Teus Olhos Meus

8 VII — Não Precisa de Búzios Para Saber Que Isso É Mentira.


Notas iniciais
Olá leitores, olha quem voltou! Então, aqui estou eu pra postar mais um capítulo e SIM, é mais um daqueles capítulos chatíssimos que existem só pra não gastar todas as ideias boas de uma vez e ah, acho que esse é o capítulos mais curto postado até agora. O fiz pequeno de proposito, mas tentei deixar agradável e valer a pena, então... Espero que gostem. E ah, dia (02/11) é feriado e isso significa que segunda tem capítulo novo. Tem uma surpresa pra vocês neste capítulo!!! Acho que vão gostar. Vai ser bom pra vermos que toda moeda tem duas faces e mesmo conhecendo as duas não temos o direito de julgá-las. Bem, no mais é isso. Não deixem de comentar, favoritar, recomendar pro papai, pra mamãe, pra titia, pro primo, pra empregada, pro patrão... É sério mesmo! Vocês não sabem como isso é importante para nós escritores e não custa nem dois minutos.

ANTÔNIO

Tadinho de Marcos. Vem se dedicando tanto que acabara ficando cansado a ponto de cochilar na beira da escada e sair rolando até o andar inferior.

O pobrezinho, aparentemente, havia deslocado o tornozelo e por isso estou o ajudando a andar.

Ok.

Tudo bem!

Estou feliz com a situação, pois ele está com o corpo bem junto ao meu e... ah! Que corpo.

Pera.

Que merda estou falando?

Ele é seu aluno Antônio!

Bem, como eu havia pedido para a Reitora continuar com os alunos, resolvi ir com Marcos até o local de encontro, já que o cabeça dura batera o pé inúmeras vezes alegando que não queria ir ao hospital.

No meio do caminho, fomos surpreendidos com uma voz infelizmente conhecida.

— Que merda é essa que está acontecendo aqui? — A voz de Caio ecoou pelo corredor.

— Deixa de nóia moleque. — Marcos respondeu.

— Por que diabos você está agarrado em um macho? — Caio parecia ter nojo da minha pessoa, já que não se referia a mim como sujeito.

Mas não estou nem aí.

Me intrometi no assunto dos dois, mesmo.

— Seu primo se machucou e ao contrário do que você deve estar pensando, só estou lhe ajudando a apoiar.

— E no que eu estou pensando, caro professor?

— Como você mesmo disse: que estamos nos agarrando. — Debochei.

— Tem como pensar outro coisa? — Ele respirou fundo. — Primeiro descubro que meu primo está se prostituindo e agora... Isso?! — Ele estava cada vez mais nervoso.

Prostituindo? — Marcos e eu o questionamos em uníssono.

— Prostituindo!

Marcos se acabou de rir.

— De onde você tirou essa ideia, mano?

— Uai, pô! Você está estranho, vive cansado, não me conta mais nada, não sai mais comigo durante a semana pra tomar uma... — Caio se explicou. Ou pelo menos tentou.

— Já passou na sua cabeça que talvez eu só esteja exausto porque ao contrário de certas pessoas não tenho pais que me adulam e que tenho que me virar do avesso caso queira conquistar as coisas que almejo? — A voz de Marcos estava trêmula.

— Você está me chamando de mimado? — Caio cerrou os dentes.

— Se você interpretou assim, ótimo. — Marcos cruzou os braços.

Eu pude sentir que aquilo estava prestes a acontecer.

E então, atirei meu corpo na frente do meu aluno favorito e segurei o punho de seu primo quando ele tentou atingir Marcos com um murro.

— Caí fora daqui. — Ordenei com a voz calma. — É melhor você esperar no ônibus.

Se ele fosse capaz de soltar raios pelos olhos, com toda certeza do mundo eu estaria como aquele viral da internet onde o moço coloca a mão nas uvas e leva um baita de um choque.

Sim.

Por um instante eu senti medo daquele olhos.

— Marcos, me desculpa... — A voz do rapaz chegou a falhar e ele seguiu seu caminho dando passos rápidos e pesados.

Me voltei para meu aluno que neste momento estava sentado no chão.

— Está tudo bem?

— O que você acha? — Ele respondeu.

— Corte rápido. Tramontina! — Enfiei as mãos nos bolos traseiros. Não tive outra reação.

