Notas iniciais
Oiee gente quanto tempo. Minha vida esta mais corrida do que nunca, escola, curso, karate e trabalho, por isso não tive tanto tempo para escrever. Mas aproveitei as ferias para dar uma boa adiantada na historia. Desculpem pelo atraso com as postagens ♥

Nina
Castiel foi barrado na entrada do céu, mas Jev conseguiu passar sem problemas tudo o que ele teria que fazer era se comportar não pensar em Nora e nem visita-la. Os anjos estavam reunindo pessoas como eu e Sammy com poderes especiais para nos ajudar na batalha e estavam conseguindo no entanto não era uma missão fácil, ora quem iria acreditar no que eles estavam dizendo sem que tivessem uma prova? Só quando eles mostravam suas asas às pessoas acreditavam. Bobby e John estavam indo bem na missão de recrutar caçadores para nós ajudar, alguns se mudaram para perto para ficar por dentro das novidades, outros continuaram em seus lugares mas sempre atentos, alguns eram legais comigo e meu cunhado, mas outros nos viam como aberrações. Não somos aberrações, somos?
Depois que Dean e Jô tiveram aquela conversa ela se tocou e parou de dar em cima dele de maneira descarada, mas ainda sim percebo uns olhares, mas também quem não iria olhar tanta beleza em um homem só?
O final de semana ia se aproximando assim como o aniversario de Nora, estava com receio de que não pudesse ir já que um novo caso surgiu.
– Shtriga! – disse Dean o computador a sua frente.
– Shtri o que?
– Shtrigas são um tipo de bruxa, elas se alimentam do sopro vital deixando a pessoa sem imunidade. Veja o tanto de crianças que está ficando doente nessa cidade.
Olhei os dados no computador.
– Realmente, alarmante!
– Elas podem se alimentar de adultos também, mas preferem crianças.
– Como matamos?
– Elas ficam imunes enquanto se alimentam devemos mata-las com um metal sagrado.
– Vamos lá então, acabar com essa matadora de bebes fofinhos.
Já estava tudo pronto para nossa viagem, estava esperando Dean encostada no Impala quando Sammy finalmente apareceu.
– Você demorou. – falei.
– Ah cunhada eu não vou.
– Por que não?
– Apareceu um novo caso, Adam e eu estávamos indo cuidar disso.
– Ah entendo, bem boa sorte.
– Obrigado, tome cuidado. – disse me abraçando.
– Você também.
E mais uma vez a eletricidade estava entre nós, ele usava a camisa que lhe dei, ficou perfeita nele. Nossa aquele cheiro... Nina pare! Quando dei por mim Dean estava parado olhando aquela cena, finalmente soltei Sammy, os dois desejaram boa sorte um ao outro e logo seguimos viagem.
– Você está tão quieto. – falei quebrando o gelo. – Quase três horas de viagem e você não disse nada.
– Não a nada a dizer.
– Certo.
Aumentei o volume do som e continuamos a viagem mais calados do que nunca, eu não fiz nada de errado não tem o porquê dessa cara feia, mas eu o entendo. Uma hora aquela raiva iria passar.
Já era manhã quando chegamos à cidade, aquilo estava um caos. Pessoas dando entrada nos hospitais a todo o momento com sintomas dos mais variados e a maioria ia a óbito.
– Oficial? – chamou-me uma mulher enquanto eu passava pela lanchonete do hospital.
– Pois não?
– Pode ficar dois segundos com a minha filha, preciso ir ao banheiro.
– Claro. – uma garotinha de cabelos negros e lisos estava sentada desenhando algo muito estranho. – Olá como se chama?
– Clara e você?
– Meu nome é Melissa, o que está desenhando?
– A bruxa má foi ela que deixou minha irmãzinha doente eu avisei para mamãe, mas ela não acredita em mim.
– Mais eu acredito em você, quando essa bruxa apareceu na sua casa?
– Ontem à noite, ela estava perto do berço da minha irmãzinha quando eu gritei ela foi embora.
– Entendo, eu posso ver melhor esse desenho? – ela me entregou.
– Posso ficar com ele?
– Uhum.
– Obrigada.
Assim que a mãe da menina chegou esperei Dean no carro e mostrei o desenho a ele.
– A garota desenha bem. – falou.
– Acha que ela vai atrás dela?
– Provavelmente sim.
– Então vamos matar essa maldita!
– Assim espero.
Olhei para ele surpresa.
– Não é a primeira vez que enfrento uma Shtriga. – engoliu em seco. – Uma vez quando Sammy e eu éramos crianças uma dessas foi atrás dele. Eu não devia ter saído devia ter ficado em casa como papai me mandou, mas não, quando voltei ela estava bem perto dele eu travei não consegui fazer nada então papai apareceu e atirou nela, mas não a matou. Ele ficou uma fera comigo. Desde então nunca mais trombei com uma dessas.
