Capítulo quatro

Ino Namikaze nunca foi uma pessoa muito flexível. Sempre foi briguenta, mandona e respondona. Lembrava-se muito bem de que os meninos morriam de medo dela no Jardim de Infância, faziam tudo o que ela mandava e davam-lhe qualquer coisa que pedisse. Ela sempre foi a Rainha da Cocada Preta, sempre. Além de ser bonita o bastante para fazer os homens caírem aos seus pés, Ino era dona de uma personalidade inabalável.

Ou ao menos era isso o que os outros pensavam. Até mesmo o que ela pensava.

Dessa vez havia chegado ao seu limite. Sentia-se um verdadeiro caco, por dentro e por fora. Estava cansada de fingir uma felicidade que não sentia, cansada de esconder o rosto em uma máscara. Simplesmente estava cansada — de tudo e de todos.

Abraçou as próprias pernas e enterrou a cabeça entre os joelhos, mordeu o lábio inferior e segurou o próprio choro. Foram praticamente dois anos despejando sua tristeza em noitadas e encontros aos finais de semana com garotos bonitos. Dois anos tentando superar e de nada adiantou. Por mais que tivesse saído com Sai, com Deidara ou com o escambal, sua paixão por Sasuke continuava ali, intacta e escondida no canto mais profundo de seu coração.

Apesar de estar triste, havia ali no interior de seu coração uma raiva tão grande que, se por acaso se descontrolasse, faria questão de acabar com aquela festinha ridícula e enfiar suas unhas bem feitas na cara da traíra da Sakura. Seria algo pelo qual não se arrependeria. Muito pelo contrário, teria prazer em fazê-lo. Estava prestes a se levantar e bolar um plano sobre como acabaria com a raça daquela vagabunda quando escutou a portar ser escancarada e passos ecoarem pelo banheiro. Em questão de segundos o box do banheiro foi aberto com tudo revelando suas amigas, que se encontravam totalmente soadas e ofegantes.

– Olá, meninas. — abriu um sorriso forçado. Tão forçado que pela cara que as duas fizeram teve a plena certeza de que, em vez de uma cara feliz, o máximo que tinha conseguido foi uma careta estranha.

As duas sentaram cada uma de um lado. Tenten segurou sua mão e Hinata a abraçou. Nesse momento não conseguiu suportar. Foi a mesma coisa de estar na ponta de um penhasco sendo sacudida de um lado a outro pela força do vento até, por fim, cair. Desabar com tudo no nada. Ino desabou. Desatou a chorar como nunca havia chorado em sua vida.

Por mais que estivesse com as amigas ao seu lado, nunca havia se sentido tão sozinha como naquele momento.

– Shhhi. – apesar de ser um barulho ridículo, era consolador. Estranho e bom. — Vai ficar tudo bem, Porquinha. — Hinata sussurrou carinhosamente. De repente lembrou-se de quando eram crianças. Ela, Hinata, Tenten e Sakura brincavam no quintal de sua casa em uma árvore. Quem chegasse ao topo ganhava a brincadeira. E ela subiu, subiu e subiu até que pisou em um galho quebrado e caiu de lá. Quebrou o braço e a dor foi tão horrível que era impossível de se esquecer. Foi levada para o hospital e, no carro, enquanto chorava, Tenten segurava sua mão da mesma forma que segurava agora; Hinata acariciava seu cabelo e Sakura não soltou o abraço durante todo o trajeto, sempre sussurrando: Vai ficar tudo bem.

A lembrança não colaborou com nada.

– Ela é uma vaca. — disse entre os soluços. — Uma vaca traíra e sem coração.

– Nós sabemos. — Tenten disse enquanto limpava as lagrimas da amiga com a parte de trás da mão.

– Eu pensei que ela não fosse capaz de, sabe, fazer isso comigo. Pelo ou menos não depois de tudo que passamos juntas. Pensei que ela fosse melhor que isso.

