Terror Ao Anoitecer
55 Capítulo 55
Voltamos ao treinamento, mais uma vez lutávamos com faca e mais uma vez Sammy e eu estávamos juntos, só que dessa vez era mais difícil ele me pegar, meus reflexos voltaram à velocidade de antes e eu demorei muito para me cansar. A próxima etapa foi exorcizar mais um demônio com a mente, no começo fiquei apreensiva o que atrapalhou meu desempenho. Mas então lembrei do porque estou nessa luta, e facilmente o demônio torrou em minha frente o único trabalho que tive foi de enterrar o corpo Dean queria fazer isso mais eu insisti em fazer.
Cada um de nós estava com uma arma potente e atirando em alvos bem distantes, todos se saíram bem a não ser por Jô que errou uma vez e pediu ajuda de Dean. Respire Nina, respire. Os primeiros tiros a curta distancia e com armas não tão pesadas foram fáceis para mim, mas os de longa distancia e com armas mais pesadas, esses sim deram trabalho e a cada erro Jô se divertia um pouco.
– Ignore ela. – sussurrou Dean em meu ouvido, o que me causou deliciosos arrepios. – Agora feche os olhos e respire fundo. – obedeci. – Mantenha a arma nessa posição – ele alinhou a arma. – e concentre-se... Agora atire.
Atiro... e acerto! -
Beleza! – digo virando-me para Dean e lhe dando um selinho. – Obrigada.
– Sem problemas.
– Até que enfim cunhada. – fala Adam.
– Cunhada?
– É uma longa historia depois Dean te conta.
– É isso ai Nina parabéns. – fala Sammy.
– Bom trabalho, agora tem que praticar. – fala Jev.
– A qual é foi só um tiro, para que tantos parabéns? – retruca Jô, ignoro.
– Pode deixar Jev, com um professor desses vai ser moleza.
– Aproveita enquanto ele não volta para mim. – sussurra Jô.
Sua mãe arregala os olhos e da um beliscão nela, tirando aquele sorrisinho de seu rosto. Largo a arma no chão, nesse momento não consigo mais ouvir o alerta dos anjos para eu respirar, porque simplesmente não consigo. A merda já estava feita, ela que aguente as consequências. Me aproximo lentamente dela.
– O que você acabou de dizer sua vadiazinha?
Todos me olham assustados.
– Essa não! – fala Jev. – Lembre-se de respirar.
– Calma Jev só vou argumentar. Então repete o que você disse?
– Eu não disse nada.
– Sim ela não disse. – defende Adam com a mão em meu ombro.
– Ah disse sim, mas só falou em um altura que quem estava muito perto conseguiria ouvir, como a mãe dela, ou como eu e Jev com nossa "super audição". Se você quiser eu repito.
– Olha ela não falou por mau... – tenta argumentar Ellen.
– Ah não? Quer dizer que ela veio para essa merda de cidade para nos ajudar, nossa como ela é uma garota com boas intenções. Eu até poderia acreditar no seu teatrinho só que vadiazinha, não colou.
– Quem você pensa que é para me chamar assim?
– Eu não penso eu sou! E que fique bem claro, não chegue perto de Dean!
Agora eu já sabia como respirar, minha vontade era esquarteja-la mais deixando as veias principais por ultimo, mantendo-a viva, para sentir tudo até o momento de eu arrancar seu coração, mas pensei em Dean e Sammy e nos anjos eu prometi que me controlaria e assim fiz, me afastei dela.
– Me obrigue a ficar longe dele!
– Merda Jô! – berrou Dean.
Simplesmente voei para cima dela, mas Jev me conteve.
– Vamos transformar toda essa fúria em treino.
Só depois entendi o que ele queria dizer. Cada um estava de um lado olhando fixamente para Jô e eu, que segurávamos uma faca e nos encarávamos e nos movíamos.
– Como eu disse vamos transformar toda essa fúria em treino, podem começar, se enfrentem. Girávamos a faca na mão, até que finalmente ela avançou acertando meu braço.
– Vamos lá vadiazinha, vem para cima! – chamou-me.
– Não sou sua irmã para ser vadia como você!
Ela veio para cima, desviei e fiz um corte profundo em sua perna ela estava de costas para mim aproveitei para fazer outro corte em suas costas. Ela caiu no chão.
– Levante!
E assim fez.
– Você se acha de mais com todo esse sangue de demônio que carrega.
– Não é só o de demônio que eu carrego.
– Mais é o que mais aparece.
Tentei acerta-la, uma tentativa frustrada já ela fez um corte imenso em mim que pegou um pouco no pescoço e foi até o ombro cortando até a alça de minha blusa, ainda bem que estava de top. As palavras de Castiel vem em minha mente "Lutar com raiva não ajuda em nada..." Respirei fundo.
– Mais sem todo esse sangue que carrega – continuou. – você não é nada, não passa de uma garota qualquer, sinceramente não sei o que Dean viu em você.
– Provavelmente viu um pouco mais de cérebro e corpo.
– Sua vaca.
Tentou acertar-me novamente, mas não conseguiu já eu consegui fazer dois corte nela, um no abdômen e outro na coxa.
– Você não entende que nunca darão certo? Você é um demônio é uma criatura que nós caçadores temos obrigação de caçar, se ele esta com você com certeza é pelo sexo...
– Chega! – berrou Dean. – Jev para isso agora!
– Acalme-se Dean.- falou o anjo.
