Terrible Love
46 Plenitude
Notas iniciais
– Eu acho que isso não está dando certo. – eu e Rose olhamos para Alice com uma cara bem feia e ela gargalhou.
– Anã de jardim. – Rose disse ainda mal humorada e muito vermelha de raiva. Alice estava sentada e tocou a barriga.
– Está tudo bem? – perguntei deixando tudo para lá e indo para ela.
– Pare de perguntar isso a cada vez que coloco a mão na barriga, ele está bem e vai ficar aqui até completar nove meses porque eu tive uma conversa muito séria com ele.
Minha vez de rir de Alice e tocar a linda barriga de sete meses dela.
– Peter, sua madrinha está implorando para você não dar mais sustos. Não tenho mais o mesmo coração de antigamente.
– Muito velha mesmo... – Rose disse provocando e rindo.
– Isso é a cobertura que você está comendo Rose!
Ela apenas continuou lambendo a colher e colocando mais na vasilha. Depois de uma hora não tínhamos conseguido fazer o Bolo e muito menos uma cobertura apresentável para os gêmeos e Edward e Emmett estavam voltando com as crianças.
– Eu disse que essa aposta era uma completa falta de respeito pela cozinha sabe. – rimos do que Alice falou. – Por que raios Emmett e Edward acham que podem fazer melhor que nós?
– Alice, eles contrataram um circo ano passado. – Rose disse desanimada. – Não tem como competir como com um bolo mal feito e cobertura que não sabemos a cor ganhar.
Olhei para minha cozinha e ela estava um caos. Sue e Esme foram com eles para ajudar e tudo estava uma desordem total. Gemi pensando que além de perder, as crianças não teriam uma festa maravilhosa que tanto esperaram. Emily, a filha de Emmett e Rose estava tão animada quanto eles.
– Arrumem isso porque a fada madrinha aqui resolveu isso.
– O que você aprontou? – Alice deu os ombros despreocupadamente.
– Alice... você está de repouso. – Rose advertiu e eu encarei minha amiga.
– O que você fez?
Não foi preciso mais nada. Um carro buzinou e então quando olhei para fora a entrada de serviço estava cheia de furgões. Eu tive vontade de falar um palavrão enorme, mas Alice só ria de mim e Rose feito estátuas vendo homens de preto saírem com as coisas começarem a procurar um lugar para o que eles haviam retirado dos furgões.
– Você está de repouso. – falei séria quando voltei a mim.
– Você está me vendo em pé?
– Como fez isso? – Rose perguntou encantada vendo os balões sendo enchidos e pessoas indo e voltando, nos dando bom dia e cumprimentando Alice com intimidade.
– Uma paciente minha é dona de empresa de eventos, eu liguei para ela semana passada quando percebi que procuravam receitas na internet.
– E a história do feito com amor? – esse era o tema da festa da festa. Eu e Rose faríamos cada coisa porque seria feita com amor.
– Isso foi feito com amor! São os melhores do país! – ela disse rindo. – E o tema é esse. Terá corações por todo o lado, uma mesa de doces lindos e um bolo... o bolo é realmente maravilhoso.
– Diz que não é a paciente bipolar que preparou isso tudo?
Alice gargalhou porque ela contou para mim e Rose enquanto ficou internada algumas histórias dessa paciente, ela já tinha sido quase presa uma vez por atentado ao pudor e agressão verbal a uma autoridade da lei, no caso o próprio pai.
– Não, essa é aquela com transtornos...
– Deus! – Rose exclamou.
– Ela tem...
– Sabe de uma coisa, isso quebra o sigilo médico. Não quero saber. – afirmei.
– Bom dia! – uma mulher loira e linda entrou pela sala e nos abraçou com intimidade não ligando se estávamos ou não sujas de farinha e glacê. Ela abraçou Alice e sorriu para barriga. – Vamos a festa mamãe, se arrume... os meninos já devem estar chegando e quero todas deslumbrantes para a nossa festa do amor! Tudo estará pronto em alguns minutos, MUITAS E MUITAS COISAS!
Ela gritou e saiu da mesma forma elegante que entrou.
– Pronto, o que ela tem?- perguntei curiosa.
– Transtorno do contra.
Alice respondeu rindo.
– E como convenceu ela a fazer?
– Simples, eu disse que você não queria saber de bufes..
Eu ri e eu e Rose demos espaço aos empregados que estavam entrando e se acomodando na cozinha suja. Elas foram se arrumar e eu sorria tomando banho e lembrando que logo... Edward entrou no chuveiro rindo.
– Vocês trapacearam...
Eu gargalhei abraçando ele.
– Alice se intrometeu.
Ele me beijou me pressionando na parede do chuveiro e gemi me esfregando nele.
– Onde estão as crianças?
– Sue e Esme estão dando banho e arrumando com ajuda de Rose, Jasper chegou e está ajudando Alice a se arrumar.
– Isso vai demorar... – sorri pensando como eles estavam grudados desde que ela anunciou a gravidez.
– Isso aqui também...
E eu e Edward nos amamos mais uma vez no chuveiro. Mais uma vez porque pela manhã antes das crianças acordarem nós já tínhamos matado a saudade de uma viagem que ele precisou fazer e durou uma semana. Ele tentava fazer isso o mínimo possível, mas às vezes e nós entendíamos isso era necessário. Eu ainda trabalhava com emergência, eu amava o que fazia e a adrenalina de cada ambulância que chegava esperando um socorro. Também fazia trabalhos em campo, mas Edward pedia sempre que eu os evitasse porque isso o preocupava demais. Eu tinha aprendido que a vida era um risco que não poderíamos evitar, apesar de ter muito cuidado eu não deixava de enfrentar as coisas e sempre dizia a ele que me esperasse, eu voltaria bem. Estava tudo bem.
A festa foi muito divertida e as crianças amaram tudo que foi programado. Eu amava vê-los sorrir e brincar com seus amigos. Alice convidou alguns vizinhos, a turma de cada um na escola e também nossos amigos. Depois de cinco horas de festa e uma pequena briga por quem apagava as velas mais rápido nós sobrevivemos a mais uma festa de aniversário.
– Parece que foi ontem...
Eu estava olhando nosso filho conversar com uma menina e Liz com Emily. As duas eram inseparáveis.
– Foi ontem. – respondi para Edward.
– Não, eles estão com seis anos... não foi ontem...
– Aqui. – toquei meu coração – sempre será ontem. Sempre passará depressa demais, sempre serão meus bebês.
Uma lágrima caiu e ele me abraçou.
– Eu te amo. – sussurrou e eu me deixei ser embalada. A festa estava no final, todos estavam indo embora e Esme e Sue estavam se despedindo e entregando algumas lembranças.
– Eu também te amo Edward.
“O amor é a poesia dos sentidos. Retém em suas mãos o destino de tudo o que é grandioso no homem e tudo o que pertence à sua mente. Ou é sublime, ou não existe, simplesmente. Quando existe, é para sempre, e aumenta a cada dia. O amor é tal que os antigos o consideravam filho da terra e do céu.” Honoré de Balzac

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