sobre as pesquisas do René Just Haüy e isso me fez questionar se estou no curso certo porque as matérias de geologia me chamam muito mais a atenção.

— Engraçado isso — ri.

— Não entendi.

— Branco, hétero, mauricinho, camisa polo, top, sextou, pariu, foto com longneck na mão... Você é o típico aluno de engenharia — disse em um tom nada sutil.

— Melhor que ser um veado.

— Sou veado mesmo! Se tem uma coisa que eu amo, essa coisa é ser veado. Aliás, sou veadermo — gargalhei. — Graças a Santa Lana del Rey eu sou veado, já pensou eu ser hétero e sofrer de heterofobia e ter a masculinidade ferida?

— Não da pra brincar com você — parecia zangado.

Mas cê ta brava?

Cuidado pra não morder a língua e morrer envenenado.

— Se depois de todos os beijos que me deu, ainda está vivo... Não corro perigo nenhum.

— Vai-te a merda.

Incrível como o seu humor muda completamente na presença de alguém que você ama.

O deixei na porta da casa de seu primo e tomei meu caminho de volta pra casa.

Havia muitas coisas pra resolver.

[...]

É engraçado depois de todos esses anos chegar ao campus, dia após dia, e lembrar da sensação de quando pisei pela primeira vez na universidade onde estudei. Eu tremia tanto que mal conseguia me manter em pé. Até achar a minha sala, foi horrível, parece que dez minutos duraram séculos. O pior era ver os olhares dos veteranos concentrados em mim que andava pra lá e pra cá naquele mundo totalmente diferente.

Agora, vários anos depois fico, olhando os calouros e... IGUALZINHOS.

É sempre o mesmo olhar de medo, ansiedade.

Bem, tenho coisas pra fazer dentro da sala de aula. Chega de ficar dando risadas com os bichos.

Grandes decisões serão tomadas hoje.

— Bom dia! — Berrei.

Meia dúzia de alunos respondeu.

— Resolvi adiantar as coisas. Essa próxima fase será definitiva e os dois vencedores irão estagiar comigo.

— Se eu soubesse que esse era o prêmio, teria me esforçado mais. — Algum aluno disse abafado.

— Pra você restará colher o que plantou — respondi tirando os óculos escuros.

Enquanto meu computador acabava de ligar, dirigi-me a atenção aos outros preparativos pra prova.

— Quem recebeu o meu e-mail falando que estava na segunda fase venham até a frente, por favor.

E lá estavam eles.

Os sete alunos que até o momento mais demonstraram interesse e compromisso com o curso.

Quatro mulheres e três rapazes.

— Vou sortear duas equipes — expliquei. — Quero duas pessoas pra sortearem os nomes.

Késsia e Emília se pronunciaram.

Tiraram par-ou-ímpar três vezes para ver quem começaria. Quando Emília mostrou três dedos e Késsia apenas um, estendi o braço em sua direção com um saco verde de veludo. Quando a aluna introduziu a mão suada para pegar o papelzinho, não pude deixar de reparar o anel em seu dedo com o símbolo de uma das famílias mais tradicionais do nosso país.

O penúltimo nome a ser sorteado foi o de Marcos, que havia sido sorteado para o time de Késsia.

Coitado, ter que lidar com essa conservadora cristã cega por discursos de falsos profetas, pensei. Espero que isso não o faça perder a oportunidade desse estágio.

— Agora que já temos duas equipes, irei fazer duas perguntas para cada time.

— Temos uma cabeça a menos pra pensar — objetou Késsia.

— Está dizendo que vocês tem menos capacidade a que o outro time? Se for isso mesmo o que entendi já desclassifico todos de seu time, porque os medíocres não merecem estar aqui.

— Nós damos conta, Doutor — Marcos se opôs. — Só não precisa nos chamar de medíocres.

— Caro aluno, existe os ruins, os médios e os bons. Ser medíocre é estar sobre esta linha ténue. Por mais que alguns aqui desconheçam o potencial que tem, existem muitos aqui que sabem que estão abaixo da mediocridade — trocamos um olhar cerrado por alguns instantes.

— Existe alguma regra? — Questionou um aluno, Victor o seu nome, fazendo o clima voltar ao normal.

— A equipe deverá chegar à conclusão da resposta juntos. Se alguém da turma soprar, terá que fazer um relatório extra, caso não queira ter sua prova marcada e bem, terão 30min pra chegar a conclusão da resposta.

— Podemos começar?

— Sim! — todos responderam.

Fui para a mesa do professor e abri o documento onde estavam as perguntas.

— Só comecem a discutir a resposta depois que eu acabar de fazer a pergunta — reforcei. — Pergunta para o time da Késsia: No século XIX, um geólogo alemão criou uma escala para fazer uma relação entre o mineral mais x coisa e o mais y coisa. Podem me dizer quem foi este geólogo, pra que serve sua escala e nomear cada um dos minerais presente nesta escala? — assim que acabei de perguntar dei play em uma música.

We will, we will rock you! Sing it! We will, we will rock you!

— Professor, a música está nos atrapalhando. — Resmungou Késsia.

— Este é o objetivo — respondi. — Vocês têm mais 15 segundos.

— Pode responder? — A mesma questionou logo após de revirar-me os olhos.

— É o que eu espero.

— Então professor, o geólogo e, segundo o Marcos, também mineralogista...

— Discordam dele? — A interrompi.

O grupo se entreolhou.

— Não — ela mordeu o lábio. — O geólogo e mineralogista é o Friedrich Mohs, sua escala, a escala de Mohs, serve pra medir a dureza de um ou mais minerais. E é Talco, gesso, calcita, fluorita, apatita, feldspato, quartzo, topázio, coríndon e diamante.

Apenas completei.

