Estava comendo quando meu celular tocou.

– Oi Pet.

– Oi cabeça adivinha onde eu estou.

– Ahh sei lá.

– Nossa que sem graça você, estou em Las Vegas.

– Las Vegas? O que faz ai?

– Surgiu um caso por aqui.

– Caso? Como assim caso?

– Olha não surta, ok? Estou caçando com a Jô.

– Você esta caçando? Como não me falou nada? – surtei.

– Você ia surtar, por isso estou te falando por telefone assim você surta, no entanto não tem mais jeito.

– Quem mais sabia disso?

– Todo mundo.

– Ótimo.

– Escuta para de gritar eu estou bem relaxa. Esta tudo correndo bem a Jô esta cuidando bem de mim. – “Se toca garoto” – ouvi ela dizer.

– Certo só volte inteiro para casa.

– Tudo bem até mais.

Fitei os Winchesters.

– Obrigada por terem me contado.

– Nina ele pediu para que não disséssemos nada. – falou Sammy.

– Ele está bem Nina, não precisa de tanta proteção. – completou Dean.

– O que foi Dean, esta com ciúmes dele também? Ele só meu amigo ta legal, não precisa se preocupar. – eu estava berrando.

– Calma eu só disse que ele não é tão frágil e não estou com ciúmes. Eu deveria ter ciúmes?

– Claro que não.

– Da para vocês se acalmarem? – pediu Sammy retirando seu prato.

– Ah desculpa deve ser a maldita T.P.M. – falei indo em direção a pia, fiquei zonza e ele me segurou.

– O que foi? – disse Dean ao meu lado. – Pode deixar Sammy.

– Não vão começar, ne? – disse.

– Só quero saber o que houve.

– Só fiquei tonta. – ele me levou até o sofá. – Deve ter sido a shtriga.

– Bem provável. – falou Cass aparecendo do nada como sempre. – Nada de treino para você hoje.

– Foi só uma tontura Cass, logo já estou bem. Só uma tontura. – respirei fundo, senti meu estomago queimar e uma ânsia enorme. – Preciso de um banheiro.

E sai correndo até o mais próximo. Em poucos minutos eu estava tremendo de frio e a temperatura do meu corpo estava alta e como se não bastasse cólicas menstruais. Depois de um longo banho quente me joguei na cama.

– Como se sente? – perguntou meu namorado.

– Bem. – falei sem muita convicção.

– Toma esse remédio vai se sentir melhor. Temos um problema, surgiu um novo caso e eu estava disposto a ficar aqui com você e deixar meus irmãos cuidarem disso, mas Sammy também não está se sentindo bem e Adam... acho que não da conta sozinho embora diga que sim.

– Tudo bem pode ir com Adam, peço pro Cass ficar aqui sem problemas. – ele continua olhando para o nada sem demonstrar nenhuma reação, percebo uma sombra de medo passar por seus olhos e então entendo tudo. – Não precisa ter medo.

– O que? – finalmente me olha.

– Sammy e eu... é por isso que você está assim, não vai acontecer nada e você sabe disso.

– Se eu ficasse sozinho com Jô você também não teria receio?

– Sim, mas eu confiaria em você porque sei que você me ama e que se ela tentasse alguma coisa você a colocaria pra correr. Se Sammy tentar algo, o que a gente sabe que não vai acontecer, eu faço isso ponho ele pra correr.

Ele da seu famoso sorriso torto.

– Eu te amo. – sussurra e me beija. – Se cuida.

– Eu também te amo se cuida também e sempre me da noticias, por favor, e volte inteiro.

– Pode deixar.

Ele pega suas coisas e vai, mas antes apaga a luz e da uma ultima olhada em mim até finalmente fechar a porta me deixando no escuro daquele quarto que ficou imenso sem ele. Ouço os dois descerem a escada, fechar a porta e finalmente dar a partida no carro que sai em disparada.

– Nina, Nina. Abra os olhos filha sou eu.

– Pai?

– Oi meu anjinho, quanto tempo.

– Muito tempo pai, como você está?

– Estou bem, finalmente consegui alguém para fazer a ponte por isso consegui vir por meio deste sonho.

– Quem esta te ajudando?

– O nome dela é Beatrice filha de Kate.

– Quem é Kate?

Ele hesita.

– Uma velha amiga, mas vamos ao ponto ok? Estou vendo todo seu treinamento e esforço estou tão orgulhoso.

– Sério?

– Sim por que não estaria?

– Porque na maior parte do tempo meu sangue de demônio fala mais alto, não é sempre que consigo me controlar e pra falar a verdade acho até que gosto desse poder.

