Terror Ao Anoitecer
53 Capítulo 53
Comprei mais duas camisas, uma para Pet e outra para Dean. Comprei ainda uma pulseira de prata que era um terço e dei de presente a minha amiga.
– Por favor use com carinho e não a tire para nada.
– É linda Nina, obrigada, mas não precisava.
– Precisa sim, isso vai afastar muitas coisas ruins não tire por nada, por isso já comprei de prata.
– Tudo bem então, obrigada.
Estava quase anoitecendo quando voltamos para minha casa.
– Nina estou com cede, se importa se eu subir para tomar agua?
– Claro que não, mas está com cede mesmo ou quer ver meu cunhado?
– Como pode pensar isso de mim? – fingiu estar ofendida.
Quando abri a porta Petter e Sammy estavam aos berros sentados em cadeiras na sala, Castiel e Jev estavam fazendo alguma coisa com eles, pois suas mãos estavam na cabeça deles. Fique completamente em choque, como explicaria isso para Nora, que estava tão confusa quanto eu? Dean estava de pé observando aquela cena, de costas para nós duas, quando se deram conta de nossa presença, os anjos se entre olharam e os garotos param de gritar e começaram a ofegar.
– Amor o...oi. – gaguejou, pegou minhas sacolas e me deu um selinho.
– O que esta acontecendo aqui? – sussurrei.
– Sabe o que é amor é que... os meninos estavam com muita dor de cabeça e esses dois eles são... são profissionais em dores de cabeça.
Tive que controlar o riso.
– Profissionais em dores de cabeça? – desafiei, queria saber até onde iria a imaginação dele.
– Sim, sabe é uma massagem Japonesa que envolve ervas e... e... e óleos e... essas coisas.
– Hm legal, agora já sei a quem recorrer quando estiver com dor de cabeça.
– Quer uma cervejinha amor? – perguntou tomando um gole.
– Por enquanto não.
– E ai Nina? Não vai apresentar? – perguntou Pet, ainda ofegando. Petter e seus hormônios. Olhei para Nora que estava de boca aberta.
– O que foi? –sussurrei.
– Nunca vi tantos caras gostosos em um só lugar. – murmurou.
– Ei! – dei um tapa no seu ombro.
Dean riu, provavelmente se incluindo no elogio dela. Mas quem não o acharia gostoso? Mesmo assim lancei um olhar para ele do tipo “fica na sua se não quiser apanhar!” ele entendeu a mensagem deu um sorriso engraçado e saiu.
– Não estou falando só do seu namorado. – serrei os olhos. – Quer dizer... ai eu estou confusa.
– Prazer Petter. – apresentou-se me jogando para o lado entrando no campo de visão dela.
Revirei os olhos e fui até Jev, Castiel não estava mais lá.
– Onde esta Castiel?
– Foi resolver um chamado do céu. – respirou fundo. – Esse mundo está ficando louco, os anjos estão se deixando levar pela riqueza, luxuria...
– Nossa, sinto muito. Mas o que está acontecendo aqui, de verdade?
– Resistência psicológica, você também vai passar por isso, nós tentamos entrar em sua mente, mas você não pode deixar é como criar um murro. Dean já conseguiu.
Sorri para ele e pisquei.
– Esse é meu garoto.
– Nina eu já vou! – berrou Nora.
– Fica, por favor, nós vamos pedir pizza hoje, fica com a gente vamos nos conhecer melhor. Aproveita para contar os podres da Nina no Ensino Médio.
– Podres da Nina? Pode esquecer ela sempre foi muito na dela, acho que nunca fez nada de errado na vida. Ah não ser no dia do show do Avenged Sevenfold...
– Fica na sua. – repreendo.
– Que ela tomou um porre...
– Nós tomamos um porre. – corrigi.
– Fica quieta. Havia uma mulher com brincos de abacaxi, tipo super bizarro, ela chegou perto e disse “Bob Esponja você está ai?” – todos caíram na risada, menos o anjo que estava mais perdido do que cego em tiroteio.
– Eu odeio você!
Passamos o resto da noite assim, conversando sobre todos os micos que já pagamos, bebendo cerveja, comendo pizza, até Jev experimentou comer e beber e não parou mais. Pet mostrava abertamente que estava interessado em Nora, mas seus olhos azuis brilhavam em outra direção, ou melhor em outras direções, Sammy e Jev. Tanto que quando Sammy se ofereceu para lavar a louça ela o ajudou, só assim para ela pegar em um pano de prato.
– Castiel vai falar um monte. – falei, enquanto Dean e eu observávamos Jev bêbado no sofá.
– Bob Esponja você está ai? – repetiu rindo sem parar.
– Se liga Jev isso é piada velha. – falou Dean.
Por um momento Jev ficou serio, mas depois caiu na risada novamente.
– Ah deixa ele ai, merece tirar uma folga.
Pouco tempo depois Nora foi embora e Pet a acompanhou, ele amou a blusa. Mas antes de ir ela deixou o convite de seu aniversario de vinte e quatro anos.
– Vai ser uma festa a fantasia, ai está explicando tudo e, por favor, leve todos esses garotos maravilhosos. – explicou.
– Pode deixar, até mais. – nos abraçamos. – E, por favor, não tire essa pulseira por nada.
– Sim senhora.
Quando voltei Jev não estava mais no sofá.
– O que aconteceu? – perguntei a Sammy.
– Eu não sei, uma hora ele estava dormindo e depois simplesmente sumiu.
