Terminal

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Essa história foi feita para o amigo secreto de natal, não ia postar nesta plataforma, só que acabei postando kkkk
beijos,
boa leitura!

Ela andava em passos lentos pelas ruas a caminho da Tower Bridge, apesar de o lugar ser um dos pontos turísticos mais movimentados de Londres, era para lá onde Hinata acostuma fugir ao precisar dar um tempo de tudo e todos, gostava do ir e vir de toda aquela gente apressada, sem tempo para sentir a angustia que lhe invadia. Gostava de acreditar que talvez pudesse entrar em um daqueles carros e simplesmente sumir de todo e qualquer problema, mas não naquele dia, não quando tudo se resumia ao relacionamento conturbado com Naruto que insistia em não esquecer.

Encostou-se no resguardo frio na lateral da grande ponte e se pois a observar as pessoas que por ali passavam, na maioria das vezes, sem nem mesmo reparar em meio a tanta correria nas luzes brancas que começavam a acender anunciando o inicio da noite só então percebeu o quanto a temperatura havia caído.

“Um Bombardino desceria bem” – resmungou e a lembrança do calor de seu corpo no dele veio como um estalo, sem que ninguém a convidasse ou deixasse entrar, mas Hinata sabia que era inútil relutar, não sairia da sua cabeça tão fácil.

Fechou os olhos e sentiu a saliva queimar-lhe a garganta, a ânsia vinha forte contra o estômago ao lembrar-se por desventura dos olhares intensos e reveladores na noite anterior. Demorou tempo, até mais do que planejara, mas finalmente o medo deu espaço a coragem para lhe dizer que queria mais do que tinha, que queria ficar mesmo que isso significasse abrir mão de seu sonho, mas Naruto não compartilhava de seu interesse, tinha o espírito livre demais para se estacar nos braços da morena.

O caso de ambos havia começado ainda no colégio, pouco após o retorno das férias de verão, naquela época Naruto não dizia, mas era evidente o pesar e a dor pela morte de Kushima e Minato Namikaze, tudo havia se tornado ainda mais difícil quando o loiro passou a perceber os olhares de pena e frases clichê direcionadas a ele até mesmo pelos parentes mais próximos. Sentia seu coração se apertar a cada lembrança de seus pais, aquelas mesma que o invadia a noite dilacerando seu peito e transformando sua sanidade em uma completa desordem. Estava prestes a explodir no instante que Hinata veio sorrateira como sempre, ele quase não a percebia entre os demais, afinal, a menina fazia uma força extrema para não ser notada. A viu se aproximar e surpreendeu-se quando a mesma sentou ao seu lado sem encará-lo passando por debaixo da mesa um embrulho de jornal.

— O fantástico sempre me pareceu uma excelente escolha. — sorriu ainda olhando para frente — Não se engane Naruto, não tenho pena de você, também sei o quanto dói perder alguém. — disse em voz baixa e logo se levantou, mas antes de afastar-se encarou seus olhos pela última vez — Boa viagem!

Ficou sem fala, nunca trocara mais que uma ou duas frases com a morena, e em nenhuma desta havia sido algo íntimo o suficiente, não havia nada entre eles que a permitisse se aproximar daquela forma, porém, sentiu seu coração se aqueceu, talvez pelo mantra que lhe criara o presenteando com uma das estórias de Tolkien.

E foi exatamente como Hinata havia dito, a fantasia dos livros de Tolkien se tornou refúgio para Naruto fazendo com que seus dias fossem menos ruins. Devorava cada página sempre que tinha um tempinho e não demorou para que o primeiro livro da trilogia "O senhor dos Anéis" se findasse. Com o tempo passou a admirar Hinata de longe, talvez por gratidão pelo refúgio e, mais ainda, porque ansiava por alguém que soubesse falar sobre os contos. Gostaria de saber o que seria dos personagens daquele livro em diante, de conversar sobre suas teorias e ver se suas suposições sobre os próximos livros estariam corretas, mas nunca teve coragem de se aproximar até o dia em que a viu sozinha no parque perto de casa.

