Terapia Sexual
1 Terapia Sexual
Notas iniciais
Aqui quem vos fala é a Jeh, estou postando a pedido da Alice
E a fic é em resposta ao desafio do grupo Snamione Sempre com o tema:
"Queria ver uma troca de papéis, a Hermione como professora e ele como aluno, o conteúdo programático eu deixo a cargo de vcs, ok? Ah e entrando na onda da ovelha, quero que encaixem uma capivara na história, se virem!"
Eu vou adiantando que eu adorei!
Terapia Sexual…
PDV Autor
Mais uma manhã se iniciava tensa na casa dos Snape. Sentado em sua habitual cadeira na ponta da mesa Severos fingia ler o jornal matinal. Suspirou ruidosamente quando ouviu passadas rápidas descerem a escada da casa.
Lá vinha ela novamente…
— Severus Snape!
Ele fechou os olhos tentando controlar o ímpeto de pegar sua mulher e atirá-la pela janela. Toda manhã era a mesma coisa.
— Inferno, mulher! — Rosnou — Não vê que estou tentando tomar meu café em paz?
— Você é mesmo muito petulante, Severus! — A mulher subiu a voz duas oitavas — Nosso casamento está quase indo por água abaixo e você finge que nada está acontecendo?
E ele odiava quando Sibila gritava. Odiava quando pessoas gritavam.
Severus a muito custo fazia o possível para não responder às provocações de sua mulher. Sibila era uma mulher escandalosa e se entrasse na onda dela provavelmente destruiriam a casa.
Vivia se perguntando o porquê de ter casado com ela. Eram completamente o oposto. Se davam muito bem na cama, mas ultimamente nem isto. Talvez os anos de casado tenham servido para esfriar o desempenho e a rotina, inevitavelmente, havia chegado. Sibila era uma mulher extremamente fogosa e vivia pelos cantos frustrada. Ele já havia notado.
Ela o acusava, dizendo ser sua culpa estarem àquele ponto. Severus não discordava.
Bufou irritado.
— Severus! — Sibila berrou o que enfureceu o homem que abaixou o jornal lançando-lhe um olhar mortal, tão digno dele.
— Quantas vezes terei de pedir que não grite? — Sua voz baixa dizia que estava no limite. Severus dificilmente perdia o controle e se exaltava. Aquele era um aviso de que sua parca paciência estava se esvaindo.
Sibila esperta que era, sabia que aquela era sua deixa. Só que sairia, mas sairia por cima.
Chegando perto dele, olhou bem dentro dos olhos de seu marido, ela era a única que tinha coragem de fazê-lo e decidida avisou.
— Eu vou deixá-lo, Severus. Juro por Merlin que irei deixá-lo. Não aguento mais tanta indiferença.
Severus não disse nada. Apenas a encarou sem expressão. Ela não teria coragem. Teria?
— E à propósito, seu jornal está de cabeça para baixo. — Tirou o jornal de suas mãos jogando-o por cima da xícara de café que tomava.
Sibila girou nos calcanhares e sem mais nada a dizer, saiu porta à fora pisando duro.
Severus ainda ficou um tempo encarando o lugar onde sua mulher estivera instantes atrás. Seu cheiro doce e que apreciava tanto ainda exalava no ar.
Não queria se separar de Sibila, podia não amá-la, fato. Contudo ela era uma boa esposa. Tudo em casa estava no lugar, sempre tinha seus pratos favoritos nos Domingos e o sexo era espetacular. Ela era do tipo de mulher que colocava fogo na cama. Só que por falha sua, mal transavam duas vezes por semana.
Pensou mais um pouco e chegou a conclusão de que não iria perder sua mulher.
Severus iria salvar seu casamento.
Pegando o jornal na mão sua visão se iluminou pelo anúncio que lia.
“Problemas no casamento?
Eu tenho a solução!
Drª Hermione Granger , psicóloga sexual.“
Será? Pensou ainda em dúvida.
Que se dana-se. Ele iria arriscar.
Arrancou o anúncio do jornal que coisa tinha o endereço deu uma golada no café e levantou-se decidido.
