Teste de Coragem
1 Capítulo Único
Notas iniciais
E olha quem saiu dos limbo da minha mente e deu as caras! Annia, Bella e Zoe! Com uma missão pra lá de especial.
Sim, dei um salto e tanto no tempo, e Annia já está com quase 16 anos e só quer saber de uma coisa, aprender a dirigir. Steve que se cuide!
Oneshot dedicada a todas as pessoas que assim como eu, sentem falta de H50 na telinha!
Uma boa leitura!
— Papai....
— Não Annia.
— Mas pai!
— Já disse que não!
Annia se sentou de uma vez só na cadeira do escritório do pai e começou a rodar.
— E pode parar com isso.
Do lado de fora do escritório do Chefe da 5-0, Danno, Tani, Junior, Lou, Adam e Harry devidamente acompanhados de Zoe e Bella acompanhavam a discussão.
— Ela não vai conseguir dessa vez. – Bella comentou com um sorriso.
— Se a Annia não dobrar o papai, Bella, você também não vai conseguir aprender a dirigir nem tão cedo.
Bella suspirou e voltou a sua atenção para seu pai e sua irmã.
— Lá vem ela com o olhar de cachorrinho. – Tani deu uma risada.
Dentro do escritório do Comandante, Annia encarava o pai com o par de olhos azuis e uma carinha de cachorro que caiu da mudança.
— Por favor, papai.
Ah, essas duas palavrinhas... era as filhas falarem “por favor” e a fachada de Chefe durão da 5-0 cair e Steve virar massinha de modelar nas mãos das três.
McGarrett passou a mão pela cabeça, notando que alguns dos cabelos já não estavam mais ali.
— Ah, Annia!
— SIM!!! SIM!!! SIM!!! – A garota de cabelos castanhos e olhos azuis começou a pular e correu para abraçar o pai. – Papai eu te amo!! Eu te amo!!
— Tudo bem, detesto interromper o momento pai e filha, mas – Danno abriu a porta. – Qual é o veredicto?
— Foi para isso que você invadiu o meu escritório, Danno?
O Detetive Danny Williams deu de ombros e apontou para fora, onde os demais, de braços cruzados, esperavam pela resolução da conversa.
— Vamos dizer que Bella começou a ficar muito, mas muito nervosa, pois se você disser não para Annia, ela sabe que também não vai conseguir ter a sua chance atrás do volante.
Os três que estavam dentro da sala, olharam para perto da mesa ultra high-tech, mais precisamente para Bella, que somente deu um tchazinho.
Steve gentilmente tirou a filha mais velha de perto de sua cadeira e se jogou lá.
— A Bella também quer aprender a dirigir? A Bella??!!
Não era novidade para ninguém que a única loira da família tinha pequenos problemas de coordenação. E só de pensar na filha do meio atrás do volante de sua Silverado, vamos dizer que McGarrett tinha a sensação de que iria sofrer um infarto.
Decidido a não passar pela experiência traumática de ter a Loira atrás do volante, Steve olhou para Annia.
— Ah, não! Pai!! – Ela choramingou. – Eu não sou nem um pouco estabanada.... não me proíba de dirigir só porque um dia a Bella vai querer aprender!!
McGarrett encarou a filha, depois olhou para as outras duas que estavam do lado de fora, ambas deram um sorrisinho. Eram em momentos assim que Steve desejava que elas tivessem ficado com 6, 4 e 1 ano, como no dia em que ele as conheceu.
— Annia, nós vamos fazer isso.
E garota voltou a pular, deixando as irmãs ansiosas do lado de fora.
— Mas será do meu jeito e nas minhas condições.
— Sim, Comandante!
— E você, nunca, nunca, vai colocar a mão no meu Mercury.
— Só na Silverado.
Steve fez uma careta.
— Vai aprender nela.
— E eu vou dirigir o que? – Quis saber Annia.
— Quando você tiver o seu dinheiro, compra o carro mais lento do mercado.
— Lento?! – Annia arregalou os olhos.
— É claro! Achou que iria dirigir o que?
— Um Aston Martin? Igual ao 007...
— Harry Langford, eu já te falei para parar de tentar recrutar a minha filha para o MI-6!
— Não foi o Tio Harry! Foi a tia Juliet! Mas se o senhor não gostou da ideia do Aston Martin, eu posso pedir a Higgins-1 para a Tia Juliet... sei que ela..
— ABSOLUTAMENTE NÃO!
Annia parou de falar e encarou o pai, a essa altura, Danno estava sentado no sofá, de pernas cruzadas, rindo do desespero do amigo.
