Terapia do Amor
13 Ás Más Lembranças
Notas iniciais
Capitulo XII – As Más Lembranças.
- Rin é melhor se alimentar direito, porque senão é você que vai acabar doente. – reclamava Izayoi.
Rin apenas levantou a cabeça observando a mais velha. Izayoi era uma mulher incrível, por muitas vezes lhe julgara fútil, mas observando-a atentamente era a mulher que sustentou o império Tashio.
Quando o pai de Sesshoumaru faleceu foi Izayoi que comandou a empresa até que ele e Inuyasha fossem capazes de tomar o controle e quando isso aconteceu Izayoi voltou a viver como desejava, uma vida de mimos.
- Está escutando Rin? – chamou atenção novamente a outra.
- Sim, Izayoi. – e pôs mais uma colher cheia na boca.
A verdade era que estava nauseada, como Sesshoumaru. Pela vez que presenciava ele por tudo que comera para fora se tornava difícil comer.
- Com sua licença Izayoi, vou ligar para minha mãe. – disse levantando-se de repente.
- Mas menina como mais um pouco.
- Não sinto fome. – respondeu constrangida.
Neste momento a porta foi aberta e um vento frio entrou uivando pela sala.
- Digam que tem um chocolate quente para mim. – disse Kagome retirando o casaco.
Rin sorriu à presença da nova amiga.
- Temos sim Kagome e talvez você faça a Rin tomar um pouco também, ela não está comendo nada.
- Eu já estava de saída mesmo. – disse Rin sorrindo.
- Desse jeito vou ter que contar ao Sesshoumaru. – disse Izayoi sorrindo levemente.
Rin foi pega de surpresa em seu ponto fraco, virou-se de repente.
- Não Iza, ele vai ficar preocupado. Eu estou me alimentando. – suplicou.
- Então volta aqui e toma esta sopa toda. – sorriu largamente Izayoi.
- Chantagem. – riu Rin.
- Estou falando sério. – sentenciou Izayoi.
- E acredite nela. – completou Kagome.
Rin levantou as mãos em símbolo de rendição.
- Vocês venceram.
As três comeram e conversaram até que Inuyasha chegou e juntou-se a elas na janta.
- Sinto que vai em breve chegar o dia em que vamos estar todos aqui juntos. – disse Izayoi tomando mais um pouco do seu chá. – Eu, Kagome, Inuyasha e seus filhos e você, Rin com Sesshoumaru.
Rin sentiu uma alegria enorme invadi-la somente pela esperança de ter Sesshoumaru para sempre e pela família dele apoiar o relacionamento dos dois.
- Estou tão cansada. Vamos subir Inuyasha? – disse a moça bocejando.
- Sim meu amor.
Inuyasha levantou-se trazendo Kagome consigo segura pela sua mão, enquanto Rin observava a cena.
- Rin, Iza boa noite. – desejou Kagome
- Boa noite mãe. – disse Inuyasha beijando-a na testa. – Até amanhã Rin.
Rin assentiu com a cabeça.
- Sim Inuyasha.
Depois de se despedir de Izayoi Rin também resolveu subir afinal, estava muito cansada. Logo que se deitou dormiu e um pesadelo veio assombrá-la.
Acordou sobressaltada, quatro da manhã, as cenas de Sesshoumaru vomitando e tremendo continuava a lhe afligir.
*FLASH BACK*
Rin adentrou o quarto silenciosamente, como de costume Sesshoumaru estava de olhos fechados, parecia ressonar. As feições estavam contraídas e as mãos apertavam o lençol da cama, enquanto gotas de suor brotavam da sua testa. Ela o observou alguns instantes e depois segurou devagar sua mão, quando abriu a boca para falar, no mesmo momento Sesshoumaru arregalou os olhos.
- Chame o médico. – gritou.
E virando-se na cama pôs-se a vomitar. Sesshoumaru estava completamente trêmulo, deixando Rin muito assustada, pois nunca o vira tão vulnerável. Correu ao seu encontro apertando contra o peito e limpado sua boca.
- Calma Sesshy, por favor.
- Chame o Houjo, faça passar. – ele estava descontrolado – Faça passar. – apertava a cabeça com força.
Rin correu atônita pra fora do quarto sem direção, sem saber o que fazer. Não demorou muito a trombar com Miroku.
- Rin o que há? Não se pode correr dentro de um hospital, é peri...
- O Sesshy grita muito, vomita... – dizia apoiando-se em uma parede próxima, ofegante. – Ajude, por favor.
Miroku saiu correndo, também, ao quarto de Sesshoumaru, entrando o viu arrancando o soro e os aparelhos que o monitoravam.
- Vou embora, não vão me fazer passar por isso. – dizia ele já descendo da cama.
- Sesshy não. – correu Rin tentando colocá-lo de volta na cama, mas ele resistindo.
- Me deixe ir. – ele a afastou com um braço – Não quero te machucar, se afaste.
Miroku finalmente conseguiu espetar um tranqüilizante no braço do rapaz, que instantaneamente relaxou. Arfando muito Sesshoumaru foi cedendo, enquanto Rin, Miroku e uma enfermeira, que acabara de entrar, colocavam-no na cama.
- Não. – sussurava ele. – Não podem me obrigar a ficar.
- É para o seu bem Sesshy. Eu te amo, quero te ver curado. – disse Rin.
Quando ele fechou os olhos à última coisa que viu foram os dela, a chorar.
* FIM DO FLASH BACK*
Ela não se lembrava muito do que ocorreu a seguir. Depois que ele adormeceu, ela caiu como um objeto qualquer no chão, consumida pelo cansaço e pelo choque de vê-lo naquele estado. Alguns minutos depois se sentiu erguida pelo braço por Miroku e pela enfermeira que a levaram para fora do quarto.
Miroku ligou pra Inuyasha que fora buscá-la junto com Kagome e mais uma vez a outra mulher se mostrara muito amiga de Rin. Pois, levou a pra casa enquanto Inuyasha permanecia no hospital, ajudou-a a comer e em seguida a colocou pra dormir. Sem nem mesmo questioná-la uma palavra. Quando Kagome achou que Rin já estava dormindo, levantou-se para sair sem barulho. Já estava perto da saída, no momento que Inuyasha abriu a porta surpreendendo a moça.
- Como ela está? O Houjo disse que estava em choque, que a chamou diversas vezes e ela não respondeu. Que a fez beber água, mas achava que ela nem sentiu. – disse o homem sem entrar no quarto.
- Abatida. – respondeu a esposa. – Vamos esperar que Deus lhe dê forças, por que sem dúvidas, ela vai precisar.
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