Se aproximou devagar do balanço em que a mesma estava sentada. A olhando de costas podia pela primeira vez reparar os fios longos e azulados balançando com o vento, pareciam tão macios… Sentiu vontade de tocá-los. Hinata estava curva no balanço, sentada e com a cabeça escorada em uma das correntes: movia os pés balançando-se lentamente, a sentia leve, talvez pela calmaria transpirante da mesma até em situações como se encontrava agora.

Devido a aproximação o loiro pôde escutar os pequenos soluços ainda mais evidente pelos movimentos repentinos e involuntários de seu corpo magro; parou no momento em que a escutou chorar, não sabia o que dizer a alguém que chorava, não havia passado por situações assim. Desviou seu olhar para ao redor da menina e mais a frente viu os livros espalhados pelo chão.Já tinha ouvido vez ou outra alguma garotas a provocarem, diziam até sobre algumas fotos tiradas a força da bela jovem de olhos perolados, mas nunca pensou que a agressão além de verbal era física, nem mesmo que as provocações tanto lhe atingiam. Passou silencioso por ela e recolheu os livros e cadernos para logo depois guardá-los na mochila, a surpreendeu ao aproximar-se ainda receoso e parar agachado de frente para mesma.

Se alguém o perguntasse não saberia responder por quanto tempo ficou ali parado em silêncio, apenas a encarando desajeitado até que Hinata se levantou e pegou a mochila sem se quer fitá-lo por um segundo. O rapaz repetiu o gesto, sabia que deveria dizer algo a ela, gostaria de dizer que dali em diante tudo ficaria bem se continuasse de cabeça erguida, diria que a partir do momento em que ela o livrou da dor ele aos poucos seria seu anjo da guarda, mas por agora nada parecia dar-lhe forças para falar. Então deixou que tudo fosse espontâneo a ponto de assustá-lo com a frase escapulida de seus lábios.

— Não é o Frodo. — Hinata o encarou confusa secando as poucas lágrimas escorrendo de seus olhos até o queixo — O herói não é o Frodo, é o Sam. Sem um amigo Frodo não conseguiria!

Ela sorriu de leve assentindo e o rapaz sentiu seu peito aquecer.

— Obrigada, Naruto-kun!

Naquele dia ele não entendeu, demorou até que soubesse o motivo do agradecimento, mas um tempo depois Hinata mesmo o dissera que a partir de alí soube que finalmente tinha alguém que zelaria por ela, como ela por ele sempre.

Depois disso a aproximação de ambos era algo inevitável e nada espontâneo, o Usumaki planejava cada nova proeza para agradá-la. Na maioria das vezes se preocupava em manter a discrição de suas gentilezas: um cupcake deixado em cima da mesa no dia do aniversário de Hinata, um cartão no armário da morena no dia dos namorados e vez ou outra algum bilhete sutilmente colocado em seu caderno. Em resposta ela sorria, sorria daquele jeito modesto e delicado deixando o brilho das grandes orbes peroladas extravasar e por isso, pelo sorriso de Hinata, Naruto continuava sempre a criar novos clichês. Não falavam muito, por vezes caminhavam lado a lado nos corredores do colégio sem sequer dizer “bom dia”, ela por ser tímida e ele por não saber ao certo o que fazer, nunca havia se apaixonado antes. Porém, com tempo, foi inevitável que as poucas palavras trocadas se tornassem frases, dessas frases nasceram infindáveis diálogos e toque tênues, o próximo passo foi a incontrolável paixão, tão desenfreada que nenhum dos dois a conseguiu conter, não eram capaz de pensar direito.

O pedido de namoro não veio no baile de formatura como Hinata imaginava, a data era longe demais para Naruto segurar a ansiedade tão grande que mal cabia no peito. Apesar de passar noites sem dormir pensando na morena, não foi algo planejado ceder e se entregar a ela naquela noite na praia em um beijo recôndido e intenso a ponto de fazê-la deixar transparecer toda sinestesia em seus olhos, aquilo dizia tudo que seus lábios sem palavras nunca seria capaz de transparecer: Hinata o amava antes mesmo de Naruto se dar conta de que ela, com toda certeza, seria a mulher de sua vida.

