Tequila

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá! Essa é a minha primeira história, então sejam carinhosos, ok?
Espero que se divirtam!

O mundo parecia de cabeça pra baixo. Eu não conseguia entender o porquê de tudo aquilo, mas uma coisa era certa: eu não iria ficar chorando por quem não merecia. Justin, meu agora ex-namorado, tinha me feito acreditar que eu era a mulher da sua vida e assim eu tinha agido durante os três anos em que nós namoramos. Até eu perceber que amor é uma ilusão e fidelidade, então... Um conto de fadas.

O telefone me tirou de dentro dos meus pensamentos. Era Evelyn, minha melhor amiga, obviamente preocupada com o meu estado depois do chifre gigantesco que eu havia levado.

–Oi Alicia, como você está?

– Bem, como eu nunca estive antes, Eve... Eu precisei de uma sacudida pra perceber que eu estava jogando a minha vida pelo ralo. Mas não se preocupe, não vou me deixar mais iludir. Não mesmo!

Evelyn pareceu boquiaberta por um instante. –Bem, eu estou surpresa, mas feliz por você Alicia. Então, a festa de hoje à noite ainda está de pé?

–Claro, nada mais me segura! Até mais tarde.


Eu havia passado anos da minha vida sendo a namorada perfeita, acreditando que o amor movia o mundo e olha onde eu acabei. Agora eu iria me divertir, sem me preocupar com a opinião de ninguém.

***

Eram quase 11 da noite quando Evelyn passou para me buscar em casa. Íamos todos no carro dela, que felizmente não bebia e tinha a missão de entregar todos, sãos e salvos, em casa.

–Nossa, você está ótima!- Eve deu um assovio, fazendo graça.

–E porque eu não estaria? – Dei uma piscadinha. -Vamos, que a noite hoje é uma criança!

A fila na porta da boate era enorme, mas Kate, outra amiga nossa, era sobrinha do gerente e conseguira entradas VIP’s. O local estava lotado, principalmente porque era a noite da Tequila free. Todas as meninas se espalharam pela pista de dança, enquanto eu arrastava Eve comigo para o bar.

– A primeira da noite, moço! – Me dirigi ao bartender,que segurava uma garrafa de tequila, servindo as muitas pessoas que se aglomeravam à sua volta, na grande maioria, mulheres.

Ele mal olhou para mim enquanto servia a dose, que eu virei rapidamente, sem pensar muito. Pensar era a última coisa que eu queria fazer esta noite.

Quando nos encontramos com o resto da turma na pista de dança, a mesmahavia aumentado consideravelmente. A maioria das meninas tinha chamado mais amigos, o que nos tornava um grupo bem grande. Todos nos cumprimentamos, mas eu sentia que estava sendo observada particularmente por uma pessoa. Ryan era um grande amigo de Kate, que estava sempre nas nossas festinhas. Ele era lindo e adoravelmente irritante. A função de sua vida parecia ser tornar a minha muito difícil. Incrivelmente, ele parecia sem nenhuma gracinha a dizer:

–Você está realmente linda, nojentinha! – Ele também gostava muito de dar apelidos igualmente irritantes às pessoas.

–Vindo de você, eu deveria considerar isso uma declaração de amor. Chato! –Eu realmente havia me esforçado um pouco mais essa noite, abandonando meus amados jeans e colocando um vestido curto e rodado e saltos altos, além de me maquiar com mais capricho e deixar meus longos cabelos negros soltos, até chegarem na cintura.

Todos estavamse esbaldando ao som das músicas animadas que o DJ tocava. Como Eve parecia ocupada, dançando com um amigo da faculdade, voltei ao bar sozinha. O bartender parecia ter desistido de servir as pessoas individualmente, então ele só enchia seguidas doses de tequila e as colocava em cima do balcão, onde não ficavam por muito tempo. Me sentei em um dos bancos altos, decidida a esquecer o resto do mundo e me afogar naqueles pequenos copinhos dourados. Peguei um, depois outro e mais outro. Já havia perdido a conta quando fui interrompida:

–Não sabia que donzelas tão delicadas bebiam assim. – Era Ryan e sua ironia habitual, claro!

–Não sabia que eu havia pedido sua opinião, cavalheiro. – Ele puxou um dos bancos, se sentando ao meu lado.

–Isso é pra tentar esquecer alguma coisa, donzela? Soube que você está solteira, é verdade?

–E se for, o que te diz respeito? – Eu não estava minimamente preocupada em ser educada, não hoje.