Os olhos de Hinata se entristeceram e Tenten olhou pesarosa para o teto.

– As pessoas mudam com o tempo, às vezes pra melhor, às vezes pra pior. — Ten soltou um suspiro cansado, soltou a mão da amiga e se levantou com dificuldade. — Agora, pelo amor de Deus, levanta desse chão e passa um pó nessa sua cara de porca. Não fique assim por causa desses dois. Você é a musa dessa festa. Vai lá e arrasa. Lide com o problema.

Ino soltou uma gargalhada engasgada e Hinata mordeu as bochechas segurando o riso. Era engraçado ver Tenten imitando-a, dando-lhe conselhos inconvenientes. E por mais que o 'conselho' da amiga tenha sido totalmente idiota, era o melhor a se fazer. Mesmo que quisesse estragar o rostinho perfeito da ex-amiga que provavelmente estava aos amasso com Sasuke, fingir não se importar era melhor do que ir lá, armar um barraco e estragar a festa do primo. Suspirou e abriu um sorriso, desta vez verdadeiro.

– Saiba que esse o estilo conselheira-festeira não faz o seu tipo. — Esticou a mão para a Mitsashi, que a pegou e a puxou, levantando a loira.

– Eu sei. Falei isso só por que eu não sabia o que dizer, mas pelo visto deu certo. — deu de ombros.

Hinata se levantou e todas as três caminharam para fora do box. Em questão de segundos estavam com a maquiagem retocada e os vestidos no lugar, preparadas para o que estivesse por vir — exceto a Hyuuga e Tenten, que estavam com os pés livres do salto. A Mitsashi deu graças a Deus por finalmente ter se livrado dos saltos, mas lamentou baixinho por ter que coloca-los quando voltassem à mesa. Argh. Provavelmente no dia seguinte sequer conseguiria andar de tanta dor nas pernas.

– Pelo amor, para de fazer essa cara esquisita, já tá me dando nos nervos. — Ino revirou os olhos enquanto guardava o batom na bolsa.

– Você tá muito animadinha pra quem acabou de ver o cara que gosta dançando coladinho com a ex melhor amiga. — Tenten revidou arqueando a sobrancelha e a loira quase jogou a bolsa em sua cara.

– Aff, será que vocês duas não sossegam? — Hinata interviu na discussão soltando um suspiro cansado. A Hyuuga pensou que as duas pareciam Najas, sempre espirrando veneno na cara da outra. Uma garota ruiva adentrou o banheiro e correu para dentro de um dos boxs. Tudo o que escutaram foi o barulho do vômito. Argh. A morena sentiu um arrepio na coluna e olhou para as duas amigas que carregavam uma expressão de nojo. — Vamos voltar para o hall antes que eu mude de ideia sobre ficar nessa festa.

Nem esperou as duas concordar. Apenas se virou e saiu do banheiro sendo acompanhada por Ino e Tenten.

✖

Em todo o decorrer de sua vida, Neji nunca havia se sentido muito bem em festas, qualquer que fosse elas. Não gostava nem mesmo de ir aos churrascos feitos por seus amigos da faculdade. Só ia por pura e espontânea pressão. Nunca conseguia convencer a tia de deixá-lo ficar em casa. Ainda se perguntava como que a prima aguentou Suzuki durante toda sua vida.

Mas, especialmente naquela noite, quando Suzuki o mandou levar Hinata e as amigas à festa de boas vindas, nem mesmo debateu com a tia. Não poderia recusar o pedido, afinal, olhar para Tenten por uma noite inteira era algo pelo qual não estava disposto a abrir mão.

Tenten era uma beldade impossível de se desviar os olhos. Ao contrário de todas as amigas de Hinata, a Mitsashi tinha algo a mais. Mesmo que possuísse uma baixa estatura, carregava em seus olhos um olhar decidido; não via nela uma garota de dezesseis anos, e sim uma mulher madura. Gostava disso.

