Terror Ao Anoitecer
79 Capítulo 79
Notas iniciais
Um agradecimento todo especial para Wells13 que favoritou a fic e Karolzinha Winchester, que me deixa feliz com seus comentários ♥
Alguns dias depois, Tobi vem com a noticia de que se infiltrou no meio de alguns colhedores de almas e conseguiu sair. Disse que viu Dean em uma loja de ervas, mas que teve que fugir pois John estava na sua cola. Hmm loja de ervas, será que ele esta tentando me tirar daqui?
Continuo lutando e bebendo sangue de demônio, às vezes Tobi e eu tiramos uma luvinha, mas eu nunca resisto quando o vejo sangrar...– Você tem que parar com isso. – protesta ele, enquanto estou grudada em seu pescoço. – Ai devagar você esta me mordendo.– Vamos de novo. – digo saindo de cima dele, com faca em punho. Meu pai percebeu nossa proximidade e me deixar ficar mais com ele, é bom ter uma companhia para conversar, alguém em quem confiar em um lugar onde ninguém é confiável. Mas claro meu pai não é bobo, fez isso para que ele pudesse ficar de olho em mim o tempo todo, porque ele sabe que gosto de Tobi e não vou tentar arrancar o coração dele, como já fiz com a vadia da Lilith, ninguém mandou ela se engrandecer pra cima de mim, foi uma briga e tanto rolamos escada a baixo, peguei minha lamina e enfiei na vadia, arranquei seu coração com as próprias mãos... Mas a vadia voltou.– Vamos Tobi, levante. – digo.– Você tem que ir com mais calma, agora que reconquistei meu rostinho bonito não quero marca-lo.– Deixa de ser fresco. – digo indo pra cima dele. E como prova de que todos os erros dele seriam perdoados, meu pai deu a ele sua face humana de volta, um lindo homem de cabelos castanhos claro, olhos verdes, pele branca e um porte físico bem forte, ele me lembrava muito Channing Tatum. Mais uma vez estávamos lutando, cada um com uma faca, a cara e a coragem.– Você tem que parar de ter medo de me machucar. – falo. – Não sou tão sensível assim.– Você é uma garota, eu não bato em garotas. Tento acertar um soco, mas ele esquiva me derrubando e me dando um mata leão. Bato em seu braço.– E papo de não bater em garotas?– Não bati, só finalizei.– Você é bom em finalizações.– Sei um pouco de tudo. – se gaba.– Vamos de novo garotão. Eu simplesmente não me cansava daquilo, só queria lutar e lutar passávamos horas assim. Vou pra cima dele mais uma vez tentando acertar um chute com a perna de trás mas ele abaixa, mal caiu no chão aproveito que ele esta abaixo e com a outra perna chuto a lateral de seu rosto com a sola do pé, ele rola no chão.– Agora você pegou pesado Nina, eu falei o que sobre meu rosto? Caiu na risada.– Para de ser fresco. Ele vem para cima de mim como um furacão, esta mais serio, ainda posso ver sua verdadeira face e é de dar medo, me defendo de um soco mas ele me acerta com outro. Nossa como ele é forte! Rolo no chão e minha adaga acaba cortando minha mão.– Nina. – diz ele preocupado. – Me desculpa eu não queria...– Esta tudo bem só um corte. – que na mesma hora cicatrizou. – Esse é o bom de ser imortal. Aproveito que estou no chão e ele esta distraído e o derrubo chutando com força seus joelhos, sua faca cai, um braço fica exposto e eu lhe dou uma chave de braço.– Não é só você que sabe coisas. – falo. Pego a adaga e ameaço cortar seu pulso para beber mais daquele liquido gostoso e quente.– Não ai não, o antigo corte ainda nem cicatrizou. Você esta se viciando nisso, quem sabe mais tarde. Ele mal termina de falar e eu já estou em cima dele arrancando sua blusa e cortando seu peito firme e forte e sugando o liquido, o fluxo de sangue não vinha com tanta força, mas dava pro gasto. Ele esta ofegante.– Nina pare! – pede ele. – Pare Nina! – sua voz é um sussurro. – Sai de cima de mim... Ele joga a cabeça pra trás e coloca a mão em minha nuca, sua respiração mais descontrolada que antes. Ele solta um gemido rouco.