–Talvez interesse. – E dessa vez, sua voz não parecia conter nenhum traço de ironia. Seus olhos pareciam me examinar, talvez buscando reação às suas palavras.

Eu tentei não reagir, mas a tequila, a maldita tequila, anuviava meus pensamentos e parecia ter quebrado minhas barreiras. Me aproximei mais dele, quase sentindo o calor de seu corpo...

–E porque te interessaria? – Esse jogo podia ser jogado por dois.

–Você que mesmo saber? – Havia riso em sua voz, mas seus olhos eram muitos sérios, além de muito verdes. Como eu ia resistir? Aliás, eu ainda estava tentando me lembrar de porque eu deveria resistir...

–É, eu quero muito saber. – Eu disse, encarando aqueles olhos verdes e tentando fazer uma cara sexy. Devo ter falhado miseravelmente, já que ele começou a rir.

–Você é realmente adorável, sabia? Mas você está bêbada e eu não vou me aproveitar de uma donzela indefesa. — Ele havia conseguido me irritar, bem mais que o normal.

–Primeiro: para a sua informação, donzela é a vó! Segundo: eu não estou bêbada. Só não estou mais presa por nenhum tipo de convenção, moral ou social. Eu cansei de fazer o que todo mundo acha que é bom e certo. Eu vou fazer o que eu quero!

Puxei a gola de sua camisa, trazendo sua expressão surpresa pra mais perto de mim. Sua barba por fazer, levemente loira como os seus cabelos, roçou em meu rosto enquanto ele se aproximava. Seus lábios estavam quentes e ávidos quando encontraram os meus e as chamas em meu corpo não vinham mais da tequila, mas do calor do seu corpo, muito colado ao meu.

Sua mão estava em meu pescoço, me tocando com suavidade, enquanto eu me agarrava a ele com aflição. Essa era a primeira boca diferente da de Justin, esta que eu beijava em três anos, e que queria aproveitar cada segundo, antes que eu pudesse me arrepender. E me conheço o suficiente pra saber que eu, provavelmente, iria me arrepender pela manhã. Mas só amanhã, por que essa era a minha noite, e eu iria fazer o que tivesse vontade.

Ele me levou para um canto mais afastado da boate, enquanto deslizava as mãos pelo meu corpo com delicadeza. Ele parecia receoso, talvez esperando que eu fugisse a qualquer momento, mas eu não tinha qualquer intenção de fazê-lo. Mas, infelizmente, uma voz fez com que eu me afastasse prematuramente de seus braços. Era Eve, que parecia estar me procurando no bar.

–Alic...Ah, desculpe! Eu te perdi de vista e vim ver se, se... alguma coisa tinha acontecido... – Ela pareceu desconcertada com a visão de nós dois juntos. Eu já podia imaginar o falatório amanhã.

–Relaxa Eve, nós já vamos voltar para a pista. –Eu puxei a mão de Ryan até a pista, enquanto Evelyn nos seguia, entre chocada e divertida.

Assim que chegamos à pista, uma música começou a tocar, dizendo à todos como eu estava. [http://www.youtube.com/watch?v=J91ti_MpdHA] Eu era uma garota em chamas e Ryan também parecia ver isso. Seus braços me envolveram enquanto eu rebolava ao som da música. Eu estava decidida a conquistá-lo, não só para esquecer Justin, mas porque o brilho irônico daqueles olhos sempre me afetara de alguma forma.

Eu desci a minha mão pelo seu peito até chegar a sua cintura, colando meu corpo no dele, sentindo como ele me desejava. Mas não ia ser tão fácil para ele. Desgrudei-me dele, indo até o centro da pista, dançando como eu nunca havia feito, nem para Justin. Ignorei os olhares, alguns espantados, que se concentravam em mim e dancei só pro Ryan, olhando em seus olhos enquanto passava as mãos pelo meu corpo e rebolava sensualmente até o chão.

Ele não resistiu por muito tempo. Logo se aproximou, sussurrando em meu ouvido:

–Quer sair daqui? – Suas intenções não poderiam ser mais claras, mas eu não me intimidei. Essa era a minha noite e ele era tudo o que eu queria naquele momento.

Notas finais
Então, essa é a primeira parte, gostaram?
Espero muito que eu tenha leitores e adoraria receber reviews. Elogiem, critiquem, digam oi, enfim... Pretendo postar a segunda parte amanhã, então apareçam!
Beijos!