— É só uma Ferrari.... – Annia murmurou.
Steve guiou a filha pelo ombro até a sala onde os demais membros da 5-0 e suas outras duas filhas estavam.
— Annia vai aprender a dirigir. – Anunciou. – E já quero deixar claro. – Começou olhando para Bella que já estava pegando o celular e começando a olhar que carro que ela iria pedir de presente quando fosse a vez dela. – Que essa decisão não inclui as duas. – Apontou para Bella e Zoe. – Eu só vou me decidir se as senhoritas merecem ou não aprender a dirigir quando fizerem 16.
— A Annia ainda não tem 16. – Zoe falou.
— Eu vou ter dentro de 2 meses.
— Então papai tem que ser mais claro. Será com 15 anos e 10 meses.
Bella levantou a mão.
— Diga, Loira...
— Meu carro vai poder ser cor de rosa?
Tani caiu na gargalhada.
— Nada de carro zero ou personalizado para nenhuma das três. Vão aprender a dirigir na Silverado e se se comportarem bem, talvez, um dia, eu coloque vocês para dirigirem o Camaro.
— O Camaro é meu! – Danno protestou,
— É o carro da 5-0. E isso é só uma hipótese, Danno. Elas não vão chegar lá.
Steve não fazia ideia de que, com essa frase, ele inflamou as três filhas, que fariam tudo o que fosse necessário para dirigirem o tal do Camaro. Mas, enquanto o dia de Bella e Zoe não chegava, o de Annia estava batendo na porta, e o próximo grande compromisso de toda a Ohana era na primeira aula de direção da Morena.
—-------------------------
— E vamos para as apostas... quem sai brigando mais? Steve ou a Annia? – Rick, que tinha ficado sabendo das aulas através de Kamekona e passado a informação para frente, perguntou.
— Annia sabe como dirigir muito bem. Nunca duvide dela. – Juliet Higgins defendeu a pupila.
— Você não andou dando aulas de pilotagem para a garota, andou Higg?
Aqui cabe um pequeno resumo, Higgins tomou para si a responsabilidade de ajudar o trio de irmãs desde a famigerada corrida de triatlo, e, não tem um dia em que ela não tenta ensinar para três alguma tática nova, ou algo que ela sabe que será de muita utilidade para o futuro das meninas.
— Thomas, eu já disse, pare de tentar descobrir o que eu ensino para elas. – Apontou com a cabeça para as duas irmãs que tinham sorrisos travessos estampados no rosto.
— Podemos voltar para a aposta? Era um território mais seguro. – Junior disse.
Quase que por unanimidade, só se ouviu um nome:
— McGarrett.
— Annia. – Essa era Bella. Que sempre, mas sempre, tinha que ir contra a irmã mais velha.
— Então veremos. – Kamekona anotou as apostas e começou a olhar para o final da avenida Rei Kalakaua.
— É quanto tempo de aula? – Tani quis saber.
— Papai falou que uma hora. – Zoe respondeu à tia.
— Isso se ele sobreviver à Annia atrás do volante. – Bella, justo ela, completou.
— Hei, keiki, olha como você fala da sua irmã, a estabanada da família ainda é você.
— Isso até a Annia bater a Silverado do papai em um barranco e dar perda total nela.
— Se o papai ficar sem carro, você não vai aprender a dirigir, Bella. Acorda! – Zoe teve que trazer a irmã de volta.
— Até lá ele já comprou outro carro, ou então eu aprendo no carro do tio Danno.
— E lá vem outro McGarrett pra roubar meu carro. – Danno suspirou.
— Viu, ele deixou!
Zoe revirou os olhos, tendo a certeza de que a irmã definitivamente não entendia nada de sarcasmo.
Se toda a Ohana estava reunida no trailer do Kamekona, jogando conversa fora enquanto esperavam, pai e filha estavam tendo um momento bem curioso....
—----------------------
— Então é aqui que você vai aprender a dirigir. – Steve mostrou a estrada de terra no meio da plantação de abacaxis.
— Aqui?! – Annia olhou espantada para o pai.
— Sim. Longe de tudo e de todos, não tem risco de achar nada perigoso, o máximo que pode acontecer...
— Sou eu matar todos estes abacaxis... – Annia suspirou. – E eu achando que o senhor iria me ensinar a dirigir no asfalto.
— Para falar bem a verdade, Annia, eu pensei em te levar para um lugar onde nada, nem mesmo um abacaxi, pudesse passar na frente do carro. Esse aqui foi o melhor que encontrei.