Como estava de férias da indústria farmacêutica que trabalhava teria tempo de sobra.
Pegou as chaves do carro saiu de casa.
…
Encontrou o endereço indicado com facilidade, ficava localizado numa região tranquila de Londres.
Estacionou o carro no número indicado e por um segundo pensou em dar meia volta. Sentia-se ridículo em se expor daquela forma.
— Sibila… — Sussurrou baixinho. Por ela valeria o esforço.
Desceu do carro e tocou a campanhia da casa. Era uma casa de classe média percebeu. Não muito grande, mas em nada se parecia com a casa de uma terapeuta sexual.
O portão da frente abriu-se automaticamente e ele entrou. Antes mesmo de bater na porta foi surpreendido por uma bela mulher que despontava por ela.
— Bom dia, Sr? — Saudou.
— Snape. Severus Snape.
— Não lembro de nenhum Snape na minha agenda esta manhã. — Ela falou sorrindo.
Ele ficou constrangido por alguns segundos. Apenas o sorriso dela o desconcertou. Bufou.
— Ah, perdoe-me, não marquei horário. Na verdade nem vi seu número no anuncio.
— Certo… — Ela respondeu e o analisou de cima abaixo. Sorrindo logo em seguida. — Eu posso atendê-lo agora, não tenho ninguém marcado pela manhã. — Entre.
Ela deu passagem e ele a olhou desconfiado, mas entrou, sendo acompanhado por ela.
Eles passaram pelo hall, pelo o que pôde perceber. Surpreendeu-se pelo o que viu. Esperava encontrar outra coisa. Nada de objetos obscenos pendurados pelas paredes, nenhuma foto de mulher ou homem nus.
Estranho…
Ela abriu uma porta logo à frente lhe dando passagem.
— Este é meu escritório, Senhor Snape. Sinta-se à vontade. Volto logo.
Ele entrou e aguardou.
Era um lugar até que sóbrio, concluiu.
Um divã vermelho vivo e uma poltrona dourada eram os únicos objetos que se assemelhavam com um escritório de um psicólogo.
Pouco mais de cinco minutos depois a mulher retornou com algumas coisas nas mãos. Um pequeno rádio e uma sacolinha de papelão que ele não pôde ver o que tinha dentro.
— Deite-se no divã, senhor Snape que já iremos começar.
Ele reparou nela melhor desta vez e viu uma mulher de tirar o fôlego à sua frente. Ela vestia uma saia lápis preta que terminava alguns centímetros acima dos joelhos, uma camisa branca com alguns botões abertos, que mostravam apenas o formato dos seios, deixando implícito muito mais por baixo daquele pedaço de pano. O cabelo estava preso num coque firme e no pé um salto agulha também preto que mecheu com a cabeça do homem muito mais do que gostaria.
Mal sabia ele que a peça fora escolhida à dedo por Hermione. Ela sabia que roupas como aquela mexiam com o imaginário de marmanjos como aquele à sua frente. Não sabia a que aquele homem maduro havia ido fazer ali, descobriria logo, mas tinha apenas uma certeza. Ele não sairia o mesmo dali.
Trabalhava há alguns anos com terapia sexual e poucas foram as vezes que homens mexeram tanto com ela. Mas aquele ali a deixou meio desnorteada quando o viu parado na sua porta.
Adorava homens mais velhos e aquele ali com toda aqueça aura de mistério a aguçou e a ascendeu de maneira inimaginável.
Sentou-se na poltrona dourada e cruzou as pernas propositalmente, vendo-o abaixar o olhar para apreciar suas pernas. Sorriu.
Severus ainda não se sentia muito confortável com a situação. Sentou-se na ponta do divã e a viu encará-lo sem medo, apenas Sibila tinha petulância suficientemente para aquilo. Quem aqueça mulher pensava que era?
— Então, senhor Snape? Em que posso ajudá-lo? — Hermione perguntou e se ajeitou na poltrona.
Silêncio preencheu o lugar. Severus ainda relutava em se expor daquele jeito para aqueça mulher que parecia despi-lo só como olhar.
— Senhor Snape, não tenho o dia todo. — Empacientou-se a mulher. — Já atendi outros homens em situações semelhante a sua, então na precisa de fricote aqui, sim?
