Test My Reality.

1 Everything's gonna be fine?


Perfeito, irei largar minha vida tranquila no Texas, para isto? Me mudar para Nova Iorque estava totalmente fora de questão, por que as pessoas sempre acham que podem controlar tudo ao seu redor? Ainda não consigo acreditar que me farão parar naquele lixo. Sinceramente, a cidade que nunca dorme não me atraí em nenhum quesito, as pessoas são todas iguais e afobadas, não há uma esquina que não seja suja ou que não tenha pombos... O que todos vêem lá? Não há absolutamente nenhum ponto positivo em me mudar para lá... Mas tudo bem, afinal, estou fazendo isso pela minha mãe, não tem sido fácil após a morte do meu pai, e como éramos apenas nós duas, resolvemos deixar as coisas para trás a procura de um recomeço na vida. Mas seria impossível esquecer a horrenda morte de meu pai, apenas em pensar, em lembrar como o encontraram... jogado aos corvos em uma viela qualquer, me fazia estremecer. Foi uma das cenas mais horríveis da minha vida, quem teria coragem o suficiente para fazer aquilo? Mas tudo ficará bem agora, pelo menos espero.

Pegaremos o avião daqui a algumas horas e ainda não tinha nem terminado de arrumas minhas malas, minha mãe vai querer me matar. Já até estou-a falar "Helena, você não faz nada! Não consegue nem arrumar as próprias malas!" Peguei as últimas coisas que faltavam, não muito importantes, mas não conseguiria deixa-las para trás, coisas fúteis como meu pinguim de pelúcia, minha coleção de chaves antigas, minha blusa favorita e meu relógio de bolso, o havia ganhado do meu avô, antes de vê-lo morrer.

Ouvi um barulho vindo da sala, provavelmente seria minha mãe chegando, o que significa que partiríamos em poucas horas. Seria difícil me despedir daqui, dar aquele último adeus para o lugar aonde eu cresci, mas tudo bem Helena, é pela sua mãe, você precisa ser forte o suficiente e cuidar dela. Desci até o hall de entrada e ali estava minha heroína.

– Oi mãe, vamos que horas para o aeroporto?

– Oi, meu anjo. Creio que agora se você já tiver feito suas malas...

– Vamos então. — Disse sorrindo, sabia como era importante fingir que estava feliz, isso a faria se sentir um pouco melhor.

Judith — sim, chamo minha mãe pelo nome, apenas lhe chamo de mãe quando ela está por perto — já tinha chamado o táxi, estava colocando as malas no carro enquanto eu dava uma última olhada pela casa, sentiria saudades dessa familiaridade que eu só encontrava aqui. Mas estava na hora de partir e deixar as coisas para trás.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.