— O feldspato poderia ser substituído por potássio e o coríndon é o mineral de onde vem o rubi e a safira — me referi a turma que estava mais atentos a que eu esperava.

— Acertamos? — perguntou Marcos.

— Sim... — disse sem entusiasmo. — Agora é pro outro time: Observar a cor e o brilho de uma rocha já pode te dar ótimas informações sobre a sua identidade, ao mesmo tempo em que pode ser extremamente enganosas. Por quê? Quero também que me digam os tipos de brilho que existem para a mineralogia.

Não hesitei em religar a música, mas isso não parecia intimidar a equipe.

Antes que o tempo terminasse, responderam.

— A observação é importante porque tem minerais que apresentam coloração específica. Um exemplo é o ferro e a colorização alaranjada ou até mesmo avermelhada, mas nem sempre é confiável porque alguns minerais podem apresentar mais de uma cor como é o caso do quartzo.

— Excelente resposta — disse sem demonstrar empolgação. — Mas e os tipos de brilho?

— Opaco, metálico e vítreo.

— E alguém sabe me dizer a diferença entre os três?

Marcos levantou a mão e o passando a palavra, ele explicou corretamente.

— Isso não te dará vantagens na competição, mas seus colegas de turma serão gratos por você ter contribuído com o aprendizado — caçoei.

Olhei para o relógio.

Precisava acelerar.

— Time da Késsia, o que determina o tamanho de um cristal?

— O tempo que ele demora pra esfriar depois que ele entra no estado de solidificação.

­— Emília, o que são minerais de ganga e canga?

Agora eu quero ver, arrazoei.

— Canga são minerais que estão juntos da rocha, mas por não terem valor econômico vão para o rejeito depois de beneficiado e ganga os minerais que recobrem os depósitos minerais formados pela oxidação?

— Está me perguntando se é isso?

— Não, está é a nossa resposta — a menina disse convicta.

— Está errada. Isto é questão de prova gente, não vão dar essa lerdeza, hein? Vai ser ponto de graça — fiz uma anotação em minha agenda. — Vamos ter que eliminar alguém deste time. Acho injusto eu escolher, podem dizer que é questão de favoritismo, então o time chegará a conclusão de quem eliminar em 1 minuto.

Depois de escutar o tom das vozes se adulterarem por várias vezes, elegeram um e, confesso que fiquei triste com a escolha.

— A próxima fase é a última em equipe, mesmo que a eliminação seja individual, poderão utilizar da ajuda dos companheiros do grupo. Tenho aqui várias amostras de rochas, cada um escolherá três. Uma metamórfica, uma sedimentar e por último, uma ígnea. Me dirão qual é qual e uma caracteriza que os fizeram ter certeza que ela pertence a determinado grupo.

Receosos, os seis fizeram a prova à base de resmungos. Isso só me fizera perceber o quão não estavam adeptos a trabalhar em grupo.

E no final, mais três foram eliminados.

Restou apenas Emília, Victor e... Marcos.

— Parabéns aos três por terem chegado até aqui. Suponham que estejam contentes em relação a isso.

— Muito — exortou Victor.

— O que faremos agora? — perguntou a aluna impaciente.

— Vocês terão dez minutos pra ler um texto científico. Cada um dos textos trata de um assunto relacionado a mineração: recuperação de área desmatada, reaproveitamento de águas nas UTM e utilização de mercúrio nas mineradoras de ouro — dei um gole no meu café. — Pedi a Alexandra, a reitora do departamento de ciências da terra, para lê-los e dar a opinião sobre. Ambos que se aproximarem mais da explicação de Alexandra, está contratado.

— Isso não parece justo — resmungou a moça. — É algo subjetivo.

— Não, é algo técnico — Victor a retrucou.

— Se não quiser fazer, já teremos os dois vencedores — coloquei três folhas de cabeça pra baixo sob a mesa. — Peguem e boa sorte.

Enquanto o tempo da prova corria, eu só conseguia pensar em como eu havia me sentido quebrado, desesperado e emocionalmente vazio no dia interior enquanto estive na presença de André.

Vampiros existem.

Conquanto, não sugam sangue e sim sua energia.

Talvez ainda não seja tarde demais para manda-lo embora alegando que não agradei de seu serviço durante o período de experiência.

É incrível como mesmo depois de uma década a ferida que ele criou em mim continua a doer.

Fui retirado daquela introspecção quando o despertador tocou.

— Mãos para cima, o tempo de vocês terminou.

— Merda — Marcos lamentou-se.

Demorei alguns minutos para ler e comparar as respostas.

Retirei da mochila dois portas joias. Os abri e mostrei pra turma.

— Aqui há dois pingentes de âmbar com um inseto dentro. Serão dadas aos dois merecedores.

Fiz uma pausa dramática.

Olhei para os alunos eliminados, mas logo em seguida voltei a atenção para os dois vencedores.

— Parabéns Emília e Marcos — bradei.

— Ótimo! — caçoou. — A patricinha rica cheia de white problems e o mauricinho que todos sabem que come o professor. — Um aluno disse para todos ouvirem.

Deixei os pingentes cair, incrédulo.

É, declaro que a minha reputação não existirá mais depois de hoje.

— Viva a meritocracia — disseram fazendo meu olho arder na tentativa de evitar as lágrimas.

Notas finais
PERDOEM A FALTA DE CRIATIVIDADE E NÃO DESISTAM DE MIM. Comentar em uma fic é mostrar para o autor o quanto você respeita e gosta da historia. Não custa nada e não demora dois minutos, então por que não comentar? Com certeza todos que leêm essa nota já escreveram algo e viram como é ruim escrever para as paredes. Muitos desistem, outros desanimam. Então faça uma forcinha, nem que seja para dizer que amou ou odiou. Com toda certeza o autor se sentira melhor.