– Isso é tão estranho, mas tão hesitante. – murmura. Mal consigo ouvir suas palavras, só quero sangue, mais sangue, quanto mais melhor. Sinto sua ereção crescer cada vez mais por sua calça, paro de sugar o sangue e olho fixamente pra ele que esta de olhos fechados e mordendo o lábio, aquilo me lembrou Dean. Meu Deus Dean! Saiu de cima dele.– Tobias eu...– Esta tudo bem, tudo bem. – diz ficando de pé, corando na mesma hora. Avalio o estado dele, todo cortado, a maioria dos cortes ainda pingam sangue, sua pele branca em alguns lugares tons de roxo.– O que fiz com você? Por que não me parou? – começo a tremer.– Nina se acalma. Esta tudo bem, você só se empolgou só isso é normal em uma luta é isso que traz a vitória, aquele gás a mais.– Não, não, não! Olha só pra você, eu fiz isso com você!– Nina fique calma. Pare de tremer. – pede ele segurando minhas mãos.– Olha só pra mim, me tornei um monstro, uma maquina de matar! Em milésimos faço uma auto avaliação de mim mesma, a quantidade de sangue que derramei naquela sala de tortura, eram todos malditos vermes, mas ainda sim eram humanos eu deveria ter lhes dado o direito da duvida, a quantidade de sangue que venho ingerindo... Estou saindo do normal... do humano.– Nina? – chama-me ele.– Deixe isso comigo Tobias. – diz Lúcifer. – Venha querida, vamos para casa. Em pouco tempo já estou deitada e pronta para dormir.– Você treinou de mais hoje deve estar cansada. – diz ele.– Não estou... – sussurro.– Esta sim, durma um pouco vai te fazer bem. Concordo sem hesitar e caiu em um sono profundo... Tão profundo que durmo por dois dias seguidos. Quando finalmente acordo uma xícara se sangue fresco e quentinho esta me esperando, tomo tudo em um gole.
– Você esta horrível! – diz Natasha.– Cala a boca. – essa e a hora de eu jogar tudo no ventilador. – Você é uma vadia traidora. Como pode deixar sua irmã sem noticias, com sua mãe morta recentemente, completamente sozinha? – ela engole em seco. – Você mete banca de marrenta de fodona mas não passa de um inseto. Ela me joga na parede e me prende sem ao menos me tocar, mas agora estou mais forte, com certa dificuldade consigo me mexer e sair de sua armadilha, é como nadar contra a correnteza carregando 200 quilos em cada perna. Pego minha adaga e quando chego bem perto coloco-a em seu pescoço, seus olhos estão arregalados.– Você vai ter que melhorar seus truques se quiser me deter por mais tempo.– No que você se tornou? Congelo. No que eu me tornei? Nos olhamos fixamente até que ela sai me livrando de todo aquele peso. Respiro fundo e penso no que estou me tornando, estou saindo do humano, estou saindo da minha missão do meu juramento a todos os anjos... a Dean... Tenho que sair desse lugar, o mais rápido possível uma vez escutei uma conversa dos demônios sobre mandar mais deles para a Terra para recrutar mais almas, vou me infiltrar no meio deles e passar para o outro lado.– Nina querida. – diz papai.– Sim?– Quero que veja alguém... – seu sorriso é sombrio.– Quem seria?– Olá Nina. Essa voz é estranhamente familiar, ela vem carregada de desejos sombrios, malícia e perversidade... Eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar. Essa voz me causa arrepios e nojo e... pavor, me contraio e fecho os olhos lembrando de todo o pavor que aquela voz já me causou.– Vamos lá Nina, vire-se. – diz papai. Engulo em seco, estou tremendo e suando frio. Com destreza e velocidade pego minha adaga giro o corpo rapidamente e jogo a adaga que passa de raspão por ele ficando presa na parede...– Michel. – digo com o máximo de desprezo que consigo.
Notas finais
Preparem-se Mishamigos, muitas emoções para o próximo capítulo :*
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