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A garrafa vazia no chão da sala nada mais era que um sinal do extremo amargor que o cercava, não havia mais daquele liquido âmbar que antes a preenchia. O primeiro copo foi por ele, por se sentir tão fraco diante a situação; o segundo por todas as coisas que gostaria de ter dito (e como arrependeu-se por não tê-lo feito...), o terceiro e os próximos foram por uma tentativa fajuta de esquece-la. Fajuta porque não queria deixar de fazê-la sorrir, fajuta porque não queria vê-la nos braços de outro alguém, e principalmente: fajuta por ter a convicção de que a feriu tão profundamente que mesmo Hinata com seu coração imenso jamais o perdoaria, mas Naruto sabia que seria o melhor pra ela, afinal, o que alguém como ele tinha a oferecer à alguém como ela?

“Naruto-kun, não pode me dizer o que fazer, quero ficar e construir algo ao seu lado, quero ser completa com você e juntos conquistaremos tudo.” — sua voz ecoou em uma lembrança distorcida trazendo de volta a sensação de vazio no seu peito ainda entorpecido, aquele som doce e tênue sempre fora sua perdição enquanto o calor de seu corpo se fazia de mantra nas noites turbulentas, agora ambos eram só saudade

A vida e rotina dos dois desde o começo foi divergente: Hinata era uma “princesa” e assim o rapaz a cuidava, era focada e doce, emanava inocência a cada gesto, mas era também sonhadora, queria conquistar o mundo e, se dependesse de sua determinação, o faria. Naruto, em suas próprias palavras, era alguém fodido de todas as maneira possíveis, impaciente e explosivo, porém intenso, intenso da cabeça aos pés a ponto de com seus orbes azuis como o céu e seu sorriso quase inabalável conquistar até mesmo o coração de um completo oposto, como Hinata. Eram divergentes em todos os aspectos, porém, mesmo com seus revés Naruto a amava de uma forma pura o suficiente para colocar os sonhos dela na frente dos seus.

“Estou falando sério Hinata, amores se acabam, não pode ser tão sonhadora a ponto de pensar que vivermos felizes para sempre. Deve ir para Harvard, é esse teu sonho, e você é só consequência de minha carência: o que tivemos foi bom, ainda é, mas não passa disso, não é amor o que sinto. Lamento por não ter lhe esclarecido antes, não temos futuro juntos.” — Ver os olhos perolados se encherem de dor havia sido uma facada em seu peito o fazendo cambalear, mas obrigou-se a ser firme e convincente, não poderia ser egoísta a ponto de fazê-la ficar e viver uma vida frustrada ao seu lado.

É claro que ela por vezes tentou convencê-lo a ficarem juntos dizendo que poderiam manter algo a distância, que ele a visitaria sempre e pediu para que esperasse o quanto fosse preciso, a morena não desistiria do amor de sua vida assim tão fácil. Mas Naruto sabia de suas condições, sabia que logo tudo iria esfriar caso ela se mudasse, se recusou. Em uma nova tentativa Hinata escolheu então fazer um curso na faculdade da cidade ao lado, não era Harvard, não era seu sonho, mas pelo menos o teria. Naruto outra vez não concordou, relutou e argumentou por vezes até não ter outra opção a não ser feri-la de forma tão profunda a ponto de obrigá-la a se esquecer de tudo que viveram até ali. E mesmo ciente de que não a esqueceria, ansiava que ela encontrasse outra pessoa, alguém capaz de permiti-la viver seus sonhos e realizar seus desejos, alguém que desse a ela o que ele nunca teria condição de dar.

Desde o dia da discussão tentou manter-se longe apenas com memórias gravadas em vídeos e fotos no seu telefone, por várias vezes leu as conversas antigas entre eles e sentiu falta das brincadeiras e juras fundadas em um amor ainda residente do coração partido. Por noites folheou o antigo caderno de recados, invenção de Hinata; segundo ela era pra que a cabeça oca do loiro jamais se esquecesse do quanto o amava, com as folhas de papel nas mãos se permitiu chorar, logo ele que por promessa aos seus falecidos entes se tornara um “homem que nunca chora”, porém reconheceu estar cada vez mais exausto no decorrer dos dias arrastados, lentos, precisava deixar escorrer pelo menos uma parte mínima da dor que o afligia.