Ele respirou fundo uma vez mais antes de começar. Não sabia se o silêncio era por não querer se expor ou por aquela mulher que o desconcertava sobremaneira.
Pelo deuses, era um homem casado!
— Tudo começou, Srtª Granger…
E contou tudo. Como conheceu Sibila, o casamento, de como incendiavam a cama juntos, o distanciamento, as brigas, o fato de não amá-la. Tudo.
Hermione ouviu pacientemente e ao fim do relato do homem já sabia do que ele precisava.
Aquele homem precisava de paixão.
— Senhor Snape, o senhor precisa redescobrir a paixão no seu casamento. Entende? — Ele nada respondeu.
— Eu não sei como fazer isto.
— O senhor precisa se encontrar primeiro. Precisa descobrir o que tanto o atrai em sua esposa. Precisa instigar sua mulher também. Porque pelo o que entendi nem ela mesma sabe mais o que fazer para despertar o seu interesse.
— Mas eu não sei como, droga! — Praguejou irritado.
Hermione pela quarta vez sorriu.
— Irei ensiná-lo como, Senhor Snape.
Levantou-se de sua poltrona e pegou algumas coisas dentro da sacolinha que trouxera.
— Agora deite-se no divã, senhor Snape. — Ordenou.
— Mas… — Ele protestou.
— O senhor quer ou não quer o seu casamento de volta? — Perguntou arqueando a sobrancelha para ele.
— Petulante.
Ele resmungou antes de se deitar todo tenso no divã de cor horrorosa.
— O senhor precisa se lembrar do que fazia para instigar sua mulher, senhor Snape. Instigando-a seu ego se sentirá massageado e o fogo outrora apagado se acenderá novamente.
Ele sentiu quando ela se sentou na beirada do divã e seu cheiro doce amadeirado o impregnou os pensamentos. Desnorteado e afogueado ficou quando sentiu as mãos pequenas dela começar a desabotoar só primeiros botões de sua camisa.
— Srtª…
— Relaxe, Senhor Snape, apenas relaxe… — E a voz melodiosa dela fez tudo, menos relaxá-lo.
Ele podia sentir o calor que emanava daquelas pequenas mãos. Imaginou elas em outro lugar.
Gemeu baixinho.
Ficou totalmente rígido quando a sentiu montar em sua cintura, colocando uma perna de cada lado de seu corpo. Sentiu o centro quente dela ir de encontro ao seu e inevitavelmente soltou um gemido estrangulado.
— Pare de gemer feito uma capivara cansada, Senhor Snape! — Irritou-se ela cedo tentar manter o controle — Se entregue, senhor Snape. Se solte…
Ele não queria dar o braço à torcer. Seria como atestar o fim daquilo que ele lutava para manter de pé. Jamais imaginou que uma mulher pudesse mexer tanto com ele, como aquela petulante fazia agora.
— Agora toque-me, senhor Snape. Imagine que sou sua mulher e toque-me. Faça-me sentir desejada.
Ele pensava em tudo, menos em Sibila naquele momento. E ele tocou. Tocou cada pedaço de pele desprovida de pano e a que estava escondida também.
Eram toques singelos, mas que os deixavam em êxtase.
— Vê, senhor Snape? — Perguntou ela entre gemidos — Creio que o problema não seja o senhor. Sinta como estou…
Hermione friccionou seu quadril contra o dele, mandando o juízo do homem ao espaço.
Ela era quente, muito quente percebeu.
Ela não resistindo, abaixou-se e fez uma trilha de beijos do pescoço até o canto da boca do homem.
Sorriu quando o viu fechar os olhos entregue.
Ela se perguntou como um homem fogoso como aquele poderia estar em crise no casamento. O problema talvez não fosse ele, mas sim a rotina que os havia pego de jeito.
Mas ela daria um jeito naquilo. Ah, se daria.
— Nossas aulas estão apenas começando, Senhor Snape. Espero que o senhor seja um aluno bem dedicado….
Severus sorriu.
Estava fodido.
Fim.
Notas finais
Beijos
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