— Não foi minha intenção. — Ele se explicou.

— Entendi. — Não quis render assunto. — Vamos?

Ele se esforçou para levantar, mas fora em vão, pois logo soltara um gemido de dor.

Por reflexo passei as duas mãos por baixo de seus braços o ajudando a se erguer.

— Deixe me ver isso aqui?

Ele me fitou pelos olhos sem entender, mas logo esticara a perna e pude ver seu tornozelo.

— Nossa Senhora dos Minerais. — Disse aflito.

— O que foi? — Ele regalou os olhos enquanto limpava o suor que escorria em sua testa.

— Está inchado. Você não vai ter opção, terei de te levar ao hospital.

— Espera pelo menos a visita acabar. — Ele implorou.

— Pra esse treco piorar e você ficar perneta? NO WAY. — Pausei a fala tirando o celular do bolso para lugar para a Reitora. — Além do mais, não vou tirar seus pontos no relatório por isso. — Sussurrei.

“Alô?”

“Antônio? Pode falar.”

“Você não sabe o que aconteceu, mulher!”

Ela sussurrou algo que eu não entendi, e pra ser sincero, acho que foi bem melhor eu não ter entendido.

“O quê?”

“Nada, deixa pra lá. Por que você me ligou, aconteceu algo?”

“Na verdade aconteceu sim. O tornozelo de Marcos está inchado e estou o levando para o hospital agora antes que isso piore.”

Por um segundo achei que a ligação havia caído, pois fiquei alguns segundos sem resposta.

“Ah, claro. É melhor mesmo.”

“Você não se importa de acompanhar a turma né?”

“Claro que não, tolinho. Vim aqui para lhe auxiliar mesmo.”

“Muito obrigado Alexandra. SÉRIO. Não sei nem como te recompensar.”

“Vai lá, antes que o menino perca a perna. Tchau!”

Não entendi essa pressa pra desligar o celular, mas ok, bola pra frente.

Voltei a minha atenção para Marcos.

Ele me abriu um sorriso agradecido, mas logo ele sumira por causa da dor.

— Professor?

— Sim.

— Se você fosse uma mulher, com certeza seria a dos meus sonhos. — Ele me deu outro sorriso.

— Por que me diz isso?

— Desde que te conheci, você vem mudando o tom da minha vida e cuidando de mim.

Que papo é esse?

O que você está fazendo comigo?

Um jogo, garoto?

Eu não aceito ele fazer isso comigo.

— Ah, só estou sendo generoso.

— Só? Se o mundo tivesse um terço da sua generosidade, muita coisa seria melhor.

— Não fala assim.

— Por quê?

— Você não me conhece bem para afirmar essas coisas.

— Posso não conhecer bem, mas, porra, o que você tem demonstrado ser me faz ter uma ótima concepção.

— Se você está dizendo Marcos, quem sou eu pra contestar.

— Eu adoraria te ter de mulherzinha.

— Seu tornozelo está doendo tanto assim pra alterar sua sanidade mental?

— Ok, se não quer acreditar em mim, não acredite.

Eu ri franzino o cenho fazendo mil especulações sobre o porquê daquele assunto.

— Eu só acho que você estaria perdendo um ótimo noivo.

— Ah é? Não consigo perceber nada de mais. — Menti.

— Vamos ali no banheiro que mostro o que você está perdendo. — Ele riu.

— É, definitivamente esse tornozelo está fazendo mal.

O silêncio tomou conta do ambiente.

Neste momento eu não fazia nada além de torcer para que ele não conseguisse perceber minhas palpitações e a respiração acelerada.

— Vamos?

Ele assentiu com a cabeça e eu passei seu braço por cima da minha nunca o ajudando a apoiar, e então ele passou a mão por minha cintura e tomamos o caminho da saída.

Demos alguns passos e fui surpreendido.

Marcos desceu a mão e me apalpou na bunda.

— Tem certeza que não quer ir ao banheiro? — Ele riu.

Notas finais
Olá leitores! Se divertiram? I hope so! Então, vocês já sabem o que fazer... caso não saibam: COMENTEM, FAVORITEM, POSTEM NO TWITTER, MANDE PELO WHATSAPP PRAS MIGA, PRAS MANA, PRAS FIEL E PRAS AMANTE. Beijinhos e não se esqueçam que (02/11) tem capítulo novo.