- Petter, sabe onde Dean ou Sam estão? – liguei para ele.

— Não Nina, por quê?

— As coisas deles não estão aqui em casa, acho que eles foram embora não sei, vou ligar para eles ou ver se encontro alguma pista de onde eles estão.

Desliguei o telefone sem esperar a resposta e rapidamente disquei o numero de Dean.

— Oi aqui é o Dean deixe sua mensagem.

Desliguei e tentei o numero de Sam, mas ainda sem sucesso. Não acreditava no que estava acontecendo ele haviam me abandonado sem dar nenhuma explicação, nem um adeus, uma carta, nada. Obviamente fizeram isso porque sabiam que eu iria convencê-los a ficar, como fiz com Dean uma vez. Mais o que me deixava com mais raiva era saber que eles me abandonaram para me proteger, que droga eu sabia me cuidar aquilo poderia ter acontecido com qualquer um de nós, mas eu também sabia que aquela ideia não partiu de Sam e sim de Dean. Liguei para Dean mais vinte vezes entre muito choro e soluços, liguei para Sam mais vinte e nenhum dos dois atendia a droga do celular. Já era uma hora da tarde, eu ainda estava deitada na cama vestida na blusa de Dean segurando o porta retrato que estava com nossa foto, meus olhos doíam de tanto que choravam. Meu celular tocou e o coração disparou, mas era Pet.

— Oi Petter. – disse soluçando a voz em um sussurro.

— Então conseguiu alguma coisa?

— Não, já liguei para o celular dos dois varias vezes, mas ninguém atende. Fui ao quarto de Sam e quando esbarrei na cama dele, uma visão dele arrumando uma mochila veio em minha mente, o guarda-roupa dele esta vazio assim como o de Dean. – cai no choro novamente e dessa vez um choro muito forte, com direito a gritos, soluços, e uma dor inigualável no coração.

— Não fique assim maninha, estou indo ai ficar com você.

— Tudo bem, traz umas roupas também para você dormir por aqui, vai ser bom para nós dois.

— Certo chego ai daqui a pouco.

Quando Pet chegou fui obrigada a levantar para abrir a porta para ele, um enjoou terrível tomou conta de mim, na mesma hora corri para o lavabo e vomitei.

— Shh, vai passar. – disse ele alisando minhas costas.

Passamos a tarde toda sentados no sofá assistindo The Vampire Diaries, pelo menos o sarcasmo de Damon fez com que eu me distraísse um pouco. Pet fez uma vitamina para mim e fui obrigada a toma-la.

— Já liguei para eles varias vezes, mas com certeza meu nome está aparecendo no visor. – ele fez uma pausa. – Amor, sei que não é o melhor momento, mais o idiota decidiu te abandonar quem está perdendo é ele, não precisa ficar desse jeito.

— Pet eu amo aquele imbecil e por mais que me doa aceitar que ele me abandonou eu não quero acreditar, eu sei que ele me ama e que só fez isso para me proteger.

— Acontece que depois que você sofreu aquele estupro na adolescência ele foi o único homem que você conseguiu se envolver você não tem que ficar presa nele por causa disso.

— Sabe que eu não gosto que toque nesse assunto. – disse em um tom firme.

— Eu sei mais...

— Assunto encerrado Petter. – disse por fim.

A semana se arrastou, Pet estava passando uns dias comigo tentando me animar, eu dizia que estava bem que já estava superando, mas isso não era verdade e ele sabia que não, ora quem eu estava tentando enganar. Decidi voltar mais cedo para trabalho para tentar ocupar minha mente, mas nada funcionava, era como se uma parte de mim tivesse morrido, tivesse ido junto com ele.

Era sábado de manha, Pet estava na oficina e eu em meu quarto, parecendo um zumbi olhando nossas fotos. Olhei para meu celular no criado mudo e não pude resistir, disquei o numero de Sam, porque sabia que ele sim atenderia.

— Oi Nina. – disse ele.

— Sam graças a Deus, onde vocês estão? Porque não atendeu antes?

— Nina, Dean foi um idiota em te deixar tentei convence-lo, mas sabe como ele é cabeça dura, não atendi antes porque ele confiscou meu celular, mas como ele saiu pude pega-lo. Ele está um trapo só que saber de beber. Ele quer te proteger e acha que fazendo isso o pior é que o imbecil esta sofrendo muito, mal consegue comer ou dirigir nunca havia visto ele assim por garota nenhuma. Sinto muito.

— Por favor, onde vocês estão? – supliquei.

— O que está fazendo? – perguntou uma voz ao fundo, Dean. – Onde encontrou o celular?

— Ah nada, foi engano. – respondeu Sam.

E desligou. Depois de tantas juras de amor ele havia sido capaz de me abandonar, se ele estava como Sam disse que estava porque então ele não vinha me procurar? Com certeza eu não iria ficar parada, minutos depois de a ficha cair troquei de roupa, ao pegar o porta retrato com uma foto nossa tive outra visão, me vi dormindo e Dean me dando um beijo na testa, o beijo de despedida. Vesti calça jeans camiseta branca all star e uma jaqueta de couro, levei meu notebook em uma mochila, peguei chaves e documento da moto e sai.

Eu tinha um plano, Scott era um hacker rastrear o numero de Sam seria moleza para ele, assim que eu soubesse onde eles estavam iria atrás deles.

— Pet, Scott os dois aqui e agora! – disse entrando na oficina e ligando o notebook.

— Bom dia pra você também. – respondeu Scott.

— O que houve? – perguntou Pet.

