Terror Em Raccoon City
5 Capitulo 5
Notas iniciais
(Baltazar) — Bom e quando se conheceram?
Wesker olhou para Jill sorrindo e depois para seu pai.
(Wesker) — Nos conhecemos no departamento mesmo, quando ela passou pela porta... Nossa, eu adorei vê-la.
Baltazar olhou a moça que he sorriu com ternura.
(Baltazar) – Meu filho tem uma sorte de ter lhe conhecido até antes achei que ele mantinha uma relação com a mão dele.
Jill riu e Wesker olhou seu pai com o rosto vermelho, ele olhou o filho e então levou a colher de sopa até a boca.
(Wesker) – Como esta a sopa de cebola pai?
(Baltazar) – Esta ótima Jill você é ma cozinheira ótima.
Ela o olhou surpresa.
(Jill) – Como sabe que fui eu que fiz?
(Baltazar) – Porque pelo que sei o Wesker aqui não sabe fazer nem gelo.
Os dois novamente caíram na gargalhada deixando ele ainda mais envergonhado.
(Baltazar) – Oh filho, não fique assim só estamos brincando.
(Wesker) – Tudo bem pai.
Ambos sorriram e Wesker em seguida enroscou seu braço em volta da cintura de sua amada que se aconchegou ainda mais ao seu lado.
(Baltazar) – Bem, e o seu pai Jill? Irá ao casamento?
(Jill) – Não... Ele morreu, e minha mãe também.
(Baltazar) – Oh, desculpe se lhe trouxe más lembranças.
(Jill) – Esta tudo bem.
As lembranças pareciam recentes quando Jill pôde ver Dick novamente sendo preso, ele era um ótimo homem, e mesmo estando atrás das grades ele sempre foi um maravilhoso pai, ver seu caixão sendo sepultado era uma visão que assombrava a moça.
Baltazar baixou a visão para a sua sopa permitindo que Wesker pudesse ver pela janela uma figura familiar na calçada, Wesker piscou algumas vezes, seu olhar ficou tenso.
Oh não, não aqui, não agora.
(Barry) – Bem, homenzinho isso é um Adeus.
(Rick) Talvez, mas não quero partir assim.
Joseph apertou a mão de Rick que sorriu para ele, Brad fazia uma cara de metido e sua pose era de total arrogância, uma cena ridícula até.
(Rick) – Vai me deixar partir sem despedida final?
(Brad) – Vou.
(Rick) – Ótimo.
Ele sorriu e acenou, Brad fez o mesmo, porém de maneira mais esnobe, quando parou e se deu conta, sentiu algo andar em sua cabeça e quando a pegou, o que segurava nas mãos era uma tarântula do tamanho de um punho, com um grito seguido de um salto ele a jogou para o alto e sai desesperado seguido das risadas de seus colegas de trabalho.
Rick abriu a mão e a aranha pousou sobre ela, ele a acariciou com o indicador e então sorriu.
(Rick) – Bem, é isso até uma próxima pessoal.
Quando se retirou, aos poucos seu rosto foi mudando até seu rosto se tornar uma imensa poça de pura depressão, encostou-se a um muro e respirou fundo, olhou o luar e começou a pensar aonde poderia ficar, mas isso era o menor de seus problemas agora precisava saber por que Dante estava na cidade.
(Rick) – Aquele maluco esta aprontando alguma e não me parece coisa boa.
(Barry) – Falando sozinho rapaz?
Ele se virou espantado mais logo relaxou ao vê-lo olhando com uma cara estranha, como se não o reconhecesse.
(Rick) – Ah oi, Barry você me deu um susto.
(Barry) – Bem, Desculpe… Mas o que há contigo?
(Rick) – Nada só... Estou aqui pensando na vida.
(Barry) – Entendo, mas para onde vai agora?
(Rick) – Sinceramente não sei, mas a noite é uma criança não?
(Barry) – Bom sim mais, seja o que Deus quiser.
O homem sorriu e seguiu para a rua, enquanto acenava para Barry que seguia pela descida logo à frente.
(Rick) – Até mais Barry
Com essas ultimas palavras Rick atravessou um beco escuro e desapareceu na noite.
(Rick) – Não esqueça... Você também tem amigos nas sombras.
Com esse ultimo comentário seguiu seu caminho, a cima dos prédios de braços cruzados, capa e cabelos ao vento Dante o olhava de maneira irônica e fria.
(Dante) – Onde será que ele vai?
A duvida pairou sobre a cabeça de Dante quando uma mão pesada lhe pousou no ombro, ouviu-se o som metálico de destrave e assim Dante sentiu a barra de ferro em seu pescoço.