E claro, havia ainda as outras coisas que lhe chamavam atenção. A cintura fina e acentuada no vestido vermelho, os saltos deixavam suas pernas malhadas ainda mais torneadas e os cabelos castanhos caiam feito uma cascata até a altura dos ombros; a pele bronzeada e os olhos escuros acentuados pela maquiagem. A boca vermelha e carnuda. Poderia passar dias olhando para ela sem se cansar.

Tenten tentava cuidar inutilmente da amiga bêbada dando tapinhas nas costas dela e gritando por cima da música alta que ecoava por toda a boate. Ino, apesar de ter uma beleza extraordinária, se encontrava em um estado deplorável. Bêbada, o rosto inchado de tanto chorar e o cabelo desgrenhado. Virava uma dose atrás da outra sem se preocupar com as consequências que sofreria no dia seguinte. A maquiagem estava toda borrada, principalmente ao redor dos olhos. Ela parecia não se importar, aliás, realmente estava pouco se lixando para o que os outros iriam pensar. Ignorava os gritos de Tenten como se ela não estivesse ali, o que causou revolta na morena.

Neji bebericou a cerveja que estava em sua mão e olhou de esguelha para a Mitsashi, que desistiu da amiga e já caminhava em sua direção. Ela desabou na cadeira ao lado e ele olhou para a multidão que dançava como se não houvesse amanhã. Por estarem próximos à Ino, que estava com os cotovelos apoiados na mesa, ainda conseguiam ouvir os berros dela seguidos de choro. Tenten fez uma careta de desgosto, tirou a latinha das mãos do Hyuuga e virou o que restou do líquido de uma vez.

– Uou, vai com calma. — falou, não gritando, mas alto o bastante para que ela pudesse escutar.

– Calma? Minha paciência está no limite. — respondeu no mesmo tom e devolveu a latinha vazia. Neji a pegou e aproximou sua cadeira da dela.

– O que aconteceu?

– Eu tive a brilhante ideia de falar para Ino voltar para cá e lidar com os próprios problemas. Só não pensei que ela iria lidar com tudo o que tá acontecendo bebendo até o fígado dela apodrecer. Se a coisa continuar do jeito que tá é bem capaz de ela entrar em um coma alcoólico daqui algumas horas. — O moreno soltou uma gargalhada e Ten apenas deu de ombros abrindo um sorriso pequeno. — Tem mais disso ai? — apontou para a latinha que ainda estava na mão do Hyuuga.

– Hm, tem. — colocou a latinha no chão do lado oposto à morena e rapidamente pegou outras duas latinhas que estavam encostadas ao pé da cadeira. Entregou uma para Tenten e ela o olhou sem entender. — Coloquei aqui pra não correr o risco dessa maluca beber tudo. — apontou com o queixo para Ino e riram.

O DJ mudou a música e a multidão começou a gritar. Não era lá um especialista em música eletrônica, mas até que havia gostado dessa. A batida era agradável. A iluminação começou a piscar no ritmo da musica e de um dos aparelhos começou a sair fumaça artificial.

Apesar do barulho da festa, um silencio incomodante se instalou entre os dois. Vez ou outra, enquanto bebiam a cerveja, trocavam olhares acidentais e encostavam uma perna na outra. Nessas ocasiões abriam sorrisos constrangidos para o outro, mas logo desviavam o olhar.

– Onde está Hinata? — perguntou.

– Um tal de Chouji chamou ela pra dançar. Ela ia recusar, mas ele parecia tão triste com algo que ela acabou não conseguindo dizer não.

E mais silencio entre eles.

– Acho que vou pegar mais cerveja. — se levantou e ele levantou junto. — Ah, não precisa vir e, de qualquer forma, alguém precisa ficar com a loira aguada.

Os dois olharam na direção de Ino. Ela dormia profundamente, a cabeça jogada em cima da mesa, o cabelo armado, a boca escancarada e a baba escorrendo. Tenten nunca havia imaginado que estaria viva para ver uma cena daquela. Neji se encurvou e soltou uma gargalhada escandalosa. Tenten o acompanhou. Minutos depois os dois estavam quase rolando no chão de tanto rir.