– Acho que pode ser a mesma que tentou pegar seu irmão?
– Talvez.
Meu celular toca, é Sammy.
– Oi Sammy, como você está?
– Oi Nina é o Adam meu irmãozinho esta no banho.
– Ah, oi Adam.
– Então como vai o caso?
– Até o momento vai bem, à noite vamos pega-la. E o caso de vocês?
– Vish o nosso caso é raivoso.
– Raivoso?
– Sim, mulher de branco é tipo um espírito que quando vivo era maltratada pelo marido e em um excesso de raiva acaba por matar os filhos, sempre que encontra alguma criança tenta leva-la para o mundo dos fantasmas.
– Nossa que bizarro.
– E para completar elas pegam caronas a noite e acabam por matar homens que não são fieis.
– Ahh essa parte eu gostei.
– Como é que é?
– Mais é claro se não é fiel tem que matar mesmo!
– Meu irmão está escutando isso?
– Claro que está. – coloco no viva-voz. – Pode falar com ele está no viva-voz.
– Eai irmão.
– Eai Adam. – falou sem nenhum entusiasmo.
– Se eu fosse você tomaria cuidado com essa mulher ela é perigosa, se você trair ela é bem capaz que ela te mate.
– Não se preocupe isso não vai acontecer, eu a amo.
E de repente tudo ao meu redor fica cor de rosa, meus olhos se enchem d’água e eu explodo de emoção.
– Aiii que lindo! – diz Adam.
– Ae eu vou desligar. – digo.
– Claro vai lá dar amor pro meu irmão, se é que me entende.
Riu e desligo.
– Eu te amo muito Dean. – beijo o canto de sua boca, já que está dirigindo e não quero provocar nenhum acidente. – Nada vai nos separar.
Ele me olha de relance e sorri daquele jeito que faz meu coração derreter, Sammy e eu podemos ter alguma ligação, mas não chega nem perto do que sinto pelo homem a meu lado. E claro que quando chegamos ao motel em que estávamos, segui o conselho de Adam.
A noite chegou bem rápido, antes de irmos para a casa da pequena Clara passamos no hospital e pegamos o endereço, Dean e eu estávamos na frente da casa esperando algo estranho acontecer.
– O plano é o seguinte, esperamos a shtriga se aproximar da criança e se alimentar um pouco quando isso acontecer eu a atinjo.
– Eu não vou fazer nada?
– Você vai me cobrir se alguma coisa acontecer você atira caso contraio, é, você não vai fazer nada.
– Ma... – colocou o indicador nos meus lábios.
– Nem comece, nada de bancar a heroína hoje.
Estava claro que Dean não suportava o fato de eu poder protegê-lo e como eu não conhecia o inimigo e não queria brigar deixei quieto.
– Ela tem mesmo que se alimentar um pouco? – falei.
– Você sabe que sim, mas não se preocupe serei rápido.
– Certo.
Tudo estava muito calmo e tedioso ficamos observando a casa por minutos, mas pareciam ter se passado horas até que uma ideia me ocorreu.
– Nós podíamos fazer alguma coisa.
Falei mordendo os lábios, ele estava muito concentrado observando a casa e não viu minha atuação, revirei os olhos. Mais alguns minutos se passaram e nada, tentei uma tática diferente ele estava com o queixo no volante acariciei sua nuca, desci pelas suas costas até chegar em sua coxa e apertei. Nada, nossa como isso era frustrante Dean nunca negou fogo, mas depois entendi não por estarmos em um caso mas porque se começássemos sabíamos que não iríamos parar, minha mão ainda estava em sua coxa e o vi respirar fundo. Ah Dean vou tornar as coisas mais interessantes! Subi a mão novamente levantei um pouco sua blusa e o arranhei de leve perto dos pelos púbicos, ele segurou firme no volante e respirou fundo novamente enquanto eu acariciava aquela região, ele não tirava os olhos da casa. Eu o quero agora! Era tão eletrizante ali no meio da rua, dentro do Impala. Seus olhos verdes continuavam a fitar a casa, desci mais um pouco a mão e senti seu membro começar a ficar duro, esse é meu garoto! Quando me aproximei quase sentando em seu colo...
– Vamos ela chegou! – ele berrou finalmente me olhando.
