Terror Ao Anoitecer
1 Capítulo 1
Nina Graham
Minha vida nunca foi normal desde a morte dos meus pais, sempre atormentada por sombras e vultos, por mais que eu tentasse a noite sempre aconteciam coisas estranhas, mas tudo isso estava prestes a mudar quando conheci os irmãos Winchester, no restaurante onde trabalho. Eram lindos, mas só um em especial me chamou atenção, Dean.
- Boa tarde, somos Dean e Sam e gostaríamos de fazer algumas perguntas seria possível?
- Sim, mas meu chefe não gosta que os funcionários fiquem batendo papo com os clientes. Daqui a cinco minutos termino meu expediente, se vocês esperarem um pouco.
- Claro esperamos sim e uma agua sem gás, por favor.
Servi a agua para eles e cinco minutos depois saímos de lá e fomos caminhando ate o parque da cidade.
- Você tem ouvido falar em algumas coisas estranhas que vem acontecendo por aqui? – perguntou Sam.
- Sim, mas não sei de muita coisa. Mas pelo o que ouvi falar é uma maldição.
- Uma maldição? – repetiu Dean.
- Sim, parece que há um tempo, o marido não podia dar filhos a sua esposa, desesperado sem saber como contar, uma noite um homem lhe disse que se ele fizesse um pacto com ele, daquela noite em diante ele poderia ter quantos filhos quisesse. O homem não terminou de escutar e disse que faria qualquer coisa pra isso acontecer, foi quando ele assinou um contrato usando o próprio sangue e foi para casa. Um mês depois sua esposa descobriu que estava gravida, o bebe nasceu todas a amavam. Mas aquele homem que havia parecido naquela noite voltou para buscar o bebe, mas o pai da criança não quis entrega-la. Um ano depois a mãe da menina morreu num acidente sem explicação, doze anos depois o pai ficou muito doente a acabou falecendo também.
- E essa garota, esta viva?
- Sim, toda noite desde que ela completou a maior idade, essa coisa vem assombrando ela, e cometendo esses crimes.
- Está bem era só isso, obrigado...
- Nina. Nina Graham.
- Obrigado Nina. – disse Dean.
- Não a de que, qualquer coisa sabem onde me achar. Mas só uma coisa, porque tanto interesse nessa historia?
- Hum, somos investigadores.
- Onde esta o distintivo? – Dean vasculhou os bolsos e nada achou.
- Hum, esta no carro olha só.
- Não são investigadores, ou algo do tipo.
Houvesse um breve silencio e uma troca de olhar entre eles ate que Sam falou:
- Olha você nos pegou, não somos investigadores nem policiais, somos dois irmãos tentando descobrir o que esta acontecendo nessa cidade, para poder ajudar.
- E como ajudariam?
- Descobrindo de onde vem esse demônio e mandando ele de volta de onde veio. – disse Dean. – Por favor, nos ajude a encontrar essa garota, só assim saberemos de toda a historia.
Pensei um pouco no assunto, fiquei na duvida, mas eles realmente pareciam sinceros e dispostos a ajudar, não sei como, mas nesse mundo só não tem jeito para a morte.
- Esta na frente dela. – Os dois ficaram chocados, não sabiam o que dizer, não era pra menos. – Então o que podem fazer?
— Vamos com calma, primeiro conte-nos como acontece, porque acontece.
- Certo, mas isso não é coisa para se contar em publico vamos ate minha casa.
E fomos andando, no caminho eu contava a eles, algumas coisas como, só acontecia à noite e só começou a acontecer depois que completei dezoito anos, mas assim como eles, eu tinha muitas duvidas, essa coisa me atormentava todas as noite e só saia de manha, quando eu acordava nunca me lembrava de nada. A chuva ia caindo forte pela janela, o vento soprava forte na copa das árvores, e eu continuava a contar minha historia. Coitado de meu pai se soubesse que tudo isso iria acontecer preferiria ter adotado uma criança, ou inseminação. Um raio cruzou o céu acompanho de um trovão muito forte que me fez tremer, atrapalhando nossa conversa.
- Calma, era só um trovão. – disse Dean afagando meu braço.
- É só um trovão, mas junto com ele vêm lembranças que...
Não consegui falar, lágrimas tomaram meu rosto e embargaram minha voz, mas uma sensação gostosa de proteção fez-me acalmar, era Dean me abraçando.
- Hei não fique assim, pode falar conosco se quiser.
- Eu não consigo, faz tempo, mas ainda não superei.
- Tudo bem não vamos obriga-la a disser nada que não queria – disse Sam, com muito carinho, segurando minhas mãos. – quando você estiver pronta para falar, pode falar.
- Obrigado, muito obrigado, é bom poder conversar com alguém, colocar isso pra fora eu nunca tinha feito isso antes.
- Pode contar sempre comigo linda. – disse Dean segurando meu rosto, com suas mãos quentes e macias, fazendo-me olhar no fundo de seus olhos.
- E comigo também.
- Chega de chorar, esta chovendo muito lá fora, sem condições de vocês irem para casa, vocês vão dormir aqui.
- Não queremos incomodar. – disse Sam.
- Não vão, mais tarde vou arrumar o quarto de hospedes.
E assim terminamos a tarde e passamos a noite, sentados no sofá comendo pipoca, vendo filme, jogando vídeo game. Entre Dean e eu, senti que rolou um clima, mas não vou dar uma de desesperada, vou deixar as coisas acontecerem. Quando menos esperamos o dia já tinha amanhecido, dormimos os três no sofá, Sam estava do outro lado todo esparramado, enquanto eu dormi nos braços de Dean, estranho só tive sonhos lindos, lembro-me de tudo o que aconteceu na noite passada, vivi uma noite normal nos braços de um cara que nem conheço direito, nos braços de um cara que esta despertando um enorme interesse em mim e que não é tão normal assim, é isso que me atrai nele, o mistério em seus olhos, seu sorriso, sua voz, a forma como havia me abraçado e me tocado na noite passada, ele me trouxe paz.
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