– Isso foi inédito. — a morena falou alto, limpando uma lágrima que teimava em escorrer.

– Com toda certeza. — e os olhares se encontraram.

O constrangimento apareceu novamente, tirando toda a graça da coisa. O Hyuuga pigarreou e ajeitou a postura.

– Bom, eu insisto em te acompanhar até o bar. — antes que pudesse responder ele ofereceu seu braço. Seu belo e musculoso braço. Ten engoliu o seco. Provavelmente tudo isso era pra evitar com que ela não caísse e quebrasse a cara no chão por conta do salto. Acabou aceitando e os dois atravessaram a pista em direção ao bar.

O barman estava atendendo um garoto que deveria ter, no máximo, uns dezoito anos. Provavelmente era o mais velho ali, além de Neji. Tenten pensou em como o pai de Shikamaru deveria ser um cara legal, afinal, ele deveria estar perdendo bastante dinheiro emprestando a boate para o filho em pleno o final de semana. Talvez não fizesse tanta diferença, uma vez que a família Nara é podre de rica.

Ao barman veio em sua direção ao terminar de atender o garoto. Pediu duas latinhas de cerveja e em pouco tempo elas já estavam a sua frente.

Pegou as latinhas e, quando se virou, quase que bateu com o nariz no peitoral de Neji — pra variar. Levantou o rosto para soltar um 'desculpa' alto e claro para que ele pudesse escutá-la, mas quando seus olhos se encontraram a única coisa que saiu de sua boca foi um som estranho e engasgado.

Mesmo que tenha sido sem querer — completamente sem querer — seus corpos estavam quase que colados. A única coisa que impedia com que se encostassem eram as cervejas que segurava contra o peito. Podia sentir o calor emanar do corpo do Hyuuga e, por alguns segundos, se perdeu nos olhos perolados. Neji começou a aproximar seu rosto, até que ela soltou:

– Comprei as cervejas.

Era um hábito que não podia largar. Sabe, o hábito de estragar tudo falando coisas idiotas.

– Esqueça a cerveja.

– Mas– antes que pudesse terminar de falar, ele retirou as duas latas das mãos dela e as jogou para longe. Provavelmente devem ter acertado alguém, mas o Hyuuga parecia pouco preocupado com isso.

– Esquece essa droga de cerveja. — Apesar da música alta ela ainda pôde escutar a voz rouca e sussurrada. As mãos dele deslizaram até sua cintura puxando-a para mais perto, dessa vez colando seus corpos por completo.

Não pensaram duas vezes antes de selarem os lábios. Um beijo quente e bom.

✖

Não havia nem se passado três horas desde o inicio da festa e quase todos os seres vivos existente naquela boate estavam bêbados. Se não havia alguém literalmente bêbado, a pessoa estava, no mínimo, alterada pelo álcool. Hinata já sentia seus ouvidos zumbirem e a cabeça doendo. Já havia bebido outras vezes, mas não era frequente e, por isso, com pouca bebida já podia sentir o efeito do álcool lhe subir à cabeça.

O ambiente estava muito abafado e por mais que seu vestido fosse curto o bastante para ao menos sentir o mínimo de ventilação, não fôra o suficiente. Pensou que mesmo se estivesse completamente nua provavelmente ainda teria suor escorrendo por todo o seu corpo.

Enquanto fazia apenas leves movimentos com o quadril — mal podia sentir sua panturrilha por conta do salto -, Chouji dançava com toda sua energia. Estava todo desengonçado e Hinata se controlava para não rir na cara dele por conta de seus movimentos engraçados.

Estava exausta e por mais que estivesse na provável 'melhor festa do ano' só pensava em como seria bom estar em casa dormindo. Nada de bom havia acontecido ali. Foi para a boate contra a sua vontade, sua amiga estava sofrendo por causa de um playboy ridículo e a única coisa decente que fizera durante a festa foi dançar com Chouji. Sequer havia conversado com Naruto e estava ficando frustrada por causa disso.

