Essa poesia barata

É dedicada àqueles que se sentem inúteis,

Sobreviventes de pele ingrata

E amantes que se sentem fúteis.

Para pessoas que se olham no espelho

E detestam o que se tornaram.

Àqueles que oferecem bom conselho

Mesmo quando tanto se amargam.

Dedico a quem não consegue amar,

Pois não consegue amar seu abrigo.

E para aqueles que amam até queimar

E não consegue ser correspondido.

Dedico a quem não se sente importante

Ou a quem não se sente o suficiente.

Dedico a todos os com mente inconstante

E todos aqueles tão pacientes

Que esperam por uma ajuda de qualquer fonte

Ou que esperam apenas pelo inevitável,

Àqueles que observam o horizonte

E os que possuem um coração vulnerável.

Dedico minhas rimas para os que dormem demais

E àqueles que conversam com a insônia.

Dedico àqueles que se sentem anormais

E para aqueles que se encharcam em colônia

Para esconder o cheiro repugnante da bebida

Que fez esquecer seus problemas por uma noite.

Dedico àqueles com um desejo suicida

E aqueles que se conformam com o açoite.

Dedico aqueles que não sentem nada,

Mas ao mesmo tempo parecem que sentem tudo.

Dedico aqueles que perderam a amada,

E aqueles que se afogam no estudo.

Dedico àqueles que não sabem o que querem da vida,

Também dedico àqueles que não acreditam em suas capacidades,

Àqueles que tiveram a confiança dissolvida

E que não entendem suas complexidades.

Dedico a você esse poema de grande ironia

Você vai ficar bem

E no fundo sei que um dia

Eu também.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.