Notas iniciais
Espero que gostem.... Kissus.

Comecei inventando uma historia boba de que ele queria que eu me enturmasse ja que eu era novata e que esperava grandes coisas de mim, ja que eu era uma aluna muito boa na minha antiga universidade. Mentir não é uma coisa boa. Mas é preciso pelo menos nesse caso.

–Menos mal. Então vamos comer. Estou morrendo de fome. -disse Hanna enquanto passava o braço envolta do meu. Ficamos parecendo que íamos entrar numa igreja e casar. Pela a primeira vez no dia esqueci de tudo que eu descobri nessa manhã.

Almoçamos rindo e conversando. Na mesa estava Eu, Hanna, Spencer, Emily, Toby(acho que esses dois tem alguma coisa rolando entre eles, é uma tensão sexual perto deles.) e Jason e por incrível que pareça até eles estava conversando. Como eu só tinha mais uma aula depois do almoço eu fui para ela. Chegando lá o professor Edgar Mills estava explicando como surgiu a teoria da evolução. Matéria chata mas fazer o que. Eu preciso.

Meu celular vibrou em meu bolso. Havia uma mensagem de texto de Ezra. Decidi ignorar. Queria pensar mais no assunto. Então desliguei meu celular e coloquei na bolsa e continuei a prestar atenção da aula. Assim a aula terminou e eu fui direto para o estacionamento pegar meu carro e ir para casa.

Cheguei em casa exausta querendo cama. Tirei só aquilo que incomodava dormir e adormeci. Acordei assustada com o sonho que eu tive de que o Reitor Rivers me pegava no flagra mais o Ezra. Olhei para o relógio 18:30hs. Levantei da cama e peguei meu celular e o liguei. Como ele passou a tarde inteira desligado acho melhor ligá-lo. Havia 5 mensagens de texto, 2 da Hanna e 3 do Ezra e mais duas mensagens de voz. As duas de Ezra me pedindo para ligar para ele. Acho que ele estava meio fora de si na segunda mensagem.

Coloquei o celular para chamar...

–Aria! Ai que alivio. -ele disse meio ofegante.

–Ezra, sou eu! Desculpe. Desliguei o celular e só fui ligá-lo agora. Vim pra casa e acabei pegando no sono. -eu disse

–Que bom que você ligou. Nosso jantar ainda ta de pé?

–Acho que não é uma boa a gente jantar hoje! E se alguém nos pegar o flagra?!

–Calma ninguém vai pegar nós no flagra. Que tal você vir jantar aqui em casa?

Pensei um pouco antes de responde-lo

–Ok! Que horas eu devo estar ai?

–Eu te busco as 20hs.

–Não precisa não. Eu vou com meu carro sem problemas.

–Não, não. Eu insisto em te buscar. A Jô e eu vamos.

–Então eu espero vocês. Beijos.

–Beijos, minha princesa!

Assim ele desligou e eu fui direto para o banheiro. Estava precisando de um banho para relaxar. Enchi a banheira e entrei dentro. Fiquei pensando em como minha vida está de cabeça pra baixo. Logo agora que eu estava esquecendo a dor que meus pais causaram quando eles partiram.

Sai da banheira já atrasada. Agorinha eles vão chegar.

Escolhi um vestido florido e meio rodado e uma sandália rasteirinha dourada e prendi meu cabelo em um coque frouxo e a maquiagem leve. Vou confessar que estou um pouco nervosa, ja que vou conhecer a irmã/filha de Ezra. E estou louca para saber se ela tem mesmo meus olhos.

Quando estava na cozinha bebendo um copo de água Ezra bate campainha.

–Já vou! –grito da cozinha

Abro a porta e lá está ele de calça jeans e uma camisa social branca.

–Oi! –diz ele

–Olá! Uai cadê a Joan? –perguntei porque na a vi perto dele

De repente uma criança pula na minha frente e me da o maior susto porque não esperava.

–Buh! Eu ti axustei?-diz Jô enquanto eu me abaixo para ficar do seu tamanho.

–Você deve ser a Jô. É um prazer conhecê-la. Princesinha! –digo quando me recupero do susto .

Ela se vira pro Ezra e o chama para falar alguma coisa no ouvido dele.

–Ela é linda! Ela minha nova mamãe? –ela fala mais alto e eu escuto, mas fingi não reparar

–Eu não te falei que ela era a linda. E ainda não é. Mas se ela quiser quem sabe ela não vira. –ele disse olhando nos meus olhos enquanto estava ficando mais vermelha que pimentão.

–Vamos? –disse Jô me pagando pela a mão.

Pedi para Ezra trancar a porta por que Jô estava me arrastando até o elevador. Achei-a linda e extrovertida. E tinha meus olhos. Não parava de falar nenhum pouquinho. Ezra só ficava me olhando e rindo enquanto eu conversava com a Jô. Saímos do elevador com a Jô pegada em nossas mãos eu de um lado e Ezra de outro. Chegamos fora do prédio e não vi o carro de Ezra. Então ele foi nós guiando a um Soul da Kia branco então destravou as portas e colocou Jô em sua cadeirinha.

Enquanto ele estava colocando o cinto ela colocou as duas mãos uma em cada bochecha dele e disse baixinho.

–Eu amu voxe, papai! –ela disse baixinho enquanto estava aproximando e dando um beijo no nariz de Ezra.

Lembrei de meu pai, eu era a mesma coisa com ele. Sempre falando que o amava e dando beijos nele. Nesse momento me vi enchendo os olhos de água. Limpei a lágrima que caia em minha bochecha. Ezra terminou e veio até mim.

–Tudo bem, minha princesa?

–Joia! Ela é muito especial, eu vejo no jeito que você olha para ela.

–Ela é sim. Mas você também é muito especial. Eu estou aqui para dizer que mesmo com a Limitação de nosso relacionamento eu te quero na minha vida. Não some de mim não! –dizendo isso ele me beijou vorazmente e me apertou para mais perto de si.

–Então vamos? –ele me perguntou quando tirou seus lábios dos meus.

–Vamos sim. –respondi sorrindo.

Entramos no carro com ele abrindo minha porta. Entrou no lugar do motorista e seguimos para sua casa.

Notas finais
Comentem... ;)