Teste de coragem - Kacchaco
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Em uma certa noite o colégio da U.A resolvera fazer um teste de coragem para os seus alunos que aconteceria numa caverna próxima a área do acampamento das Pussycats como um meio de treino e diversão ao mesmo tempo. Após todos saírem do ônibus, os alunos começam a procurar suas duplas, porém, Shota os interrompe:
— O teste de coragem será feito de forma sortida. Quando vocês forem trabalhar nos estágios, terão que conviver com diferentes heróis e colegas cujo não estão adaptados e é por isso que irei escolher através de um sorteio.
A turma do primeiro ano resmunga decepcionados por não poderem formar o par com os colegas de costume e Eraser Head prossegue:
— Coloquem os seus nomes nestes papéis.
As folhas são distribuídas e depois que todos colocam-nas de volta a caixinha que estavam, Eraser fala:
— Vamos relembrar as regras. Dois alunos irão entrar e completar o desafio até o final que será: Enfrentar os seus medos. Numa luta é preciso coragem, força e determinação para encarar o inimigo de frente. Agora sem mais enrolação, Yaoyorozu, você começa.
A morena tira uma folha da caixinha e desdobrando-a diz:
— Mina Ashido.
— Yeah! Fiquei com a representante. — A rosada diz erguendo um punho em pose de vitória.
Elas seguem para a caverna e depois de meia hora voltam para a entrada, Mina ria da morena enquanto Momo estava cobrindo o rosto com as mãos. Ashido havia assustado a Yaoyorozu no final da caverna fazendo com que os morcegos saíssem do teto e voassem. Cujo o resultado fora um dos animais pousar nos cabelos da Momo deixando a morena apavorada, sem contar que Mina se assustou ao ouvir um som estranho vindo de uma das passagens que se dividiam.
Após sortearem novamente, Yaoyorozu tira duas folhas anunciando a próxima dupla:
— Uraraka Ochaco e Bakugou Katsuki.
A turma arregala os olhos surpresos e Mina diz:
— Boa sorte amiga, vai precisar.
— Ochaco-chan nos vemos no seu velório, foi bom ter te conhecido, sentirei saudades, kero. — Tsuyu fala.
— Menos garotas, eu posso sobreviver ao senhor explosivo ali. — Ochaco fala apontando o dedo indicador para Katsuki.
As meninas se entreolham e Mina diz a castanha:
— Não é que não acreditamos em sua capacidade Ochaco, é que o Bakugou, bem, você sabe.
— Ele vai querer completar o desafio sozinho. — Toru responde. — É bem o tipo dele, ainda mais se tratando de um desafio de coragem.
— Como é que vocês tem certeza? — Ochaco pergunta. — Eu vou provar que nós podemos completar o desafio juntos.
— Você não precisa provar, nós confiamos em você. — Mina responde. — Só não confiamos cem por cento no bad boy explosivo.
As garotas são interrompidas por Eraser que anuncia novamente a dupla:
— Os próximos são Bakugou e Uraraka.
Os dois cujo tinham sido escolhidos como dupla, estavam nesse momento caminhando dentro da caverna escura, Ochaco sente um cheiro forte e vê que o mesmo era causado pelo mofos e a umidade impregnada nas paredes junto a teias de aranhas e algumas centenas de morcegos no teto.
O ambiente escuro tinha pequenas aberturas nas paredes laterais onde eram visíveis pequenos feixes de luzes que davam um ar sobrenatural na caverna. Na metade do caminho, Ochaco ouve um barulho de algo chacoalhando e logo em seguida um vulto e um som agudo parecido com garras arranhando objetos a sua frente é visto e ouvido. Uraraka grita se escondendo atrás de Katsuki enquanto o abraçava pela cintura deixando-o corado:
— Aaaaaah!! Tem alguma coisa alI na frente.
— Shine! Que foi garota? Não me diga que está com medinho? — Katsuki cujo também se assustara, disfarça gritando, mas com o local escuro passa despercebido por ela.
Ochaco que estava pálida fala tremendo:
— Ka-Katsuki, a-acho que ouvi um som estranho, será que era um fantasma?
— Hum, pode ser. Essa caverna tem uma lenda de que um escoteiro foi enterrado aqui. — Katsuki diz naturalmente. — Dizem que o fantasma vagueia pela caverna tentando encontrar a sua alma gêmea. Após o seu falecimento, duas garotas que passeavam por aqui nunca mais foram vistas e…
Ochaco estava tremendo e pálida ela arregala os olhos e diz sussurrando:
— Não se vire agora mas t-tem um f-fantasma sinistro atrás de v-você.
— O que? Não invente. Essas coisas de fantasmas não existem ô biscoito! — Bakugou grita e vira-se para trás querendo provar que não tinha medo até que sons de rochas caindo ecoam na caverna. Ochaco utiliza a sua gravidade soltando uma pedra, assim conseguindo assustar o loiro que pula para frente quase tropeçando nos pés.
