Notas iniciais
Obrigada por todos os comentários, fico muuuito feliz com todo esse apoio ♥ Como diz o Dean é Incrível todo esse apoio que vocês me dão para continuar escrevendo.

Meu coração para, Dean esta no inferno? Como? Por quê? Minha reação de surpresa fica notável até de mais.

– Segurem ela! – diz Ruby.

Eu saio correndo o mais rápido que posso, mas Crowley barra minha saída, dou uma giratória e chuto sua cabeça com o máximo da força que tenho o eu faz seu pescoço quebrar e ele cair no chão como um saco de batatas. Continuo correndo, não sei para onde estou indo, a principio penso que estou sendo seguida mas não, mesmo assim continuo a correr e em meio a tantos gritos de dor consigo ouvir o de Dean em um lugar mais isolado, corro até lá e o vejo amarrado pelos braços e pernas. A dois demônios ferrados em cima dele enquanto ele grita pelo meu nome e o do irmão.

– Nina, Sam, papai socorro! Socorro não aguento mais! Me ajudem por favor!

Grito bem alto para chamar a atenção dos demônios mais isso não ajuda, olho em volta a instrumentos de tortura como arames e facas por todo lugar, pego uma faca e tento cortar minha mão mas a faca esta cega justamente para causar mais dor, finalmente o sangue começa a pingar no chão e tenho a atenção dos demônios que estão em cima de Dean e não só deles, escuto mais dois chegando.

Seguro a faca mesmo cega e me preparo dois estão vindo em minha direção quando um deles chega perto tenho que controlar o grito de tanto, faltam um dos olhos pedaços da pele e o rosto esta completamente deformado como se tivessem jogado acido naquilo. Uso a faca para tentar cortar seu pescoço mas a faca para a metade e o demônio continua vivo, dou um forte chute no pescoço até finalmente o mesmo cair no chão. O outro é mais fácil é menor que eu simplesmente o seguro pelos ombros, ou melhor, pelos ossos e o jogo na enorme fogueira do outro lado.

Os dois demônios que estavam devorando Dean trabalham em conjunto e na maior parte do tempo estou levando uma surra e como não a mais pele em suas mãos o soco era mil vezes mais doloroso, levo um chute no peito e vou parar dentro de uma sala também de tortura, mas essa é bem equipada passo o dedo em uma das laminas.

– Agora sim, podem vim seus vermes insolentes.

Mas decido melhorar as coisas quando enxergo um pote escrito acido, bem que eu imaginava.

– Esse tratamento de beleza é por minha conta. – digo e jogo o acido nos dois.

E depois corto suas cabeças. Levo a faca comigo e vou até Dean. Ele esta em um estado critico, suas roupas cheias de sangue, quer dizer o que sobrou de suas roupas, esta sujo, faltam pedaços da pele e ferimentos muito profundos.

– Amor sou eu estou aqui. – digo enquanto o solto.

– Crowley ele vai me matar, ele vai me matar de novo...

– Não, não vai eu vou tirar a gente daqui.

Rasgo minha blusa e estanco os ferimentos mais profundos, vou andando com ele até a sala onde estive antes, mas um grupo de demônios vem até nós e nos cercam. Me desespero, como posso lutar com todos eles ao mesmo tempo e não deixar que continuem torturando Dean?

– Acho que esse é o fim da linha. – sussurra.

– Não, não é. Nós ainda vamos nos casar lembra? Eu vou te proteger.

Um dos vermes vem para cima de mim e eu corto sua cabeça, outros vem para cima de nós e acabam arrancando Dean de mim, um deles crava seus dentes nos braço dele e arranca um pedaço.

– Não! – grito.

Isso ativa alguma coisa em mim que eu não sei explicar, uma luz branca emana de mim e se espalha fazendo com que os demônios a nossa voltam virem cinzas, eu abraço Dean protegendo-o. Enquanto a luz estiver comigo nada me fara mal.

– Asas. – murmura.

Olho para o lado e consigo enxerga-las. Meu Deus eu tenho asas! Elas estão envolvendo a nós dois protegendo-nos de todo o mau que nos cerca. De repente para, olho em volta e todos os demônios sumiram só a pessoas penduradas.

– Vamos Dean.

Vou seguindo até a sala onde já estive.

– Não... lá atrás... – sussurra.

– Tudo bem.