“Você não vai, não pode confundi-la a esse ponto, baka. Disse que não a amava, quis forçá-la a ir, agora conviva com o peso de suas escolhas.” — Sasuke disse cheio de razão ao ouvi-lo dizer que talvez iria despedir-se dela naquela tarde no aeroporto. Não estava mesmo errado, Naruto sabia, mas desde quando não fazia o que lhe dava na telha? Alias, se ela não o visse observa-la de longe, não sofreria como ele nos últimos dias. Apressou-se, correu como nunca antes e ao cruzar as portas do aeroporto percebeu que já era tarde, o avião a minutos partira.

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Hinata o abraçou forte com o coração pesado e olhos marejados, mas não deixou as lágrimas escorrerem. Não queria despedir-se de Neji, mas o que mais havia para ela em Tóquio? Nada além vestígios de um amor platônico e sonhador. Beijou o rosto da irmã mais nova, seria a última vez que a veria por longos meses.

— Cuide dela Neji, não deixe que desanime do colégio e nem que se lamente por mim. — sorriu — E você não se preocupe, estou bem, afinal, é Harvard, é meu sonho. — involuntariamente correu seus olhos pelo local, tinha esperança de que Naruto chegaria no último instante e diria que tudo não havia passado de um terrível equivoco.

— Ele não está aqui Hinata, precisa ir. — beijou-lhe a testa e esperou que ela entrasse pelo portão de embarque e logo ela o fez.

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Sentada de olhos fechados na poltrona do avião colocou os fones de ouvidos tentando aliviar a pressão latente em seu peito, mas tudo parecia levá-la de volta a ele.

“I can't imagine what it'd be like

(Eu não posso imaginar como seria)

Livin each day in this life, without you
(Viver cada dia dessa vida sem você)

Without you.

(Sem você)

One look from you I know you understand
(Um olhar para você, eu sei que você entende)

This mess we're in you know is just so out of hand.
(Essa bagunça que nós estamos você sabe que está fora do alcance)”

Sorriu, era incrível como cada palavra parecia ser cantada em menção a Naruto, mas como poderia? As palavras proferidas por ele ainda martelavam claras em sua memória.

“I know we'll always feel this way (I know we will)
(Eu sei nós iremos sempre sentir a mesma coisa)

And in my heart I know you'll always stay

(E no meu coração eu sei você irá sempre ficar)”

Bastou uma singela recordação daquela noite no baile de formatura, ainda podia sentir a respiração ofegante dele contra a sua, o bater forte do coração em seu peito como o dele, o ritmo acelerado os conduzindo ao climax de um sentimento confuso e um tanto conturbado, mas recíproco, porque assim ele a havia dito no dia que se entregaram um ao outro, não só seu sentimentos, mas também seus corpos.

“Já te amava antes de se apaixonar por mim, Hime, nunca serei capaz de esquecer o que fez em minha vida. Não só por isso, não só por me cuidar e me transformar na pessoa que sou hoje, — Naruto olhava profundamente em seus olhos e acariciava o rosto corado — mas por ser a parte boa em tudo que passei, Hinata. Serei para sempre seu Naruto-kun — sorriu com o “apelido” — mesmo que não seja para sempre minha Hina.”

Outra vez o pranto veio desenfreado de forma impossível de conter, levantou-se e saiu disparada pelas portas do avião minutos antes de o mesmo mesmo partir.

“Senhora, partiremos em minutos, não deve sair ou perderá o voo.”

Mas ela não ligava, queria apenas ver mais uma vez os olhos azuis nos seus, queria sentir o corpo dele no dela e ouvi-lo dizer, como naquele dia, que será pra sempre seu Naruto-kun. Pegaria um táxi, bateria em sua porta e até invadiria o apartamento se preciso fosse, mas como um amigo de longa data o destino era sempre a favor da moça.