– Ah sim pelo sexo, você deve ser boa, nem comigo ele ficou tanto tempo. – continuou.
– O que posso fazer se você não deu conta?
– Ah dei conta sim, nós éramos bem criativos até no Impala já fizemos.
– No... Imapala?
– Sim, porque essa cara de desapontamento? Ele nunca te chamou para o banco de trás do Impala? Nossa deve ser porque ele não quer manchar a memoria deliciosa daquela noite no Impala.
– É melhor você calar a boca. – sentia o ódio pulsando cada vez mais forte dentro de mim, a qualquer momento eu iria explodir.
– Por que demônio vai me matar?
– Para de me chamar assim, eu não sou um demônio!
– Será? Você e Sammy são bem aparecidos nesse lance de demônio, porque não vai ficar com Sammy e deixa que eu cuido de Dean?
– Nem ferrando.
Corri para cima dela, a desarmei e fiz um corte lindo em seu rosto.
– Gostou disso vadiazinha? – ela estava espantada e todos estavam correndo em nossa direção. – E disso? – dei um soco em seu nariz que começou a sangrar de imediato, mas ela continuava de pé só cambaleou um pouco para trás, para finalizar saltei e dei um belo chute circular que acertou em cheio sua cabeça deixando-a inconsciente, mas tentei controlar um pouco da força não queria mata-la, sabia que iria me arrepender.
– Nina para, já chega! – Sammy segurava-me pelos ombros.
Enquanto todos queriam saber se Jô estava ou não viva. Dean chegou e entrou na frente do irmão que revirou os olhos.
– Eu não sou um demônio! Sou uma pessoa boa. – falei. – Tenho meus defeitos mas sou uma pessoa boa.
– Jô falou de mais sinceramente ela mereceu, agora tente se acalmar. Tome
. Mais um pedaço de sua camisa. Passei os dedos pelo nariz e olhei, sangue.
– Isso vai acontecer sempre?
– Não. – falou Jev curando Jô que acordou logo em seguida.
– Você é louca. – falou olhando para mim.
– Eu vou sair daqui antes que eu te mate.
Sai pisando firme revoltada, quando passei pela arma que deixei no chão, peguei virei rapidamente e atirei certinho bem no meio do alvo por cima da cabeça de Jô que ficou em choque. Larguei a arma novamente e fui para casa tomar um banho, meu dia havia acabado ali. Dean não esta comigo só por causa do sexo não mesmo, isso ele poderia conseguir em qualquer esquina, ele me ama e não duvido disso.
Sammy se ofereceu para me levar no estúdio de tatuagem onde ele, o irmão e Pet fizeram. Ele estava prestes a pegar as chaves do Impala.
– Não, vamos de moto.
– Tudo bem.
Pegamos os capacetes e saímos, ele foi pilotando a moto e mais uma vez aquela eletricidade familiar estava entre nós, tive que me segurar nele o que aumentava ainda mais aquela tensão pude sentir os músculos de sua barriga sobre o pano da blusa que lhe dei. Ao chegarmos lá preenchi alguns papeis e sentamos em um sofá de couro, uma pessoa estava em minha frente.
– Onde fez a sua?
Ele desabotoou a camisa revelando a tatuagem no mesmo local em que Dean fez.

Em um ato impulsivo estiquei a mão e passei os dedos levemente pelas linhas do símbolo, não pude deixar de reparar em como seu peitoral era firme e sua pele de um moreno lindo. Vi também suas covinhas quando um sorriso lindo apareceu em seu rosto quando se arrepiou com meu toque.
– Já sabe onde vai fazer a sua?
– Acho que... no pulso.
– Hm legal.
– Onde está Dean?
– Conversando com Jô.
– É melhor que essa conversa funcione, para o bem dela.
– Pois é eu também espero depois de tudo o aconteceu, não entendo porque ela ainda gosta tanto dele.
– Falta de amor próprio! Mais e ai a Jéssica, conseguiu falar com ela?
– Não, se bem que faz um tempo que não tento.
– Você sente falta dela?
– Sinto, mas... tenho coisas mais importantes para me preocupar. Ontem Castiel e eu fomos atrás de um demônio, mas não conseguir usar meu poder.
– Por que não?
– Eu não sei, Castiel não falou muito sobre o assunto, só disse que iria pesquisar.
– Talvez você esteja precisando de suco de tomate com magia de anjo. — ele fez uma careta, tive rir. — É só não cheirar, o gosto é bom.
– É talvez eu experimente.
Decide mudar de assunto, precisava saber o que ele sentia em relação ao assunto eu e ele juntos como uma casal.
– O que você acha de tudo isso que está acontecendo? Tipo, em todo momento que a gente se vira tem alguém falando “Sam e você tem que ficar juntos”?
– Fico triste pelo meu irmão, ele realmente te ama e não quer te perder o medo disso é visível nos olhos dele embora ele tente disfarçar, mas sei que a cabeça dele está em parafuso. E com relação a mim... bem eu gosto de você, te acho interessante e bonita, mas não consigo imaginar nós dois juntos, desculpe. É que você era o que faltava no meu irmão.
Respiro fundo ainda bem que ele pensa assim, mas ele pode estar mentindo alerta meu inconsciente.
– Senhorita Graham. – chama o tatuador arrancando-me de meus pensamentos.
Sam e eu entramos na sala e não trocamos mais nenhuma palavra enquanto o tatuador começava seu trabalho.
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