Ochaco não aguentando se segurar, ri da expressão que o Bakugou fazia, pensando:
"— Parece um filhote de leão assustado. Nunca havia reparado, mas o Bakugou sempre foi assim tão fofo? Hum, por quê estou pensando nisso agora? Não, preciso focar sobre conseguir completar a prova com ele."
— Aaaah!! Shine, você me paga Ochaco. — Recuperado do susto o Katsuki grita.
— Crédito ou débito? — Pergunta a castanha. Katsuki estreita os olhos e segue em frente bufando e deixando uma Ochaco pensativa para trás.
Irritado ele se vira, a encara e pergunta:
— Vai ficar no mundo da lua até quando biscoito?
Ochaco é tirada dos pensamentos pelo loiro e diz:
— Eu não sou um biscoito! — Ochaco infla as bochechas irritada.
Katsuki segura as mesmas e puxando-as levemente diz:
— Com essas bochechas de esquilo é melhor eu falar que parecem biscoitos.
— O que? Bakugou, não pareço um esquilo!
Uraraka dá um tapa leve nos ombros do maior cujo estampava um sorriso divertido por provoca-la. Se aproximando de uma bifurcação, os dois colegas escutam um som de batidas, desta vez Katsuki vê o vulto e recua um passo para trás estendendo o braço para a mesma parar de caminhar. Uraraka olha para frente e tentando focar a visão no breu da caverna vê dois pontos vermelhos que piscam sumindo e reaparecendo. Katsuki fica em pose de defesa prestes a ativar sua individualidade quando de repente a caverna começa a tremer derrubando algumas rochas e prendendo os dois lá dentro.
— E essa agora? Como vamos sair? — Ochaco pergunta.
— É só utilizarmos nossa individualidade biscoito. — Katsuki responde.
— Não! Se você explodir elas, pode fazer com que outras rochas caiam sobre nós. — Ochaco afirma.
— Tsc, não irei ficar aqui parado.
Ochaco suspira, senta-se no chão e diz:
— Então vamos ter que esperar o resgate, senta aqui. Você vai cansar de ficar em pé.
Relutante Katsuki senta ao lado de Uraraka e após alguns minutos grita assustando os morcegos do teto cujo voam em cima deles:
— Shine! Tô entediado. O bolacha faz alguma coisa para nos entreter.
— Eu? Katsuki, por quê você é sempre assim com o Midoriya e o resto da turma?
— Assim como? — Ele pergunta.
Ochaco suspira e diz:
— Explosivo.
Bakugou a observa e diz:
— É por causa da individualidade, ela meio que afeta a minha personalidade. Foi o que o médico falou uma vez. — Ochaco assente o entendendo. Após a pergunta eles ficam em silêncio até que Katsuki sente um peso em seu ombro e nota a castanha escorada nele.
Katsuki pergunta:
— O que pensa que está fazendo?
— Gomen, é o sono. — Responde Ochaco esfregando as mãos nos olhos. — Posso ficar assim mais um pouquinho?
Katsuki vira o rosto corado e olhando a cara dela assente. Uma dúvida surge em sua mente enquanto tentava se distrair da garota ao seu lado e Katsuki pergunta:
— Ochaco, você ainda gosta do Deku?
— Oh! Me chamou pelo nome. — Ochaco sorri. — Para ser sincera, não. Comecei a gostar de outra pessoa após os jogos do festival esportivo.
— Ah! Entendo. — Katsuki murcha. — Posso saber quem é o garoto?
Ochaco cora e virando-se para o loiro responde:
— É v-você Bakugou. De todas as pessoas, você nunca teve pena de mim na hora da luta, diferente dos meus amigos que sempre pegavam leve. Você ia de igual para igual comigo no combate e também eu… comecei a notar outros fatores seus que são admiráveis e que me deixaram apaixonada. Porém você sente o mesmo que eu?
Katsuki reflete as palavras da castanha e diz:
— Sim! Já faz um tempo que gosto de você, porém não havia me declarado achando que você gostava do nerd. — Katsuki sorri e se aproxima de Ochaco. A mesma segue os movimentos dele aproximando o rosto, seus olhos e bocas entreabertos indicavam que ambos necessitavam o contato. Katsuki a beija devorando os lábios da castanha e pede passagem de língua, relutante Ochaco o corresponde e envolve os braços em seu pescoço. Bakugou aprofunda os beijos e param pela falta de ar. Katsuki sentindo um enorme desejo começa a beijar o pescoço de Ochaco até que ambos são Interrompidos pelos Pro Heroes que vieram ao seu resgate.
Se afastam e Ochaco sussurra em seu ouvido:
— Katsuki, eu te amo.
— Eu também, biscoito.
Fim.
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