Terror Ao Anoitecer
28 Capítulo 28
— Para! – pediu ela. – Para! – foi então que ela me jogou do outro lado da cama.
— Você é forte.
— Faço Karate e Muay-Thai, nas horas vagas Jiu-Jitsu. Mas isso é errado – ela levantou da cama arrumando a blusa. – eu tenho quatorze anos e você deve ter uns vinte.
— Vinte e seis. – corrigi.
— Pior ainda, não costumo ficar com caras mais velhos e você não me deu tempo de escolha já saiu me agarrando e me levando pra sua cama. Ta pensando que eu sou o que?
— Desculpa não era minha intenção te ofender.
Nós dois estávamos ofegantes.
— E que historia é essa de adoro quando você faz isso ou como é bom te sentir de novo? Ta ficando doido?
— O que?
— O que, O que? Você disse isso.
— Disse? – falei duvidando, eu havia dito mesmo aquilo?
— Sim.
— Ah... é... Então o leite. – falei caminhando ate o fogão tentando achar uma forma de escapar daquela confusão, eu estava tão envolvido que não prestei atenção que eu havia falo tudo aquilo.
— Eu já sei por que você disse aquilo. – falou ela.
— Sabe?
— Sim, você devia estar pensando em alguma ex sua, provavelmente. Quer saber eu vou embora.
— Não Nina, por favor, não vá.
— Por que não?
— Por que... Eu quero que você fique, quando te beijei não pensei em ninguém a não ser em nós dois, você tem que confiar em mim.
— Você é muito estranho, fala coisas sem sentido, apareceu do nada dizendo que quer me proteger que caso necessário eu tenho que matar um cara, mas por quê? Me explica o que você escondendo.
— Eu não posso te dizer, não depende só de mim não sei quais serão as consequências se eu falar...
Ela respirou fundo, eu queria contra tudo a ela, mas não sabia quais danos eu causaria já estava colocando Kate em risco por ter feito esse retorno tão longo...
— Olha Pet encontrou isso no lugar que te achamos.
— Minha carteira.
— Sim, eu não mexi em nada tá. Eu vou embora serio, estou muito cansada. Obrigada pelo casaco. – falou me entregando.
— Eu não quero que termine assim.
— Então me fale logo o que está escondendo, de começo eu blefei, mas agora sei que você esta escondendo alguma coisa.
— Tudo bem, tudo bem, eu vim do futuro – falei com relutância, não podia perder contato com ela se não tudo estaria perdido – meu nome é Dean Winchester eu e você fomos namorados em dois mil e treze, mas você sofreu um acidente e morreu por minha causa, não pude deixar isso acontecer então voltei no tempo para consertar tudo o que fiz. Foi quando me deparei com uma imagem horrível de você sendo estuprada fiz um desejo e vim parar aqui...
— Opa calma! Esta querendo dizer que você é do futuro?
— É exatamente isso.
— E que nos dois namoramos, mas que eu morri e agora você veio me salvar?
— Isso, por favor, acredite em mim.
Ela riu alto.
— Serio drogas fazem muito mal, principalmente quando são ingeridas com bebidas alcoólicas.
— Porque eu mentiria sobre um assunto tão serio? É a mais pura verdade.
— Você esta tentando fazer isso para que? Para eu acreditar em você sentir pena e depois você me levar pra cama ou isso é uma brincadeira de muito mau gosto?
— Não é nada disse Nina, tudo é a mais pura verdade, se me der alguns minutos posso te explicar tudo com detalhes. Sei que é difícil de acreditar, mas confie em mim.
— Nem te conheço direito como posso confiar em você? Eu vou embora.
— Não espere!...
E lá foi ela batendo a porta com força ao sair. Sentei na cama e respirei fundo.
— Que droga!
Como poderia fazê-la acreditar em mim? Todo esse tempo tentando me aproximar dela foram em vão. Até que um estalo veio em minha cabeça. Em minha carteira, guardei uma foto nossa nem ela sabia que eu tinha essa foto na carteira. Poderia ser uma forma de ela acreditar em mim, porque atrás da foto havia uma mensagem que escrevi e junto à data em que começamos a namorar. Peguei a carteira e sai correndo nas escadas até chegar à rua, Nina não estava mais por ali. Sai correndo em direção a sua casa, deveria ter pegado as chaves da moto antes de descer como um desesperado. Quinze minutos depois eu estava na frente da casa dela, estava tudo escuro e com um silencio mortal. Dei uma volta pela casa procurando algum lugar em que pudesse entrar, avistei uma janela com uma luz fraca vindo de lá normalmente as casas tinham uma escada de emergência e para a minha sorte havia uma bem ali dando para o local com pouca iluminação. Havia folhas “camuflando” a toda a escada algumas com espinhos, quando cheguei ao topo os vidros da janela estavam encostados, abri de vagar tentando fazer o mínimo de barulho possível, havia um notebook jogado na cama e alguma tomando banho uma voz masculina cantava Linkin Park, sai rapidamente de lá e abri outra porta era mais um quarto, uma senhora extremamente gorda dormia e quase acordou quando entrei. Sai novamente e entrei em outro quarto dessa vez o certo.