A garota olhou desolada para a estrada e para a plantação. Definitivamente o seu pai era um estraga prazeres, custava muito ter começado a ensiná-la na rua de casa?
— Ande, suba no carro. – Steve ordenou.
Annia fez uma careta, mas seguiu para o lado do motorista.
— Espera! – McGarrett parou a filha. – Está como sapato certo?
— Papai! Claro que sim! Segundo a lei de trânsito, só não se pode dirigir com tamanco, chinelos de dedo e salto, ou seja, sapatos que possam sair do seu pé e agarrar no pedal. Estou de tênis, nada de ruim vai acontecer. – Annia respondeu e abriu a porta.
Steve, mais uma vez, impediu a filha de se sentar atrás do volante.
— Acho melhor começarmos com mecânica básica primeiro.
— PAI!!! Eu, Bella e Zoe te ajudamos a consertar o Mercury sempre que aquela lata velha quebra! Nós sabemos de mecânica básica. E se algo acontecer, eu sei número do seguro e o número do senhor está na minha discagem rápida.
Steve teve que admitir que a filha estava certa, não tinha como ele prolongar o inevitável, então, só lhe restou:
— Suba logo.
Annia dei um pulinho e, literalmente, pulou para dentro da Silverado.
— Deveria ter um banquinho ou uma escadinha para subir nessa coisa... – Murmurou antes do pai entrar e se sentar no banco do carona.
Steve abriu a porta e respirou fundo. Ele odiava ser carona, de qualquer um em qualquer carro. E lá estava ele, para uma missão além de suicida, ser aquele que ensina a sua filha mais velha a dirigir.
— Está pronta?
— Eu nasci pronta! – Annia disse com toda a confiança.
— Então, só para começar. Me explique cada pedal, onde se passa marcha, como se passa a marcha e cada um dos símbolos do painel.
Annia descreveu cada um dos itens, explicando para que serviam e que tipo de problema sinalizavam.
— Muito bem, a teoria você sabe. – McGarrett disse isso com pesar. – Ligue o carro. É para ligar o carro, não arrancar.
Annia ajeitou o banco, os espelhos retrovisores, colocou o cinto de segurança, se certificou de que não tinha nada na estrada de terra – nem um mísero abacaxi — e, depois de colocar o carro em ponto morto, virou a chave na ignição, a enorme pick up rugiu para vida, sacudindo os dois lá dentro.
— Muito bem, fez tudo direitinho até agora. – Steve teve que dar o braço a torcer e parabenizou a filha. – Agora, devagar, pelo amor de Deus, Annia, devagar, arranque o carro.
Annia pisou na embreagem, engatou a primeira e, devagarinho, foi pisando no acelerador e levantando o pé da embreagem, logo a gigante vermelha começou a tremer, um indicativo de que, se ela não pisasse com mais força no acelerador, o carro iria morrer.
E foi o que ela fez. Annia, não querendo que a sua primeiríssima vez atrás de um volante acabasse com o tranco do carro morrendo, pisou fundo no acelerador, tirou devagar o pé da embreagem e o resultado foi, no mínimo, curioso de se ver, pois a Silverado saiu cantando pneus e levantando poeira pela estrada afora.
— Eu disse devagar, Annia!! – Steve gritou ao ver que a filha tinha um controle duvidoso sobre o automóvel que tem mais de seis metros de comprimento.
Já a garota, ela se divertia ao controlar, ou tentar controlar, aquela gigante no meio da plantação de abacaxis.
— DEVAGAR ANNIA!!
— Mas eu estou devagar! – Protestou a menina que, nem Steve soube eizer como, já estava de quinta marcha e subindo a rotação para jogar a sexta.
— A curva! A curva é para a esquerda, diminui a velocidade, pisa no freio e vira o volante. – Steve cuspiu as ordens de uma só vez, completamente desesperado ao ver que a pick up não estava reduzindo a velocidade.
Annia, confusa com tantas ordens, fez o que qualquer um faria, olhou para o pai. Deixando de dirigir por alguns segundos enquanto tentava entender a ordem que ela deveria seguir.
— OLHA PRA FRENTE, FILHA!!!
Annia olhou para a frente bem a tempo de conseguir domar o carro e evitar que os dois se estatelassem na árvore, quando, em uma manobra digna de Steve McGarrett atrás do volante do Camaro, virou todo o volante e ainda conseguiu segurar o carro com o freio de mão, deixando outro rastro de poeira e cheiro de pneu queimado, mesmo sendo terra e não asfalto.
