Terror Ao Anoitecer
68 Capítulo 68
Notas iniciais
Um agradecimento todo especial para Acklesdesde2014, comentarista e leitora assídua ♥
Na manhã seguinte acordo indisposta tudo gira enquanto procuro por Dean que não está no quarto, olho para o relógio e vejo que já passam das duas horas. Ligo para ele.
“Aqui é o Dean você já sabe o que fazer.” Ótimo, em cima da mesa a alguns papeis e o notebook está ligado. A um mapa com marcações dos lugares onde aconteceram os assassinatos. Lembro-me então do rapaz que deixamos no hospital, Dean só pode estar lá. Coloco uma roupa formal, pego um distintivo e vou em busca de um taxi. Quando chego ao hospital o garoto está com ataduras por todo o corpo.– Agente Especial Smith, gostaria de fazer umas perguntas.– O outro agente também esteve aqui.– Faz muito tempo?– Sim ele veio logo que amanheceu.– Bom isso é estranho porque ele não passou nenhuma informação para o FBI por isso me mandaram, poderia me dizer exatamente o que aconteceu?– Bom eu e minha irmã estávamos fazendo trilha na floresta tudo estava indo bem quando ouvimos um barulho estranho e ela disse sentir cheiro de enxofre.– Enxofre?– Isso. Depois de uns segundos fomos atacados, acordamos amarrados nas arvores eles estavam dissecando minha irmã. – uma lagrima cai de seu rosto.– Eu sinto muito.– Depois disso ela fez o mesmo comigo. Ruby.– Nomes são ótimos se puder lembrar de mais algum...– Sim ãn, teve outra garota Ruby a chamava de Nat – Natasha, sussurra meu inconsciente. – foi ela que disse a Ruby que já estava bom de sangue humano, que agora precisaria de um sangue especial.– Ela falou mais alguma coisa sobre esse sangue especial?– Não, mas Ruby disse que estava sentindo um cheiro de sangue novo por perto e que o tal de sangue especial estava por perto. Então a outra perguntou o que fazer com o corpo da minha irmã, eu implorei pra que pelo menos eu pudesse enterra-la e prometi que não contaria nada a policia, elas riram e Ruby disse “está na hora de alimentar o cão”, depois disso só lembro de estar zonzo jogado no chão e minha irmã sendo dilacerada por alguma coisa invisível. O garoto cai no choro e eu não consigo conter uma ou duas lagrimas.– Eu sinto muito mesmo que você tenha passado por tudo isso. Eu vou chamar reforço para cuidar de você caso alguma delas tentem algo. Obrigada por tudo e se você lembrar de mais alguma coisa pode me ligar. Deixo meu numero na mesinha. Saio de lá e ligo novamente para Dean, nada. “Cass – rezo. – preciso de você, por favor, agora é urgente.” “Jev, pode me ouvir? Eu preciso de você e do Cass, por favor.” Mas não havia resposta, eu só podia contar com uma pessoa, comigo mesma. Meu primeiro passo foi voltar para o motel e organizar meus pensamentos. Dean está desaparecido e eu não consigo entrar em contato com os anjos, mas a respeito de Dean uma ideia me ocorre quando olho para o anel em meu dedo, preciso de uma visão qualquer uma que possa me indicar onde ele está. Da ultima vez aconteceu por acaso espero que dessa vez de certo, coloco o anel em minhas mãos e fecho os olhos.– Por favor – sussurro. – Dean onde você está? As imagens vem acompanhadas de uma forte dor de cabeça, a visão mostra Dean algemado em algum lugar um lugar escuro com...feno e...celas de cavalo ao redor. Uma fazenda. Alguém está passando a faca em seu rosto. Não Dean não! A visão para e eu grito, meu nariz esta sangrando e tudo gira, uma ânsia terrível vem e vou até o banheiro. Estou mais quente que antes mas não tenho tempo para me preocupar comigo mesma, tenho que salvar Dean. Tomo um comprimido e um estalo me vem à mente.– O garoto disse que os demônios estavam em busca de um sangue especial, Dean sumiu... Essa não. Rapidamente troco de roupa, por todo o quarto a armas espalhadas caso fossemos pegos de surpresa, duas facas em baixo da mesa, agua benta no vasilhame do detergente, armas e munição de sal dentro do guarda roupa, isso teria que funcionar já que o Impala não estava por perto. Joguei tudo em uma mochila e antes de sai tentei ver mais alguma coisa e consegui uma macieira ao lado de um lago, um caminho com flores mortas que dava até a entrada da “Fazenda Queen”, o cenário muda e uma senhora está servindo uma torta de maçã a Dean em um estabelecimento “A melhor torta de maçã da cidade é a torta dos Queen” diz a placa. E acaba. Bem tenho que começar de algum lugar.– Vamos ver, Tortas Queen. – digito no note – Ótimo. “A famosa torta de maçã dos Queen já entrou para a historia dessa cidade, com maça colhida do pé e sempre fresquinha. No próximo dia 14 o estabelecimento completa cem anos e para comemorar os Queen prometem uma variedade de tortas de maça, com chocolate, com chantilly, com diversas frutas, no café, almoço e jantar. Venham conferir”. Claro Dean não resiste a uma torta. Rolo a pagina e finalmente o endereço, pego a mochila e o note, agora só falta um transporte. Lembro das dicas que Sammy me deu de como abrir a porta do carro sem quebrar o vidro, mas não estou com tempo para ser tão prestativa, quebro o vidro e entro no carro, faço uma ligação direta e vou até o endereço.