(Rick) – Já pensou em olhar para trás?
Os olhos de Dante fitaram a noite mais logo ele voltou a si e com um movimento rápido agarrou o braço de Rick e o jogou contra o chão.
(Dante) – Você não é tão durão quanto pensa.
(Rick) – Tem certeza?
Rick recolheu as pernas e chutou o peito de Dante que ricocheteou, quando o mesmo avançou Rick deu com o bico do pé em seu estômago e com o outro pé lhe chutou o queixo enquanto se lançava para trás.
(Dante) – Nada mal...
Respondeu Dante acariciando o maxilar e cuspindo sangue, de sua boca um dente lhe foi removido com o cuspi.
(Dante) – ...Para um fraco.
Continuou o rapaz, Rick rosnou furioso e então girou o braço para frente, colocando-o na garganta de Dante que começou a tossir, enquanto o mesmo cambaleava para trás Rick aproveitou a distração do mesmo e lhe passou a rasteira.
(Rick) – Quem é o fraco agora?
(Dante) – Você!
O Demônio deu uma cambalhota para trás logo colocando-se de pé, Rick avançou contra ele mas Dante desviou e estendeu o braço, o queixo de Rick bateu no pulso de Dante o derrubando na hora, Dante pegou Rick do chão e sorrindo lhe disse:
(Dante) – Pena nossa batalha ter sido curta... e fácil.
(Rick) – Vai... Pro inferno.
(Dante) – Maneira engraçada de usar tais palavras.
Dante apertou o pescoço de Rick e o jogou para o alto, agarrou rapidamente sua espada e desferiu um terrível golpe contra a barriga do mesmo que rugiu de dor, sangue escorria pela lâmina prateada e luminosa e pingava no chão, Rick caiu bruscamente enquanto o rapaz balançava a espada para remover o sangue nela.
(Dante) – Adeus... Aniki.
(Rick) – Seu... Maldito.
O braço de Rick pendeu para baixo e finalmente caiu, Dante guardou sua espada e saltou do prédio com um sorriso de satisfação no rosto.
(Wesker) — Bom, pai sinta-se avontade e eu não quero ser grosso mas... O dia foi difícil e eu preciso me deitar.
(Baltazar) – Como quiser,filho.
Despedindo-se de Jill com um longo beijo o rapaz se retirou, atravessando a porta estralou os dedos e em seguida o pescoço, Jill direcionou o olhar ao velho que sorriu para ela.
(Baltazar) – Bem, melhor eu sair e procurar um hotel.
(Jill) – O quê? Não, fique aqui temos um quarto de hóspedes.
(Baltazar) – Não quero invadir a privacidade de vocês.
(Jill) – tudo que fazemos a sós, fizemos na sua frente.
Ele riu suavemente, a moça recolheu alguns pratos e colocou na pia, ficou a pensar um pouco mais o velho lhe chamou a atenção.
(Baltazar) – Filha, onde é o banheiro.
Jill apontou para a porta marrom no fim do corredor, devagar ele seguiu até lá, passou pela porta e a fechou devagar evitando um ruído maior.
(Dante) – Oi pai.
O homem gritou assustado e depois repousou a mão no peito enquanto tentava tomar fôlego.
(Jill) – Tudo bem ai?
Disse Jill batendo na porta.
(Baltazar) — Sim
Gritou Baltazar do banheiro, logo dirigiu sua atenção para o rapaz e ambos começaram a sussurrar.
(Baltazar) – O quê esta fazendo aqui?
(Dante) — Vim lhe dar uma noticia.
Baltazar suspirou, pelo tom frio e arrogante na voz do filho o velho fechou os olhos esperando que o que ouviria fosse uma noticia realmente trágica.
(Baltazar) – Prossiga.
Disse ele finalmente em um tom solene.
Jill no outro quarto trocava-se diante do guarda-roupa, vestiu uma pequena camisola preta, aproximou-se da cama e logo se deitou, Wesker estava com o nariz virado para a direção oposta, Jill cobriu seus pés e em seguida o resto do corpo com cuidado para não descobrir Wesker.
(Wesker) – Jill.
Ouviu-se um sussurro, ela virou-se devagar e Wesker ainda sem se mexer finalmente lhe disse.
(Wesker) – Desculpe, se ando muito distante, não me lembro da ultima vez que lhe disse isso mas... Eu te amo.
Ela sorriu e o abraçou forte puxou seu travesseiro para mais perto e aconchegou-se atrás do rapaz.
(Jill) – Eu também.
Fale com o autor