Notas iniciais
FINAAALMENTEEE! (Sei que tem muita gente dizendo isso agora) auehau Já avisei que não tenho dias certos pra postagem de Tequila, escrevo quando consigo e principalmente quando tenho uma ideia definida para todo o capítulo, então, paciência sunshines D: Outra vez, desculpa pela demora, estou aqui finalmente e trago mais um capítulo escrito ao som de Aerosmith dessa vez, regado a um pouquinho de drama, mas dias melhores virão, prometo, isso tudo é culpa do fato de que não andei recebendo comida pelo correio, e também acabou meu chocolate e eu preciso de chocolate D: Sem ficar enrolando muito mais, só convido ainda a quem quiser para dar uma olhada na fic Segure minha mão, podem chegar sem bater e devorar ela também *-* Agora, se acomodem e puxem a pipoca, porque segue abaixo mais um capítulo direto do forno: Boa leitura e divirtam-se!

Capítulo 26 — Adeus

A chuva começou a cair fina, lentamente se misturando as lágrimas já secas em seu rosto, ela não sabia que horas eram nem quanto tempo havia se passado, só ficou o dia inteiro sentada na praia, sentindo a areia sob os pés e o vento frio daquele dia. Não tinha sol, era um dia nublado, tanto quanto seus pensamentos estavam.

Devagar, ficou em pé e começou a voltar para casa, a água penetrando suas roupas e a deixando enxercada em minutos, diferente das pessoas que via correndo pela rua e tentando fugir da chuva, ela continuou com a mesma marcha, a pele fria ia amortecendo também seus sentimentos e por um instante ela se perguntou se morrer seria algo como isso.

Chegando em casa parou ao ver que Daniel estava sentado na varanda, ele ergueu o olhar e encontrou os olhos dela ficando em pé imediatamente, desceu os degraus e foi até ela, então passou os braços ao redor do seu corpo na tentativa de aquecê-la. Ela parecia tão fria, tão distante...

—Você sumiu, vim até sua casa e sua tia disse que você tinha saído, e então essa chuva começou... eu... você precisa sair dessa chuva. — Ele disse a levando para debaixo do telhado.

—Olha, obrigada por ter cuidado de mim ontem, você não precisava fazer isso. Eu estou bem, pode ir embora agora. — Ela disse.

Sua tia Anne saiu da porta de casa trazendo uma toalha e enrolando Carolina nela.

—Querida, você está gelada! Você precisa de um banho quente, estávamos preocupados!

—Desculpe, tia. — Ela suspirou virando as costas para um Daniel ainda chocado.

—Carol... — Daniel chamou antes que ela entrasse em casa.

—Não precisava se preocupar, estou bem, pode ir. — Ela disse sem olhá-lo.

—Nós podemos conversar? — Ele pediu indo até ela.

—Eu preciso entrar agora. — Ela disse ainda sem encará-lo.

—Eu espero.

Ela estava mordendo seu lábio.

—Não temos nada para conversar, Daniel.

—Pelo amor de Deus, você quer me escutar?! — Ele finalmente explodiu.

Carolina finalmente o encarou, sua tia Anne em algum momento havia dado privacidade aos dois.

—Eu não tenho nada com aquela garota, ela me beijou sem mais nem menos, eu não pude evitar. Eu estou aqui e não estou indo embora, Carol. Você está me entendendo? — Ele segurou os braços dela olhando dentro dos seus olhos. — Eu não vou deixar você. Eu não vou. — Ele sussurrou. — Então, por favor, para de lutar contra isso.

Ela estava cansada, então simplesmente deixou as palavras dele penetrarem seu corpo e mesmo que ela quisesse evitar, sentiu que de alguma forma queria acreditar naquilo, com todas as suas forças, as palavras de Daniel estavam batendo em seus escudos, tentando de alguma maneira alcançá-la, e até mesmo a parte que afirmava que o melhor era continuar resistindo queria acreditar.

—Você precisa se aquecer agora. — Ele sussurrou esfregando seus braços por cima da toalha que a cobria.

Ela assentiu com a cabeça e então sua tia Anne voltou e a levou para dentro, Daniel foi convidado a entrar e esperar na sala enquanto ela tomava um banho.

Carolina tomou banho e trocou de roupa, respirou fundo sem saber o que fazer com tudo o que estava sentindo, era tão forte e ela queria evitar aquele poder sobre ela, queria evitar sofrer por ele o que ainda sofria por seus pais, mesmo depois das palavras dele, mesmo que ele tivesse atingindo seus escudos, não podia deixá-lo ultrapassar, seria demais, ela sabia, em algum momento já havia admitido que o que sentia por ele era muito forte, forte demais para deixar que continuasse, o que havia acontecido era a prova do quanto ela poderia ficar devastada se algo maior acontecesse com ele.

Se perdê-lo naquela fase já doía tanto não conseguia nem imaginar como seria quando ele fosse embora mais tarde. Preferia vê-lo de longe a continuar profundamente com aquele sentimento para depois ter tudo arrancado da sua pele sem dó nem piedade.

Carol desceu as escadas e foi para a varanda com Daniel a seguindo. Ela respirou fundo e passou as mãos pelos próprios braços, aquele dia continuava triste e sem cor, a chuva havia diminuído e caía fraca agora.

—Obrigada por ter cuidado de mim ontem, você não precisava ter feito aquilo. — Ela disse rompendo o silêncio, sua decisão tomada.

—Como não precisava? Queria que a tivesse deixado a mercê de qualquer maluco naquela boate? — Ele perguntou sem entendê-la, porque ela parecia tão distante outra vez? E tudo o que ele havia lhe dito? — Carol...

—Não podemos continuar, Daniel. Eu não quero que tudo volte. — Ela disse baixinho.

— Carol... — Ele falou se aproximando e segurando os ombros dela.

—Não. — Ela respondeu. — Não posso, Daniel, por favor, entenda. Não sou forte o bastante.

—Você é, Carol, nós somos. — Ele falou pegando a mão dela. — Eu não beijei aquela garota, você tem que acreditar em mim... — Ele suplicou.

—Não é a garota, Daniel. Sou eu. O que senti ontem... Eu não quero sentir isso, dói demais, e quando você for embora, eu... — Ela respirou fundo. — Eu só não sou forte o bastante. — Olhou nos olhos dele.

—Eu não vou ir embora. — Ele suplicou. — Eu preciso de você.

—Sinto muito. — Ela disse balançando a cabeça e fechando mais ainda o escudo em seu coração.

—Carol... — Ele disse com o rosto contorcido de dor enquanto ela virava as costas e entrava em casa.

Notas finais
Definitivamente ouvir Crazy causa isso em mim... auehau comentem, só não me batam D: auehuea como disse lá em cima, dias melhores virão, talvez não tão cedo.. MUHAHAHA ~pegadinha do malandro~ #ou não. Beeeijo gente bonita e boa semana