A um galpão cheio de caixas, coloco Dean encostado na parede e faço uma parede com aquelas caixas.

– Nina... – sussurra.

– Sim. – vou até ele, deito sua cabeça em meu ombro.

– Eu amo você.

– Eu também te amo.

– Eu vou morrer Nina...

– Não, não vai.

– É sempre assim anjo... – ele tosse e junto vem o sangue. Coloco sua cabeça reta para que não engasgue, começo a chorar. – Eu morro e de alguma forma maldita eu volto e eles recomeçam a tortura.

Limpo seus lábios.

– Shh economize suas forças temos que dar um jeito de sairmos daqui. Dean? Dean?

Ele mal consegue ficar com os olhos abertos.

– Não, não, não Dean por favor, fique com os olhos abertos por favor. Você não pode morrer.

– Eu já volto. – sussurra.

– Não importa não quero ver isso. – choro.

– Feche os olhos. – sua boca se curva num sorriso forçado.

– Para isso é serio.

Ah meu menininho nem nesse momento ele perde a piada. Ele aponta para algum lugar eu olho, um demônio, não tão ferrado ainda tem todos os membros no entanto faltam pedaços de carne, pego a faca.

– Escuta aqui vá embora.

– Você pode salva-lo.

Dean começa a tossir novamente e dessa vez não para.

– Como posso salva-lo?

Lúcifer aparece bem na hora e estala os dedos fazendo com que o demônio suma.

– Ele falou de mais. – disse.

– Lúcifer por favor... – imploro chorando.

– Shh.

– Pai. – tento chantagem emocional, foi difícil dizer aquilo. – Por favor papai.

– Eu sempre quis ouvir isso de você, mas sei que só esta falando isso para que eu salve seu namorado.

– Ele não tem nada haver com isso.

– Tem sim e você sabe, ele é um dos caçadores que qualquer ser sobrenatural gostaria de ter pelo menos uma horinha com ele, acho que isso responde o que são os Especiais, caçadores. O destemido Dean Winchester, o caçador de demônios apaixonado pela filha do rei do inferno, irônico não?

Ele não para de tossir.

– Como posso salva-lo?

– Venha comigo que eu direi.

– Não vou deixa-lo aqui. Diga agora!

– Não se preocupe o sangue esta invadindo os pulmões dele. Ele morrerá em 10,9,8...

E quanto mais ele contava mais eu me desesperava.

– Não, não, não, por favor, não.

No ultimo suspiro...

– Amo você...

– Não! – grito com ele já morto em meus braços.

– Podemos ir agora? Acho que sim.

Estala os dedos e estou novamente na enorme sala do Forte, jogada no chão chorando.

– Não, Dean, não. – tento levantar e correr.

– Não, não, sente ai.

Lilith me empurra sem ao menos me tocar e eu sento no sofá. Debato-me para tentar sair mais é inútil estou presa.

– Você quer salvar seu namorado, certo?

– Certo.

– Pois bem te digo como, para não dizer que sou um pai ruim, mas...

– Mas eu terei que fazer um pacto.

– Exatamente isso. – seus olhos brilham de satisfação.

– Por isso ninguém me seguiu quando fui atrás dele, era isso que você queria desde o inicio.

– Essa é minha garota. E já que tocou no assunto, meus parabéns acabou com uma parte do meu exercito. Que asas maravilhosas, brancas como as nuvens, mas ainda sim eu enxerguei mesmo de longe algumas penas pretas o que quer dizer que o mal corre em suas veias.

– Quanto tempo você me da? – ignoro seu comentário.

Ele sorri.

– Quero que fique aqui comigo durante um ano.

– Um ano? – berro e finalmente consigo levantar. – Ma-mas eu pensei que eu fosse ficar dez anos lá em cima e depois viria pra cá.

Seus olhos brilham de fascinação por eu ter conseguido me libertar ele olha para Lilith.

– Essa garota ainda vai me dar muito orgulho, escrevam o que estou dizendo. – Lilith se contorce de raiva, mas nada fala. – Vamos Nina estou sendo bonzinho.

– Bonzinho você seria se tivesse me dito como salvar Dean há minutos atrás e sem me cobrar nada em troca, com isso você seria o pai do ano Lúcifer. Pense melhor, refaça a oferta prometo sempre te chamar de papai.

– Esta ouvindo isso? – todos ficam em silencio até a voz de Dean ecoar gritando meu nome “Nina!”.

