A parte solta contida em ti
Espalha-se entre a ponta de teus dedos,
Mostra-lhe ações que outrora havia feito
E tira teu ar contido em mim.
Essa parte não brilha para os demais,
Não os fazem bem
–não como me faz.
Essa parte afundará em meu coração
E de tudo, o menor será a destruição,
Mas o destino desta parte será brilhar,
Não em mim, mas no meu ser.

Não existe algo legitimo em meus olhos.
Uma habilidade adquirida em anos,
Apenas esses sentimentos mortos
Que aos poucos ganham suas cores novamente,
E há quem tente
Agilizar este processo instável,
Tornar algo em objeto amável
E quebra-lo por não entendê-lo.

Os momentos permanecerão em minhas veias
Enquanto as sensações cravaram-se em meus ossos,
Mas nenhuma das minhas habilidades feias
–nem mesmo os meus verdadeiros esforços
Ficarão presentes em tua rotina.
Talvez por dois tempos
Fui apenas uma passageira aleatória
–uma desconhecida.