— O que está fazendo aqui? – gritou Nina puxando sua camisa do Batman para baixo, embora estivesse de short, bem pequeno não pude deixar de notar, mas ainda sim era um short.
— Eu tenho como provar tudo o que te falei.
— Você é louco vai embora. – ela berrou.
Toc, toc, toc.
— Nina? – falou um homem.
— Droga – falou ela. – vou me arrepender disso, se esconda anda.
Fui para de baixo da cama, levantei um pouco o lençol para ouvir e talvez ver alguma coisa.
— Oi Michel. – disse ela.
— Por que gritou?
— Ah era só uma barata, mas eu já mandei ela embora.
— Você morre de medo de barata.
— Por isso mesmo, estou tentando superar esse medo bobo.
— Se quiser eu posso expulsa-la para você? – nesse momento ele tentou avançar, mas Nina não deixou colocando a mão em sua barriga nua.
— Não será preciso obrigada.
— Gostou? – provavelmente estava falando de seu corpo.
— Pelo amor de Deus, vai dormir o sono está mexendo com seu cérebro.
— É só uma pergunta inocente.
— Boa noite – disse rispidamente.
— Boa noite gatinha qualquer coisa só chamar.
Ela bateu a porta na cara dele.
— Vem pode sair dai. – falou trancando a porta.
— Quem esse cara pensa que é? – falei saindo com dificuldade de baixo da cama.
— Agora pode me explicar o que está fazendo aqui?
— Já disse vim provar que estou falando a verdade.
— Vai me deixar em paz se eu ouvir essa suposta prova?
— Não. – falei sinceramente.
— Há não acredito. – disse levantando as mãos. – Tudo bem comece então.
— Senta aqui. – ela sentou ao meu lado na cama, peguei a foto e entreguei a ela.
— Moça bonita, mas o que isso tem haver?
— Observe melhor.
Ela olhou, olhou quando realmente notou uma grande semelhança seu rosto se encheu de espanto.
— Isso só pode ser brincadeira. – tentou sorrir. – Não é possível, vendo assim o sorriso dela é... igual o meu o jeito como posicionou o pescoço, para a esquerda... eu só tiro foto assim. Tá de brincadeira né? Se for pode caindo fora daqui.
— Olhe atrás. – ela virou a foto e leu em voz alta.
— “Um amor para sempre, Nina e Dean vinte e sete de abril de dois mil e treze.” – agora o espanto era maior. – Como é possível?
— Agora acredita em mim? Tudo o que eu disse é a mais pura verdade, essa é a data em que começamos a namorar.
— Então é verdade você veio do fu... futuro?
— Sim e se não acredita vou te dar algumas provas, você é louca por artes marciais, um ano depois do seu nascimento sua mãe faleceu e doze anos depois seu pai faleceu também. Era só para eu ter voltado umas horas antes e impedir que você tivesse entrado naquela Ferrari, mas...
— Eu vou ter uma Ferrari? – perguntou empolgada.
— Bem até o dia do seu acidente não Petter te emprestou ele trabalha em uma oficina, mas você vai ter uma Ninja.
— Serio? – ela sorriu. – Que tudo. – sorri também e acariciei a maçã de seu rosto.
— Mas continuando eu vi uma cena horrível e vim para cá, não sei o que vai acontecer se me pegarem aqui nem comigo nem com quem está envolvido.
— Você disse que eu vou morrer, por quê?
— Tivemos uma briga feia você saiu a toda velocidade o carro capotou, seu corpo foi arremessado para fora quando te encontrei você já estava morta.
— Uau! E você disse que eu vou ser... – ela mal conseguia pronunciar aquela palavra assim como eu. Simplesmente assenti, ela se jogou em meus braços. – Que coisa horrível, porque eu?
— Calma, estou aqui justamente para impedir que isso aconteça.
— É o Michel não é? Por isso você falou tudo aquilo.
— Sim é ele. – ao passar os dedos por seu rosto senti algumas lágrimas, com o polegar as sequei, segurei seu queixo obrigando ela a olhar para mim. – Não chora anjo, sei que é difícil estar ouvindo tudo isso, mas eu estou aqui e vou te proteger.
— Eu estou com medo Jer... Dean. Desculpa ainda não me acostumei.
— Não tem problema – falei tentando sorrir para distrai-la. – não precisa ter medo vou cuidar de você meu anjo.
Ela assentiu e me abraçou forte, nossos olhares se encontraram e nos beijamos.
— Eu te amo. – sussurrei.
— Acho que no futuro também te amo, sou muito intensa, mas nesse momento não posso dizer realmente que te amo, mas sinto uma atração muito forte por você.
— Eu entendo, o importante é que estamos juntos agora. – entrelacei nossos dedos.
Assim passamos uma boa parte da noite, somente nos beijando sem malícia ou mãos bobas, tudo bem até tentei, mas ela sempre as segurava, quer dizer às vezes ela sempre foi meio danadinha e o resto da noite passamos dormindo abraçados.
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