– Tudo bem. – digo por fim. – Eu aceito.

– Excelente. – ele sorri. – Você terá duas tarefas, primeiro levará a alma dele de volta e segundo e mais importante para você, o que vai salva-lo é o seu sangue.

– Meu sangue? Ai. – digo quando sinto aquela pontada de novo.

– O que você vê?

“O sangue de Nina salvou Sam da morte, mas isso a tornou imortal.”

– Vejo John, Sam, Dean e a mãe de Natasha, ela diz que eu salvei o Sam da morte, mas por consequência me tornei... imortal.

– Sim. Suas memorias estão voltando aos poucos. Agora vem a pergunta que não quer calar, esta disposta a tornar-se imortal para salvar seu grande amor?

– Toda ação na porra da minha vida tem uma consequência. Sim eu estou disposta.

– Maravilha, agora só temos que selar o acordo.

– Eu não vou te beijar.

– Bom sem isso o acordo não acontece.

– Você é meu pai eu querendo ou não.

– E sou um arcanjo caído por seus pecados por consequência me tornei o rei do inferno, incesto é o menor de meus pecados.

Hesito enquanto ele se aproxima.

– Vamos logo com isso quero salvar Dean.

Ele chega perto, faço uma careta e nossos lábios se encostam.

– Seus lábios são macios. – diz ele.

– Vá se ferrar! A alma dele. Agora!

Vou andando com ele até a sala onde Dean esta.

– Siam de cima dele vermes insolentes. – digo espantando os demônios.

– Vish vai morrer de novo. Enquanto isso lá em cima o coração dele para mais uma vez.

– Então toda vez que o coração dele parava era porque ele morria aqui embaixo.

– Exatamente.

– Nina... – sussurra ele.

– Oi amor estou aqui. Eu vou acabar com esse sofrimento eu prometo.

– Que pena, que gostava de torturar um Winchester, privilégio para poucos. – diz Crowley.

– Você vai pagar caro por todo o sofrimento que causou a ele.

– Nossa que medo, venha me pegar se for capaz.

Lúcifer volta com uma adaga.

– O transporte da alma dele vai ser um pouco doloroso para você, mas vai sobreviver.

– O que tenho que fazer?

– Vou fazer um corte em seu braço, a alma de Dean vai entrar nesse corte quando você estiver com o corpo dele basta cortar-se novamente que a alma vai direto para o corpo dele. E depois você já sabe o que fazer, aproveite bem você tem vinte minutos para ficar com seu amado Dean, depois só daqui a um ano... Isso se você quiser voltar.

Engulo em seco.

– Não Nina... – sussurra Dean. – Você não fez um...

– Shh – calo sua boca com um beijo. – vai ficar tudo bem. Comece. – me dirijo a Lúcifer.

Ele faz um corte profundo em meu braço e fala umas palavras estranhas, uma luz sai do corpo de Dean e entra no corte a dor é quase insuportável mas vale a pena, mas o corpo dele continua na maca de tortura.

– Por que o corpo dele ainda esta aqui?

– Isso é só a casca – ele assopra e o corpo vai voando em pedacinhos. – o que você tanto quer esta no seu braço. Agora vá e quando voltar terá sua festa de boas vindas.

Estou na encruzilhada, vou correndo até o Impala só consigo dirigir com a mão esquerda.

– Ah! – grito de dor.

Ligo o radio para tentar me distrair, Total Eclipse of the Heart, a ultima musica que ouvimos juntos quando ele estava vivo. É impossível conter as lagrimas, lembro do meu garoto sorridente na festa a fantasia de Nora “I’m Batman!”, lembro dele cuidando de mim quando apareci depois de dois dias toda machucada, nossa primeira noite de amor ele estava prestes a ir embora mas eu não deixei que isso acontecesse. Minha mente da uma guinada e lembro que na verdade nossa primeira noite foi no meu aniversario de quinze anos, isso vai ser confuso. Olho para a pulseira em pulso, ah Dean meu garotinho perdido...

Entro no hospital a todo vapor.

– Por onde esteve? – pergunta Jô.

– No inferno.

– Por isso o cheiro horrível. Ma-mas o que? Como assim?

Não paro para falar com ela, entro no quarto Bobby ainda esta quase dormindo.

– O que houve? – pergunta assustado.

– Vim trazer nosso garoto de volta.