Tessellate
1 Capítulo 1 - Parte I
Notas iniciais
A manhã cinza e entediante continuava lá fora. Um jovem com um moletom tão cinza quanto a manha se arrastava do carro dos pais até o prédio da escola. Uma mochila surrada na cor preta puxava seus ombros para baixo, deixando o rosto já entediado fitar o chão.
Joshua Bernard
Crianças corriam por um parquinho tão antigo quanto o próprio tempo, ignorando a aparência chuvosa das nuvens negras no céu.
Josh – como gosta de se auto — chama – caminhou lentamente até a escola, arrastando sua mochila nos ombros. " O que há de graça nisso? " Josh se perguntava a ouvir crianças rindo e correndo de um lado para o outro. Josh, no auge dos seus doze anos, parara de brincar graças à alguns conflitos familiares dos pais, o que o deixava realmente desanimado para se divertir ou fazer amigos, já que na pacata cidade de HampsVille ter pais separados é um monstro de sete cabeças e as criancinhas recebem ordens dos pais para não fazerem amizade com Joshua, o órfão.
Os pensamentos foram embora com a aproximação da porta da escola. Josh empurrou a porta do estabelecimento e adentrou os corredores a procura do sue armário, que não estava tão longe era só passar por algumas crianças que o olhavam estranhamente e pimba. Girou a chavinha do armário e buscou um livro surrado e de 3ª mão. Uma longa aula de geometria estava por vir.
[...]
O recreio começara há 3 minuto, o jovem Josh se encontrava sentado em um uma gangorra quebrada, ao seu lado estava a malinha em que guardava o lanche, e no outro um graveto. Suas bochechas estavam estufadas, ele terminava de mastigar um sanduíche de tomate caseiro. Os olhos azuis fitavam o quanto o céu estava escuro e tenebroso. Um vento forte batia no lugar, mas ele continuou lá, observando as flores sendo arrastadas como as conchas para a praia.
"Praia, não vejo faz muito tempo!"
Um graveto do seu lado o tirou do tédio, arrastando a pontinha na areia. Desenhou um triângulo. Analisou-o bem, observou o céu e as crianças correndo para o interior da escola.
– Está errado – falou só – são três pontos, onde essas duas linhas se encontram!
Concluiu, e por um infortúnio algo brilhou no céu, um vento extremamente forte bateu por ele, fazendo os pelinhos das pernas à cabeça se ouriçarem. O objeto — que mais parecia uma nave espacial — começou a se aproximar do parquinho e o medo e a curiosidade tomou conta de Josh...
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