— Annia, pelo amor de Deus, o que você pensa que está fazendo? – Steve teve a vontade de segurar o volante para evitar que a filha fizesse outra manobra que pudesse matá-los.
— Mas o senhor faz isso o tempo todo!
— Só de carteira de motorista eu tenho o dobro da sua idade e mais alguns anos. Não tente imitar o que eu faço!
Annia reduziu o carro, mostrando um controle que McGarrett não sabia que a filha tinha.
— Então, eu faço o que agora?
— Pare o carro.
Annia reduziu o carro, até que parasse.
— Arranca.
E Annia fez o que o pai pediu.
— Para de novo.
— O senhor tá parecendo o Mestre Miyagi e aquela história do põe casaco, tira casaco.
— Agora arranca.
Annia olhou para o pai.
— Sério?
— Arranca o carro. – Steve ordenou.
Annia arrancou o carro, a caminhonete nem tremeu de tão perfeita que foi.
— Desenvolve o carro.
— Até que velocidade? – Annia quis saber.
— Só faça isso.
E a menina começou a desenvolver o carro, indo mais e mais rápido à medida que a estrada ficava mais plana e reta, controlando a Silverado tão bem que McGarrett, para testar uma teoria, disse:
— Faça a volta.
— Ainda não deu uma hora.
— Faça um retorno, Annia, invente um. Vamos voltar para Honolulu.
Annia, depois de reduzir o carro, encarou o pai.
— O senhor não me ensinou a fazer um retorno.
— Eu também não te ensinei a arrancar e parar um carro, não é mesmo Annia? Nem a fazer uma manobra como se fosse um cavalo de pau.
Annia mordeu o lábio e se concentrou em dirigir, achando uma área que fosse grande o bastante para que ela manobrasse a Silverado e fizesse o retorno.
— Quem foi?
Annia ficou calada, olhando para a estrada, como se a qualquer momento alguém pudesse cruzar o caminho deles e se jogar na frente do carro.
— Estou esperando, filha!
E nada da menina responder.
— Não tem lá muitas opções, e você sabe que eu vou descobrir, não sabe?
Annia balançou minimamente a cabeça.
— Não vai correr mais?
— Não.
— Posso saber o motivo?
Um leve dar de ombros foi tudo o que Annia fez.
— Vamos ver até onde vai a sua coragem... – Steve jogou verde. – leve esse carro até o trailer do Kamekona.
Annia arregalou os olhos. Isso não estava no plano.
— O... O... S..senhor quer que eu pegue a H1 e depois dirija pelo centro de Honolulu até o trailer?
— Vamos dizer que esse é o seu teste... – McGarrett falou.
Annia não podia acreditar. Não poderia acreditar mesmo em sua sorte. Foi o pai fechar a boca e ela aproveitou, sabe-se lá quando ele teria outra ideia como essa, e então ela fez jus à sua criação e usou toda a potência daquela gigante que podia. Ao alcançar o asfalto, Annia já estava a quase 120 km/h e aumentando a velocidade, aproveitando que a era um domingo e que a pista estava praticamente deserta.
Se a menina tivesse olhado para o lado, teria visto que não era essa a ideia do pai, na verdade, o que Steve estava pensando quando mandou a filha ir dirigindo por todo o trajeto era que uma hora a garota iria ficar tão apavorada atrás do volante, que iria parar o carro e entregar a condução para ele.
Porém isso não aconteceu, e Steve se viu refém da sua própria forma de pilotagem, multiplicada por mil, porque não era uma questão de vida e morte, não era uma perseguição policial, não! Longe disso. Ao lado dele não estava Danno ou Adam ou Harry ou Tani ou Junior ou Lou, estava a sua filha de quase 16 anos e a garota estava literalmente voando pela pista.
Ele sabia que deveria tentar frear o entusiasmo da menina, era o dever dele de impedir que ela fizesse uma besteira.
Mas como ele poderia mandar a filha reduzir a velocidade ou parar o carro quando ele, sim, ele, Steve McGarrett, não poderia abrir a boca porque estava completamente enjoado?
Annia não viu o desespero do pai, na verdade, ela pouco se importou em como ele estaria, tudo o que ela fazia, naquele momento, era se concentrar na estrada, no ronco do motor e em chegar ao seu destino o mais rápido possível, porque nada era mais emocionante do que voar a 160 km/h pela H1 dentro da pick up do pai, com as janelas abertas.