A música havia terminado (finalmente!) e o DJ começou a tocar uma versão remixada de Do You Love Me. Estava prestes a se despedir do amigo, quando ele lhe interrompeu.

– Vamos dançar só mais essa música, Hina. Prometo que essa é a última.

Pensou em dizer que ele tinha lhe prometido que seria a ultima dança nas três ultimas músicas que o DJ havia tocado, mas preferiu permanecer em silêncio. Apenas forçou um sorriso e tentou dizer a si mesma que estava tudo ótimo e que realmente seria a ultima dança. Não estava muito convencida de que poderia cair fora depois de Do You Love Me, mas era melhor aguentar o tranco do que magoar o amigo.

O que aconteceu logo em seguida foi muito rápido. De repente o som havia parado e as pessoas se jogaram no chão. E então barulhos tão altos como os de fogos de artifícios.

Jovens corriam, gritavam, se jogavam no chão ou de baixo de alguma mesa próxima. Hinata ficou sem ação por um tempo, até que se deu conta do que estava acontecendo ali. Uma única palavra ecoou em sua mente.

Tiroteio.

Sua primeira reação foi quase entrar em pânico, mas se conteve. Chouji já estava jogado no chão,as mãos na cabeça e o olhar assustado. Um cara esbarrou no ombro de Hinata e quase a derrubou no chão. Foi ai que se deu conta de que deveria correr e se esconder em algum lugar.

Antes de correr, tudo o que pôde vislumbrar rapidamente foi a porta da boate ser escancarada por dois caras vestidos de preto e mascarados. Ao fundo estava o segurança que fora pedir a permissão para a entrada de Neji. Ele carregava em seu rosto uma careta de dor e segurava o braço. O que mais chamava atenção era a grande mancha vermelha contrastando com a blusa branca. Sangue.

Não soube como, mas suas pernas criaram uma força sobrenatural. Correu para longe da pista o mais rápido que pôde sentindo a vontade de sobreviver falar mais alto. Abriu uma porta qualquer e entrou ali sem pensar. Estava ofegando, o suor escorrendo pela texta e, quando a adrenalina abaixou, pôde então sentir uma pontada de dor nas canelas. Retirou os saltos e os jogou longe para qualquer lugar.

A única iluminação ali era a luz da lua que entrava no ressinto por uma pequena janela alta. Calculou rapidamente se poderia passar por ali e concluiu que poderia. Talvez demorasse um tempo, mas não era impossível.

Foi ai que aconteceu. Algo segurou seu braço com força e a jogou contra uma prateleira cheia de caixas de papelão. O barulho foi agonizante. Tilintar de garrafas de bebidas batendo uma contra a outra. Aquele era o armazém da boate. Sentiu-se zonza por um tempo. Antes que pudesse gritar, uma mão tapou sua boca.

– Shiu. Fique quietinha. — a voz era rouca e sussurrada. Quase assustadora.

Notas finais
Olá incríveis, tudo bom com vocês? Perdoem a demora para atualizar, mas é que o final de ano ta super corrido - como sempre - e tive uns surtos de falta de criatividade. Enfim, eu sou enrolada mesmo para postar, mas isso não quer dizer que eu vou abandonar vocês kkkkk de qualquer forma, espero que tenham gostado desse capítulo. Com as férias e com o grande Nada para fazer é bem possível que eu consiga postar com mais frequência. Espero que tenham gostado. Por favor, comentem, deixem sua opinião, críticas construtivas. Não sou daquelas escritoras chatas que fica de mimimi por receber crítica, recebo todas com carinho, viu? Quero agradecer a todos que comentaram. Saibam que realmente estimula a nós, escritores. Muito obrigada mesmo. É isso pessoal, beijos e até o próximo capítulo!