– Nossa que carro horrível. – reclamo. – Vou ter que roubar outro. Paro no estacionamento e entro no estabelecimento.– Seja bem vinda. – diz a garota de olhos negros.– Obrigada. – sento-me no balcão.– O que vai querer?– São muitas opções, ah, eu vou querer essa aqui com chantilly, por favor. – ela traz a torta e simplesmente não vejo a hora de come-la. – Tem um amigo meu que veio aqui mais cedo e me recomendou o lugar, talvez você o tenha visto. Louro, um metro e oitenta, olhos verdes. A garota fica vermelha e seus olhos vacilam, ela esta escondendo alguma coisa.– Ah e-e-eu não vi. Vou perguntar para mamãe. – ela vai ao encontro da mãe, a mesma senhora da minha visão e sussurra em seu ouvido “aquela mulher é amiga do Agente, aquele que nós...”. A raiva toma conta de mim e tenho vontade de matar as duas, mas me controlo. Ela fizeram alguma coisa com Dean. A mãe vem até mim.– Bom tarde esta procurando alguém?– Bem na verdade não só comentei mesmo, uma beleza como aquela não é difícil ser notada. Louro, um metro e oitenta, olhos verdes de terno e gravata.– Bem não vimos ninguém com essa descrição hoje.– Tudo bem, parabéns pela torta e pelos cem anos. – digo pagando e levantando-me.– Obrigada volte sempre. Quando me levanto tudo gira novamente.– Onde fica o banheiro? – pergunto.– Primeira porta a direita, você está pálida, está tudo bem? Vou correndo até lá e vomito. Lavo o rosto e a boca. A senhora, vem até mim.– Como esta? – pergunta tocando meu ombro. Um arrepio me corre pela espinha, e tenho mais uma visão.“Coloquem-no ai.” – diz ela enquanto os demônios algemam Dean. – “O que vão fazer com ele?”.“Vamos brincar um pouquinho.” – a vadia da Ruby puxa uma faca... Sou puxada de volta para a realidade.– Desculpe não entendi o que a senhora disse.– Você... Você esta gravida. Congelo.– O-o que?– Eu percebi desde a hora em que você entrou, o brilho nos seus olhos, a forma como você comeu aquela torta e agora o enjoou você está gravida...– Obrigada pela torta. Ao chegar no estacionamento, não consigo acreditar no que ouvi estou tão transtornada que não perguntei sobre nada e sozinha ali no banheiro com ela eu poderia ameaça-la ou até mesmo mata-la se fosse preciso. Eu gravida? Será? Impossível ela deve ter falo aquilo para me distrair, na verdade não é impossível, fala meu inconsciente. Passo a mão na barriga e respiro fundo.– Não pode ser, não agora. E assim como posso escutar as coisas a quilômetros de distancias, escuto o coração de meu filho batendo e começo a chorar. Um filho de Dean. E agora o que vou fazer? Respiro fundo novamente, entro no carro e dirijo até a fazenda dos Queen. Eu não posso deixar o homem que amo morrer, perder meu filho é um risco que eu vou ter que correr.– Não quero perde-lo e também não quero perder seu pai. Mais eu prometo que vou tomar cuidado para que nada nem ninguém te machuque. Com armamento em mãos saiu do carro e entro na fazenda, está calma e silenciosa, mas logo avisto demônios, pego minha arma já com silenciador e carregada com balas especiais próprias para mandar os malditos de volta pro inferno. Chega mais perto e atiro. Subo na arvore com cuidado e me sinto tonta quando chego ao topo. “Calma filho, calma logo sairemos daqui com seu pai.” Lá de cima vejo mais dois demônios, todos em volta do que parece ser a porta de um porão, atiro em um, quando o outro me vê já esta com uma bala enfiada no crânio. Assim que chego na porta, esta trancada mas por sorte a chave caiu do bolso de um dos demônios ligo a lanterna e desço as escadas com arma em punho. E lá esta meu garoto quase desmaiando cheio de cortes.– Dean!– Nina. –ele geme.– Vou tirar você daqui. Tiro suas algemas e começamos a subir as escadas, quando abro a porta do porão Ruby e mais duas vadias estão lá.– Indo para algum lugar? – diz e com um chute derruba nós dois, fazendo-nos rolas escada a baixo. Dean está inconsciente em cima de mim e por alguma coincidência com a mão em minha barriga que doí muito. “Vamos meu filho aguente firme, eu não quero perder você.”– Nossa que lindo, os dois juntos prontos pra morrer. Ou melhor os três.– Ela não pode morrer Ruby, Lúcifer foi bem claro ele a quer.– Eu sei Lilith.– E precisamos dela para completar o feitiço.– Eu também sei disso Natasha, mas por que não brincamos um pouquinho?
Notas finais
As coisas não estão nada bem para nossa heroína, onde estão os anjos? Por que Sam não da noticias? Aguardem os próximos capítulos e descubram as respostas...
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