Ao alcançar as primeiras casas da periferia de Honolulu, a velocidade foi reduzida, nada muito drástico, só por segurança e, depois de quase trinta minutos, Annia olhou para o lado.
— Papai?! – Perguntou preocupada.
E Steve não fez nada. Ele só respirava pela boca e tentava, de todas as formas, manter o café da manhã dentro do estômago.
— Pai?! – Ela tentou de novo. – O senhor está verde!!!
Sim, ele estava verde, enjoado e com uma camada pegajosa de suor pelo rosto. O Tenente Comandante Steve McGarrett, pasmem, estava sofrendo de enjoo de movimento! Logo ele, o rei da pilotagem alucinada!
Annia praticamente parou o carro, reduziu tanto a velocidade que Steve achou que tinham batido.
— O senhor quer que te leve para o hospital?
Tudo o que McGarrett conseguiu dizer foi:
— Me leva para casa.
— Tudo bem.
E Annia dirigiu como manda o figurino, devagar, respeitando as leis de trânsito, quando chegaram em casa, ela até ajudou o pai a descer do carro e o colocou na poltrona da sala, entregando, logo em seguida, uma bolsa de gelo para que ele colocasse na testa.
— Respira fundo... – Foi o que ela disse antes da casa ser tomada por um batalhão.
Na frente, puxando a fila, Danno, rindo tanto que até chorava.
— Obrigado minha querida, muito obrigado, Annia! Você ensinou para o seu pai o que é que o seu velho tio aqui sente cada vez que ele cisma de dirigir como um louco.
— Danno para de dar corda para a pilotagem alucinada da minha filha. – Steve murmurou da poltrona, para a alegria de todos que já tinham passado perrengue atrás de perrengue com o Comandante dirigindo.
— Sabe minha garota, — Lou abraçou Annia. – Acho que agora o seu pai vai pensar duas vezes antes de tentar nos matar do coração.
— Eu ainda vou descobrir... não, espera, como vocês sabiam que estávamos aqui? Você avisou filha? – McGarrett apontou para Annia.
— Não... não avisei ninguém.
Foi Tani, que não se aguentou e soltou.
— Nós vimos tudo. Desde o primeiro segundo, até vocês descendo da caminhonete. A Silverado foi devidamente grampeada com câmeras sem fio para que pudéssemos acompanhar a sua reação, Chefe!
McGarrett se recuperou com o piscar dos olhos.
— Sabe, Chefe. – Júnior começou sorrindo. – Nós tínhamos que ter isso guardado. Sabe, como uma boa lembrança.
— Uma lembrança do dia em que Steven McGarrett quase morreu porque a sua filha mais velha aprendeu a dirigir. – Langford disse. – E muito bem, Lady Annia, está dirigindo maravilhosamente bem. Todas as nossas aulas valeram.
— Obrigada, Tio Harry.
— E eu achando que tinha sido o Danno. – Steve olhou para Danny.
— Eu fui o álibi. Harry e Juliet fizeram o trabalho, apesar de que ensinaram a sua filha a dirigir do lado errado da pista, mas ela é esperta e logo se acertou.
McGarrett olhou para os intrusos que tinham tomado posse de sua sala e depois olhou para a filha.
— O que te prometeram?
Annia, muito esperta, soltou.
— Nada. Foi o que disseram que fariam se eu não participasse...
— E o que foi, filha?
— Pintariam a Silverado de cor de rosa.
Todos os presentes olharam para cima como se não fossem os culpados.
— Até que saiu barato. – Steve se deu por vencido e se jogou na poltrona.
— Barato? Steve, nós vamos colocar em um outdoor a sua cara de enjoado!! Aquilo não pode ser perdido jamais. – Lou brincou.
— Já escolhemos até a foto! – Bella disse e pegou o tablet das mãos de Juliet para mostrar ao pai.
— Calma, Steve, dias piores virão! – Danno consolou o amigo.
— É mesmo Danno?
— Sim, e eles se chamam: Bella quer aprender a dirigir.
— Eu quero voltar no tempo, quando tudo o que elas faziam para me aterrorizar era me treinar para o IronMan.
— Nós podemos fazer isso de novo, pai! – Zoe disse. – E agora, nós três vamos arrancar o seu couro.
Não tinha jeito, por mais que Steve tentasse sair da enrascada que era ter duas adolescentes e uma pré-adolescente dentro de casa, pior ficava. E o que ele teve que fazer, aceitar que elas cresceram e que as dores de cabeça só estavam começando.
Notas finais
Mahalo a você que leu!
xoxo
Fale com o autor