Ao longo do caminho para Denver, ali mesmo no Colorado, Sammy e Dean me passavam um pouco de suas experiências, que já tinham matado outros vampiros e que não era uma tarefa muito fácil contando com a força, velocidade e todos os sentidos aguçados.

– Bem vocês têm a mim, se eles descobrirem que estamos chegando perto eu saberei, já que estou escutando até a cobra se rastejando no meio do mato.

– Isso é bom, vamos precisar disso. – falou Dean. – Mas o primeiro passo quando chegarmos é nos instalar em algum lugar, depois procurar saber a quanto tempo isso está acontecendo, ver os corpos das vitimas.

– E para isso precisamos de disfarces. – completou Sam. – Pegue isto. – ele me passou um negocio preto.

– Não acredito! – falei incrédula. – Agente Especial Rose Accola, F.B.I. E se alguém nos pegar?

– Então nós fugimos. – disse Dean. – Isso só aconteceu uma vez, mas no fim tudo se resolveu.

– Nossa! Caramba estou muito empolgada, nossa não vejo a hora de chegar.

– Calma gatinha, ainda vai demorar.

– E falando em gatinha, essa foto está horrível. Porque não me disse que precisaria de uma foto?

– Ah mulheres! – pude vê-lo revirando os olhos pelo retrovisor.

– Até que não esta tão ruim. – falou Sammy e pude ver o olhar duro de Dean para ele. – Quer dizer considerando que teve toda uma montagem e tudo mais...

Ops! O clima ficou estranho de novo. Mas mesmo assim eu sorria feito uma besta olhando para o falso distintivo, mais e daí? Estou super empolgada.

– Tem mais ai Sammy?

– Tem sim.

Ele me passou o pacote. Estava cheio de carteiras falsas, além de muitos distintivos do F.B.I. com muitos nomes diferentes eu também era estudante de advocacia, pediatra, psicóloga entre outras coisas e cada uma com um nome diferente.

– Elena Salvatore? – falei incrédula.

– Sim, algum problema? – falou Dean.

– Não é que... Não é meio óbvio?

– Claro que não, que agente ou outra pessoa assiste The Vampire Diaries?

– Muitas pessoas assistem Dean. – falei tentando parecer irritada.

– Tá mesmo que muitas pessoas assistam, quem vai se ligar nisso quando estiver preocupado em saber quem matou sua filha e jogou o corpo dela na beira de uma estrada?

Engulo em seco. Acho que ele levou minha irritação a serio ou esta assim por causa do elogio de Sammy.

– Nossa! Tá bom então.

Ele respirou fundo.

– Desculpa, peguei pesado. – olhou-me pelo retrovisor. — É sua primeira caçada...

– É eu sei tá tudo bem.

Eu não estava com raiva e sim... Chocada? Surpresa? Sei lá, mas ele não precisava ter dito aquilo daquele jeito, embora tenha falo num tom normal consegui perceber uma pontada de alteração na sua voz, está com raiva do irmão só porque elogiou minha foto? Desconte nele então, só não começo uma briga agora porque Sammy está aqui, é minha primeira caçada e são duas da manhã. Guardei os documentos falsos no pacote de papel pardo e recostei minha cabeça na janela vendo as árvores passarem de pressa na escuridão da madrugada.

– Nina? Nina, acorda dorminhoca.

– Hm. Que horas são?

– Cinco da manhã, já chegamos. Tem um motel aqui perto vamos nós hospedar lá, Dean esta enchendo o tanque. Quer ir ao banheiro ou algo assim?

– Quero sim. – respondo sonolenta.

Nossa nem percebi que havia dormido passo as mãos no rosto e me espreguiço enquanto Sammy sorri para mim e me ajuda a sair do carro. Dean não está por perto, talvez esteja no banheiro, Sammy pega minha mala, abro e pego meu nécessaire.

– Sabe eu não gostei muito de como Dean falo com você, eu iria argumentar mas achei melhor ficar quieto, já que tudo é motivo para ele desconfiar da nossa ligação.

– Tudo bem eu entendo, ele não disse por mau é que... a forma como ele disse meio que me assustou um pouco, ele falou de uma forma tão... normal...