Puxou minha mão de dentro de suas calças abriu a porta e saiu em disparada até a casa. Fiquei por alguns segundos dentro do carro tremendo de frustração, mas não tinha tempo para isso, sai correndo atrás dele. Subimos uma arvore que dava acesso a janela do quarto, Dean entrou primeiro que eu fiquei sentada no parapeito da janela caso a shtriga tentasse fugir vimos a shtriga começando a se alimentar. Fique com uma perna dentro do quarto e a outra fora apoiada em um galho que acabou quebrando fazendo com que eu escorregasse um pouco para fora da janela gritei com o susto e bati a mão na parede interna para poder me segurar, Dean me olhou assustado a shtriga parou de se alimentar e o empurrou, sua arma com balas de prata feita de um crucifixo voou longe tirei minha arma da cintura e atirei no monstro, mas acabei errando pois não estava totalmente equilibrada ela veio para cima de mim e tentou me jogar para fora da janela meu namorado atirou nela e sua atenção voltou-se a ele. Entrei no quarto olhei para a criança de olhos arregalados que via tudo aquilo com muito pavor ela se cobriu até a cabeça, quando me virei o monstro estava em cima de mim, fiquei completamente paralisada não tive nenhuma reação não a tinha visto tão de perto, ela era horrível olhos fundos com rugas e verrugas, pele cinza e gélida um monstro horrendo e que por alguns instantes sugou minha vitalidade, mas logo a bala da arma de meu namorado atravessou aquela vadia e tudo havia acabado. Minhas pernas amoleceram e eu cai no chão.
– Nina!
– A criança... veja a criança... – sussurrei.
– Estou bem tia. – escutei sua voz. – Mas estou com medo.
– Onde estão seus pais? – perguntou Dean.
– Eles foram visitar minha irmãzinha que piorou e me deixaram com a Sr. Rita.
– Certo, fique por aqui.
Dean me ajudou a levantar e Clara abraçou sua cintura com força, já que era o único lugar que ela alcançava.
– Obrigado tio. – disse ela com um sorriso lindo no rosto.
Ele retribuiu meio sem jeito, aquilo me comoveu profundamente e por um momento pensei que se quando tudo acabasse Dean gostaria de ter um filho, bem eu sempre adorei crianças e sempre quis ter um filho ainda mais um filho dele e naquela mesma noite voltando para casa sonhei com uma garotinha com longos cabelos loiros encaracolados, olhos verdes e um lindo sorriso.
– Por que enquanto esperávamos no carro você fez aquilo? – perguntou ele.
– Aquilo o que? – fingi não saber.
– Ficou me atiçando.
– No começo foi para passar o tempo, depois eu fui gostando da brincadeira – mordi o lábio. – e quando percebi que você começou a ficar animadinho, ai sim foi que eu gostei.
– Nunca mais faça isso de novo. – falou parando o carro em frente a nossa casa aproximou-se de mim e sussurrou. – Porque eu não vou querer saber de shtriga ou qualquer outro ser.
– Ah não? – sussurrei.
– Não, e sabe por quê? – abriu o primeiro botão da minha blusa.
– Por quê?
– Porque eu só vou querer te levar lá pra traz e fazer tudo o que eu tiver vontade.
Enquanto dizia essas palavras ele ia mordendo um pouco meu pescoço, minha orelha até finalmente me beijar enquanto sua mão boba subia da minha panturrilha até minha coxa e mais um pouco... Até alguém bater com força no capo do Impala, era Adam e estava rindo muito provavelmente pela cara que fizemos.
– Porra Adam! – Dean gritou saindo do carro.
Respirei fundo, me recompus e sai do carro. Adam estava chorando de rir.

– Foi mal cunhada é que tem crianças na rua, vão fazer isso em um lugar mais deserto e a noite de preferência, são as seis da manha.
– Obrigada vou lembrar disso. Como foi a caçada?
– Super bem, a não ser pelo mãozinha ali.
Olhei para Sammy e sua mão enfaixada com um pedaço de pano velho cheio de sangue.
– O que houve?
– Fui pego de surpresa. – logo em seguida espirrou. – Acho que vou ficar resfriado. – outro espirro.
– Saúde, vamos entrar eu cuido disso.
Já na casa peguei a caixa de primeiros socorros e comecei meu trabalho.
– Isso aqui tá sendo um mimo quando eu e meu irmão nos feriamos o remédio era whisky e um pedaço de blusa lacrado com durex ou fio dental, isso quando tínhamos durex ou fio dental.
Comecei a limpar o ferimento e ele gemeu.
– Calma moça. – disse a ele.
– Você me chamou de que?
– O que?
Comecei a rir.
– Você me paga.
Limpei também o corte em cima de sua sobrancelha, mas me apressei com esse a forma como ele me olhava e a eletricidade entre nós estava grande de mais.

Notas finais
Galera tentei colocar uma foto da Shtriga, mas o negocio bugou :'(