— Dean foi embora pra algum lugar e como sei que Scott é um gênio na computação vim pedir sua ajuda para rastrear essa ligação, para que eu possa ir atrás dele.

— O que? Como assim você vai atrás desse cara? – perguntou Pet com um pouco de revolta.

— Depois de tudo que aconteceu, ele esta tentando me proteger, mas não vai se livrar facilmente de mim. Eu o amo Petter.

— Moça você é tão linda, não precisa se humilhar. Estou solteiro se quiser podemos sair hoje – disse Scott me olhando da cabeça aos pés. – e a propósito como sabe meu nome?

— Não está me reconhecendo? Sou eu Nina Graham estudamos juntos há muito tempo, lembro bem que você era da turminha dos que zombavam de mim e veja só como o mundo da voltas!

Ele arregalou os olhos, tentava falar mais as palavras não saiam.

— Você... é Nina! – gaguejou

— Sim. Vai me ajudar ou não?

— Claro Nina.

Passei o notebook para ele e deixei que ele trabalhasse.

— Vai mesmo atrás dele? – perguntou Pet.

— Claro, por que não iria?

— Ele é um cara legal, mas te deixou e nem deu explicação. Às vezes acho que Sam é mais seu tipo.

— Não fala isso nem de brincadeira!

— Por que não?

— Sonhei com meu pai e ele disse muita coisa sobre Sam e eu, somos especiais temos poderes. Acredita que minha mãe era um anjo da guarda?

— O que?

— E tem mais, Sam e eu já fomos namorados em outras vidas, já fomos irmãos, amantes.

— Tudo bem que você adora um perigo, mas amante? – ele riu.

— Eu estou falando serio. Preciso contar isso a eles.

— Terminei! – berrou Scott. – Olha vou te explicar, você é esse ponto amarelo e seu namorado é o vermelho, qualquer movimento dele e você vai saber pra onde ele vai.

— Webster Groves fica perto de St. Louis, já fui a uma sinuca em St. Louis. Achei que eles estivessem mais longe.

— Só uma pergunta você vai de moto?

— Sim ela é rápida chego lá à noite, eu acho.

— Eu não deveria estar fazendo isso – disse Pet. – mas é por uma boa causa e também para te ajudar. – ele se aproximou de uma Ferrari Enzo Amarela. – Está vendo essa belezinha aqui?

— Ai meu Deus, não me diga que...

— É isso ai se você jurar devolve-la intacta, pode fazer sua viagem nela para chegar bem mais rápido e com mais conforto.

— É claro que sim! – disse pulando em seus braços para abraça-lo. – Sempre foi meu sonho dirigir uma Ferrari, muito obrigada.

— Não a de que.

— Tenho que passar na minha casa para pegar algumas coisas, venha comigo.

Ele assentiu.

— Scott cuide de tudo para mim, o movimento não está tão intenso.

— Pode deixar.

— Ah Scott muito obrigada. – disse abraçando-o.

— Não foi nada e desculpe por tudo... Pelo passado.

— Não precisa se preocupar, sua sorte é que não guardo magoas.

Chegamos em casa em pouco tempo. Dentro de uma mochila coloquei algumas peças de roupas, documentos, cartões de credito, produtos de higiene.

— Não é muita coisa? – perguntou Pet.

— Não acho que só isso dá, não sei quanto tempo vou levar para trazê-los de volta espero que amanha de manhã eu já esteja com a Ferrari na sua oficina.

— E se isso não acontecer?

— Relaxa eu te ligo. Quando precisa entregar a Ferrari?

— O dono vem busca-la segunda-feira, espero que até lá você consiga cumprir sua missão.

— Eu vou conseguir.

— E se não conseguir? Quer dizer eu torço muito por você e sabe disse, mas conhecemos Dean e você o conhece melhor do que eu, contudo pelo o que percebi ele não desiste fácil das coisas. E se ele não quiser voltar com você? Se fosse Sam eu até...

— Ei pode parando por ai. Sam não tem nada haver comigo ele é meu cunhado, somos amigos, quase irmãos não enxergo ele com desejo ou ao assim. E como você mesmo observou Dean não desiste fácil das coisas que quer isso foi só um medo passageiro ele vai voltar pra mim e novamente vamos estar os três no Impala, caçando.

— E se ele não voltar?

— Você também viu custa uma palavra de coragem num momento como esse?

— Só quero que esteja preparada para todo o tipo de situação. Desculpe.

Respirei fundo.

— Tudo bem sei que só quer meu bem, mas hoje você esta impossível principalmente em relação a Sam.

— Certo você não sente nada por ele, mas e ele? Já percebeu se ele deixou escapar algum olhar ou algo assim?

— Não, nunca havia pensado em Sam e eu juntos como um casal até meu pai me contar aquilo.

— Aproveite essa viagem e preste atenção, caso Dean não queira voltar pra você preste atenção em como Sam vai agir, se vai estar com pena de você ou se vai estar louco pra te levar pra cama! – olhei para ele com os olhos arregalados enquanto ele ria. – Serio preste atenção nos detalhes, ele faz o gênero romântico, sorrisos, toques, abraços...

— Você está terrível! – disse lentamente.

Pet e eu havíamos combinado que ele ficaria em minha casa até eu voltar no dia seguinte e caso isso não acontecesse ficaria o tempo necessário até que eu voltasse, o que seria ótimo para ele já que Caroline estava mais insuportável do que nunca. Pet também ficaria com minha moto. Voltamos à oficina, peguei a Ferrari e dirigi até a rodovia saindo oficialmente de Penrose.