Precisou de um tempo para tentar se recompor e acreditar, mas reconheceu de longe o sentar despojado em um dos bancos de espera do terminal, uma das mãos grandes coçava a nuca, estava ansioso e aflito, mas era ele bem alí a sua frente.

Se aproximou em passos pesados, frenéticos e parou em frente chamando a atenção do mesmo.

— Você mentiu, Naruto-kun. — As mãos cruzadas de frente ao corpo em sinal de proteção, o semblante rígido disfarçava a o sentimento que a destrói pouco a pouco, segundo a segundo.

Naruto a encarou confuso, como se acreditasse fielmente que era apenas uma miragem, uma projeção de seus anseios. Abriu a boca por vezes tentando dizer, mas Hinata estava inclinada a não deixá-lo falar.

— Saiba que não acredito que não me ame, pois caso fosse não estaria aqui. E se for verdade, lhe farei me amar, lhe conquistarei outra vez. — Quem diria que em um corpo tão pequeno caberia tanta astucia? Respirou fundo acalmando seu corpo que tremia inteiro. — Eu sinto falta do teus olhos intensos, posso vê-los cada vez que fecho os meus. Sinto falta de como me beija a noite e de como dormimos, — fechou os olhos desacreditada em tamanha coragem a confessar outra vez seu amor à pessoa que dilacerou seu coração, mesmo que tropeçando nas palavras continuou a despejá-las — você não me deixa pensar direito, Naruto. E agora eu sinto falta de tudo em você.

Pela primeira vez naquele terminal Naruto a olhou nos olhos perolados desvendando toda confusão que emanava deles, Hinata estava atordoada e soturna, mal sabia diferir as emoções insistente em escorrer pelo rosto agora vermelho (talvez de raiva, ansiedade ou amor, quem saberia dizer?).

— Depois de tudo que passamos… — limpou as lágrimas com a manga do casaco de tricô, presente dado por ele — Não acredito que me deixaria ir, Naruto.

— Estou aqui por você, Hime. — respirou fundo colocando seus pensamentos em ordem, buscando palavras certeiras para acalentá-la, afinal, era culpa dele a angústia que a invadia. Levantou-se e com um passo já estavam próximos — Estou aqui pra pedir que não vá, que fique e me deixe tentar te fazer feliz outra vez. — Aproximou seu rosto do dela devagar selando seus lábios em um beijo rápido para em seguida envolver o corpo pequeno em seus braços, mesmo que não correspondido não a soltou. — Sei que não posso dar a você o que sonhou pra nós dois, pelo menos não agora, e estarei mentindo se disser que não me sinto frustrado por isso, mas ao sentir que te perderia decidi que irei tentar o meu melhor pra nunca mais te ter longe outra vez.

A proximidade o permitia senti-la soluçar e ouvir o choro abafado em seu ombro, isso o corroía.

— Olha pra mim Hina, por favor, não chora. — ela o fez e pôde ver os olhos dele também marejados — Dizer que te amo e que só quis te ver bem não serve como desculpas para o que te fiz e disse, mas saiba que doeu em mim cada dia longe de você.

— Naruto...

— Pode me perdoar por isso, Hime? Pode me dar mais uma chance? — completou.

Naquele instante nada mais havia a ser dito ou expresso em palavra por eles, não havia resposta que, em voz alta, pudesse curar dois corações partidos por uma decisão inocente e impensada, mas mesmo assim um erro. Então tudo se calou em um beijo terno e ao mesmo tempo urgente, ali mesmo no terminal em meio a tantas pessoas que iam e vinham desatentas e alheias a toda saudade e amor que o casal compartilhava em forma de carícia. Naruto não tinha que dizer que a amava, era claro em cada centímetro do seu corpo ainda abraçado ao dela, mesmo assim o fez ao pé do ouvido como faria todos os dias dali em diante.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
PS: Por favor, critiquem. Sou muito aberta a criticas e é sempre bom melhorar.
Beijos sz
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!