– Isso é normal no nosso mundo Nina. – disse colocando uma mecha de cabelo atrás de minha orelha.

Congelei com seu toque, realmente fui pega de surpresa. Quando voltei ao normal consegui dizer:

– Vou lá no banheiro.

Ele assentiu e sai. Esse clima está cada vez mais estranho, mas ele sabe que não tem chance. Depois da pausa continuamos a viagem por mais alguns minutos e paramos no motel, o mais hilário foi à cara da recepcionista quando me viu acompanha por dois homens era do tipo "Hmm danada!".

– Legal, uma cama para três. – falei quando chegamos no quarto.

Um quarto vermelho, com um frigobar, a cama redonda com lençóis vermelho sangue e... espelho no teto. L.A.S.C.O.U!

– Você dorme ai, eu me viro com Sammy.

– Não, não vou deixar vocês jogados em qualquer lugar por aqui. Precisamos todos dormir um pouco. – não tinha certeza do que está prestes a propor mas... falei. – Vamos dormir os três, juntos!

– Tá brincando com a minha cara?

– Não Dean, olha a cama é grande, redonda, mas grande podemos dar um jeito.

– Isso vai ser estranho. – falou Sammy.

– Sim vai e tudo por causa da ligação, não vamos fingir que isso não existe e não tocar nesse assunto. O clima está estranho a muito tempo está na hora de parar com isso, vocês são irmãos e se amam. Dean é meu namorado e eu o amo, faço qualquer coisa por ele e Sammy é meu cunhado e eu o amo também, mas como amigo e faço qualquer coisa por ele também. Vocês dois e o cabeção do Pet são o que eu tenho de mais importante nessa vida e eu não quero ver vocês dois brigados, por isso podem voltando a se falar normalmente.

Ufa! Como eu falei minha boca está até seca, eles olham para mim um misto de confusão, espanto e... Humor? Talvez.

– O que estão esperando? – digo. – Se abracem. – nada. – Agora. – digo com mais firmeza e eles se abraçam. – Ótimo.

Me senti uma professora do jardim de infância. Já estávamos prontos para dormir, ficamos um olhando para a cara do outro, tipo “Quem vai primeiro?”. Bem eu fui logo veio Dean ficando agarrado comigo e Sammy deitou atrás dele.

– Sammy chega pra lá para de roçar em mim! – falou Dean.

– Chega pra lá você.

E um começou a empurrar o outro.

– Ai fala sério! – falei saindo dos braços de meu namorado e ficando no meio dos dois.

– Vão dormir! Daqui a pouco já temos que estar de pé!

Certo aquilo era estranho de um lado meu namorado e do outro meu cunhado que deveria ser meu namorado e o pior o espelho no teto, todos conseguíamos ver a cara de constrangimento um do outro chega a ser engraçado. Todos estávamos tensos quase nem respirávamos, mas logo relaxamos e adormecemos.

O relógio desperta as oito, estávamos exaustos e queríamos dormir mais, no entanto o dever nos chamava. O mais constrangedor na hora de acordar foi ver Dean e Sammy com a cabeça em meu peito. E depois olhamos para o teto, aquele espelho revelando a expressão de todos, certo vamos ignorar isso.

Eu usava um jeans preto bem justo, blusa social branca e um blazer da mesma cor da calça, estava calçando salto alto também preto, odeio salto não me sinto confortável, mas Dean insistiu para eu os trouxesse e agora entendi o por que. Dividi o cabelo na lateral e fiz um coque baixo e uma maquiagem leve, nossa! Eu realmente parecia do F.B.I. Ali mesmo no banheiro treinei um pouco.

– Parado F.B.I. – mostrei o distintivo, legal deixei cair na pia. – Agente Elena Salvatore, F.B.I. parado! – me enrolei toda para abrir o distintivo, mas pelo menos não caiu.

Isso não estava ficando bom, mas espero que na hora saia alguma coisa. Os rapazes se trocaram no quarto para ficarem mais a vontade e quando sai do banheiro estavam impecáveis em belíssimos ternos, era estranho vê-los assim principalmente Dean.

– Nossa! – falamos todos.

– Vocês estão lindos.

– Você também. – os irmãos disseram juntos.

Sorri e em alguns minutos já estávamos novamente na estrada.