– Mas você sabe que não deve gostar, você sabe que se torna outra pessoa quando deixa esse sangue te controlar. Lembre-se por quem você está lutando seus amigos, sua mãe, Castiel, Sam... – mas ao falar o nome de Sam senti sua voz vacilar como se quisesse tocar no assunto, mas não sabe como.

– Pode falar pai, também acha que Sam e eu devemos ficar juntos? – meu tom de voz era um pouco mais alto.

– Eu quero o melhor pra você, mas não vamos fechar os olhos e fingir que nada está acontecendo entre vocês. Claro fisicamente não tem nada, mas emocionalmente...

– Pode parando! To cansada de ouvir todo mundo falar “você vai ficar com Sammy aceite isso, Dean é só um passa tempo e blábláblá”. Eu to pouco de lixando pra opinião de vocês, pega sua opinião e enfia no...

– Chega! – berrou e assim voltei a perceber que estava falando com meu pai. – Controle seu linguajar mocinha, posso estar morto mas ainda sou seu pai!

– Desculpe.

– O que eu estou tentando dizer é que o amor está nascendo entre vocês, à forma como se olham como ficam nervosos quando estão perto um do outro, quando você voltou da morte e os dois dormiram juntos a eletricidade entre vocês. É o universo mandando dicas do que já era previsto, é questão de tempo até vocês dois ficarem juntos.

– Não aguento mais, chega! – gritei.

Estava de volta ao meu quarto ofegando, eram três da manha. Que ótimo, já não sentia mais dor e minha febre estava passando. Caminhei até o quarto de Sammy que espirava como um louco.

– Como você está?

– Mau, meu corpo todo esta doendo, to espirrando e com o nariz entupido.

– Eu vou pegar alguma coisa para você.

Ao voltar entreguei o remédio e medi sua temperatura estava alta ainda e por alguns instantes vendo-o tão frágil tive vontade de cuidar dele, de pega-lo no colo e ninar uma tarefa que não seria tão fácil considerando seu tamanho, no entanto logo afastei essa ideia e voltei ao meu quarto. Novamente sonhei com meu pai.

– Desculpa se gritei com você. – falei.

– Desculpa se eu te irritei. Preciso de um favor seu filha. Essa garota que está fazendo a ponte precisa de ajuda à irmã dela sumiu há semanas e não da noticias preciso que vocês a ajudem a encontrar Natasha.

– Natasha?

– Sim a irmã dela, algum problema?

– Não é só que... Nada enfim onde podemos encontrar Beatrice?

O sol já estava alto quando Sammy e eu acordamos, já estávamos um pouco melhor só super molengas principalmente Sammy. O endereço de Beatrice era perto de onde os garotos estavam trabalhando, então foi fácil acha-la e logo que eles matassem a criatura sobrenatural a buscariam e a traziam para cá. Durante o dia três caixas enormes chegaram pelo correio.

– Entrega para Dean Winchester. – disse o entregador.

– Ele não está, eu sou a namorada dele.

– Assine aqui por favor. Obrigado.

– Fantasticfantasias.com? – disse a Sammy. – Desde quando Dean compra coisas pela internet?

– É parece que ele está empolgado para festa de Nora.

– Bem vamos ver o que ele comprou.

– Espera, acho melhor ligar. Quer dizer se ele não avisou, deve ser porque queria fazer um suspense.

– Tudo bem então. – disco o numero e algum tempo depois ele atende. – Oi amor.

– Oi como você esta?

– Bem e você?

– Bem também mas esses ghouls estão dando trabalho.

– O que seria isso?

– Espíritos de mortos que podem assumir a forma da última pessoa que eles mataram, sua dieta é à base de carne de cadáveres e agora deram para comer gente viva também.

– Que nojo, por favor, tome cuidado.

– Sempre tomo.

– Enfim chegaram umas caixas aqui em casa apa...

– Você abriu?

– Não, mas...

– Então não abra espere até sábado, você vai adorar. Agora tenho que ir tchau depois te ligo. Beijo se cuida.

E desligou.

– Ele realmente está empolgado.

À noite a febre de Sammy piorou tive que coloca-lo no colchão em meu quarto não iria dormir na mesma cama que ele, não mesmo. Chamei inúmeras vezes por Castiel, mas ele não veio.

– Jess! Jess volta pra mim. – o escutei dizer, ótimo alucinações. – Eu amo você fica por favor.

– Sammy. – chamei baixinho.

– Nina? – mas ele ainda estava dormindo, estava sonhando comigo decidi então dar corda para ver até onde ele iria.

Notas finais
E até onde o sonho do nosso pequeno Sam vai?