– Isso não é um bom sinal, com certeza ele deve estar encrencado lá no céu.
– Com certeza.
Me afastei um pouco dele, peguei a sacola e entreguei a ele.
– Para você, espero que goste.
Ele a abriu e tirou a camisa de lá.
– Caramba Nina é muito bonita, obrigado.
E me abraçou forte, podia sentir uma corrente elétrica passando por nossos corpos nesse momento e tenho certeza que ele também a sentia. Nossos corações estavam a mil, não de novo não. Saímos desse abraço e estávamos meio atordoados.
– Ah bem eu... já vou. – digo.
– Tudo bem boa noite. – me beija no rosto, mais um milímetro e aquilo seria um selinho. – E obrigado.
– Ah de nada, boa noite.
Eram quase onze da noite quando cheguei no quarto e Dean sempre curioso estava mexendo nas sacolas. Arranquei todas de cima da cama.
– Já vi tudo, nem adianta. Inclusive meu presente e eu amei. – me deu um selinho. – Que cheiro é esse?
– Enxofre? – pergunto em alerta.
– Não. – ele me puxa bruscamente. – O perfume de Sammy.
– Ah sim, eu comprei uma camisa para ele também. Provavelmente foi na hora em que ele me abrasou.
– E ele só te abrasou?
– Claro Dean, que pergunta, quer dizer e me deu um beijo no rosto e pronto. – sua expressão fica um pouco seria. – Era tudo surpresa Dean, seu curioso. – mudei de assunto.
– Mas eu ainda não te vi usando elas, então... não deixa de ainda ser uma surpresa, a menos que...
– Que?
– Que você queria fazer um desfile pra mim. – seus olhos escureceram um pouco.
– Desfile? – sinto meu rosto queimar.
– Por que não? Vai lá, pode ter certeza de que estou esperando ansioso.
Engulo em seco e sorrio. É normal ele pedir isso Nina, é seu namorado. Afinal ele já te viu em jeitos bem piores. Inconsciente intrometido! Poderia ter omitido a ultima parte. Enfim, pego as sacolas e vou até o banheiro. Tomo um banho rápido e visto a primeira, ela é vinho com umas partes transparentes e de renda um par de luvas acompanhava a peça. Ainda no banheiro escuto uma musica começando a tocar, uma musica que só eu e Nora temos no celular... “Flesh”. Meu Deus justo essa musica? Todas as partes dela insinuam um sexo selvagem e bruto. Saio do banheiro meio tímida, ele esta totalmente confortável só de cueca boxer preta, como resistir? Percebo a tatuagem do símbolo em seu peito, minha vontade é pular em cima dele e beijar e morder cada linha daquela tatuagem. Seus olhos estão me observando com atenção, sua pupila se dilatando, ele faz um gesto no ar indicando para que eu vire e assim faço.
– Meu Deus!
Ele passa a mão no cabelo e respira fundo, meus olhos passam rapidamente pelo volume que começa a brotar em sua cueca.
– Calma amor, essa é só a primeira. – provoco mordendo o lábio e olhando de propósito para o volume. – Ah e ótima escolha de musica.
Ele ri. Entro no banheiro rebolando e coloco a outra. As caras e bocas que ele fazia eram as melhores, estava provando à penúltima quando percebi que aquela azul não estava em nenhuma sacola. Hm deve estar com Nora, bom pelo menos quando eu pegar com ela vai ser mais uma surpresa para Dean. Sai do banheiro vestindo um conjunto branco.
– Gostou? – sussurro.
Ele respira fundo e levanta. As pupilas dilatadas aqueles olhos verdes brilhando de desejo.
– Cinta liga é golpe baixo. – ele coloca uma mão em minha cintura e com a outra puxa meu cabelo deixando meu pescoço exposto. – O seu cheiro é tão gostoso, na verdade não só ele. – passa a mão em minha bunda e da um tapa
. Jogo minha cabeça para frente e mordo de leve sua tatuagem, ele geme.
– Chega!
E se descontrola. Com muita habilidade ele faz com que eu pule, entrelaço as pernas em sua cintura e começamos a nos beijar loucamente. Ele bate minhas costas com força no guarda-roupa e uma caixa cai de lá, mais dois centímetros e agora estaríamos com uma baita dor de cabeça.
– Deixa isso ai. – sussurro ofegante.
Ele me carrega até a cama e joga lá, deitando em cima de mim, tomo o controle da situação deixando ele por baixo, beijando-o, mordendo-o, passando as mãos naquele corpo que tanto desejo. Ele me joga novamente na cama.
– Quem vai ter o controle hoje... sou eu! – sussurra os olhos queimando nos meus.
Não consigo falar nada, só consigo pensar no quanto desejo aquele homem. Deixando uma trilha de beijos que começa no meu pescoço ele vai descendo, provocando arrepios em mim, até chegar em minha coxa onde tira a cinta com a boca. Sentir aqueles dentes roçando em minha pele é tão bom. Ele repete o mesmo processo com a outra perna.
– Anda logo Dean. – choramingo, ele ri.
– Calma amor, eu estou só começando.
Sua mão vem pela minha coxa, meu bumbum, minhas costas, ele me levanta um pouco e com dedos muito habilidosos desabotoa meu sutiã e joga-o no chão.
– Chega de joguinhos. – rosna.
Ele tira minha calcinha e sua cueca.
– Hm esta bem animadinho.
– Você não imagina o quanto.
E lá vamos nós de novo, só que dessa vez em um sexo um pouco selvagem...
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